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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Blind Faith - Blind Faith (1969)







No final de 1968, tanto a Cream como a Traffic tinham virado história. Eric Clapton se apresentou no Rock & Roll Circus dos Rolling Stones e depois se reuniu com Steve Winwood em sua casa de campo para fazer umas jams e planejar algo juntos. Ginger Baker soube disso e apareceu. Clapton não ficou contente mas Winwood gostou das idéias rítmicas dele e o convidou a bordo.
Aí por fevereiro de 1969 as coisas foram tomando forma e eles entraram em estúdio. No início Winwood fazia as linhas de baixo nos pedais, mas logo perceberam q um trio assim não daria certo e Ric Grech foi convidado — Grech estava em turnê nos Estados Unidos com a Family.
O trabalho em estúdio foi intermitente e pouco produtivo, mas em junho eles acharam que já estavam em forma e tinham material suficiente para apresentarem-se em público, e isso aconteceu no Hyde Park diante de alegadas 100 mil pessoas. Como o concerto foi filmado, percebe-se q não tinha tanta gente assim. Em seguida eles embarcaram numa turnê pela Escandinávia que foi um grande sucesso. Depois voltaram ao estúdio com um novo produtor para terminar o disco.
Em julho eles já estavam nos Estados Unidos para uma turnê com ingressos esgotados. O "Verão do Amor" tinha acabado e dado lugar ao inverno dos problemas causados pelo Vietnam. A turnê foi marcada por protestos e confrontos entre a multidão e a polícia, coisa que contribuiu para o desencanto de Clapton e para o seu vício em heroína. Ele passou parte do tempo fazendo jams com a banda Delaney & Bonnie e chegou a sugerir que essa banda deveria liderar a turnê. Aí começaram os desentendimentos.
O LP foi lançado em agosto já com 500 mil cópias encomendadas e pagas. A capa foi considerada apelativa, recebeu muitas críticas e acabou por ser trocada por uma amarela sem graça. No fundo, a capa disfarçava a fraqueza da música da Blind Faith.
Terminada a turnê, todos foram descansar em casa. Baker então encontrou-se casualmente com Winwood em Londres e ele lhe comunicou que banda estava morta. Grech também foi surpreendido. Os três acabaram tocando juntos no projeto Airforce e Clapton foi se tratar.
Essa edição de luxo traz as jams dos primeiros dias no estúdio, bem como faixas que tinham sido descartadas, como a última.




Steve Winwood - teclados, vocal, guitarras, baixo (4), autoharp (5), pedais de baixo (Jams)
Eric Clapton - guitarras, vocal (6)
Ric Grech - baixo, violino (5), vocal (6)
Ginger Baker - bateria, percussão, vocal (6)




CD1
1 Had to Cry Today
2 Can't Find My Way Home 
3 Well All Right [Buddy Holly]   
4 Presence of the Lord 
5 Sea of Joy 
6 Do What You Like 
7 Sleeping in the Ground
8 Can't Find My Way Home (Electric Version)
9 Acoustic Jam 
10 Time Winds
11 Sleeping in the Ground (Slow Blues Version)


CD2 
12 Jam No. 1: Very Long & Good Jam 
13 Jam No. 2: Slow Jam #1 
14 Jam No. 3: Change of Address
15 Jam No. 4: Slow Jam #2 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Corky Laing's Pompeii - The Secret Sessions (1999)







Corky Laing foi o baterista da Mountain e da West, Bruce & Laing, uma reedição da própria Mountain e da Cream. Em 1978 a gravadora Elektra/Asylum propôs a ele a formação de um supergrupo (Pompeii) e o incumbiu de convidar quem quisesse. O primeiro foi Ian Hunter, ex-Mott The Hoople, que estava fazendo sucesso em carreira solo. Hunter levou seu guitarrista, o extraordinário Mick Ronson que colaborou nos melhores álbuns de David Bowie. Depois recorreu ao ex-parceiro Felix Pappalardi (produtor da Cream) e à uma penca de convidados muito especiais. 
Parecia bom demais pra ser verdade até que uma nova diretoria assumiu a Elektra e decidiu engavetar o projeto. Apenas a faixa com Clapton e Betts apareceu num disco solo do Laing. As gravações foram resgatadas só em 1999 por um selo alemão chamado Pet Rock Records. Seguiram-se mais algumas edições por selos independentes e esta aqui, a mais recente, com três regravações e uma faixa inédita feitas pela banda atual do Corky Laing, outro power trio.





