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segunda-feira, março 28, 2016

Estupefação face ao Acordo entre a União Europeia e a Turquia sobre a vaga de Emigrantes

Há duas semanas Angela Merkel foi forçada a realizar mais uma cimeira europeia sobre a questão dos migrantes para analisar uma proposta de acordo de iniciativa da Turquia, um país da NATO. Todos os líderes da União Europeia , depois de duras negociações, finalmente concordaram em aceitar sem grandes alterações as propostas do primeiro-ministro turco e doravante da Alemanha.

a esmagadora maioria de refugiados na presente crise são sirios, uns pela destruição das suas condições de vida, outros por comprometimento com o terrorismo na Síria. O mesmo para o caso do Afeganistão e Iraque sob tutela dos Estados Unidos. Outro tipo de problemática abrange o outro tipo de migrantes económicos das regiões tradicionalmente esvaziadas de recursos pelo imperialismo ocidental.
Pura lógica de relações de Força

O negócio é o seguinte: todos os migrantes ilegais que chegarem à Grécia serão devolvidos à Turquia, mas, para cada caso em que se trate de um sírio por cada refugiado na Turquia será acolhido outro sírio num país da UE, até ao limite de 72 000 vagas - a Turquia "compromete-se" a gerir o apoio ao fluxo de refugiados para a Europa mas exige contrapartidas políticas e financeiras inaceitáveis, a mais importante é a revitalização das negociações sobre a sua futura adesão à União Europeia. Como contrapartida Ankara obtém uma ajuda financeira adicional de 3 mil milhões de euros pagos pela União Europeia, e ainda, impõe aceitar a liberalizar da concessão de vistos para os cidadãos turcos para a Europa e acelerar o processo de adesão do país à UE. Ajudar a Turquia a gerir o enorme fluxo de migrantes não é uma ajuda significativa. Devolver à origem emigrantes neste país poderia ser uma forma de reduzir os fluxos que chegam à Grécia (cerca de um milhão de pessoas em 2015, 10% da população grega), o país que tem sido espremido pelos planos europeus por não se saber "dar ao luxo de gerir as falsas dívidas dos seus próprios cidadãos”.

Mas este infame acordo, (refugiado que não seja da oposição ao regime legal da Síria fica de fora) traz mais problemas que os que resolve. Ele mostra as mentiras do “espaço Schengen sem fronteiras internas”, livre para o capital mas de graves restrições e desigualdades económicas para os cidadãos europeus, contrasta com vinda de migrantes em massa pela Grécia, uma vez que é uma porta de entrada para toda a UE e para os países de livre escolha dos “refugiados”. Então será muito problemático um mecanismo de acoplamento automático de opositores ao regime sirio, impondo um mecanismo kafkiano de alocação de emigrantes a países pobres e endividados. Terá um custo para os trabalhadores dos países europeus cujos bolsos não estão cheios. A liberalização do movimento de 80 milhões de turcos dentro da União Europeia não pode realmente ser uma ideia aceitável num momento em que se gritam raios e coriscos sobre o “jihadismo global”, em tudo isto há uma inquietante contradição. Finalmente, é impressionante negociar a adesão da Turquia, cujo território em mais de 90 por cento geograficamente nem se situa na Europa.

Ao fazer este acordo, o directório neofascizante da EU revela que, para além de ser corrosivo para as democracias dos países europeus, impõe negociações exigindo o reinado dos mais fortes, os alemães e os turcos, que foram capazes de impor a sua solução aos outros países europeus. Angela Merkel continua a ser a agente do branding norte-americano na Babel europeia, obrigada a flutuar sobre um monte de problemas, como o que no ano passado ao apagar a lufada de ar fresco na Grécia, agravaram ainda mais a situação de crise. Em 2015 não havia dinheiro para libertar os fundos da Grécia retidos no BCE por oposição politica e agora já há 3 mil milhões para a Turquia que nem sequer é membro? Mais que provavelmente nada disto foi resolvido nesta Europa, como nada resolve em muitas Cimeiras sobre muitos outros assuntos, como a crise da moeda única. A montanha da crise dos “refugiados” o que pariu foi a certeza que o funcionamento da UE é totalmente disfuncional e que esta Europa além de criar problemas impede directamente a sua resolução.

a Macedónia, nos Balcãs, que não faz parte da UE permitiu que centenas de milhares de refugiados a cruzar o país da Grécia para ir para a Alemanha. País vizinho da Grécia, que faz parte da EU, a Macedónia fechou as suas fronteiras aos refugiados depois de ter descoberto 9000 passaportes falsos. Não são os próprios emigrantes que imprimem esses documentos, nem al-Assad, nem os sírios patriotas que combatem o terrorismo na sua pátria que organizam o transporte em massa. Tanto a Grécia como a Turquia são paises da Nato, portanto, o problema está noutro lado, em Bruxelas e no Pentágono, este último que pelo meio do espalhafato mediático “anti-terrorista” nem sequer é mencionado. Há agências norte-americanas por trás desses passaportes falsos! a Turquia foi directamente utilizada pelos EUA para introduzir terroristas na Siria visando derrubar o regime. Como estão a ser escorraçados pelos Russos fogem para a Turquia, voltando pelas centenas de quilómetros de galerias subterrâneas que os norte-americanos escavaram para infiltrar armas e provisões para o ISIS/Daesh. Tudo isto, a “oposição” na Síria, o terrorismo armado com armas de última geração, os falsos refugiados, foi criado pelos selvagens norte-americanos a partir do zero, mas as consequências do fracasso recaem sobre as vitimas do terrorismo e os povos europeus.
Exército sírio, apoiado pela Rússia, infligiu uma derrota esmagadora neste domingo ao grupo Estado Islâmico (ISIS/Daesh), ao recuperar o controle da cidade de Palmira, estando prestes a expulsar a organização extremista dos seus redutos na Síria. e o silêncio dos lideres ocidentais

terça-feira, fevereiro 09, 2016

a Fraude Obama

com novo figurante à vista de ser "eleito", a verdade contra Ataca 
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segunda-feira, dezembro 28, 2015

Aprender, Aprender Sempre

No seu 122º aniversário, um Poema a Mao Tse Tung, por Roque Dalton Garcia, poeta salvadorenho (1935-1975) colocando temas de reflexão para os Maoistas portugueses: se estudam a composição de classes em Portugal, se identificam qual a força principal que pode transformar a sociedade, se acham que apenas agitar o fantasma da classe operária, só por si, na actual divisão nacional e internacional do trabalho é condição suficiente para a vitória do socialismo...

