como é que uma região inóspita, uma zona de mera passagem habitada por tribos semi-selvagens situada entre as duas grandes potências civilizacionais e militares da antiguidade - a Siria e o Egipto - se teria convertido numa terra ferozmente disputada? a disputa é obra contemporânea construida no século XIX por via da guerra pelos recursos naturais. Para o entender é necessário estudar a História cientificamente, extirpada de crenças biblicas sem quaisquer fundamentos. A solução é estudar e lutar pela divulgação da verdade, não é ver vídeos engraçadinhos feitos sobre premissas erradas.
.........
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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domingo, fevereiro 28, 2016
sexta-feira, fevereiro 05, 2016
(Ex-secretário) e conselheiro vitalicio de Estado, Henry Kissinger acaba de se reunir em Moscovo com o presidente russo Vladimir Putin.
Na manga leva um problema grave. Os grupos terroristas criados, armados e abastecidos pelos Estados Unidos estão a debandar, a fronteira quase controlada, os bandos da a-Nusrah estão cercados pelo Exército Sírio em Aleppo. Devido ao apoio da Rússia o acordo previsto pelos conspiradores na Conferência de Paris com os “terroristas moderados” que deveriam derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad está agora comprometido. Os representantes da “oposição” que sustentam uma guerra criminosa contra o povo Sírio nem sequer foram admitidos nas conversações de Genebra. E os norte-americanos foram obrigados a aceitar como interlocutores os representantes da União Democrática Curda dissidentes do regime da Turquia, um país da Nato por onde entra quase a totalidade dos abastecimentos aos terroristas e cujas linhas estão a ser cortadas. E que transpira do meeting privado Putin-Kissinger? disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov: “a reunião é uma continuação de um "diálogo amigável entre o Presidente Putin e Henry Kissinger, que estão ligados por um relacionamento de longa data (…) relações de amizade que os levam a comunicar o tempo todo para discutir “valores” e questões prementes internacionais, bem como trocar opiniões sobre as perspectivas globais” (fonte)
Que se conheçam pelos media Putin e Kissinger tiveram mais de 10 reuniões tete-a-tete desde a eclosão das acções contra a Síria que põem em causa a segurança próxima da Rússia. No primeiro desses encontros em 2013, Putin disse que Moscovo sempre prestou atenção à opinião de Kissinger e chamou o ex-secretário de Estado "um político de classe mundial". Numa entrevista em Dezembro passado ao jornal alemão Handelsblatt, Kissinger disse que acreditar que o Ocidente deve entender, que não pode haver solução para a crise síria e sem a participação da Rússia. Disse também que não se pode derrotar Estado Islâmico (ISIS/Daesh) no Médio Oriente através de meios diplomáticos. Kissinger foi um dos autores da política de détente nas relações EUA-URSS. Galardoado com o Nobel da Paz em 1973. (ver curriculo criminal de Kissinger)
De volta à realidade no terreno, ambos os homens sabem existir um plano secreto entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita (no plano militar a Operação Madeira de Sicomóro) e num plano mais geral, um Acordo Geoestratégico e Financeiro para balcanizar a Síria. Tornou-se claro que a ISIS é agora sustentado por uma coligação secreta de nações que incluem os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Turquia e outros players menores.
Como exemplo, os terroristas feridos em combate estão a ser levados para hospitais em Israel por helicópteros militares norte-americanos, a partir da base militar síria de Rmelan que invadiram e estão a ocupar. Entretanto o secretário Kerry foi recebido calorosamente em Roma como porta voz que anda a espalhar a democracia pelo mundo
| Kissinger e Netanyahu |
De volta à realidade no terreno, ambos os homens sabem existir um plano secreto entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita (no plano militar a Operação Madeira de Sicomóro) e num plano mais geral, um Acordo Geoestratégico e Financeiro para balcanizar a Síria. Tornou-se claro que a ISIS é agora sustentado por uma coligação secreta de nações que incluem os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Turquia e outros players menores.
Como exemplo, os terroristas feridos em combate estão a ser levados para hospitais em Israel por helicópteros militares norte-americanos, a partir da base militar síria de Rmelan que invadiram e estão a ocupar. Entretanto o secretário Kerry foi recebido calorosamente em Roma como porta voz que anda a espalhar a democracia pelo mundo
5 anos de invasão/ocupação da Síria por selvagens "freedom fighters" estrangeiros, pagos pelas petro-monarquias, Turquia, EUA e Israel.
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sexta-feira, novembro 20, 2015
quem são os patrões dos jornais e televisões?
se os agentes do Sionismo Internacional têm capacidade para mandar alterar "noticias" numa estação como a BBC, imagine-se o que vai por aí em termos da arraia miúda
"Jornalista alemão denuncia que o jornalismo corporativo (1) manipula a informação a favor da produção de conflitos armados, que a maioria das notícias são fabricadas para manipular a opinião pública e que a maior parte dos jornalistas que trabalham para jornais de renome são pagos por Agências de Comunicação a fim de publicarem e dar nome a notícias com o objectivo de falsear a verdade. É preciso resistir e desobedecer, não os ler, mandá-los foder. No actual modelo, as ideologias e posições políticas são apenas a fachada, a camada visível, atingindo hoje a manipulação do povo tal forma e grau de refinamento que se produzem notícias patrocinadas por interesses contrários à paz e ao bem comum. Obviamente, muitas vezes, quase sempre, o contraditório não passa de uma mera simulação".
No cenário da difusão de informação existe agora um novo actor que se diferencia dos antigos Media de jornalistas na verdadeira acepção do conceito.
