Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Torga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Torga. Mostrar todas as mensagens

18 de julho de 2025

as aberturas de BICHOS

 

14. «Vicente». «Naquela tarde, à hora em que o céu se mostrava mais duro e mais sinistro, Vicente abriu as asas negras e partiu.»

13. «O Senhor Nicolau». «O pai queria fazer dele um homem.»

12. «Miura». «Fez um esforço.»

11. «Farrusco». «Dentro da poça do Lenteiro, há rãs.»

10. «Ramiro». « --Deus nos dê muito bons dias!»

9. «Ladino». «Grande bicho, aquele Ladino, o pardal!»

8. «Cega-Rega». «É difícil.»

7. «Jesus». «Comiam todos o caldo, recolhidos e calados, quando o menino disse:»

6. «Tenório». «Esta é a história verdadeira de Tenório, o galo.»

5. «Bambo». «O filho do caseiro novo é que lhe fez aquilo.»

4. «Morgado». «À ceia, o patrão, com cara de poucos amigos, recusara-lhe as festas desta maneira:»

3. «Madalena». «Queimava.»

2. «Mago». «Mago respirou fundo.»

1. «Nero». «Sentia-se cada vez pior.»


Miguel Torga, Bichos (1940), 19.ª ed, Coimbra, 1995 

24 de novembro de 2024

101 POEMAS PORTUGUESES . #54

 

INSTANTE


A cena é muda e breve:
Num lameiro,
Um cordeiro
A pastar ao de leve.

Embevecida,
A mãe ovelha deixa de remoer
E a vida
Pára também, a ver.


Miguel Torga (São Martinho de Anta, Sabrosa, 1907 - Coimbra, 1995)

Diário I (1941)



23 de dezembro de 2023

POEMAS IMORTAIS - UMA SELECÇÃO POSSÍVEL. XVII

 

NATAL


Outro Natal.

Outra comprida noite

De consoada,

Fria,

Vazia,

Bonita só de ser imaginada.


Que fique dela, ao menos,

Mais um poema breve,

Recitado

pela neve

A cair, ao de leve,

No telhado.


MIGUEL TORGA, Diário XII

4 de outubro de 2023

POESIA EM LÍNGUA PORTUGUESA, século XX (2)

 

ARIANE

 

Ariane é um navio.

Tem mastros, velas e bandeiras à proa,

E chegou num dia branco, frio,

A este rio Tejo de Lisboa.

 

Carregado de Sonho, fundeou

Dentro da claridade destas grades…

Cisne de todos, que se foi, voltou

Só para os olhos de quem tem saudades…

 

Foram duas fragatas ver quem era

Um tal milagre assim: era um navio

Que se balança ali à minha espera

Entre gaivotas que se dão no rio.

 

Mas eu é que não pude ainda por meus passos

Sair desta prisão em corpo inteiro,

E levantar a âncora, e cair nos braços

De Ariane, o veleiro.

 

MIGUEL TORGA, Diário I (1941)


7 de fevereiro de 2022

POEMA ou CANÇÃO... eis a questão

 
De vez em quando, somos surpreendidos pela excelência de um trabalho dedicado, que se revela útil, apelativo, agradável. Mesmo quem não morresse de amores pela poesia acabaria cativado.

Quer experimentar? Então deixe-se prender por esta coletânea organizada pela equipa responsável pela Biblioteca Escolar da Secundária de Amares (até o nome parece fadado...). Basta um clique na imagem, escolher um dos três grupos de poemas e ouça, ouça.

Que tal?

12 de agosto de 2020

 EPHEMERIDES

12 DE AGOSTO DE 1907 (113 ANOS)
MIGUEL TORGA





LÍRICA
No meu jardim aberto ao sol da vida,
Faltavas tu, humana flor da infância
Que não tive...
E o que revive 
Agora
À volta da candura
Do teu rosto!
O recuado Agosto 
Em que nasci
Parece o recomeço
Doutro destino:
Este, de ser menino
Ao pé de ti...

12 de agosto de 2013

Miguel Torga, 106

Miguel Torga (pseuydónimo de Adolfo Rocha, com que assinou os
primeiros livros) nasceu em São Martinho de Anta, Sabrosa, em
12 de Agosto de 1907

26 de julho de 2011

resenha de 2009 (8)

Miguel Torga, Bichos (Setembro) Outro livro ímpar. A condição humana nas acções e reacções dos animais & outros bichos.