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O Corpo da Mentira/Parque Jurássico III


Mark Strong deslumbra e abafa o esforçado DiCaprio e o irritante Crowe, num thriller de acção bastante bem realizado, mas que peca por uma narrativa (episódica) limitada e algo...comum.

Satisfaz, e de que maneira. Mas um pouco mais seria sempre bem vindo.





Inútil, desapropriado, amador. Um série B miserável, que tenta aproveitar-se do enorme sucesso dos seus predecessores.

Argumento perfeitamente estapafúrdio, elenco fraco, eis pouco mais de uma hora de entretenimento que, embora eficaz graças a uma realização interessante que nos proporciona uma ou duas cenas para mais tarde recordar (a da ponte ou a do telefone), é de cariz bastante duvidoso...

Não tendo também praticamente qualquer ponto de contacto com os filmes anteriores, eis uma proposta claramente recusável...


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Robin Hood


Seria incorrecto afirmar que "Robin Hood" tinha potencial para mais, porque de facto... não tem.
Mas lá que se esperava muito, muito mais de Ridley Scott e companhia, disso não restam dúvidas.

A própria história de "Robin Hood" é limitada a todos os níveis, desde as personagens, passando pela estrutura narrativa (quase episódica e que, com o passar dos minutos, vai perdendo força), até à falta de carga dramática, tão visível em, por exemplo, "Gladiador" (crítca aqui).

E já não bastando o facto da história não passar da mediania, também o argumento se dá ao luxo de ser demasiado sintético para o que era pedido. Diálogos breves, pouco fluidos e definitivamente pouco marcantes, aos quais o adjectivo épico não pode ser associado. Cenas banais, forçadas e desnecessárias. Personagens irritantes e facilmente descartáveis.

Ridley Scott bem tenta fazer alguma coisa para atenuar estas falhas mas, excepção feita a um ou outro momento memorável (como o disparar de uma flecha, em slow-motion, algo que me agradou imenso), a realização do veterano realizador nada consegue fazer para salvar "Robin Hood".

O facto é que o que aqui foi tentado, não incursar pela já conhecida história, acaba por originar uma série de novos erros e fragilidades que a equipa de "Robin Hood" não foi capaz de colmatar.

Dos restantes aspectos técnicos, apenas a fotografia merece (algum) destaque.

Quanto ao elenco, todo ele não sai, invariavelmente, da mediania. Russel Crowe tenta dar um certo carisma à personagem, algo que até nem é desapropriado, já que "Robin Hood" aposta muito mais no humor do que no verdadeiro drama (até porque não tem capacidade para isso), mas que não satisfaz na totalidade.
Cate Blanchett limita-se a fazer uma cara sisuda e Mark Strong está a anos-luz da sua interpretação em "O Corpo da Mentira" (crítica aqui).

No final, "Robin Hood" entretém satisfatoriamente. Mas tal tarefa é, a meu ver, muito pouco ambiciosa.
"Robin Hood" fica na sombra, não só de "Gladiador", mas também de qualquer outra obra de Ridley Scott.
E ninguém mais do que eu lamenta isso.


"Rise, and rise again. Until lambs become lions."

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Amigos do Alheio


Ridley Scott é uma verdadeira força da natureza, um dos realizadores mais talentosos da actualidade e responsável por um punhado de obras-primas. Mesmo quando aponta, aparentemente, mais baixo (como, por exemplo, em "Um Ano Especial"-crítica aqui), Scott consegue sempre elaborar excelentes propostas.
"Amigos do Alheio" é um novo exemplo disso mesmo, um pequeno tesouro à espera de ser descoberto e um filme capaz de rivalizar, com orgulho, com qualquer outra obra do realizador.

Fundindo ,na perfeição, a premissa cómica com os apontamentos dramáticos, Ridley Scott dirige com mestria e segurança esta história insólita e francamente interessante. Utiliza uma fotografia visualmente estimulante, um trabalho de câmara desconcertante mas concordante com o personagem de Nicolas Cage (destaquem-se, igualmente, as inovadoras filmagens em primeira pessoa ) e, claro, volta a rodear-se de um fantástico elenco.