Mao Tsé Tung levou o marxismo-leninismo até às suas últimas consequências
pelo menos num aspecto fundamental: o de construir a aliança operário-camponesa no seio da guerra do povo e assim tomar o poder.

Seguindo Lenine, definiu o povo, situou as classes e as camadas sociais que formam o povo, localizando assim o inimigo interno, nacional, o que apoia os imperialistas estrangeiros
e no seio do povo distinguiu duas forças: a força principal e a força dirigente

A força dirigente era a classe operária que se contava por centenas de milhar
e a força principal era o campesinato que se contava por centenas de milhões
A força dirigente não era suficientemente poderosa  para sozinha tomar o poder, e a força principal não poderia por si só orientar o seu potencial

Os que queriam abraçar o leninismo só pela aparência, acreditavam
que bastaria à força dirigente ocupar as cidades, os “centros nervosos” do país,
com greves e manifestações, que conduziriam, paulatinamente, até à insurreição.

Isso significava, na prática, manter separadas a força dirigente da força principal
levando em conta a vasta extensão da China
Houve grandes matanças; e por causa desta concepção a classe operária chinesa foi massacrada, não só simbolicamente, em Xangai e noutras grandes cidades.
Mao Tsé Tung retirou o leninismo da armadilha das cidades e da cabeça e dos braços dos operários,
das cabeças, das bocas e das mãos dos intelectuais e das organizações do partido, e conduziu a força dirigente até ao coração – fortaleza inexpugnável – da força principal:  as massas trabalhadoras dos campos. E ensinou-nos, deste modo, que na era do imperialismo agressor esta tarefa é desde o principio, num ou noutro sentido, uma tarefa que necessita da garantia das armas.

Assim o Partido Comunista da China, o partido da classe operária, pôde unir os trabalhadores do campo para a grande guerra do povo, uma dupla guerra do povo:  a guerra contra a invasão imperialista japonesa e a guerra contra as classes dominantes chinesas  e contra os seus lacaios comuns: os militaristas da exploração do povo encabeçados pelo sangrento Chang Kai Chek
a guerra pela libertação nacional e a guerra por uma nova democracia que abriu o caminho para o socialismo.
E deste modo entrou o leninismo no mundo dos países colonizados e neocolonizados
atravessando rios e desertos numa Grande Marcha para norte
respirando o cheiro a sangue e pólvora, sofrendo sob a fome e a sede, descalço e esfarrapado,
porém com o fusil reluzente
o poder nasce da ponta das espingardas e as espingardas são apontadas ao alvo pelo partido,
desenhando mapas, planificando operações à luz de lamparinas de azeite debaixo da chuva e de neve,
de dia sob o sol implacável sempre com a tocha operária erguida ao céu
que atiçou as labaredas na pradaria camponesa até que o sol ficasse vermelho.

sábado, novembro 28, 2015

o Ocidente na Siria representa o papel dos Nazis em Estalinegrado


a Turquia abriu hoje fogo de morteiro contra o Exército da Síria. Nem os EUA nem a Turquia podem agora sobrevoar o espaço aéreo sirio devido à instalação do sistema de defesa antiaérea russo S-400 e outras. Os Estados Unidos pressionam a Turquia para encerrar imediatamente a fronteira. Será um pretexto para invadir a zona norte da Síria em defesa dos terroristas do ISIS que aí se estabeleceram como "o céu na terra"? pode ser, mas já lá está de armas e bagagens uma força de paz multinacional liderada pela Rússia colocada ao longo da região fronteiriça de 100 km enfrentando eventualmente as tropas da NATO que possam vir da Turquia. Esta força pode não só colocar um ponto final no conflito/agressão à Siria, mas também assumir o controlo sobre o auto-proclamado papel do Ocidente como árbitro internacional sobre todos os assuntos do mundo. aka, a Nova Ordem Mundial Neoliberal. Aqueles que se juntarem a essa força de paz podem formar o novo rosto de uma ordem mundial multipolar definida para deslocar o poder do banditismo-financeiro de Wall Street e Londres. (LandDestroyerReport)
 
em actualização 
Segundo a revista alemã Bild, "a Turquia transformou-se num grande consumidor de petróleo do grupo extremista "Estado Islâmico". Os empresários turcos têm acordos de compra de petróleo com jihadistas que lhes permite obter uma receita de 10 milhões de dólares por semana. Quando a aviação russa começou a realizar mais ataques contra as infraestruturas ISIS, isso não poderia ser ignorado por Ancara, causando a natural insatisfação da Turquia" (Bild/SputnikNews)

O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte afirma que um "ataque armado" contra um país-membro da NATO "será considerado um ataque contra todos os paises da Aliança Atlântica" e que todas as partes no tratado devem unir-se para "restaurar e manter a segurança da área do Atlântico Norte". Pergunta fundamental: a Turquia é um país do Atântico? alguma vez deveria ser admitida em tal organização? É uma história antiga, foi admitida porque a NATO tem um carácter ofensivo. Não especificado no tratado é o que acontecerá quando um membro da NATO por conta própria perpretar um "ataque armado" a um país não membro, como no caso do abate do avião russo. Segundo um analista norte-americano da OpEdNews, "os EUA devem sair da NATO ou devem excluir a Turquia para evitar uma guerra com a Rússia" (ler o resto)

Equipa de jornalistas do canal RússiaToday são atacados com um missil anti-tanque de fabrico norte-americano

sábado, novembro 14, 2015

"a França pagará bem caro o apoio aos terroristas"

esta comunicação do presidente da Síria tem dois anos. Como se sabia e se tem vindo a confirmar a França é a principal fornecedora de armas aos rebeldes que lutam para aniquilar o regime de Bachar el-Assad. A partir de certo ponto essa "oposição" treinada e financiada pelo Ocidente já não se distingue das outras vertentes terroristas igualmente criadas e alimentadas pelas potências imperialistas ocidentais, em particular a França que pretende ter, desde o tratado de Sykes-Picot, a hegemonia sobre a Síria - al-Assad avisou então: "a França pagará bem caro o apoio ao terrorismo". Aos nacionalistas sirios valeu-lhes agora a inestimável ajuda da Rússia. Para evitar a escalada do conflito a niveis internacionais os russos acabam de instalar em território sirio o sistema de defesa por misseis anti-aéreos S400 que neutraliza a NATO. Os governos-traidores dos povos europeus estão em pânico... é aqui que entra mais uma operação militarizada de false-flag... o empurrão final para todo o alastrar da extrema direita na Europa!



