Já todos o sabemos: a Pixar é incapaz de produzir um mau filme. Estes revolucionários estudos animados apresentam-nos, ano após ano, excelentes propostas animadas. Ao contrário da Dreamwoks, que continua a preterir a qualidade a favor do lucro, a Pixar é a verdadeira herdeira de toda a magia de Walt Disney.
Por isso mesmo, "Ratatui" nunca poderia se um mau filme. O que não invalida que, dentro da "família Pixar", "Ratatui" seja um dos filmes menos bons. O que, por sua vez, não invalida que "Ratatui" seja um bom filme. Confuso? Nem por isso.
"Ratatui" esbanja, sobretudo, dedicação e amor. Neste caso, o amor pela alimentação resulta numa fita dedicada e surpreendentemente informativa. Remy não é apenas um personagem sem essência que aparenta gostar de cozinhar, mas quase um verdadeiro rato que realmente sabe o que está a fazer. É esta tridimensionalidade argumentativa, este realismo das personagens que assegura a empatia do público.
Mas esta é uma característica já comum nas obras da Pixar e que, por si só, não eleva assim tanto o filme. No caso de "Ratatui", era necessária alguma descontracção e a existência de mais gags que atribuíssem ao filme mais fluidez. Não bastam problemáticas e vocabulário de cozinha, é preciso dar igual importância ao humor, para que "Ratatui" não caia nas malhas do aborrecimento. O que, por alguns momentos, chega a acontecer.
"Ratatui" é também um filme ligeiramente desequilibrado e incoerente, tentando apostar no já referido realismo (por exemplo, e ao contrário da maior parte das obras da Dreamworks, os animais não conseguem comunicar com os humanos por voz), mas é também possuidor de erros incríveis no mesmo campo (um rato que consegue manipular um homem, puxando-lhe os cabelos? Sim, pois...).
Por isso mesmo, "Ratatui" nunca poderia se um mau filme. O que não invalida que, dentro da "família Pixar", "Ratatui" seja um dos filmes menos bons. O que, por sua vez, não invalida que "Ratatui" seja um bom filme. Confuso? Nem por isso.
"Ratatui" esbanja, sobretudo, dedicação e amor. Neste caso, o amor pela alimentação resulta numa fita dedicada e surpreendentemente informativa. Remy não é apenas um personagem sem essência que aparenta gostar de cozinhar, mas quase um verdadeiro rato que realmente sabe o que está a fazer. É esta tridimensionalidade argumentativa, este realismo das personagens que assegura a empatia do público.
Mas esta é uma característica já comum nas obras da Pixar e que, por si só, não eleva assim tanto o filme. No caso de "Ratatui", era necessária alguma descontracção e a existência de mais gags que atribuíssem ao filme mais fluidez. Não bastam problemáticas e vocabulário de cozinha, é preciso dar igual importância ao humor, para que "Ratatui" não caia nas malhas do aborrecimento. O que, por alguns momentos, chega a acontecer.
"Ratatui" é também um filme ligeiramente desequilibrado e incoerente, tentando apostar no já referido realismo (por exemplo, e ao contrário da maior parte das obras da Dreamworks, os animais não conseguem comunicar com os humanos por voz), mas é também possuidor de erros incríveis no mesmo campo (um rato que consegue manipular um homem, puxando-lhe os cabelos? Sim, pois...).
Os desempenhos vocais são todos feitos por actores semi-desconhecidos, com excepção para Peter O' Toole que, refira-se, está fantástico.
A nível técnico, "Ratatui" é obviamente irrepreensível. Animação e banda-sonora são magníficas.
A propósito, deixo aqui uma curiosidade: Sabiam que tenho um amigo meu, cujo pai é amigo de um tipo que trabalhou em "Ratatui"? Pois é, sou uma celebridade...
A nível técnico, "Ratatui" é obviamente irrepreensível. Animação e banda-sonora são magníficas.
A propósito, deixo aqui uma curiosidade: Sabiam que tenho um amigo meu, cujo pai é amigo de um tipo que trabalhou em "Ratatui"? Pois é, sou uma celebridade...
"Ratatui" venceu o o Óscar de Melhor Filme de Animação com toda a justiça. Como, aliás, todas as obras da Pixar.
"If we are what we eat, then I only want to eat the good stuff."
