Passado o choque inicial, quando é chegado o momento de começarem a fundamentar as suas ideias, os irmãos Wachowski cometem uma calinada de proporções épicas, tornando o principal defeito do primeiro filme (crítica aqui) na única qualidade deste "Matrix Reloaded": os duelos, que apesar de absurdos do ponto de vista do realismo, asseguram algum entretenimento.
O resto é uma mistela pseudo-filosófica, que tem tanta falta de qualidade como excesso de pujança visual.
Um filme inútil, aborrecido e tremendamente pretensioso. E para aqueles que pensavam que "Matrix Reloaded" tinha sido apenas um erro de percurso, "Matrix Revolutions" confirma que afinal "Matrix" é que foi um golpe de sorte.
"Matrix Revolutions" é chato, confuso e até idiota, sem ponta por onde se lhe pegue, de difícil análise mas também de substância nula.
Para além disto, revela-nos ainda as tendências fetichistas e doentias dos "manos" Wachowski, que emergem o filme num ambiente absolutamente deplorável e enjoativo, uma característica já vista no tomo anterior.
Para além disto, revela-nos ainda as tendências fetichistas e doentias dos "manos" Wachowski, que emergem o filme num ambiente absolutamente deplorável e enjoativo, uma característica já vista no tomo anterior.
Salva-se, ainda e sempre, Hugo Weaving.
Que, tal como no filme anterior e ainda com menos protagonismo, não chega para atenuar o desastre que é este "Matrix Revolutions".

Que, tal como no filme anterior e ainda com menos protagonismo, não chega para atenuar o desastre que é este "Matrix Revolutions".