Syrie 24 Sexta-feira 13


Com o recurso à crise dos emigrantes, 
as elites capitalistas globais organizam a Terceira Grande Guerra Mundial 


Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Boom! 
o director da CIA teve uma reunião com o chefe da Segurança francesa e com a Mossad dias antes dos ataques em Paris 

sábado, novembro 07, 2015

Washington prepara-se para a 3ª Grande Guerra Mundial?

"Navios de guerra americanos e chineses envolvidos em batalhas navais usando todas as armas, canhões e mísseis de cruzeiro guiados por laser. Aviões de combate russos e americanos opõem-se no ar utilizando drones robóticos auxiliares. Os hackers de Xangai e de Sillicon Valley entram em duelo computacional com triliões de algoritmos. Os combates no espaço decidem quem ganha cá em baixo na Terra. Estas cenas são extraídas de uma novela de H.G. Wells ou poderiam realmente ocontecer no mundo real depois de amanhã? Ambas as respostas são credíveis. Assustador?

O Complexo Militar e as agências Secretas norte-americanas estão empenhados em preparativos sistemáticos para uma terceira grande guerra mundial. Segundo o Pentágono, um conflito militar com a China e/ou a Rússia é inevitável, e esta perspectiva reforçou a força motriz da sua economia. Por detrás do seu planeamento táctico e estratégico, as três audiências no Congresso na última na terça-feira vieram demonstrar esta realidade. Ao que se sabe, a “comissão de negócios e guerra sobre o estrangeiro” do Senado teve na agenda as questões sobre a guerra cibernética. De lembrar que a Rússia tornou recentemente inoperacionais todos os sistemas de comunicações das forças armadas deslocadas para o Médio Oriente com a intenção de intervir na Síria. O general Joseph F. Dunford peremptório ao dizer nessa Comissão do Senado que o apoio aéreo da Rússia tinha mudado tudo. O equilibrio de forças pende agora para Assad. Contudo, a fanfarronice mediática do imperialismo yankee não passa de um bluf: os Estados Unidos não têm recursos económicos, militares e humanos para fazer uma guerra em grande escala, os seus aliados da Nato estão falidos e a organização em si derrotada e humilhada. A tropa yankee chegou à vergonhosa falta de escrúpulos de andar a organizar escudos humanos para preservar alvos terroristas anti-Assad (1) dos ataques conjuntos dos militares sirios, do Hezbolláh, russos e iranianos. Não é com estes destroços que o Complexo Militar irá atacar dois gigantes como a Rússia e a China. Os Estados Unidos perderam um lugar que é irrecuperável (2)

(1) a Rússia e os Estados Unidos tinham encontrado interesses comuns no Médio Oriente, mas o apoio da Arábia Saudita aos grupos terroristas mudou tudo (ReseauInternational.net) 

(2) Artigo Original
(3) As armas da Rússia que poderiam destruir os Estados Unidos em 30 minutos (RússiaToday)

domingo, outubro 18, 2015

o Colosso Imperialista vs a História Não Contada dos Estados Unidos, ou a politica do pau e da cenoura e mais pau

«Há mais fundamentalistas nos Estados Unidos que no Médio Oriente» (Oliver Stone)

1. Niall Ferguson, conhecido agente imperialista da linha dura de Kissinger: “Portanto, quem ganhou em 2004 com a invasão do Iraque no contexto da “declaração da guerra permanente contra o terrorismo” que já tinha sido o pretexto para a invasão e destruição do Afeganistão?
Pode dizer-se que foi a ciência militar de Clausewitz. Os Estados Unidos procuraram alcançar os seus objectivos políticos pela guerra, que a sua colossal superioridade económica e militar assegurava ser rápida e capaz de cobrar poucas vidas norte-americanas: só houve 91 mortes em combate entre o começo da guerra a 20 de Março e a declaração de vitória do presidente Bush no convés do USS Abraham Lincoln seis semanas mais tarde.

A guerra foi diferente da dos anos noventa. Depois de muitas conversas sobre “choque e terror”, os bombardeamentos aéreos prévios foram breves e selectivos e a maior parte dos combates ficaram a cargo das forças terrestres, de elevada mobilidade, que avançaram para as principais cidades e depararam apenas com focos de resistência inconstantes. Saddam foi apeado. Depois de uma caçada ao homem que durou nove meses, acabou por ser encontrado num buraco camuflado. E ficou a saber-se que andara a fazer bluff: as buscas iniciais encontraram poucos vestígios, se é que encontraram algum, de armas de destruição maciça ou mesmo de locais onde elas pudessem ser fabricadas. Mas Saddam foi a principal vítima do logro. Se se tivesse limitado a dizer a verdade aos inspectores em vez de tentar enganar a CIA, podia ter sobrevivido e deleitar-se com uma boa velhice no meio do espalhafatoso dos eus muitos palácios repelentes. E, aliás, até as suas armas convencionais se revelaram praticamente inúteis porque a maioria dos homens que as empunhavam optaram por fugir em vez de lutar. A guerra contra o Iraque acabou assim por ser mais uma guerra de intenções humanitárias que ninguém antecipara. Na ausência de montes de armas de destruição maciça bem visíveis, as atenções voltaram-se para o segundo objectivo proclamado pela Coligação, que era a libertação do povo iraquiano da tirania” (pp 272/3)
2. Oliver Stone, premiado realizador de cinema e o historiador Peter Kusnick, tidos como críticos do centenário imperialismo norte-americano, mas na verdade defensores de uma linha soft cujo ícone principal é a dupla de Clintons, o pacifista Carter e outros seres mitológicos, escrevem a “História não Contada dos Estados Unidos” sobre a ascenção e queda do imperialismo, obra considerada indispensável por Mikhail Gorbachev, o pacifista da soft-troika que lançou na miséria milhões de russos, colocando os restantes sob o jugo da máfia capitalista global (dos quais a Rússia se está a gora a livrar com Vladimir Putin)