Corky Laing (Mountian) - bateria, vocal
Ian Hunter (Mott The Hoople) - teclados, vocal
Mick Ronson (David Bowie) - guitarra
Felix Pappalardi (Mountain) - baixo, vocal

com:
Eric Clapton - guitarra (8)
Dickey Betts (Allman Brothers) - guitarra (8)
Leslie West (Mountain) - guitarra (2, 5, 10)
Todd Rundgren - órgão Hammond (2, 5)
John Sebastian (The Lovin' Spoonful) - harmônica (6)
Pete Carr - guitarra (7)
Tommy Talton - guitarra (7)
Calvin Arline - baixo (7, 8)
Neil Larsen (Larsen-Feiten Band, Gregg Allman) - teclados (7, 8)
Muscle Shoals Horns - metais (7, 8)
Chris Shutters - guitarra, vocal (11~14)
Mark Mikel - baixo, vocal (11~14)





1   Easy Money    
2   The Best Thing   
3   I Ain't No Angel   
4   I Hate Dancin'   
5   The Outsider    
6   Silent Movie  
7   Growing Old With Rock'n'Roll   
8   On My Way To Georgia   
9   Just When I Needed You Most   
10 Lowdown Freedom 
11 Easy Money (2017 re-record)
12 Silent Movie  (2017 re-record)
13 Growing Old With Rock'n'Roll (2017 re-record) 
14 Knock Me Over (new track)   


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Arthur Louis feat. Eric Clapton - Knockin' On Heaven's Door (1976)







Arthur Louis é um músico nascido na Jamaica que se mudou ainda criança para Nova York, e mais tarde para Londres. Na Inglaterra ele ganhou respeito como um dos poucos músicos de Reggae genuínos de lá. Esse é o seu álbum de estréia, gravado em 1975 e lançado no ano seguinte só no Japão. No Reino Unido mesmo, ele só foi lançado em 1988. 
No encarte ele fala da sorte de ter Gene Chandler cantando nesse álbum. Chandler é um cantor de Soul que fez muito sucesso nas paradas e no cinema. Mais adiante ele também fala da inesperada participação de Eric Clapton no seu disco. Aconteceu que Clapton ouviu uma primeira versão de Knockin' On Heaven's Door de Bob Dylan e adorou o arranjo que Louis fez. Ele se dispôs a tocar no disco (7 faixas) contanto que pudesse gravar a música com esse mesmo arranjo. Assim, poucos meses depois saiu o single de Clapton praticamente igual.





Arthur Louis - guitarra, vocal
Eric Clapton - guitarra
Gene Chandler - vocal (2)
Robert Bailey - teclados
Winston Deleando - guitarra
Ernestine Pierce - backing vocal
Peter Dafrey - baixo
Richard Bailey - bateria





1 Come And Love Me
2 The Dealer
3 Knockin' On Heaven's Door
4 Go Out And Make It Happen
5 It Feels Good
6 Been On The Road To Long
7 Train 444
8 Someone Like You
9 Plum (Instrumental)


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eric Clapton - 461 Ocean Boulevard (1974)





Quando o assunto é Eric Clapton lá no Bar do Pedro, duas coisas sempre acontecem: Primeiro, todo mundo forma fila pra atirar dardo na foto do Phil Collins; segundo, todo mundo concorda que a discografia de estúdio não espelha seu talento — talvêz o From the Cradle seja a exceção. 
Depois de ser chamado de Deus e depois de descer ao inferno com a heroína, Clapton estava decidido a afastar a imagem de guitar hero. Foi assim como acompanhante de Delaney & Bonnie e no seu álbum de estréia. Esse segundo disco solo foi lançado depois do rehab e contou com a produção de Tom Dowd, ex-Cream e Derek & the Dominos, portanto, que conhecia Eric muito bem. Eles foram pra Miami carregando o ex-baixista da Derek & the Dominos, Carl Radle, que por sua vêz chamou dois amigos. O line-up foi completado com músicos locais. O som seguiu aquela premissa low-profile, com músicas curtas e nenhum arroubo divino. Aí é que essa versão especial é bacana, pois faz o contraponto com a performance ao vivo feita logo depois no Hammersmith em Londres — o solo em I Shot..., por exemplo, é o que há.