Como sucedânio dos meios tradicionais de comunicação, públicos ou privados, novos veículos informativos são oferecidos ao público por organizações profissionais, sociais e inclusivé de segmentos do poder público. São “meios de comunicação” difusores de um jornalismo corporativo mantidos e administrados por actores sociais que até então desempenhavam apenas o papel de fontes de informações. Estas fontes são, em grande parte, verdadeiras organizações políticas. Elas actuam de forma semelhante às entidades que deveriam ser representativas mas consentiram em vender a representatividade a forças não sujeitas ao escrutínio público. O sociólogo Michel Offerlé na “Sociologie des groupes d'intérêt” classifica e identifica os grupos de interesse que se apresentam na esfera pública, não como produtores de informação neutra, mas desempenhando o papel de actores políticos.
(1) aprofundar o tema, "Francisco Sant’Anna: Jornalismo Corporativo, tarefa de quem?"
"Jornalista alemão denuncia que o jornalismo corporativo (1) manipula a informação a favor da produção de conflitos armados, que a maioria das notícias são fabricadas para manipular a opinião pública e que a maior parte dos jornalistas que trabalham para jornais de renome são pagos por Agências de Comunicação a fim de publicarem e dar nome a notícias com o objectivo de falsear a verdade. É preciso resistir e desobedecer, não os ler, mandá-los foder. No actual modelo, as ideologias e posições políticas são apenas a fachada, a camada visível, atingindo hoje a manipulação do povo tal forma e grau de refinamento que se produzem notícias patrocinadas por interesses contrários à paz e ao bem comum. Obviamente, muitas vezes, quase sempre, o contraditório não passa de uma mera simulação".
Artigo 21.º Resistência&Desobediência18Novembro
No cenário da difusão de informação existe agora um novo actor que se diferencia dos antigos Media de jornalistas na verdadeira acepção do conceito.
Como sucedânio dos meios tradicionais de comunicação, públicos ou privados, novos veículos informativos são oferecidos ao público por organizações profissionais, sociais e inclusivé de segmentos do poder público. São “meios de comunicação” difusores de um jornalismo corporativo mantidos e administrados por actores sociais que até então desempenhavam apenas o papel de fontes de informações. Estas fontes são, em grande parte, verdadeiras organizações políticas. Elas actuam de forma semelhante às entidades que deveriam ser representativas mas consentiram em vender a representatividade a forças não sujeitas ao escrutínio público. O sociólogo Michel Offerlé na “Sociologie des groupes d'intérêt” classifica e identifica os grupos de interesse que se apresentam na esfera pública, não como produtores de informação neutra, mas desempenhando o papel de actores políticos.
(1) aprofundar o tema, "Francisco Sant’Anna: Jornalismo Corporativo, tarefa de quem?"
sábado, novembro 14, 2015
"a França pagará bem caro o apoio aos terroristas"
esta comunicação do presidente da Síria tem dois anos. Como se sabia e se tem vindo a confirmar a França é a principal fornecedora de armas aos rebeldes que lutam para aniquilar o regime de Bachar el-Assad. A partir de certo ponto essa "oposição" treinada e financiada pelo Ocidente já não se distingue das outras vertentes terroristas igualmente criadas e alimentadas pelas potências imperialistas ocidentais, em particular a França que pretende ter, desde o tratado de Sykes-Picot, a hegemonia sobre a Síria - al-Assad avisou então: "a França pagará bem caro o apoio ao terrorismo". Aos nacionalistas sirios valeu-lhes agora a inestimável ajuda da Rússia. Para evitar a escalada do conflito a niveis internacionais os russos acabam de instalar em território sirio o sistema de defesa por misseis anti-aéreos S400 que neutraliza a NATO. Os governos-traidores dos povos europeus estão em pânico... é aqui que entra mais uma operação militarizada de false-flag... o empurrão final para todo o alastrar da extrema direita na Europa!
Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Syrie 24 Sexta-feira 13
Com o recurso à crise dos emigrantes,
as elites capitalistas globais organizam a Terceira Grande Guerra Mundial
Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Boom!
o director da CIA teve uma reunião com o chefe da Segurança francesa e com a Mossad dias antes dos ataques em Paris
sexta-feira, outubro 09, 2015
Russos são recebidos em apoteose na Síria
Сирия сегодня - Спасибо России ! Друзья ! Смотрите видео и передайте дальше всем !
Росси́я - Российская Федерация 1 de Outubro de 2015
e já agora a China, que também vai a caminho
No seu discurso o conselheiro de Estado Brzezinski reconhece implicitamente que os Estados Unidos têm aliados entre os grupos terroristas que actuam na Síria e dirigindo-se a Vladimir Putin ameaçou: parem de atingir a nossa Al-Qaeda "ou teremos uma terceira guerra mundial" (VeteransToday)
Conselheiro ucraniano quer ajudar o "Estado Islâmico" a vingar-se dos soldados russos.
segunda-feira, junho 15, 2015
perderam-se (e ainda bem) os "bons velhos tempos", quando os Estados Unidos ainda procuravam esconder a sua vasta criminalidade
Obama, o caniche imperialista dos banqueiros belicistas, o sanguinário e falso nobel da paz, tinha pedido carta branca ao Senado para fazer a guerra! e aí vai ela de vento em popa, repleta de operações encobertas.
É o próprio Departamento de Estado que vem agora confirmar oficialmente que os EUA armaram, treinaram e financiaram primeiro a inexistente al-Qaeda no Iraque de Bush para tentar derrubar o regime na Siria e treinam agora os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e da Siria, ISIS, ao serviço da ideia do "grande Israel" (NewsWire)
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS) por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad... Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS) por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad... Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.
porque é que estes "Terroristas" nunca tencionaram atacar nem atacam Israel? porque estes grupos de "terroristas" existem para beneficio futuro de Israel
"nós Israelitas somo o povo escolhido por Deus, seus asquerosos goyim" - então e nós, "é suposto morrermos por estes gajos?"
terça-feira, junho 02, 2015
as Guerras Energéticas
2004. No auge da”guerra contra o terrorismo”, álibi para a invasão do Iraque. Invocando o “eixo do mal” George Bush insiste que não deve ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares. Então porquê, seis anos antes, a CIA entregou aos iranianos planos técnicos para a construção da bomba? James Risen, jornalista do New York Times e por duas vezes prémio Pulitzer, ao escrever “State of War” deu a conhecer o escândalo. (veio no Guardian) denunciando: é preciso pagar qualquer preço para sustentar a ganância, o poder, justificar a “war on terror”, negócios de drogas, usar denunciantes e agentes infiltrados. O jornalista viria a ser condenado a 3,5 anos de prisão por se negar a revelar as fontes. (entrevista)
Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.
Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.
Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.
Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.
Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.
Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.
terça-feira, abril 07, 2015
a Grande Muralha de Israel
imagem do muro do lado de Israel que faz a separação com a Palestina
Sionistas, Wahabitas e Daeshitas (do Estado Islâmico) constituem uma união sagrada de terroristas! dizem que vão libertar a Síria e o Yémen, mas não falam em libertar a Palestina! procure onde está o erro.
sexta-feira, março 20, 2015
12º aniversário da invasão do Iraque. Quem sopra as bombas do bolo?
Mais de uma décda depois dos Estados Unidos, (o Império mais benigno que a humanidade já conheceu, segundo José Manuel Fernandes) terem libertado os iraquianos e oferecido generosamente a democracia ao país "em poucos meses surgiu o avanço irresistível das forças do "Estado Islâmico do Iraque e da Síria" (ISIS na sigla em inglês para Islamic State in Iraq and Syria) provocou o colapso do Exército iraquiano e conquistou dezenas de cidades da Síria e do Iraque, tendo os falcões dos EUA declarado guerra a um "Estado" que não existe nem tem fronteiras.
Curiosamente, o promitente beneficiário da situação, o Estado de Israel, existe mas também não tem fronteiras. No final de Junho de 2014 os terroristas do ISIS proclamaram o "Estado Islâmico" como um novo Califado com a ambição de fazer regressar os povos árabes ao estatuto de poder universal. O que é uma mentira grosseira da propaganda ocidental, uma vez que os muçulmanos através da história nunca foram um império unificado, sempre mantiveram diversos poderes descentralizados, como se viu nos reinos e taifas do Al-Andalus. De onde surgiu então esta nova organização desconhecida até há pouco tempo? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? (...) Antecipadamente e em paralelo os Estados Unidos criaram em 2010 a Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike) com a finalidade de dissuadir (o que em politica externa norte-americana quer dizer atacar) a Rússia e outros adversários que se oponham ao expansionismo de Israel no Médio Oriente. Um dado importante a reter é o de Vladimir Putin disfrutar de enorme popularidade na Rússia por ter tencionar nacionalizar o Banco Central controlado pelos Rothschilds e dizimado a clique de Oligarcas judeus russos (após o saque iniciado em 1991 que desviou triliões para os bancos do Ocidente). Para ver: "The Rise of Putin and The Fall of The Russian-Jewish Oligarchs"
Segundo os cerca de 3000 documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o armamento utilizado pelo ISIS foi fornecido pelos EUA com a intenção de ajudarem grupos armados a intervir na Síria para derrubar o regime de Bashar el-Assad.
* Próximo alvo: "Graças à empreitada militar contra o ISIS o Irão está a expandir a sua influência no Irão" (Foreign Affairs)
* a União Europeia acaba de aprovar uma campanha de propaganda cujo leit-motiv é a imagem de uma mulher ocidental debaixo da bota de um soldado russo, encimada pelo slogan "Se a Rússia pudesse Vencer"
(ver aqui)
Curiosamente, o promitente beneficiário da situação, o Estado de Israel, existe mas também não tem fronteiras. No final de Junho de 2014 os terroristas do ISIS proclamaram o "Estado Islâmico" como um novo Califado com a ambição de fazer regressar os povos árabes ao estatuto de poder universal. O que é uma mentira grosseira da propaganda ocidental, uma vez que os muçulmanos através da história nunca foram um império unificado, sempre mantiveram diversos poderes descentralizados, como se viu nos reinos e taifas do Al-Andalus. De onde surgiu então esta nova organização desconhecida até há pouco tempo? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? (...) Antecipadamente e em paralelo os Estados Unidos criaram em 2010 a Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike) com a finalidade de dissuadir (o que em politica externa norte-americana quer dizer atacar) a Rússia e outros adversários que se oponham ao expansionismo de Israel no Médio Oriente. Um dado importante a reter é o de Vladimir Putin disfrutar de enorme popularidade na Rússia por ter tencionar nacionalizar o Banco Central controlado pelos Rothschilds e dizimado a clique de Oligarcas judeus russos (após o saque iniciado em 1991 que desviou triliões para os bancos do Ocidente). Para ver: "The Rise of Putin and The Fall of The Russian-Jewish Oligarchs"
Segundo os cerca de 3000 documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o armamento utilizado pelo ISIS foi fornecido pelos EUA com a intenção de ajudarem grupos armados a intervir na Síria para derrubar o regime de Bashar el-Assad.
* Próximo alvo: "Graças à empreitada militar contra o ISIS o Irão está a expandir a sua influência no Irão" (Foreign Affairs)
* a União Europeia acaba de aprovar uma campanha de propaganda cujo leit-motiv é a imagem de uma mulher ocidental debaixo da bota de um soldado russo, encimada pelo slogan "Se a Rússia pudesse Vencer"
(ver aqui)
sábado, março 14, 2015
Conferência e debate contra a ocupação da Palestina
Com Miko Peled, activista israelita judeu defensor da campanha de boicote a Israel. Autor do livro The General’s Son: É possível acabar com o genocídio na Palestina?
Sim! Esta é a resposta convicta de Miko Peled, filho de um general das Forças de Defesa israelitas. Mas, para isso, há que desmontar três mitos minuciosamente construídos pelas autoridades sionistas – e disseminados como verdades pelos nossos governantes.
1. O primeiro é o de que não vivia nenhum povo naquela terra que, em 1948, foi ocupada por milhares de judeus sionistas vindos dos quatro cantos do globo.
