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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Tony Williams - Angel Street (1988)







Nesta semana começa a 6ª edição do festival "Jazz na Fábrica" do SESC Pompeia, que vai até o fim do mês. Quem abre a série é o trompetista Wallace Roney e eu lembro que os preços praticados pelo SESC são bem camaradas. 
Angel Street é o terceiro álbum que Roney gravou com o baterista Tony Williams. Williams, por sua vez, foi uma das principais forças na criação do fusion mas nos anos 80, após muitos estudos sobre composição, ele retornou ao jazz mainstream. Na época esse quinteto foi formado com músicos muito jovens e Tony, um dos maiores bateristas de todos os tempos, não se sobrepõe em nenhum momento.




Tony Williams - bateria
Mulgrew Miller - piano
Billy Pierce - sax tenôr e soprano
Wallace Roney - trompete
Charnett Moffett - baixo




1 Angel Street
2 Touch Me
3 Red Mask
4 Kiss Me
5 Dreamland
6 Only With You
7 Pee Wee
8 Thrill Me
9 Obsession

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tony Williams - Life Time (1964)







Esse é o primeiro disco solo do mestre baterista Tony Williams. Ele tinha quase 19 anos e ainda assinava "Anthony", mas já havia quase dois anos que alternava trabalhos com Kenny Dorham, Herbie Hancock e Miles Davis. Considerando a pouca idade e estar debutando como bandleader, Williams criou uma obra impressionante. Life Time é um álbum de vanguarda que exemplifica muito bem o nascimento do "fusion". Aos seus convidados, todos da nata do jazz, não foi dado limite para criar e em cada faixa há uma combinação diferente deles.




Tony Williams - bateria e percussão
Sam Rivers - sax tenôr (1, 2, 3)
Herbie Hancock - piano (4, 5)
Ron Carter - baixo (5), 
Richard Davis - baixo (1, 2), 
Gary Peacock - baixo(1, 3)
Bobby Hutcherson - vibrafone, marimba (4, 5)




1 Two Pieces of One: Red
2 Two Pieces of One: Green
3 Tomorrow Afternoon
4 Memory -
5 Barb's Song to the Wizard

quarta-feira, 6 de abril de 2016

V.S.O.P. - The Quintet (1977)







Wayne Shorter e Herbie Hancock estiveram em São Paulo na semana passada. É provável que as paredes da bela sala de concertos da Luz ainda não conhecessem as palavras improvisação e liberdade, ao menos não com tal dimensão. Nem mesmo uma música de Milton Nascimento foi prontamente reconhecida pelo público. Essa é a essência do jazz e esse é o legado que ambos querem que continue. Eles divulgaram uma carta aberta aos jovens músicos que estão expostos a tanta desgraça pelo mundo. Bem, ela deveria ser traduzida para o português e afixada em tudo quanto é lugar porque o Brasil é uma desgraça em si, então, que dizer da sua música?
V.S.O.P.  foi uma reedição do célebre quinteto de Miles Davis, sem Davis. Além dessa, outra diferença é que Freddie Hubard é mais agressivo e estridente. No mais, quem conduz é o improviso absoluto e o talento daqueles que podiam subir ao palco de pijamas e sem ensaio. V.S.O.P. é uma designação para conhaques muito superiores e é exatamente isso que temos aqui. V.S.O.P. - The Quintet foi lançado em LP duplo no Brasil pela CBS na época em que realmente se podia acreditar naquela inscrição "Disco é Cultura" no verso da capa. 




Freddie Hubbard – flugelhorn, trumpet
Wayne Shorter – soprano saxophone, tenor saxophone
Herbie Hancock – piano, keyboards, vocals
Ron Carter – double bass
Tony Williams – drums




1 One Of A Kind [Hubbard]
2 Third Plane [Carter]
3 Jessica [Hancock]
4 Lawra [ Williams]
5 Darts [Hancock]
6 Dolores [Shorter]
7 Little Waltz [Carter]
8 Byrdlike [Hubbard]

quinta-feira, 1 de maio de 2014

The Tony Williams Lifetime - Emergency! (1969)