Outros notáveis dizem ser esta “a mais importante narrativa histórica dos últimos cem anos”, apontando factos da politica excepcionalista dos EUA não divulgados pelos media corporativos, como se não houvesse mais vida para além deles e os crimes do imperialismo não fossem de há muito conhecidos. Sobre as luzes e as sombras do império contam os autores as características únicas que permitem aos EUA moldar o mundo e a forma como as suas acções são interpretadas pelas outras nações. Munidos das mais recentes descobertas obtidas de documentos desclassificados e de investigações de prestigiados académicos, Stone e Kusnick revelam episódios escondidos, chocantes, mas agora documentados. Até aqui tudo estaria no domínio de teorias da conspiração? a saber: 1. os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagazaki foram militarmente desnecessários e moralmente indefensáveis 2. foram os Estados Unidos e não a União Soviética que mais contribuíram para a perpetuação da Guerra Fria 3. a preferência dos EUA por ditadores de direita em muitos países traduziu-se pelo afastamento do poder de lideres eleitos, pelo treino e armamento de milícias assassinas, e ainda pelo lançamento na pobreza de milhões de pessoas. 4. os fundamentalistas islâmicos financiados pelos EUA que começaram a combater os soviéticos no Afeganistão, vieram depois ameaçar os interesses dos americanos e dos seus aliados. 5. os Estados Unidos usaram repetidamente o argumento da ameaça de uma guerra nuclear e estiveram muito perto de a gerar".

Concluindo, sabendo-se ao que vem Niall Ferguson, e a parte não vem no livro de Oliver Stone: desde "a ajuda à independência" de Cuba para a transformar num protectorado em 1898 até a invasão da Libia e da Síria em curso desde 2013, passando pelo genocidio de meio milhão de comunistas na Indonésia na década de 60os EUA já invadiram ou bombardearam 151 países (o novo filme de Michael Moore intitula-se "Quem é que vamos invadir a seguir?). São mais os países do mundo em que os EUA já intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelas guerras imperiais dos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de estado e patrocínios a ditadores e grupos terroristas. Segundo Barack Obama, laureado do Nobel da Paz, os EUA têm neste momento mais de 70 operações militares secretas a decorrer em vários países do mundo. O mesmo presidente que criou o maior orçamento militar de qualquer país do mundo desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.

quarta-feira, outubro 07, 2015

marginalizada pelos russos, a "civilização ocidental" falha alvo sírio

O massacre de al-Ghouta em Agosto de 2013 perpretado por terroristas com armas quimicas que causou centenas de mortos foi reportado à ONU através de imagens obtidas por satélites russos, facto que não teve qualquer repercussão nos media ocidentais 
Esta semana um avião russo Su-30 foi acusado de entrar por apenas 2 minutos no espaço aéreo da Turquia (um país da NATO). Na verdade a Russia terá violado o espaço aéreo da Turquia porque este pais alterou as fronteiras para incluir os Curdos sob seu controlo. E também, em boa verdade, a razão porque a NATO concessionada a Erdogan pretendem uma zona de exclusão aérea é para que não sejam cortadas as linhas de abastecimento aos rebeldes terroristas do ISIS, criado e armado pelos Estados Unidos.  

Com este furtuito "incidente" elevam-se ameaças do inferno ficar à solta e este é
o pretexto final para uma guerra aberta entre a NATO e a Rússia pelo menos segundo a fanfarronice dos media ocidentais, porque no terreno a situação é outra e bem diferente
O maior e mais poderoso exército do mundo, assim proclamado pelo Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, em conjunto com as forças aliadas da NATO, passaram à irrelevância pela entrada na Síria da força aérea da Rússia, uma intervenção legal ao abrigo do direito internacional (a pedido expresso das autoridades legitimas da Síria). Em menos de uma semana as forças armadas russas conseguiram fazer o que os exércitos dos Estados Unidos e da NATO não conseguiram fazer em ano e meio: desbaratar e pôr em fuga os terroristas do Estado Islâmico. Na verdade o plano do Ocidente era outro, onde interessava que os terroristas reinassem como reis e senhores, actuando para fazer da Síria mais um Estado falhado e à mercê do modelo imperialista neocolonial. Neste momento há apelos de 41 bandos de rebeldes a actuar na Síria (que os EUA classificam de "moderados") para que as potências regionais apoiadas pelo ocidente criem uma aliança contra a intervenção da Rússia e do Irão (e já agora podem pedir também contra a China)
Mas, dos diversos relatórios que os russos têm disponibilizado sobre o que se passa na Síria,
um dos mais chocantes é a descoberta que alegados"rebeldes moderados" montaram um 
a Turquia mostrou-se condescente sobre o incidente com o jacto russo, 
mas subitamente lembraram-lhe que era um país da NATO
In the NOW, 5 de Outubro de 2015

quarta-feira, setembro 02, 2015

Há novidades fashion no Malecon

O Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba (IDH) é o mais elevado da América Latina. A educação é gratuita desde a primária ao grau académico mais elevado, os cuidados de Saúde são gratuitos, a habitação tem custos controlados pelo Estado quase insignificantes comparados com os salários, há eleições livres a todos os niveis politicos, desde a comunidade local que escolhe e apresenta os mais aptos a candidatos (e não um directório partidário) subindo na hierarquia, consoante as suas capacidades, até aos cargos mais importantes para a Assembleia Nacional Popular. Obviamente, quem se identifica mais com a mundivisão comunista e do internacionalismo proletário sobe mais depressa (e aqui não sobem os Loureiros, Relvas, Varas, Constâncios e Cavacos?).