2. O segundo é o de que a ofensiva militar israelita, em 1967, foi uma resposta às ameaças que Israel diz ter enfrentado por parte de alguns países árabes, e que na verdade foi uma oportunidade para ocupar e pilhar parcelas maiores de territórios vizinhos.
3. O terceiro é o de que Israel é a única democracia no Médio-Oriente, quando essa tão elogiada “democracia israelita” abusa brutalmente de cinco milhões de palestinianos.
Estes assuntos, decisivos para se entender o porquê de 66 anos de limpeza étnica na Palestina, continuam na ordem do dia. E é sobre eles que Miko Peled, autor do livro The General’s Son, vem falar a Portugal. Porque a paz na Palestina, o fim da agressão sionista, o respeito pelos direitos humanos e pelas resoluções da Organização das Nações Unidas, que nunca saem do papel, não dizem apenas respeito às mães que perderam os seus filhos na ofensiva de Gaza no último Verão. Não são exclusivos das dezenas de milhares de famílias que viram as suas casas destruídas e os seus escassos bens reduzidos a cinzas. Não pertencem somente aos órfãos enclausurados na Cisjordânia. Dizem respeito a todos nós. A todas as pessoas decentes que acreditam que todos os seres humanos devem ter os mesmos direitos políticos, sociais e religiosos… sem discriminação, sem apartheid. Miko Peled é uma dessas pessoas, um judeu nascido em Israel, profundamente comprometido com a causa de uma Palestina livre de apartheid. Apesar de uma sobrinha sua ter morrido num atentado suicida palestiniano em Jerusalém, Peled nunca deixou de defender o direito dos palestinianos à resistência e de culpar a ocupação israelita pelos atentados que vitimam vidas inocentes.
O Comité de Solidariedade com a Palestina convidou Miko Peled no âmbito da semana internacional contra o Apartheid Israelita. Domingo 15, Auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, pelas 18h30. Rua Fialho de Almeida, 3 (metro São Sebastião)
Sim! Esta é a resposta convicta de Miko Peled, filho de um general das Forças de Defesa israelitas. Mas, para isso, há que desmontar três mitos minuciosamente construídos pelas autoridades sionistas – e disseminados como verdades pelos nossos governantes.
1. O primeiro é o de que não vivia nenhum povo naquela terra que, em 1948, foi ocupada por milhares de judeus sionistas vindos dos quatro cantos do globo.
2. O segundo é o de que a ofensiva militar israelita, em 1967, foi uma resposta às ameaças que Israel diz ter enfrentado por parte de alguns países árabes, e que na verdade foi uma oportunidade para ocupar e pilhar parcelas maiores de territórios vizinhos.
3. O terceiro é o de que Israel é a única democracia no Médio-Oriente, quando essa tão elogiada “democracia israelita” abusa brutalmente de cinco milhões de palestinianos.
Estes assuntos, decisivos para se entender o porquê de 66 anos de limpeza étnica na Palestina, continuam na ordem do dia. E é sobre eles que Miko Peled, autor do livro The General’s Son, vem falar a Portugal. Porque a paz na Palestina, o fim da agressão sionista, o respeito pelos direitos humanos e pelas resoluções da Organização das Nações Unidas, que nunca saem do papel, não dizem apenas respeito às mães que perderam os seus filhos na ofensiva de Gaza no último Verão. Não são exclusivos das dezenas de milhares de famílias que viram as suas casas destruídas e os seus escassos bens reduzidos a cinzas. Não pertencem somente aos órfãos enclausurados na Cisjordânia. Dizem respeito a todos nós. A todas as pessoas decentes que acreditam que todos os seres humanos devem ter os mesmos direitos políticos, sociais e religiosos… sem discriminação, sem apartheid. Miko Peled é uma dessas pessoas, um judeu nascido em Israel, profundamente comprometido com a causa de uma Palestina livre de apartheid. Apesar de uma sobrinha sua ter morrido num atentado suicida palestiniano em Jerusalém, Peled nunca deixou de defender o direito dos palestinianos à resistência e de culpar a ocupação israelita pelos atentados que vitimam vidas inocentes.
O Comité de Solidariedade com a Palestina convidou Miko Peled no âmbito da semana internacional contra o Apartheid Israelita. Domingo 15, Auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, pelas 18h30. Rua Fialho de Almeida, 3 (metro São Sebastião)
sexta-feira, março 06, 2015
As potências Ocidentais estão a tentar redesenhar todo o mapa do Médio Oriente para garantir o expansionismo de Israel
e de repente uma catrefa de gente embandeirou em arco com o "excepcional
profissionalismo, competência e imparcialidade" do jornalista da RTP
Paulo Dentinho ao entrevistar o presidente da Síria. Primeiro: não é um
grande feito: de há dois anos para cá que Bashar al-Assad dá entrevistas
a quase todas as televisões do mundo tendo em vista repôr a verdade deturpada pelos media ocidentais. Segundo: Dentinho deixa transparecer uma agressividade latente contra um regime que o governo português e os seus serventuários dos media mandam odeiam, mandados pelos seus Aliados. Se há aqui alguém a ser elogiado é o presidente Bashar al-Assad pelo desassombro e frontalidade com que denunciou o genocidio em curso contra o seu povo. Depois de o ouvir é lamentável que ainda haja muita gente a crer na moral do Ocidente. Terceiro: se o Paulo Dentinho é (ou fosse assim tão bom, irá (iria) decerto
acontecer-lhe o mesmo que aconteceu ao Carlos Fino, correspondente da
RTP durante a invasão do Iraque, que por ser imparcial desapareceu do
mapa. Eis o briefing de apresentação da RTP: "O contestado Presidente da
Síria reconhece que o país está a viver dias dramáticos e sustenta que
foi a guerra para o derrubar que deu origem ao extremismo" - se houvesse
imparcialidade a RTP teria posto a ênfase na principal tese de Bashar
al-Assad: "Nunca serei uma marioneta do Ocidente (...) para pôr fim à tragédia que se abateu sobre o nosso povo, primeiro que tudo, os responsáveis europeus tem que mostrar vontade em combater o terrorismo" (não a apoiá-lo). Por fim, recordar algo que não é mencionado na entrevista: que o regime democrático sírio presidido por Bashar al-Assad conta com o apoio incondicional da Rússia (1), Irão e China.