Eric Clapton -guitarra,Dobro,vocal
Yvonne Elliman -guitarra,vocal
Jamie Oldaker -bateria,vocal
Carl Radle -baixo
Dick Sims -órgão,teclado 
George Terry -guitarra,vocal
Albhy Galuten -piano,Clavichord,piano el.,gaita
Ali Muhammed Jackson -bateria
Marcy Levy -harmônica,vocal
Tom Bernfield -vocal


CD1 
1  Motherless Children  
2  Give Me Strength   
3  Willie and the Hand Jive   
4  Get Ready    
5  I Shot the Sheriff  
6  I Can't Hold Out  
7  Please Be With Me  
8  Let It Grow  
9  Steady Rollin' Man  
10 Mainline Florida  
11 Walkin' Down the Road (Sesion Outtake)  
12 Ain't That Lovin' You (Session Outtake)  
13 Meet Me (Down at the Bottom)(Session Outtake)
14 Eric Afters Hours Blues (Session Outtake)  
15 B Minor Jam (Session Outtake) 


CD2 (ao vivo no Hammersmith Odeon,Londres-4,5/12/1974)
1  Smile 
2  Let It Grow 
3  Can't Find My Way Home 
4  I Shot the Sheriff 
5  Tell the Truth 
6  The Sky Is Crying/Have You Ever Loved a Woman/Ramblin' on My Mind 
7  Little Wing 
8  Singin' the Blues 
9  Badge 
10 Layla 
11 Let It Rain 





sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Eric Clapton - Eric Clapton's Rainbow Concert (1973)




Clapton passou dois anos recluso, lutando para consertar o estrago feito pela heroína. Concerto com C mesmo, só o Bangladesh que foi beneficente e por insistência do George Harrison. Então, foi a vêz do Pete Townshend encher o saco do cara para dois shows no tradicional teatro Rainbow de Londres que, aliás, também estava meio caidaço. Ao que parece, Townshend sabia que Clapton estava bem, o que precisava era vencer a insegurança. E depois de dez dias de ensaios na casa de Pete, ninguém se decepcionou; muito pelo contrário, a força das interpretações impressiona. Embora a maioria das fotos registre Clapton com uma Gibson Les Paul, essa foi a primeira vêz que ele tocou a Blackie. Ele retomou sua carreira daí em diante. 


Eric Clapton -guitarra,vocal
Pete Townshend -guitarra,vocal,produtor do concerto 
Jim Capaldi -bateria
Rick Grech -baixo
Jim Karstein ( J.J. Cale, D&Bonnie) -bateria
Steve Winwood -teclados,vocal
Ron Wood -guitarra,vocal
Rebop (alias Bob Tench) (Humble Pie) -percussão

1  Layla  
2  Badge  
3  Blues Power   
4  Roll It Over  
5  Little Wing  
6  Bottle of Red Wine 
7  After Midnight  
8  Bell Bottom Blues 
9  Presence of the Lord 
10 Tell the Truth  
11 Pearly Queen 
12 Key to the Highway 
13 Let It Rain   
14 Crossroads 


A Blackie e dois barbudos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

George Harrison - Live In Japan (1992)


Como guitarrista, ele foi o cara para quem cada nota importava. Como músico, ele quis ir muito além da música, além do espírito da música, exibindo a tragédia — Nietzsche iria curtir — de populações inteiras no oriente que o ocidente fazia de conta que nem sabia. Como Beatle, ele foi o cara que detestava se apresentar ao vivo.
Depois de uma ausência de vários anos dos palcos, George Harrison fez essa turnê pelo Japão acompanhado pela banda de Eric Clapton inteirinha, incluindo até o próprio. Essas bandinhas amadoras são assim mesmo: de porteira fechada sai mais em conta.