Subsiste no entanto um problema, Cuba não é autosuficiente, nem sequer no plano alimentar. É sobre este pano de fundo que o presidente Raul Castro é convidado desde 2009 para interagir com o Forum de Davos, onde se debatem e decidem as linhas económicas globais de desenvolvimento geoestratégico. Como corolário o secretário John Kerry e Raul Castro lá apertaram as mãos ao fim de 55 anos - o que não significa o fim do embargo que dura desde 1960, nem sequer a devolução da famigerada base militar de Guantanamo, mas uma tentativa de controlo da politica económica cubana por outros meios. Certo é os Estados Unidos dirigidos por oligarquias multinacionais e os seus protectorados têm mais aprender com Cuba que o povo cubano tem a aprender com  a irracionalidade dos mercados dirigidos pelo imperialismo dos Estados Unidos. Que não se criem ilusões, os Estados Unidos não mudaram a sua política externa em relação a Cuba, trata-se apenas de uma mudança da sua estratégia. E o objectivo dessa (“nova”) estratégia continua a ser a mesma: o domínio global – os EUA estão apenas a ensaiar uma nova táctica em Cuba.

sábado, julho 04, 2015

a espiral da Dívida que fabrica a "Crise"

o FMI fez a resenha das necessidades financeiras que o Estado grego vai precisar para "sobreviver" (aqui). Se vencer o "sim" não será dificil imaginar para onde irá parar mais dinheiro emprestado como dívida. Do destino das "ajudas" anteriores o FMI demite-se:
Em Portugal, com uma dívida 1,3 vezes superior ao PIB, os "financiamentos nos mercados" são para pagar empréstimos, num vórtice de dívida. É aquilo a que oficialmente o IGCP diz representar "trocas de dívida pública" ou "amortizações de dívida pública" - enviar o endividamento para as gerações futuras (veja como)
"a vergonhosa politica dos dois paus e duas medidas do FMI e BCE: um governo eleito pode ser impedido de fazer aquilo para que foi eleito? (The Independent)

As dividas públicas são um mega esquema de corrupção institucionalizada. O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) foi criado por imposição do FMI (Comissão Europeia)

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sábado, junho 20, 2015

o Minotauro e a Cabra, um conto para Adultos

Não há acordo para a Grécia. "Só podemos chegar a um acordo com diálogo e o que temos tido é pouco diálogo. Acho que temos de recomeçar um diálogo, mas com adultos na sala", afirmou Christine Lagarde à saída da última reunião. Segundo o correspondente em Bruxelas do "El Mundo" Lagarde cumprimentou Varoufakis com um "a criminosa-chefe vem dizer olá", numa clara alusão ao facto de o Parlamento da Grécia ter apontado haver “indícios de criminalidade” no processo de endividamento imposto pelo FMI aos anteriores governos gregos liderados por corruptos - a Grécia tem portanto o direito legal de pedir o cancelamento da dívida.

Esta é a mesma Lagarde (Adulta/adúltera ideológica) que escreveu ao antigo presidente Sarkozy: “Utiliza-me como te convier” segundo divulgou o LeMonde no âmbito do chamado "escândalo Tapie" em que é suspeita de cumplicidade no desvio de fundos públicos quando era ministra das Finanças para apoiar a eleição de Sarkozy. Mas a agora já bem adulta directora do FMI, “a ser utilizada” em tribunal desde 2014, recusa demitir-se.
Fait-divers da “justiça” neoliberal aparte, passando por cima da treta dos cofres cheios, da almofada da ministra cheias de notas do BCE, das garantias de Coelho que não há azar, do Cavaco defensor que Portugal está protegido e outros pândegos, Janet Yellen, a directora da Reserva Federal norte-americana veio imediatamente avisar que se a Grécia for forçada pela UE como gestora dos credores a entrar em bancarrota “haverá graves perturbações nos mercados financeiros e na economia global. (só a Banca alemã e francesa perderiam cerca de 160 mil milhões de euros e, obviamente, o "cliente"). "O que teria sem dúvida repercussões para os Estados Unidos afectando igualmente as nossas perspectivas”. De domínio imperialista, esqueceu-se ela de acrescentar. (The Guardian)

O ministro das Finanças grego, a quem esta escumalha do directório europeu e seus modestos latrineiros nacionais ousam desafiar intelectualmente, é um dos poucos académicos que apontou em tempo o Dólar, quando "nasceu como 'Minotauro Global' (1) no pós guerra como moeda hegemónica mundial e os especuladores de Wall Street com rédea solta desde a década de 70 como estando na origem da actual crise (2008-2011-2015)

O livro tem 4 anos de editado, mas está mais actual que nunca. A edição portuguesa, só publicada em Junho de 2015, é dificil de ver, anda sempre na última prateleira de baixo ao rés-do-chão. Ainda assim, mesmo que descoberto, repare-se na limpeza gráfica com que se torna o assunto abstracto, comparando com o grafismo esclarecer de uma qualquer edição estrangeira.

(1) O site "Resistir.Info" publicou em 2011 uma resenha do livro com o título "Uma fábula para os nossos tempos" e outro esclarecedor artigo em 2013 da autoria de David Laibman intitulado "O fim do Minotauro e a Bancorruptocracia". Ambos os textos são deveras esclarecedores, principalmente para os ortodoxos que andam por aí a bramar contra "a traição do Syriza"

segunda-feira, junho 15, 2015

perderam-se (e ainda bem) os "bons velhos tempos", quando os Estados Unidos ainda procuravam esconder a sua vasta criminalidade

Obama, o caniche imperialista dos banqueiros belicistas, o sanguinário e falso nobel da paz, tinha pedido carta branca ao Senado para fazer a guerra! e aí vai ela de vento em popa, repleta de operações encobertas. É o próprio Departamento de Estado que vem agora confirmar oficialmente que os EUA armaram, treinaram e financiaram  primeiro a inexistente al-Qaeda no Iraque de Bush para tentar derrubar o regime na Siria e treinam agora os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e da Siria, ISIS, ao serviço da ideia do "grande Israel" (NewsWire)
 