para quem não viu:
(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)
para quem não viu:
(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
só mais uma coisinha sobre a Charlie Hebdo
Como toda a gente viu, depois dos ataques supostamente "terroristas" ao almanaque satírico Charlie Hebdo, o que sobrou do corpo redatorial mudou-se de armas e bagagens para as instalações do jornal francês "Liberation", um jornal fundado por Jean-Paul Sartre e portanto conotado com a esquerda fóssil do Maio de 68. Nada mais erróneo, as participações accionistas do Liberation foram compradas a 100 por cento pela familia de banqueiros Rothschilds, a mesma que controla o sistema de Bancos Centrais em beneficio da globalização do Sionismo, politico e financeiro. (fonte)
É conhecida a técnica pela qual os meios judaicos criam falsos pretextos para atacar os Muçulmanos, para além da usurpação da Palestina, de um modo geral atacando toda uma comunidade de 1,3 mil milhões de pessoas a pretexto da famigerada doutrina do "choque de civilizações" inventada pelo judeu norte-americano Samuel Huntington em nome do expansionismo dos Estados Unidos, principal suporte do Estado de Israel, segundo vice-presidente Joe Biden, "o nosso historicamente mais antigo aliado" - veja-se só o estilo ignaro referente a um Estado inventado no ano de 1947.
Dentro desta linha politica, a revista económica holandesa "Quote", corroborada dias depois pelo jornal alemão Neopress, acaba de divulgar que os Rothschild tinham comprado em Dezembro passado a Charlie Hebdo, uma editora em ruínas, com prejuizos acumulados e à beira da insolvência. "A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild na entrevista publicada pela "Quote". O tío Edouard não queria comprá-la porque isso lhes teria dado um poder político que não querem, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.
Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? compraram-na a preço de saldo, porque antes de 7 de Janeiro a revista não gerava mais que prejuizos. Mas se só gerava perdas, que interesse tinham os banqueiros sionistas em comprar uma revista falida? É aqui que entra o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações da Charlie Hebdo contra os Muçulmanos, aliando o útil ao lucrativo, agora a revista passou de somente 60.000 leitores a ter uma audiência de sete milhões de leitores. Para além do dinheiro que lhes está a chover em cima, não só do Estado francês senão procedente dos investidores privados. Mas não se pense em termos conspiranóicos. Nada do que é agora exposto significa que os Rothschild organizaram os atentados, muito menos que mandaram matar pessoas pelo vil dinheiro. Nem pensar, isso é tarefa para outras gentes. Desde logo a grande união mediática angariada pelo "Je Suis Charlie" ocorrida a partir de París parece-se cada vez mais uma cópia quase exacta do 11 de Setembro em New York, onde se fizeram seguros multimilionários às Torres Gêmeas contra atentados terroristas precisamente dias antes de haver uma decisão para as derrubar. Num e noutro caso, puras coincidências".
É conhecida a técnica pela qual os meios judaicos criam falsos pretextos para atacar os Muçulmanos, para além da usurpação da Palestina, de um modo geral atacando toda uma comunidade de 1,3 mil milhões de pessoas a pretexto da famigerada doutrina do "choque de civilizações" inventada pelo judeu norte-americano Samuel Huntington em nome do expansionismo dos Estados Unidos, principal suporte do Estado de Israel, segundo vice-presidente Joe Biden, "o nosso historicamente mais antigo aliado" - veja-se só o estilo ignaro referente a um Estado inventado no ano de 1947.
Dentro desta linha politica, a revista económica holandesa "Quote", corroborada dias depois pelo jornal alemão Neopress, acaba de divulgar que os Rothschild tinham comprado em Dezembro passado a Charlie Hebdo, uma editora em ruínas, com prejuizos acumulados e à beira da insolvência. "A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild na entrevista publicada pela "Quote". O tío Edouard não queria comprá-la porque isso lhes teria dado um poder político que não querem, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.
Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? compraram-na a preço de saldo, porque antes de 7 de Janeiro a revista não gerava mais que prejuizos. Mas se só gerava perdas, que interesse tinham os banqueiros sionistas em comprar uma revista falida? É aqui que entra o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações da Charlie Hebdo contra os Muçulmanos, aliando o útil ao lucrativo, agora a revista passou de somente 60.000 leitores a ter uma audiência de sete milhões de leitores. Para além do dinheiro que lhes está a chover em cima, não só do Estado francês senão procedente dos investidores privados. Mas não se pense em termos conspiranóicos. Nada do que é agora exposto significa que os Rothschild organizaram os atentados, muito menos que mandaram matar pessoas pelo vil dinheiro. Nem pensar, isso é tarefa para outras gentes. Desde logo a grande união mediática angariada pelo "Je Suis Charlie" ocorrida a partir de París parece-se cada vez mais uma cópia quase exacta do 11 de Setembro em New York, onde se fizeram seguros multimilionários às Torres Gêmeas contra atentados terroristas precisamente dias antes de haver uma decisão para as derrubar. Num e noutro caso, puras coincidências".
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Paris, capital mundial contra o terrorismo, acolheu um dos maiores terroristas mundiais
o homem mais importante de França no dia da sua visita à "liberdade de expressão", Benjamin Netanyahu, aparece aqui visivelmente atemorizado por não ser imediatamente enfiado no autocarro que o conduzirá ao simulacro de manifestação. A inquietação por estar desamparado no meio da rua, apesar de isolado por seguranças, mostra que o carniceiro sabe muito bem das culpas que tem no cartório de crimes contra a humanidade. Até um francês poderia ver isso, pensou ele...