George Harrison -guitarra,violão,slide,vocal
Eric Clapton -guitarra,vocal
Andy Fairweather-Low -guitarra,vocal
Nathan East - bass, backing vocals
Greg Phillinganes -teclados,Hammond,vocal
Chuck Leavell -piano,teclados
Steve Ferrone -bateria
Ray Cooper -percussão
Katie Kissoon -vocal
Tessa Niles -vocal


CD 1
1 I Want To Tell You
2 Old Brown Shoe
3 Taxman
4 Give Me Love (Give Me Peace On Earth)
5 If I Needed Someone
6 Something
7 What Is Life
8 Dark Horse
9 Piggies
10 Got My Mind Set On You

CD 2
1 Cloud 9
2 Here Comes The Sun
3 My Sweet Lord
4 All Those Years Ago
5 Cheer Down
6 Devil's Radio
7 Isn't It A Pity
8 While My Guitar Gently Weeps

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

John Mayall - Blues Breakers with Eric Clapton (1966)



Esse é considerado um dos melhores discos blues britânico e certamente o melhor do Mayall. Também foi o primeiro disco inteiramente dedicado ao blues em que o Clapton trabalhou, misturando clássicos dos mestres, composições do Mayall e suas em parceria com ele.


John Mayall -órgão,piano,vocal,harmônica
Eric Clapton -guitarra,vocal
John McVie -guitarra
Hughie Flint -bateria
John Almond -sax barítono
Alan Skidmore -sax tenôr
Dennis Healey -trompete


CD 1
mono
1 All Your Love [Otis Rush]
2 Hideaway [Freddie King]
3 Little Girl
4 Another Man
5 Double Crossing Time
6 What'd I Say [Ray Charles]
7 Key to Love
8 Parchman Farm [Mose Allison]
9 Have You Heard
10 Ramblin' on My Mind [Robert Johnson]
11 Steppin' Out (Instrumental)[James C. Bracken]
12 It Ain't Right [Little Walter]
stereo
13 All Your Love
14 Hideaway
15 Little Girl
16 Another Man
17 Double Crossing Time
18 What'd I Say
19 Key to Love
20 Parchman Farm
21 Have You Heard
22 Ramblin' on My Mind
23 Steppin' Out
24 It Ain't Right


CD 2
1 Crawling Up a Hill
2 Crocodile Walk
3 Bye Bye Bird (BBC Saturday Club Session)[Willie Dixon,Sonny Boy Williamson]
4 I'm Your Witchdoctor
5 Telephone Blues
6 Bernard Jenkins
7 Lonely Years
8 Cheatin' Woman
9 Nowhere to Turn
10 I'm Your Witchdoctor (BBC Saturday Club Session)
11 On Top of the World [Stereo Mix]
12 Key to Love (BBC Saturday Club Session)
13 On Top of the World (BBC Saturday Club Session)
14 They Call It Stormy Monday [T-Bone Walker]
15 Intro into Maudie
16 It Hurts to Be in Love [Julius Dixon,Rudolph Toombs]
17 Have You Ever Loved a Woman [Billy Myles]
18 Bye Bye Bird (Live)[Willie Dixon,Sonny Boy Williamson]
19 Hoochie Coochie Man [Willie Dixon]

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

T.D.F. - Retail Therapy (1997)


T.D.F. é sigla para "Totally Dysfunctional Family" e Retail Therapy é uma expressão que se refere ao ato de comprar compulsivamente. Um cara que é assim é o Eric Clapton, ele mesmo diz que é louco por roupas. Aí, ele encheu o saco do amigo Giorgio Armani (ui...) porque queria fazer a trilha sonora para um desfile dele. É sim, você não tá com cêra nos ouvidos, é Eric Clapton fazendo ambient ou drum'n'bass ou sei lá o quê, sob o pseudônimo de "X-sample" e usando capacete. Ele se associou ao produtor, DJ e tecladista Simon Climie para fazer esse disco que evidentemente não tem nada a ver nem com a fase philpopcollinsnidiana dele mas não deixa de ser muito interessante pois é Clapton afinal.