Tony Williams integrou o quinteto de Miles Davis desde 1962 e é considerado um dos maiores bateristas que o mundo já viu. Nem seria preciso dizer que a influência de Miles é enorme nesse primeiro disco da sua própria banda, mas o discípulo foi além. "Emergency!" é um marco, um dos primeiros discos de fusion e, portanto, um dos mais influentes. É o jazz envolvendo a aspereza do rock, com suas distorções e agressividade.
Tony conheceu o jovem John Mclaughlin através de uma gravação mostrada a ele por Jack DeJohnette,  na qual ele, McLaughlin e Dave Holland improvisam no clube de Ronnie Scott, em Londres. Nessa época John era apenas um acompanhante para diversos músicos, principalmente de Rhythm & Blues — os mais conhecidos foram Graham Bond e Jack Bruce. À partir da Lifetime, ele foi apresentado ao público americano, mas principalmente à Miles Davis. Aqui estão alguns dos seus melhores momentos.
Larry Young já era um músico respeitado, ao lado de Jimmy Smith eram os grandes organistas da época. Ele e Tony já tinham afinidade, pois ambos tocavam com Miles. Young aproximou o som do seu órgão àquilo que as bandas de rock estavam fazendo, mas em seus solos manteve a sua levada de jazz.
Três caras geniais.


Tony Williams -bateria
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão

1 Emergency
2 Beyond Games
3 Where
4 Vashkar
5 Via the Spectrum Road
6 Spectrum
7 Sangria for Three
8 Something Special




sábado, 26 de março de 2011

Ron Carter - Third Plane (1977)



Esse álbum é mais comumente creditado ao Carter pois a maioria das composições é dele. Porém, todavia, entretanto, contudo, ele é a reunião da mágica cozinha do Miles Davis nos anos 60, três dos maiores músicos do Jazz em todos os tempos.

Ron Carter -baixo
Herbie Hancock -piano
Tony Williams -bateria

1 Third Plane [Carter]
2 Quiet Times [Carter]
3 Lawra [Williams]
4 Stella by Starlight [Victor Young]
5 United Blues [Carter]
6 Dolphin Dance [Hancock]

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Tony Williams - The Joy of Flying (1978)



Tony Williams -bateria
Jan Hammer -sints
Brian Auger -teclados
George Benson -guitarra
Michael Brecker -sax tenor
Mario Cipollina -baixo
Stanley Clarke -baixo
Herbie Hancock -teclados
Paul Jackson -baixo
Ralph MacDonald -percussão
Ronnie Montrose -guitarra
Tom Scott -Lyricon
Cecil Taylor -piano

1 Going Far
2 Hip Skip
3 Hittin' on 6
4 Open Fire
5 Tony
6 Eris
7 Coming Back Home
8 Morgan's Motion

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The Tony Williams Lifetime - Turn It Over (1970)


Tony Williams foi um dos maiores bateristas de jazz de todos os tempos. Gravou pela primeira vêz em 1950 com ninguém menos que Charlie Parker. Atuou ao lado de Miles Davis por anos a fio e depois tocou com todos os grandes músicos que orbitaram Miles.
Em 1969 ele quis montar sua própria banda. E que banda! Esse é o segundo disco, bem mais caído para o Rock e coerente, com a adição do ex- Cream Jack Bruce. Muitos o consideram como uma das peças mais poderosas do Fusion.
Depois desse disco, o Mclaughlin foi para a Mahavishnu. Comenta-se que Tony e Bruce estavam em entendimentos para que Jimi Hendrix assumisse seu lugar. Sim, isso mesmo. Hendrix estava ficando cada vêz mais funky, mais jazzy e queriria experimentar mais. Sua morte prematura os deprimiu muito e a Lifetime só retornaria em 75.



Tony Williams -bateria e vocal
Jack Bruce -baixo e vocal
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão

1 To Whom It May Concern - Them
2 To Whom It May Concern - Us
3 This Night This Song
4 Big Nick
5 Right On
6 Once I Loved
7 Vuelta Abajo
8 A Famous Blues
9 Allah Be Praised
10 One Word

The New Tony Williams Lifetime - The Collection (1992)


Ao querer remontar sua banda Lifetime, ele não pôde contar com John McLaughlin que estava na Mahavishnu. Como tinha conhecido o Allan Holdsworth quando este tocava na banda Tempest, fêz o convite. Trocou seis por meia dúzia, no bom sentido.
Esse disco é a reunião dos dois nos quais o Allan tocou: as faixas de 1 à 6 são do Believe It de 75, e de 7 à 13 são do Million Dollar Legs de 76.


Tony Williams -bateria
Allan Holdsworth -guitarra
Alan Pasqua -teclados
Tony Newton -baixo

1.Snake Oil
2.Fred
3.Proto-Cosmos
4.Red Alert
5.Wildlife
6.Mr. Spock
7.Sweet Revenge
8.You Did It To Me Baby
9.Million Dollar Legs
10.Joy Filled Summer
11.Lady Jane
12.What You Do To Me
13.Inspirations Of Love