10 de dez. de 2011

Acolhida pelo canto do silêncio.

 















Lugar calmo, ambiente acolhedor, invadido
pela penumbra da noite que faz-me sentir
leve e relaxada, ao som dos ruídos noturnos
que entram pelas frestas das janelas,
chegando aos meus ouvidos.
Sons vindos de perto, de longe;
mais parecendo estar perto!
É o canto do silêncio...
Silêncio da roça, do mato...que canta.
O canto dos galhos das árvores balançando
e se enroscando ao vento.
O canto da bica jorrando água suavemente.
O canto dos bichos, das aves e animais.
As mais variadas formas de cantigas.
Cantigas que invade a alma!
Que acolhe,
Que repousa.
Que desperta...
e que nos faz sentir vivos e agraciados.
Fico a pensar nas diferentes formas
desse sentir.
O sentir desses sons magníficos
da natureza...
O sentir dos aromas das flores e dos
frutos do campo, invadindo o nosso
ser com doçura.
Ao mesmo tempo me pego pensando;
no sentir dos sons noturnos das grandes cidades,
no sentir da poluição invadindo o nosso ser.
É o sentir do progresso...
Onde o silêncio não canta,
não repousa,
e nem acolhe.


Mariangela Vieira

3 de dez. de 2011

Minhas lembranças
















Vou para onde
Meu pensamento me levar,
Buscar as lembranças
Que o tempo recusou a apagar.

Vou resgatá-las em canto qualquer
Deixadas por mim.
Lembrei-me!
Sou eu quem quis assim!

Deixei para trás,
O que não podiam roubar-me,
E nem macular.
Esquecidas... faziam parte de mim.

Agora, quero-as aqui...
Para lembrar me
Como outrora
Eu fora feliz.





Mariangela