Eric Clapton -violão, guitarra
Simon Climie -teclados, samplers
Paul Waller -percussão eletrônica, programação

1 Blue Rock
2 Angelica
3 Pnom-sen
4 Sno-god
5 Sienna
6 Seven
7 Angelica's Dream
8 What She Wants
9 Donna
10 Rip Stop
11 What Else

domingo, 17 de abril de 2011

Eric Clapton - Crossroads 2: Live in the Seventies (1996)



A caixa Crossroads é um primoroso documento da tragetória do Clapton mas essa aqui é muito especial também, pois é quase toda de gravações ao vivo. E é ao vivo que a divindade se manifesta, né não?
As faixas foram organizadas em ordem cronológica de gravação, cobrindo um período de quase dez anos mesmo. Então, dá prá gente ir sacando a evolução dele, tanto na guitarra como -e principalmente- nos vocais.

Eric Clapton -guitarra,vocal
George Terry -guitarra
Carlos Santana -guitarra
Graham Lyle -guitarra
Dick Sims -teclados
Dave Markee -baixo
Carl Radle -baixo
Jamie Oldaker -bateria
Henry Spinetti -bateria
Sergio Pastora -percussão
Armando Peraza -percussão
Leon "Ndugu" Chancler -percussão
Yvonne Elliman -vocal
Marcy Levy -vocal,harmônica


CD1

1 Walkin' Down the Road
2 Have You Ever Loved a Woman
3 Willie and the Hand Jive/Get Ready
4 Can't Find My Way Home
5 Driftin' Blues/Rambling on My Mind
6 Presence of the Lord
7 Rambling on My Mind/Have You Ever Loved a Woman
8 Little Wing
9 The Sky Is Crying/Have You Ever Loved a Woman/Rambling on My Mind

CD2

1 Layla
2 Further On Up The Road
3 I Shot The Sheriff
4 Badge
5 Driftin' Blues
6 Eyesight To The Blind/Why Does Love Got To Be So Sad?

CD3

1 Tell the Truth
2 Knockin' on Heaven's Door
3 Stormy Monday
4 Lay Down Sally
5 The Core
6 We're All the Way
7 Cocaine
8 Goin' Down Slow/Rambling on My Mind
9 Mean Old Frisco

CD4

1 Loving You Is Sweeter Than Ever
2 Worried Life Blues
3 Tulsa Time
4 Early in the Morning
5 Wonderful Tonight
6 Kind Hearted Woman
7 Double Trouble
8 Crossroads
9 To Make Somebody Happy
10 Cryin'
11 Water on the Ground

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eric Clapton - Blues (1999)



Eric Clapton é reconhecido e aclamado como um guitarrista de blues muito em função do início de sua carreira, pois em seus álbuns solo existem sempre apenas uma ou duas faixas do gênero e ele só fêz um álbum inteiramente dedicado ao blues em 94, o From The Cradle. O bacana dessa coletânea é que ela recolhe tudo o que ele gravou de blues num espaço de mais de dez anos, e, sinceramente, tanto do ponto de vista da qualidade das músicas, quanto do da qualidade da interpretação, esse disco é melhor que todos aqueles solo juntos.


Eric Clapton -guitarras e vocal
Duane Allman -guitarra slide
Gary Brooker -teclados,vocal
Jim Gordon -bateria
Al Jackson, Jr. -bateria
Freddie King -guitarra
Albert Lee -guitarra
Dave Markee -baixo
Dave Mason -guitarra
Jamie Oldaker -bateria
Carl Radle -baixo
Dick Sims -órgão,piano
Henry Spinetti -bateria
Chris Stainton -teclados
George Terry -guitarra
Bobby Whitlock -piano
Ron Wood -guitarra
Marcy Levy -vocal
Yvonne Elliman -vocal

*veja no encarte quem toca aonde*

Disco 1 (em estúdio)