Nicolas Cage está fabuloso. Tem, provavelmente, a melhor interpretação da sua carreira como o instável vigarista Roy Waller, adoptando todos os tiques e características de alguém psicologicamente afectado. É cómico na sua abordagem e dramático na sua essência. Fabulosa interpretação a recordar o Melvin Udall de Jack Nicholson (em "Melhor É Impossível"-crítica aqui).
A contracenar com Cage está Alison Lohman, actriz-revelação que emana uma confiança notável enquanto começa por conduzir um retrato credível de uma típica adolescente, apenas para, mais tarde, revelar o seu portentoso talento dramático.
Por fim, Sam Rockwell. Sam Rockwell faz o costume e obtém mais uma excelente interpretação, maioritamente cómica e que dá ao espectador tanto gozo assistir, como deu, certamente, ao actor fazer.

Lamento, por isso mesmo, que "Amigos do Alheio" não atribua tanto protagonismo ao actor como eu gostava. Acaba por existir um desvio dos golpes levados a cabo pelos dois homens para uma focalização na filha de Roy. Concluímos assim que a trama principal é mesmo a segunda, no entanto, não deixa de ser ligeiramente prejudicial para Rockwell.

Mas não há como enganar: "Amigos do Alheio" é uma proposta extremamente interessante e um dos melhores filmes de Ridley Scott.


"You're not a bad guy, you know. You're just not a very good one."

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Reino dos Céus


Esta análise contém SPOILERS

Balian(Bloom) é um jovem ferreiro francês sem vontade de viver, depois da morte da sua mulher e filho. No dia em que enterrava a sua mulher, recebe a visita de Godfrey of Ibelin(Neeson) um nobre de Jerusalém que confessa ser o seu pai e que o levará consigo para a dita cidade, onde Balian viverá um período de grande instabilidade.

Escassos minutos após o início da visualização de "Reino dos Céus" são suficientes para pensarmos que este é um filme estranho. Mas não. "Reino dos Céus" é na verdade um filme carente de quase todos os factores técnicos e humanos de que precisava.

Para começar, na sua longa duração (mais de duas horas), "Reino dos Céus" acaba por contar muito menos do que se esperava, apresentando-se apenas como um mero trailer, sendo que o sentimento de insuficiência está presente do início ao fim.
E porque? Por quase tudo.

Mas sobretudo pela realização a 100 à hora que tanto tem para dizer e tão pouco tempo para o fazer, deixando inúmeras pontas soltas.
E, claro, por um argumento extremamente incoeso e incoerente, que se limita a atirar rudemente para a tela pedaços do filme sem qualquer ligação entre si, daí resultando uma verdadeira "mistela" que para além de chegar a um certo ponto em que, por e simplesmente deixa de fazer sentido e tudo o que o espectador pode fazer é desesperar (pois ao fim de uma hora já é habitual a acção avançar de tal forma rápida, despreocupada e confusa que o espectador já nem estranha, apenas entranha), é também um hino ao aborrecimento.

Não bastam a espectacularidade e os efeitos especiais. Não bastam a belíssima fotografia e a poética banda-sonora.
Não basta um elenco que apenas valha pelo seu currículo.
Não basta o ar carrancudo de Orlando Bloom, que tem em estofo e dedicação o que lhe falta em talento e expressividade.
Não basta transformar a personagem de Eva Green numa mera Bond-Girl, objecto dos afectos de Balian.
Não bastam prestações de meia hora (ou 5 minutos...) de secundários de tanto talento como Liam Nesson, Jeremy Irons, Michael Sheen ou Edward Norton.

A intenção também conta. E "Reino dos Céus" tem claras intenções de ser um grande filme.
Mas de boas intenções está o Inferno cheio...


"-It's time now, my lord, to confess to Holy God, not your son. Are you sorry for all your sins?
- For all, but one."

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Blade Runner(Crítico Convidado-Filipe Assis)



Magnífico. A idealização, a partir da obra de Philip K. Dick, de um mundo futuro (poluído, artificial e globalizado) resultou triunfalmente. Ridley Scott concebeu, com um perfeccionismo obstinado, uma obra-prima genuína e deslumbrante. Blade Runner - Perigo Iminente é um poema invulgar, carregado de sensualidade e significado humano. É futurístico, mas a influência que dele emanou e emana fê-lo profético.