A criação do autodenominado "Estado Islâmico da Síria e do Levante" (ISIS)  por parte dos Estados Unidos, passou por três etapas: A destruição de regimes seculares do Iraque de Saddam Hussein, que era corrupto mas estabilizador e agora da Síria com o apoio aos fundamentalistas sunitas contra Assad...  Até à invasão de 2004 com o governo de Saddam não havia Al Qaeda no Iraque e o Estado Islâmico está enraizado precisamente na Al- Qaeda. A terceira etapa da formação do Estado Islâmico veio quando o governo dos Estados Unidos juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia se organizaram para financiar e apoiar os rebeldes na Síria", que já era um "pré-Estado Islâmico". A Arábia Saudita, professa como fé principal o Wahhabismo, uma das versões mais "virulentas e agressivamente anti-ocidentais" do Islão. Isso explica porque 15 dos 19 sequestradores terroristas do 11 de Setembro de 2001, eram sauditas assim como é essa a ascendência do próprio líder da Al Qaeda, o famoso e sempre útil até ser deitado ao lixo Osama bin Laden.

porque é que estes "Terroristas" nunca tencionaram atacar nem atacam Israel? porque estes grupos de "terroristas" existem para beneficio futuro de Israel
"nós Israelitas somo o povo escolhido por Deus, seus asquerosos goyim" - então e nós, "é suposto morrermos por estes gajos?"

domingo, junho 07, 2015

na sequência do massacre de Odessa, os especuladores financeiros ocidentais querem deixar arder a Ucrânia um pouco mais…

Um documento interno alegadamente assinado por George Soros e hackeado pelo grupo CyberBerkut revela que este especulador financeiro pretende levar a União Europeia a subscrever riscos políticos para os investidores na Ucrânia. Transcrevendo: “... trata-se de um plano para usar a notação de crédito da União Europeia para financiar seguros de risco para os investimentos na Ucrânia através do orçamento e dívida comunitária. O plano seria efectivamente tornar a UE responsável pela situação política da Ucrânia, manutenção que tem um custo estimado de 11 biliões de euros por ano. Uma vez que o seguro de risco esteja aceite e disponível, Soros obriga-se a investir até 1 bilião de dólares no sector privado da Ucrânia. A soma é ridiculamente ínfima, quando comparada com pacotes de empréstimos negociados para a Ucrânia, como por exemplo o último resgate do FMI no valor de 17.500 milhões dólares. E em que é que Soros irá investir? Soros sabe bem jogar o jogo da pilhagem sobre bens públicos.

Não se trata dos incipientes mercados de acções da Ucrânia, que perderam 15,5 por cento do valor no ano passado. Soros quer lucrar com planos de privatização do governo ucraniano: "o foco central das reformas económicas será a reorganização da Naftogaz e a introdução de preços de mercado para todas as formas de energia, substituindo subsídios ocultos com o fim explícito de ajudar as famílias carentes". Dividindo a Naftogaz em empresas separadas, como o anterior governo de Yanukovych também já tinha planeado como parte de um acordo com a UE, poderia permitir a Soros assumir o controlo das novas empresas e, essencialmente, privatizar os seus lucros - usando o programa “Macro-Financial Assistance (MFA) da União Europeia para fins que não ao apoio imediato à balança de pagamentos mas para os seguros de risco político que tornem comercialmente atraentes os investimentos, ultrapassando uma série de obstáculos legais que precisam ser superados nos próximos três a cinco meses" uma vez que o processo tem vindo a ser travado em virtude do recém eleito parlamento fascista de Kiev exigir “procedimentos adequados para assegurar a imagem de credibilidade externa e total transparência, demonstrando que o país não é corrupto” – Vendo bem, não há aqui nada de novo, o “Uncle Soros and Friends” do que precisam é de uns quantos milhares de manifestantes contra o uso do dinheiro dos contribuintes europeus para lhe encher os bolsos. (Russia Insider)

Hoje. Protestos na Alemanha contra a Cimeira do G7

sábado, maio 30, 2015

1812

Adolf Hitler, o Kaiser Guilherme , Carlos XII e Napoleão, todos quiseram conquistar a Rússia... até que chegou o Inverno ...
o exemplo é o de 1812...

a NATO prepara-se para envolver a Europa numa guerra, outra vez contra a Rússia (RussiaToday)

 
Um ex-comando militar británico afirma: a Rússia esmagar-nos-á se entrarmos em guerra com ela. (RussiaToday)

quinta-feira, maio 21, 2015

The Great Turan


Para, partindo dos pressupostos dos tribalismos e nacionalismos árabes, compreender o plano da CIA que explora a ideia do pan-Turanismo que tem vindo a ser congeminado para substituir a URSS/Rússia (1) como inimigo e principal competidor na Nova Ordem da Rota da Seda. O pan-turanismo assenta na ancestral origem comum dos povos da Ásia Central. É um termo originário da Pérsia (Irão) que remete para a ideia de uma grande confederação de Estados Islâmicos na Eurosásia, uma utopia politica que historicamente de facto nunca existiu, mas serve para, a partir do exxterior, dividir e prostar esses povos às mão dos invasores.

1300 anos da História Islâmica em 3 minutos

(1) Não por acaso, Zbigniew Brzezinski, um judeu da Grande Polónia originário do Cáucaso, ex-secretário de Estado e actual conselheiro de Barack Obama, autor ao anterior plano "The Grand Chessboard" que visou a implosão da URSS, vem agora afirmar que "a hegemonía mundial dos Estados Unidos tem os días contados", isto é, devido às novas capacidades, o plano anterior precisa ser substituido por outro que correspondda à actual correlação de forças (RussiaToday)

sexta-feira, maio 15, 2015

o desfile do Dia da Vitória tem a ver com o Povo Russo, não com o regime de Putin

Como Federação de Estados laicos as manifestações religiosas na Federação Russa são por principio afastadas dos actos oficiais. Mas este ano, pela primeira vez, houve uma excepção: "Um pequeno detalhe do desfile chamou especialmente a atenção: o ministro da Defesa Sergei Shoigu, budista, nascido na República de Tuva, e um dos mais respeitados líderes russos, que comandou o Ministério de Emergências, antes de assumir o Ministério da Defesa, fez algo que nenhum de seus antecessores jamais fez: no instante de iniciar a cerimônia, antes de pôr o quepe, o ministro fez o sinal da Cruz, à maneira dos russos ortodoxos. Esse simples gesto converteu o desfile, de simples exibição de pompa militar, num ritual sagrado" - premonitório? é deste modo que o Povo Russa encara as ameaças de invasão e perda de soberania, como uma Guerra Sagrada

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a recordar
Berlim, Maio de 1945

domingo, abril 26, 2015

sobre a crise dos refugiados no Mediterrâneo ...