1 Before You Accuse Me (Take aLook at Yourself) [Bo Diddley]
2 Mean Old World [Little Walter]
3 Ain't That Lovin' You [Jimmy Reed]
4 The Sky Is Crying [Elmore James]
5 Cryin'
6 Have You Ever Loved a Woman [BB King]
7 Alberta [Leadbelly]
8 Early in the Morning [Traditional]
9 Give Me Strength
10 Meet Me (Down at the Bottom) [Willie Dixon]
11 County Jail Blues
12 Floating Bridge [Sleepy John Estes]
13 Blow Wind Blow [Muddy Waters]
14 To Make Somebody Happy
15 Before You Accuse Me (Take aLook at Yourself) [Version 2] [Diddley]


Disco 2 (ao vivo)

1 Stormy Monday [T-Bone Walker]
2 Worried Life Blues [Hopkins, Merriweather]
3 Early in the Morning [Traditional]
4 Have You Ever Loved a Woman [BB King]
5 Wonderful Tonight
6 Kind Hearted Woman Blues [Robert Johnson]
7 Double Trouble [Otis Rush]
8 Driftin' Blues [Brown, Moore, Williams]
9 Crossroads [Robert Johnson]
10 Further on up the Road [Medwick, Robey]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eric Clapton - Blues at the Fillmore (1994)



Esse é o registro da primeira noite de Clapton no festival, em 7 de novembro de 94. Como o Blues Concert, ele é um bootleg com ótima qualidade de som, saído da mesa.

Eric Clapton -guitarra,vocal
Andy Fairweather Low -guitarra
Jerry Portnoy -harmônica
Chris Stainton -teclados
Dave Bronze -baixo
Andy Newmark -bateria
Roddy Lorimer -trompete
Tim Sanders -sax tenôr
Simon Clarke -sax barítono

DISCO 1
01. Motherless Child
02. Malted Milk
03. How Long Blues
04. Kidman Blues
05. County Jail Blues
06. 44
07. Blues All Day Long
08. Standin' Around Cryin'
09. Hoochie Coochie Man
10. It Hurts Me Too
11. Blues Before Sunrise
12. Third Degree
13. Reconsider Baby
14. Sinner's Prayer
15. I Can't Judge Nobody

DISCO 2
01. Someday After A While
02. Tore Down
03. Have You Ever Loved A Woman
04. Crosscut Saw
05. Five Long Years
06. Crossroads
07.Groanin' The Blues
08. Ain't Nobody's Business

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Eric Clapton - The Blues Concert (1995)



Esse álbum foi gravado nos dias 8 e 9 de novembro de 1994 no Fillmore Festival em São Francisco. Segundo consta, ele seria um projeto abandonado pela gravadora, que acabou sendo lançado pelo sêlo Kiss The Stone. Clapton se apresentou em 3 noites consecutivas, e a do dia 7 foi lançada em disco como Blues at Fillmore. Superbanda acrescida do naipe de metais e uma versão matadora de Driftin'.

Eric Clapton -guitarra,vocal
Andy Fairweather Low -guitarra
Jerry Portnoy -harmônica
Chris Stainton -teclados
Dave Bronze -baixo
Andy Newmark -bateria
Roddy Lorimer -trompete
Tim Sanders -sax tenôr
Simon Clarke -sax barítono

CD1
1 Blues Leave Me Alone
2 Standing Around Crying
3 Forty Four Blues
4 It Hurts Me Too
5 Five Long Years
6 Crossroads
7 Malted Milk
8 Motherless Child
9 How Long Blues
10 Reconsider Baby
11 Sinners Prayer
12 Everyday I Have The Blues

CD2
1 Someday After Awhile
2 Cross Cut Saw
3 Have You Ever Loved A Woman
4 I'm Tore Down
5 Groaning The Blues
6 Ain't Nobody's Business
7 Early In The Morning
8 Driftin'
9 Hoochie Coochie Man
10 Born Under A Bad Sign

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eric Clapton & Mark Knopfler - The Twelfth Night (1989)


The Twelfth Night é uma peça de William Shakespeare que fala de amor. Oh...
O booster TBX na Strato do Clapton também. Hehe

