29 de jul. de 2015

Uma alma triste.














Alma solitária,
Em luto, 
Vazia de sonhos e de vida.
Se encerra ali naquele dia inútil
Num tédio sem sentido,
Sem conforto,
Em total desconforto,
Totalmente só.

Escuta o relógio a bater
No mesmo tom.
Perdido em algum canto 
Da casa vazia e triste.
E diante da solidão,
Põe-se a velar
Neste dia de chuva,
Com tristeza,
A morte da sua própria alma.

Mariângela Vieira

23 de jul. de 2015

Você é tudo
















Sigo com meus pensamentos e desejos, 
e uma música soando triste dentro de mim.
E numa felicidade incrível que me faz mal,
está a noite seguindo junto esbanjando brilho.

Indiferente, ela segue...
Como se estivesse vestida para festa!
Sem perceber que isso me afronta, e entristece...

Eu sigo só com o que me resta.
E neste meu impossível desejo
a tristeza é sentir você, 
sendo musica e noite...

Tento então fugir em vão, 
De quem pra mim é tudo,
Sabendo que é o conteúdo 
desta minha solidão.

Mariângela Vieira

17 de jul. de 2015

Os dedos que foram entrelaçados.














Os dedos que foram entrelaçados,
Desconhecerão as desesperanças.
Mesmo quando estiverem separados.
Pois as almas unidas pelo amor,
Por uma linda fita de carinho,
Nunca ficarão sozinhas.
Porque dentro do peito arde a chama da vida, 
Presa pelos braços do amor forte, 
E pulsante.
Que faz sonhar num grande alento 
quem ama e respira.
Almas que foram atingidas pelo relâmpago,
Que no céu de cada um cintila,
Com sua luz,
E que o coração recolhe.

Mariângela Vieira

14 de jul. de 2015

Eu tenho tudo!















Eu tenho tudo!
E neste lindo dia eu vejo
Que não me falta mais nada.
Só de escutar os filhotes dos pássaros
Cantando nos mistérios dos ninhos,
De ter dormido um bom sono, 
E acordar com a barulhada...
Cheguei aqui cansada, 
Um pouco triste,
Fechei os olhos com as estrelas,
Que agora estão límpidos.
O ar puro faz meus pulmões vibrarem,
E enquanto posso sorve-lo,
Eu penso:
Como é bom sentir com prazer,
A vida!
Entender seus mistérios,
Entender seus caminhos,
Não cativa as conveniências...
Mas livre, como agora.
Só observando com alegria a simplicidade da vida...
E dizer somente para o coração...
Eu vivo!

Mariângela Vieira