... a frase marcante dos porta-voz da Fortaleza Europa foi "temos de impedir a todo o custo que essa gente possa embarcar"
 
uma frase que, se houvesse uma gota de moral nesta cáfila de exploradores dos povos, deveria ter sido: "vamos tentar resolver os danos seculares causados a toda essa gente providenciando a criação de sustentabilidade de emprego nas suas regiões de origem, considerando o reeinvestimento do que foi espoliado com intercâmbios económicos em condições de igualdade, não imperialistas. Ponto.

Como é que estes crâneos eurocêntricos conseguiram parir a ideia de intervir militarmente para resolver um problema desta dimensão? (imagens de 2014)
http://www.youtube.com/watch?v=faLvuuviEe4
Cadáveres de imigrantes dão à costa nas praias do sul de #Itália - Setembro de 2014. Avisamos os leitores que o video contem imagem chocantes.Mais de 28.000 pessoas morreram desde o ano 2000 ao tentar chegar à Europa através do #Mediterrâneo, 1500 só nas últimas 2 semanas.Ao mesmo tempo que se corta nos fundos destinados ao salvamento de vidas, a União Europeia pondera o lançamento de uma missão militar para destruir barcos de traficantes.UNIÃO EUROPEIA ENTREGA A GESTÃO E VIGILÂNCIA DE FRONTEIRAS A LOBBIES DA SEGURANÇA Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas fronteiras dos Estados Membros da União Europeia, mais conhecida como Frontex ficou operacional no dia 1 de Maio de 2005.A agência tem adquirido maior autonomia e expandido a sua capacidade de decisão no que toca às operações de controlo das fronteiras. O orçamento inicial da agência era de seis milhões de euros, mas em 2013 contava já com 90 milhões de euros para financiar as suas actividades.O director executivo da Frontex, Ilkka Laitinen, um antigo guarda de fronteiras Finlandês, é também membro do quadro de consultores da SDA (Security Defense Agenda), um lobby integrado por grandes empresas de Segurança, Pesquisa e Desenvolvimento) como a Eads, Thales ou a espanhola Indra.Simultaneamente, estas empresas fazem parte da Organização Europeia de Segurança (EOS), um lobby que conta com mais de 30 empresas, cuja presidência foi recentemente tomada por Santiago Roura, CEO da Indra.

domingo, abril 19, 2015

a imprensa mainstream pretende fazer crer que é coisa pouca, que todos se abotoam com "uns trocos" - e liga Rodrigo Rato a outros casos de corrupção no FMI. Não, não é só isso...

Foi ministro de Economía entre 1996 e 2004 ( melhor de sempre segundo Rajoy), 2ºvice-presidente no governo de Aznar (o das Lages) e como tal recompensado com o cargo de director do FMI entre 2004 e 2007. Posteriormente assumiu o cargo de presidente das instituições financeiras Caja Madrid e Bankia , em cuja gestão está implicado em diversos ilicitos. or exemplo, o DN relativiza a gravidade do caso ligando a noticia a outros três directores do FMI que também tiveram azar, incluindo Christine Lagarde implicada noutros crimes enquanto ministra em França. Repositório que é  todo um modo de vida e pretende safar o Rato de outras ratoeiras.
Grande esperança da direita neoconservadora espanhola, o Partido Popular de José Maria Aznar (2) viu-se agora na contigência de expulsar o seu ex-vice-primeiro ministro Rodrigo Rato, já indiciado por fraude, apropriação indevida, delitos fiscais, "improbidade", branqueamento de capitais e outros crimes financeiros. Rato e outros ex-directores do banco Bankia estão a ser investigados sobre a entrada do Bankia na Bolsa em Julho de 2011 e subsquente gestão que levou o banco à falência, obrigando a Espanha a recorrer... ao FMI (2). Ao todo, a Rodrigo Rato e a outros quatro imputados caberá pagar uma fatia de 133,3 milhões de euros conforme apurado no âmbito das investigações. Além de tudo isto, o Fisco pretende saber de onde provém e como foi legalizado o património de Rato calculado em 26,6 milhões de euros (3). Para principio de conversa com as autoridades, teria utilizado contas em nome de três filhos para ocultar cerca de 2,6 milhões de euros, através de uma sociedade sediada no off-shore de Gibraltar. Mas não só. Tal como no caso BES em Portugal o Rato espanhol tem uma rede empresarial e filiais off-shore que terão de ser quantificadas. Detido na tarde de quinta-feira, três horas depois foi libertado, porém à espera que prossigam as buscas de documentos na sua mansão El Molino.
Na abissal gruta neoliberal global, o Alí Babá espanhol passou por um gestor milagroso, quando existem 705 pessoas com exposição politica em altos cargos politicos e judiciais que estão também sendo investigados por corrupção e delitos graves contra o Erário Público, um número residual em relação aos 40.000 prevaricadores que em 2012 foram perdoados por uma Amnistia Fiscal (3). Mas na lista de nomes de delinquentes ficais que subsistem não estão referenciados nem autarcas nem empresários, pelo que o número de indiciados poderia ser enormíssimo (4). Poderia esta lista caso levada às últimas consequências remover em definitivo o cimento que alicerça o regime espanhol transmitido directamente do Fascismo para uma Monarquia corrupta em 1978?.