Eric clapton -guitarra,vocal
Mark Knopfler -guitarra
Steve Ferrone -bateria
Nathan East -baixo
Alan Clark -teclados
Ray Cooper -percussão
Greg Phillinganes -teclados
Tessa Niles -vocais
Katie Kissoon -vocais

CD1
1 Crossroads
2 White Room
3 I Shot The Sheriff
4 Bell Botton Blues
5 Lay Down Sally
6 I Wanna Make Love To You
7 After Midnight
8 Can't Find My Way Home
9 Forever Man

CD2
1 Same Old Blues
2 Tearing Us Apart
3 Cocaine
4 Layla
5 Behind The Mask
6 Sunshine of Your Love

sábado, 20 de novembro de 2010

Eric Clapton - 24 Nights (1991)


Esse álbum ao vivo escorrega um pouco por conta dos muitos convidados, todos fantásticos, claro. Até mesmo o Phil Collins, que como compositor, cantor e produtor, é um ótimo baterista. Mas fica sem um pouco de coesão, como aquela que havia nos tempos em que o Chris Stainton estava nos teclados e o Andy Fairweather-Low levava a segunda guitarra.
Tem alguns solos realmente memoráveis aqui, como em White Room, e tem uma interpretação belíssima de Running on Faith de autoria do Jerry Lynn Williams, parceiro frequente do EC. Aliás, o Jerry Lynn tocou ao lado de Hendrix na banda do Little Richard.

Eric Clapton -guitarra,vocal
Nathan East -baixo,vocal
Greg Phillinganes -teclados,vocal
Chuck Leavell -teclados
Steve Ferrone -bateria
Phil Collins -perc
Ray Cooper -perc
Buddy Guy -guitarra
Johnnie Johnson -piano,vocal
Richard Cousins -baixo
Robert Cray -guitarra
Jimmie Vaughan -guitarra
Alan Clark -teclados
Katie Kissoon -vocal
Tessa Niles -vocal
Jamie Oldaker -bateria
Phil Palmer -guitarra
Jerry Portnoy -harmônica
Edward Shearmur -teclados
Joey Spampinato -baixo
National Philharmonic Orchestra Ensemble
Michael Kamen -regente

CD1

1 Badge
2 Running on Faith
3 White Room
4 Sunshine of Your Love
5 Watch Yourself
6 Have You Ever Loved a Woman
7 Worried Life Blues
8 Hoodoo Man

CD2

1 Pretending
2 Bad Love
3 Old Love
4 Wonderful Tonight
5 Bell Bottom Blues
6 Hard Times
7 Edge of Darkness

Eric Clapton - Guitarras

O primeiro instrumento do Clapton foi um violão espanhol Hoya. Na Yardbirds ele tocou uma Fender Telecaster e uma Gretsch 6120.



Depois na Bluesbreakers do John Mayall ele tocou uma Gibson Les Paul Standard modelo 1960 plugada em Marshalls de 45 watts modificados para dar melhor definição nos médios, e sempre em volume máximo. Reza a lenda que quando foi pro estúdio pela primeira vez com Mayall, o engenheiro reclamou que estava muito alto e ele respondeu: É assim que eu toco e ponto.



De 65 à meados de 70 ele tocou quase exclusivamente em Gibsons e a imensa divulgação que fez foi fundamental para essa empresa. Eventualmente ele comprou várias outras mas sua favorita, aquela Les Paul sunburst 60, foi roubada durante os ensaios do Cream no verão de 66.
No Cream ele continuou usando Gibsons LP, provavelmente modelos de 1960 como a roubada, pois elas tinham o braço mais fino que as posteriores, o que lhe agradava bastante.




Em 67 ele passou para uma Gibson SG, a famosa "Guitarra Psicodélica" que foi pintada por um grupo de artistas holandêses chamado The Fool, os mesmos que foram autores da arte da capa na primeira prensagem do disco "Sgt. Peppers" dos Beatles.