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O economista Bernard Maris, colaborador do Charlie Hebdo onde assinava uma coluna sob o pseudônimo de "Tio Bernard" foi uma das vitimas adicionadas à tragédia. Maris expunha a podridão da finança e da economia e sempre foi incomadativo, mormente revelando o segredo da criação de dinheiro pelos bancos privados com autorização do Banco Central Europeu, também este constituido por uma associação de bancos privados. Como se sabe, a função de emitir moeda foi usurpada aos Estados, estando hoje entregue aos interesses de um exiguo leque de familias da elite global. São estas famílias e os seus aliados e lacaios, as elites do crime organizado, que conjugam o acontecimento para limpar do caminho aqueles que os estorvem na obtenção do controlo absoluto sobre os povos europeus. São estes banqueiros, que mandam nos políticos "eleitos", são eles os que mais contribuem financeiramente para a fundação dos partidos políticos, são eles que financiam o Estado aos juros que querem, são eles que definem nas contas dos seus bancos nos seus bancos o valor dos nossos salários. Nesta entrevista Bernard Maris inicia a explicação das linhas gerais da perversidade do sistema.
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O economista Bernard Maris, colaborador do Charlie Hebdo onde assinava uma coluna sob o pseudônimo de "Tio Bernard" foi uma das vitimas adicionadas à tragédia. Maris expunha a podridão da finança e da economia e sempre foi incomadativo, mormente revelando o segredo da criação de dinheiro pelos bancos privados com autorização do Banco Central Europeu, também este constituido por uma associação de bancos privados. Como se sabe, a função de emitir moeda foi usurpada aos Estados, estando hoje entregue aos interesses de um exiguo leque de familias da elite global. São estas famílias e os seus aliados e lacaios, as elites do crime organizado, que conjugam o acontecimento para limpar do caminho aqueles que os estorvem na obtenção do controlo absoluto sobre os povos europeus. São estes banqueiros, que mandam nos políticos "eleitos", são eles os que mais contribuem financeiramente para a fundação dos partidos políticos, são eles que financiam o Estado aos juros que querem, são eles que definem nas contas dos seus bancos nos seus bancos o valor dos nossos salários. Nesta entrevista Bernard Maris inicia a explicação das linhas gerais da perversidade do sistema.
sábado, janeiro 10, 2015
A guerra religiosa na Europa. Há muita gente que não é Charlie, seus palermas
Ataques armados contra alvos muçulmanos em França nos últimos dias (saber mais)
a Wikileaks acusou a Charlie Hebdo se adoptar uma linha editorial de autocensura favorável ao Lobie Judaico-Sionista, legitimando desta forma o ataque contra o jornal satírico, implacável sobre as outras duas religiões. Uma perversidade que acabou por atingir o cartoonista judeu Georges Wolinski. "Basicamente o que a WikiLeakes está a dizer é que a tentativa de combater o anti-semitismo através do sistema legal francês abriu caminho para o assassinatos terroristas", disse Efraim Zuroff, o chefe de gabinete do Centro Simon Wiesenthal (Jerúsalem Post).
Em 2008, a Direcção do jornal Charlie Hebdo demitiu Maurice Sinet ‘Siné', autor de um ‘cartoon' considerado anti-semita. Siné classificou de "oportunista" o filho do então presidente Sarkozy se converter ao judaísmo para se casar com a rica herdeira judia Jessica Sebaoun-Darty. "Vai longe na vida, este rapazola", lia-se no ‘cartoon'. Mas o Charlie Hebdo, em nome da liberdade de expressão republicou os ‘cartoons' dinamarqueses sobre o profeta Maomé enquanto traçou uma linha vermelha quanto ao humor sobre judeus. Quanto ao ‘cartoon' da polémica é quase impossivel encontrá-lo no ciberespaço (fonte).
Satirizar os Muçulmanos é "liberdade de expressão"; caricaturar contra os Judeus é anti-Semitismo
quinta-feira, janeiro 08, 2015
Ninguém tem dúvidas que o ataque é levado a cabo por terroristas com treino militar. Quem comandou o ataque?
Benjamin Netanyahu previu os atentados em França se este país deixasse de apoiar a causa de Israel, o que seria "um erro grave". A dias da votação na ONU da resolução que reconhece a Palestina como Estado, algo a que ferozmente se opõem os fundamentalistas religiosos que governa Israel e os politico-financeiramente sequestrados Estados Unidos. Em Junho de 2014 a França tornou-se no primeiro país no mundo a proibir o uso público dos lenços pró-Palestina.
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Infelizmente há muita ingenuidade à esquerda, a maioria não consegue ver que todo este circo montado sobre um crime premeditado e executado com rigor militar é coisa que não está ao alcance de um qualquer extremista dissidente. Algúem os treina, subsidia e os encaminha para os alvos.
Este atentado beneficia os Sionistas de Israel e a extrema-Direita Europeia e não tem absolutamente nada a ver com "liberdade de expressão", tem a ver com a liberdade de fazer a guerra; para a partir daqui avançar para maior intervenção no Médio Oriente, com liberdade para matar. Em menos de uma hora após o terrivel tiroteio no Charlie Hebdo, os políticos já tinham começado a mentir aos seus publicos aficionados.John Kerry, secretário de Estado dos EUA, declarou que "não é possivel abater a liberdade de expressão através de actos de terrorismo". (ler mais)
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a ler
Ricochete em Paris. Uma operação terrorista ao melhor estilo Gládio, levada a cabo para desarmar ideologicamente a esquerda europeia (Information Clearing House)Infelizmente há muita ingenuidade à esquerda, a maioria não consegue ver que todo este circo montado sobre um crime premeditado e executado com rigor militar é coisa que não está ao alcance de um qualquer extremista dissidente. Algúem os treina, subsidia e os encaminha para os alvos.