notas
(1) Para entender os "passarões" do Partido Popular, o partido da Opus Dei.
(2) a presidente Cristina Kirchner comentou a performance de Rodrigo Rato no FMI: "um dos que nos vieram dizer a nós como teríamos de dirigir a nossa politica económica... está agora preso por lavagem de dinheiro (...) mesmo assim, atreveram-se a falar de corrupção na política argentina"
(3) No mesmo conferência de imprensa em que foi alvo da palhaçada da jovem Josephine Witt, no minuto seguinte, Mario Draghi avisou a Espanha que teria de aprofundar as reformas nas leis laborais, presumivelmente porque o dinheiro para pagar salários não abunda em Espanha
(3) A directora da Agencia Tributária que em 2012 se negou a investigar a corrupção na Amnistía Fiscal foi chefe de gabinete de Rato
(4) Governo de Mariano Rajoy sabia desde Setembro que a Agência Tributária tinha indiciado Rato

domingo, abril 12, 2015

Cimeira das Américas. Cuba, fora da lista de paises terroristas, já não é “uma potencial e extraordinária ameaça para a segurança interna dos EUA”

A presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, desvalorizou a iniciativa de Barack Obama de dialogar com a República de Cuba, atribuindo a importância devida à luta do povo cubano pelo socialismo: “Não nos confundamos. Cuba está aquí por direito próprio, não por um favor prestado pelo imperialismo, está aqui porque “lutou durante mais de 60 anos por uma dignidade sem precedentes”

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Mas antes de Kirchner pronunciar estas palavras já Obama tinha saido da sessão plenária (1), desrespeitando as regras da Cimeira das Américas que prevê reuniões bilaterais só após o encerramento da plenário. Obama retirou-se para se reunir com o seu subserviente homólogo colombiano Juan Manuel Santos, em que abordaram e tema dos diálogos de paz com as Farc, que decorrem precisamente em Havana. Evidentemente, negócio de armas tem prioridade. Mas o verdadeiro motivo do acto de cobardia politica, desprezo pelos interlocutores latinos, falta de respeito das leis internacionais e convénios entre nações ao sair do recinto, foi não ter que ouvir o discurso do presidente Nicolas Maduro da Venezuela, nação sul-americana que os Estados Unidos de Obama acabam de declarar como “uma potencial e extraordinária ameaça para a segurança interna dos EUA”. Como diria Kirchner, é caso para rir:

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quinta-feira, abril 09, 2015

Vladimir Putin ofereceu a Tsipras a distribuição de gás russo à União Europeia

Todas as luminárias comentadoras da "Europa" se têm desdobrado em "análises" de teor punitivo em relação à Rússia e à Grécia, como se a "União Europeia" fosse qualquer coisa determinada por seres acima dos interesses dos homens. (1) Mas, se não notaram, há uma revolução em termos de economia geoestratégica que irá alterar substancialmente a vida dos cidadãos europeus. Bruxelas diz que todos os países europeus têm de sofrer por igual os efeitos das sanções russas e que nenhum país pode ter vantagens sobre os outros. A resposta de Tsipras não demorou: "a Grécia é um país soberano e pode, por isso, estabelecer as relações económicas e políticas com quem entender" (2).
"Um dos pontos mais importantes das conversações entre os dois líderes foi o gás. Putin anunciou que ofereceu à Grécia a possibilidade de se conectar ao novo gasoduto russo-turco e transformar-se, assim, num dos principais distribuidores de gás russo na União Europeia. Outra farpa para Bruxelas, que anda há anos a tentar o tudo por tudo para não haver alternativas ao gasoduto que atravessa a Ucrânia e que dá a Kiev o privilégio de ser o fornecedor de gás russo à Europa. Moscovo tentou contornar a situação com um gasoduto que atravessaria a Bulgária, mas Bruxelas pressionou tanto os governos de Sófia que Moscovo desistiu do projecto. Voltou-se então para a Turquia e, no final do ano passado, fez um acordo histórico com Erdogan. O novo gasoduto vem pelo mar Negro até território turco e daí sairá para a Europa. O acordo é por 30 anos e Ancara pode ter o gás natural de que precisa com um desconto considerável. O que Putin oferece agora à Grécia é não só a possibilidade de ter gás mais barato, como de tornar um país essencial para a União Europeia em matéria de energia. É evidente que Bruxelas só pode reagir mal a este acordo, não só porque ele coloca a Ucrânia fora do circuito, como permite a Atenas receber gás em melhores condições do que os restantes clientes europeus do gás russo (...) O nervoso aumentou e de que maneira em Bruxelas e em Washington. Os porta-vozes da Comissão Europeia fartaram-se de enviar recados para a capital russa sobre a Ucrânia, as sanções impostas à Rússia e as contra-sanções impostas pela Rússia à União Europeia em matéria de importação de produtos agrícolas e, sobretudo, em matéria de energia"

Algo que os nossos "meios de informação" comprados pela politica do directório da UE também não focam é a Russia considerar "entregar antecipadamente à Grécia fundos financeiros baseados nos lucros futuros que Atenas ganhará por servir de plataforma de abastecimento de gás à Europa". (fonte: Turkish Stream will make Greece Europe’s energy hub- Putin)

(1) FMI lucrou 2,5 mil milhões de euros com os empréstimos à Grécia desde 2010
(2)Mas, pelas contas da ONG britânica Jubilee Debt Campaign divulgadas esta quarta-feira, se a Grécia pagar todos os empréstimos e juros dos empréstimos da Troika ao FMI, a instituição vai lucrar mais 4300 milhões nos próximos nove anos.

Jorge Bateira: "A recuperação da soberania sobre a moeda é uma libertação. Temos de perder o medo que nos tolhe e ter a ousadia dos islandeses. Quase tudo o que nos dizem sobre desgraças com a saída do euro é falso. Há inúmeros economistas de alto nível que têm estes assuntos estudados, sendo um deles Jacques Sapir (...) "Os gregos podem simplesmente extinguir o Banco da Grécia ao fim da tarde de uma sexta-feira e criar um novo banco central pronto a trabalhar na segunda-feira de manhã. Não há qualquer tribunal europeu que possa exigir um pagamento a um Banco da Grécia que já não existe. Esta é a melhor forma de protegerem o povo grego, mas não vai ser bonito para o BCE", disse um ex-quadro do BCE ao jornalista do Telegraph sobre os compromissos da Grécia para o pagamento da dívida criada a partir dos investidores estrangeiros.