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Ratatui


Já todos o sabemos: a Pixar é incapaz de produzir um mau filme. Estes revolucionários estudos animados apresentam-nos, ano após ano, excelentes propostas animadas. Ao contrário da Dreamwoks, que continua a preterir a qualidade a favor do lucro, a Pixar é a verdadeira herdeira de toda a magia de Walt Disney.
Por isso mesmo, "Ratatui" nunca poderia se um mau filme. O que não invalida que, dentro da "família Pixar", "Ratatui" seja um dos filmes menos bons. O que, por sua vez, não invalida que "Ratatui" seja um bom filme. Confuso? Nem por isso.

"Ratatui" esbanja, sobretudo, dedicação e amor. Neste caso, o amor pela alimentação resulta numa fita dedicada e surpreendentemente informativa. Remy não é apenas um personagem sem essência que aparenta gostar de cozinhar, mas quase um verdadeiro rato que realmente sabe o que está a fazer. É esta tridimensionalidade argumentativa, este realismo das personagens que assegura a empatia do público.

Mas esta é uma característica já comum nas obras da Pixar e que, por si só, não eleva assim tanto o filme. No caso de "Ratatui", era necessária alguma descontracção e a existência de mais gags que atribuíssem ao filme mais fluidez. Não bastam problemáticas e vocabulário de cozinha, é preciso dar igual importância ao humor, para que "Ratatui" não caia nas malhas do aborrecimento. O que, por alguns momentos, chega a acontecer.

"Ratatui" é também um filme ligeiramente desequilibrado e incoerente, tentando apostar no já referido realismo (por exemplo, e ao contrário da maior parte das obras da Dreamworks, os animais não conseguem comunicar com os humanos por voz), mas é também possuidor de erros incríveis no mesmo campo (um rato que consegue manipular um homem, puxando-lhe os cabelos? Sim, pois...).

Os desempenhos vocais são todos feitos por actores semi-desconhecidos, com excepção para Peter O' Toole que, refira-se, está fantástico.
A nível técnico, "Ratatui" é obviamente irrepreensível. Animação e banda-sonora são magníficas.
A propósito, deixo aqui uma curiosidade: Sabiam que tenho um amigo meu, cujo pai é amigo de um tipo que trabalhou em "Ratatui"? Pois é, sou uma celebridade...

"Ratatui" venceu o o Óscar de Melhor Filme de Animação com toda a justiça. Como, aliás, todas as obras da Pixar.


"If we are what we eat, then I only want to eat the good stuff."

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The Incredibles-Os Super-Heróis


Em tempos, o nosso planeta era dominado por super-heróis e súper-vilões, adorados pelo população e incentivados pelos media. Mas isso era dantes, pois uma autêntica revolta da população contra os super-heróis, em grande parte causada pelo protagonista do filme, o Sr. Incrível, fez com que estes tivessem de se afastar.
10 anos passaram, e o Sr. Incrível, agora com a identidade de Robert Peach, tenta viver uma vida normal, "fazendo um seguro de cada vez". Robert é casado Helen Peach, em tempos a Mulher-Elástica, e pai de três crianças que herdaram as caracteristicas especiais dos pais.
Robert é infeliz na sua vida, e tenta constantemente reviver os seus tempos de herói, fazendo acções de salvamento que, frequentemente, acabam mal. Robert terá esta oportunidade, quando é contactado por uma misteriosa mulher, que lhe irá propor uma tarefa digna de um herói.

Se hoje em dia, ir ao Cinema é uma actividade que raramente pratico, o mesmo não acontecia há um punhado de anos atrás. "The Incredibles-Os Super-Heróis", foi um filme ao qual assisti, pela primeira vez, no cinema. As expectativas eram enormes... e igualaram certamente a decepção posterior. Deparei-me com uma obra aborrecida e fiquei impressionado (quase chocado) com a violência que o filme de Brad Bird continha (destaco a cena do assalto a que Robert assiste, ou a tortura que lhe é feita).
Ao longo dos anos, fui adquirindo alguma maturidade, e a minha opinião sobre "The Incredibles-Os Super-Heróis" foi-se alterando gradualmente.

Foi neste fim-de-semana, que tive oportunidade de fazer a derradeira análise a esta fita.
"The Incredibles-Os Super-Heróis" continua a ser, na minha opinião, o filme mais controverso já produzido pela Pixar. É aquele que tem um carácter mais adulto, personificado através da violência já referida (mantenho a minha opinião, embora já não me "choque") ou das (fantásticas) cenas de acção. Este carácter mais adulto acaba por ser uma faca de dois gumes, uma vez que "The Incredibles-Os Super-Heróis" incute no expectador (sobretudo o menos infantil) uma dose elevadíssima de entretenimento e adrenalina, mas também uma igual dose de aborrecimento, resultante de uma trama pouco ao alcance dos mais novos, bem como uma excessiva duração.

No entanto, aquilo a que a Pixar já nos habitou, está lá: grandes doses de humor, efeitos fabulosos, personagens magníficos (Edna Mode é deliciosa) e uma banda-sonora fantástica.

Acredito que, a continuar assim, a minha consideração relativamente a "The Incredibles-Os Super-Heróis" venha a aumentar. O que só corrobora a minha teoria de que este é o filme mais adulto da Pixar.


"It's showtime!"

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2.º-À Procura de Nemo


Após um violento ataque de uma barracuda,o peixe-palhaço Marlin(dobrado por Albert Brooks) perde a sua companheira bem como quase todos os seus filhos, restando apenas um.
Nemo(dobrado por Alexander Gould). Anos depois,no seu primeiro dia de escola, Nemo é capturado por mergulhadores. Agora o seu pai terá de o salvar. Mas o oceano é simplesmente muito grande...

Só mesmo a Pixar para se lembrar de conduzir uma difícil relação entre pai e filho,debaixo de água.A animação está absolutamente fantástica e mesmo muito realista, dando mesmo a noção ao espectador de estar a viver realmente naquele mundo subaquático.

A história,apesar de simples, é muito interessante e original, não lembrando a ninguém fazer um filme neste meio.
Não deixa de ser engraçado que, só o "mote" para o desenvolvimento do filme:o facto de um peixe ter de procurar outro num enorme oceano cheio deles, já transmite um humor incrível e muito subtil.

Também as persongens são muito originais e, a maior parte, carregadas de humor, para compensar a história mais séria(para preocupações,já basta Marlin...).
Desde tubarões vegetarianos, passando por peixes amnésicos e até tartarugas com uma fala muito característica.
A destacar,ainda, a brilhante "conspiração" passada no aquário...

Enfim, "À Procura de Nemo" é um filme muito bom, um dos melhores filmes de animação que já vi e,sem dúvida, o melhor "tesourinho" que a Pixar já nos ofereçeu.

Nota:4.5*

O Melhor-A animação e os planos quase infinitos do oceano.

O Pior-A dobragem portuguesa.
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