Este atentado beneficia os Sionistas de Israel e a extrema-Direita Europeia e não tem absolutamente nada a ver com "liberdade de expressão", tem a ver com a liberdade de fazer a guerra; para a partir daqui avançar para maior intervenção no Médio Oriente, com liberdade para matar. Em menos de uma hora após o terrivel tiroteio no Charlie Hebdo, os políticos já tinham começado a mentir aos seus publicos aficionados.John Kerry, secretário de Estado dos EUA, declarou que "não é possivel abater a liberdade de expressão através de actos de terrorismo". (ler mais)
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Como vivem os Palestinianos em Gaza?
Shujaiyea era um dos bairros na zona oriental da cidade de Gaza. Foi completamente destruido durante a ofensiva israelita de 2014. Actualmente os que sobram dos seus habitantes esforçam-se por levar uma vida normal por entre os escombros. Walid al Zaza, um dos habitantes, contou ao canal Al-Jazeera cómo o seu bairro, antes cheio de vida se converteu num sitio fantasma - Tinhamos casas, negócios, vida, das nossa janelas viam-se zonas verdes, era dos mais bonitos da região (...) agora as nossa crianças já sabem o quem é um ataque com bombas lançadas de drones, sabem o que é ser vitimas de uma guerra". O carniceiro Netanyahu já fez saber que tudo fará para impedir que os seus "soldados" possam vir a ter de prestar contas no Tribunal de Haia. Veremos.
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domingo, dezembro 07, 2014
o Horror Sionista
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Enfadado com as condenações sobre os direitos humanos na Palestina que chegam de todo o mundo, inclusiva- mente do interior do próprio governo do terrorista Netanyahu, este acaba de demitir 2 ministros que considera serem "moderados" em demasia, convocando novas eleições no Estado religioso de Israel. Portanto, trata-se agora de "escolher" entre um Estado criminoso racista Sionista convencional e um Estado criminoso racista de Extrema-Direita mandatado para exterminar quem tenha a ousadia de se assumir como oposição à invasão da sua própria terra.
o Governo de Netanyahu fará aprovar um projecto de lei que estabelece a natureza étnica exclusivamente "hebraica/judaica" ao Estado de Israel (fonte) Caberá aqui recordar o já célebre livro do académico Schlomo Sand "O Povo Judeu è uma Invenção" (The Invention of Jewish People, 2006, ainda/nunca traduzido em Portugal)... id quod eris demonstrat, que os racistas à frente do destino deste Estado-fora-da-lei são na realidade um gang de criminosos de delito comum passiveis de guia de marcha para o Tribunal Internacional de Haia
Enfadado com as condenações sobre os direitos humanos na Palestina que chegam de todo o mundo, inclusiva- mente do interior do próprio governo do terrorista Netanyahu, este acaba de demitir 2 ministros que considera serem "moderados" em demasia, convocando novas eleições no Estado religioso de Israel. Portanto, trata-se agora de "escolher" entre um Estado criminoso racista Sionista convencional e um Estado criminoso racista de Extrema-Direita mandatado para exterminar quem tenha a ousadia de se assumir como oposição à invasão da sua própria terra.
o Governo de Netanyahu fará aprovar um projecto de lei que estabelece a natureza étnica exclusivamente "hebraica/judaica" ao Estado de Israel (fonte) Caberá aqui recordar o já célebre livro do académico Schlomo Sand "O Povo Judeu è uma Invenção" (The Invention of Jewish People, 2006, ainda/nunca traduzido em Portugal)... id quod eris demonstrat, que os racistas à frente do destino deste Estado-fora-da-lei são na realidade um gang de criminosos de delito comum passiveis de guia de marcha para o Tribunal Internacional de Haia
segunda-feira, novembro 10, 2014
Comemorações da queda do Muro
à boleia da solenidade do dia de ontem, onde se teceram bastas loas à queda de um Muro e mais nenhum, a mais alta autoridade da democratissíma Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou punir severamente qualquer pessoa que proteste e peça que seja reconhecida a Palestina como Estado de direito.
Netanyahu, responsável pelo assassinato de 2.1000 palestinianos nos recentes bombardeamentos a Gaza, afirmou que seu governo (do qual Portugal por via da aliança ditada pelos EUA é aliado) vai punir ou revogar a cidadania de qualquer pessoa que solicite o estabelecimento do Estado palestiniano. "Quem não respeitar a lei israelita, será punido com a maior severidade", disse ele num comunicado de três linhas. "Vamos agir contra aqueles que atiram pedras, bloqueam estradas, e apelam à criação de um Estado palestiniano no lugar que é o Estado de Israel", lê-se no comunicado, sem fazer qualquer referência a que esses territórios são roubados). Netanyahu também instruiu o Ministério do Interior para "revogar a cidadania de quem pede a destruição do Estado de Israel" (aliás, todos os israelitas por inteiro deveriam perder a nacionalidade, uma vez que não são cidadãos de um Estado de Direito)
Em contexto: Nos últimos 50 dias da ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza na operação militar chamada de "Chumbo Derretido", o governo israelita assassinou mais de 2.100 palestinianos, a maioria civis, 500 dos quais eram crianças. Cerca de 18.000 casas foram destruídas pelos bombardeamentos constantes e mais de 100 mil pessoas ficaram desalojadas (o Portugal de Cavaco, Barroso e Portas é um aliado e fiel colaboracionista desta politica). 135 países reconhecem o Estado da Palestina (incluindo o cínico Portugal), lembrou o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi realçando que até os parceiros da União Europeia defendem a aplicação do direito internacional. (Certos que como primeiro interesse está o negócio da reconstrução da Palestina pelas empresas europeias). Na sequência, a 30 de Outubro último a Suécia reconheceu a Palestina como Estado...
... e os seus dignitários públicos apelaram aos países da União Europeia e do mundo Árabe que lhes seguissem o exemplo.