Mais no finzinho (Farewell Concert) ele alternou entre uma Gibson Firebird I e uma ES 335. Os amps continuaram Marshalls mas agora de 100 watts com 4 cabines de 12 polegadas e também usou pedais Wah-Wah Vox e ocasionalmente um Fuzz. Ainda no Cream ele usava violões Zemaistis, um deles de 12 cordas.










Na Blind Faith ele continuou com a Firebird e também estreou uma Fender Telecaster com braço de Stratocaster. Eram plugadas tanto nos Marshalls como em Fenders Dual Showman.
Foi no Derek & The Dominos que Eric mudou pra Fender Stratocaster, uma tabaco sunburst apelidada de Brownie:


Essa guitarra foi leiloada em 99 por cerca de 500 mil dólares.

De 70 até 85 ele tocou basicamente na famosa "Blackie":


Em 1970 Clapton comprou um monte de Telecasters, Stratocasters e outras coisas numa loja de Nashville por 100 doletas cada e as levou de volta pra Inglaterra. Lá ele deu uma pro George Harrison, outra pro Steve Winwood e mais uma pro Pete Townshend. As restantes ele desmontou e usou as melhores partes na construção da Blackie. Em 85 ela foi aposentada pois Clapton a considerava muito preciosa para correr o risco de um roubo ou acidente, como ocorreu com a Number One do Steve Ray Vaughan.


Depois ela acabou sendo leiloada por uma fortuna, acho que quase um milhão de dólares, e a grana foi para a fundação Crossroads, um centro de reabilitação para dependentes químicos.



Aí a Fender se dispôs a criar uma guitarra com a assinatura do Clapton (a primeira Signature Serie) e ele exigiu que fosse uma cópia fiel da Blackie, especialmente o braço, do tipo V como nos violões Martin. A Fender fez um braço assim e colocou num corpo de Strato Elite. Também acrescentaram um booster de médios com 14 dB para imitar o som das Les Paul. O Clapton gostou, mas ele pediu mais ainda. Então montaram um circuito com 25 dB junto com captadores Lace Sensor. As cordas são Ernie Ball Regular Slinkies .010 ou Super Slinkies .009.



Pelo contrato com a Fender, o Eric receberia 100 dólares de royalties à cada unidade vendida. Só que ele ganhou uma guitarra do luthier americano Bernie Rico, uma BC Rich Seagull, e saiu tocando em shows. Além disso, o Rico veiculou uma foto do Clapton com a tal guitarra...

...e a Fender ameaçou processar todo mundo.


Foi a leilão.


No entanto, em 2001 Clapton substituiu os Lace Sensor pelos Fender Vintage Noiseless. Ele ainda usa uma Gibson 335 para fazer slides. Nela, usa cordas Ernie Ball Super Slinky's .009 e um slide médio da marca Isis. Também usa um pedal Cry Baby Wah-wah.



Na gravação do álbum From the Cradle ele usou cerca de 50 modelos da sua coleção, entre alguns, uma Gibson 335 tabaco dos anos 60, uma outra cereja do tempo do Cream, vários violões Martin, um Tony Zemaistis de 12 cordas, vários Dobro com afinações diferentes e algumas Gibson L5, inclusive uma com 12 cordas.



Para o álbum Me & Mr. Johnson e o Sessions for Robert J., Clapton usou uma coleção de violões Martin. Ele cita a dificuldade que teve em tirar as músicas como Robert Johnson as executava, já que ele fazia duas linhas opostas no violão e uma terceira na voz.



O Clapton é um colecionador da chamada "arte de rua" e em 2001 ele exibiu uma Fender Strato toda pintada pelo grafiteiro John "Crash" Matos que foi apelidada de Crashocaster. Depois ele ganhou uma segunda, do mesmo artista, apelidada de Crash 2 e uma terceira, a Crash 3, que foi feita especialmente para um concerto no Albert Hall e para um leilão subsequente em benefício do Centro Crossroads de Antigua.



Finalizando, em 2007 ele apareceu no palco com uma Strato branca de escudo dourado:

Essa guitarra foi um presente de Natal da esposa e das quatro filhas...



...e logo foi apelidada de "Christmascaster".