Até a alta comissária de Política Externa e de Segurança da União Europeia, a neoconservadora Federica Mogherini, pediu neste sábado o reconhecimento de um Estado palestiniano independente, durante sua primeira visita a Gaza (leste) advertindo que "o mundo não vai apoiar uma nova guerra na área" - mas quanto a derrubar Muros disse nada... (apesar da algazarra que por aí vai, para o bem e para o mal, sobre muros que já não existem)... Fonte original: Telesur
actualização
hoje mesmo, 10 de Novembro. Video mostra policia israelita executar a tiro um jovem palestiniano
Netanyahu, responsável pelo assassinato de 2.1000 palestinianos nos recentes bombardeamentos a Gaza, afirmou que seu governo (do qual Portugal por via da aliança ditada pelos EUA é aliado) vai punir ou revogar a cidadania de qualquer pessoa que solicite o estabelecimento do Estado palestiniano. "Quem não respeitar a lei israelita, será punido com a maior severidade", disse ele num comunicado de três linhas. "Vamos agir contra aqueles que atiram pedras, bloqueam estradas, e apelam à criação de um Estado palestiniano no lugar que é o Estado de Israel", lê-se no comunicado, sem fazer qualquer referência a que esses territórios são roubados). Netanyahu também instruiu o Ministério do Interior para "revogar a cidadania de quem pede a destruição do Estado de Israel" (aliás, todos os israelitas por inteiro deveriam perder a nacionalidade, uma vez que não são cidadãos de um Estado de Direito)
Em contexto: Nos últimos 50 dias da ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza na operação militar chamada de "Chumbo Derretido", o governo israelita assassinou mais de 2.100 palestinianos, a maioria civis, 500 dos quais eram crianças. Cerca de 18.000 casas foram destruídas pelos bombardeamentos constantes e mais de 100 mil pessoas ficaram desalojadas (o Portugal de Cavaco, Barroso e Portas é um aliado e fiel colaboracionista desta politica). 135 países reconhecem o Estado da Palestina (incluindo o cínico Portugal), lembrou o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi realçando que até os parceiros da União Europeia defendem a aplicação do direito internacional. (Certos que como primeiro interesse está o negócio da reconstrução da Palestina pelas empresas europeias). Na sequência, a 30 de Outubro último a Suécia reconheceu a Palestina como Estado...
| Territórios Ocupados por USrael |
actualização
hoje mesmo, 10 de Novembro. Video mostra policia israelita executar a tiro um jovem palestiniano
quarta-feira, outubro 01, 2014
"Estado Islâmico". Claro como a Lama
os Estados Unidos, potência iluminada do Ocidente, declarou guerra a um alegado "Estado" que não existe nem tem fronteiras. Só nos vão dizendo pejorativamente que é "Islâmico". E o sr. presidente interino da Nato para o protectorado português apressa-se a dizer veladamente que a maioria dos portugueses caídos na pobreza não suportariam o envio de tropas para mais este dislate imperialista, mas lá vai avisando que Portugal está de alma e coração (mas sem bolsos, que estão esfarrapados) com a coligação (1)
Entretanto na vida real, dentro das nossas fronteiras, mão amiga faz-nos chegar a tradução do comentário de Audrey Bailey intitulado "Está confuso com o que está a acontecer no Médio Oriente?"
"Deixe-me explicar. Apoiamos o governo iraquiano em luta contra o Estado Islâmico (IS / ISIL / ISIS). Não gostamos do IS, mas o IS é apoiado pela Arábia Saudita de quem gostamos. Não gostamos do Presidente Assad da Síria. Apoiamos a luta contra ele, mas não o IS, que também está a lutar contra ele. Não gostamos do Irão, mas o governo iraniano apoia o governo iraquiano contra o IS. Então, alguns dos nossos amigos apoiam os nossos inimigos, alguns dos nossos inimigos são nossos amigos, e alguns dos nossos inimigos lutam contra outros dos nossos inimigos que não queremos que percam, mas não queremos que os nossos inimigos, que lutam contra os nossos inimigos, ganhem. Se as pessoas que queremos derrotar forem derrotadas, podem ser substituídas por outras pessoas de que gostamos ainda menos. E, tudo isto foi iniciado por invadirmos um país (o Iraque) para expulsar os terroristas que não estavam realmente lá, até lá entrarmos para expulsá-los - você agora já entende?"
(1) a 23 de Setembro de 2014 o lider do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, afirmava: "nós somos contra a intervenção militar norte-americana e a coligação internacional na Síria, na medida em que essa acção seja contra o regime sírio ou o Daesh (ISIS). Sob o falso pretexto de combater o terrorismo, os Estados Unidos o que visam é obter o controlo de toda a região"
Entretanto na vida real, dentro das nossas fronteiras, mão amiga faz-nos chegar a tradução do comentário de Audrey Bailey intitulado "Está confuso com o que está a acontecer no Médio Oriente?"
"Deixe-me explicar. Apoiamos o governo iraquiano em luta contra o Estado Islâmico (IS / ISIL / ISIS). Não gostamos do IS, mas o IS é apoiado pela Arábia Saudita de quem gostamos. Não gostamos do Presidente Assad da Síria. Apoiamos a luta contra ele, mas não o IS, que também está a lutar contra ele. Não gostamos do Irão, mas o governo iraniano apoia o governo iraquiano contra o IS. Então, alguns dos nossos amigos apoiam os nossos inimigos, alguns dos nossos inimigos são nossos amigos, e alguns dos nossos inimigos lutam contra outros dos nossos inimigos que não queremos que percam, mas não queremos que os nossos inimigos, que lutam contra os nossos inimigos, ganhem. Se as pessoas que queremos derrotar forem derrotadas, podem ser substituídas por outras pessoas de que gostamos ainda menos. E, tudo isto foi iniciado por invadirmos um país (o Iraque) para expulsar os terroristas que não estavam realmente lá, até lá entrarmos para expulsá-los - você agora já entende?"
(1) a 23 de Setembro de 2014 o lider do Hezbollah, Sayyed Hasan Nasrallah, afirmava: "nós somos contra a intervenção militar norte-americana e a coligação internacional na Síria, na medida em que essa acção seja contra o regime sírio ou o Daesh (ISIS). Sob o falso pretexto de combater o terrorismo, os Estados Unidos o que visam é obter o controlo de toda a região"
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