Esta análise é totalmente elaborada por Filipe Assis e foi gentilmente cedida ao Cinemajb.

http://cineroad.blogspot.com/2009/01/blade-runner-perigo-iminente-1982.html

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Alien-O Oitavo Passageiro


No futuro,uma nave espacial com sete passageiros detecta o que parece ser um pedido de ajuda vindo de outro planeta.Após aterrarem nesse mesmo planeta,um dos tripulantes,Kane(John Hurt), volta com um alienígena,agarrado à sua cara, e que se viria a soltar pouco tempo depois.Já depois do incidente,enquanto toda a tripulação janta,Kane morre devido a um outro alienígena que apareceu de dentro de si.Agora,este Alien está à solta na nave...
Ridley Scott redefiniu(e possivelmente criou) o conceito de terror espacial,com esta fabulosa e lendária obra-prima.A realização de Scott é magnífica,nenhum pormenor é deixado ao acaso,tudo resulta na perfeição desde os planos da nave,que nos dão a mesma sensação de suspense que aquela tripulação sentia,passando pelos efeitos especiais(revolucionários para a época) até,claro,à recruta do elenco.
E não posso deixar de falar de Sigourney Weaver,cuja excelente interpretação,a lançou como um projéctil para o mundo do cinema.


Nota-4.5*

O Melhor-A realização de Ridley Scott.

O Pior-A influência do tempo em certas cenas.
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Blade Runner

Em Los Angeles,no ano 2021 Rick Deckard(Harrison Ford) é um "Blade Runner",uma espécie de polícia,encarregue de eliminar "Replicantes",andróides que se tentam fazer passar por humanos.Na tentativa de eliminar um grupo de replicantes,liderado por Roy Batty(Rutger Hauer),Deckard vai apaixonar-se por uma outra replicant,Rachael(Sean Young).
Esta é,certamente,uma das críticas mais difíceis que já fiz.Na minha opinião,apenas duas palavras descrevem na perfeição "Blade Runner":Intemporalidade e Incompreensão.Mas seria um crime falar de "Blade Runner",sem começar por falar num visionário senhor,chamado Ridely Scott.
O seu trabalho,neste filme,é de uma mestria extrema.É verdadeiramente impressionante,como Scott conseguiu realizar um filme destes,em 1982.A sua visão de uma Los Angeles desolada por uma presença(compreensível nos dias de hoje)de asiáticos,os constantes anúncios publicitários,dominados pela Coca-Cola e um nº quase infinito de pormenores,que nos permitem redescobrir o filme,de cada vez que o vemos,é algo que escapa à compreensão do comum dos mortais.Também um importante aspecto a destacar em "Blade Runner" é a fantástica banda-sonora,a cargo dos Vangelis,e injustamente acusada de música de elevador.Termino esta parte afirmando com toda a certeza que,apesar de "Blade Runner" não ser o meu filme preferido de Ridley Scott,é nele que Scott atinge o seu auge em termos de realização.
Em relação ao argumento,este é absolutamente fantástico na criação das personagens,mas sobretudo nos seus diálogos que,sendo a maior parte deles profundos e filosóficos(como aliás o é todo o filme),podem criar momentos algo aborrecidos,especialmente para apreciadores de filmes de ficção científica fáceis,como "Star Wars".
Finalmente,há que falar do elenco.Não há muito a dizer,para além de realçar o facto de tanto Ford,como Hauer terem as melhores interpretações das suas carreiras...
Para concluir,penso que "Blade Runner" é uma grande obra do Cinema,muito há frente do seu tempo,apesar de não ser um filme fácil,e que sofreu e sofre de uma grande incompreensão por parte de muita gente.
Nota-4.5*
O Melhor-O visionário trabalho de Ridley Scott.
O Pior-A incompreensão que o filme continua a sofrer.
Gostaria ainda de vos deixar com este fantástico momento:
P.S-Recomendo vivamente a compra desta edição,cuja análise está disponível aqui no blog.




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Chicago


Em Chicago,1929,Roxie Hart(Renée Zelwegger) é uma aspirante a dançarina,que após cometer um assassinato,se alia ao advogado Billy Flynn(Richard Gere) para tentar obter o mesmo sucesso que outra cliente de Flynn,a reconhecida artista Velma Kelly(Catherine Zeta-Jones).
Um caso óbvio de sobrevalorização,"Chicago" é um filme interessante(no género musical),mas que nunca deveria ter ganho,entre outros,o Óscar para Melhor Filme,com candidatos como "Gangs de Nova Iorque" ou "O Senhor dos Anéis:As Duas Torres".
Também o elenco não está assim tão bem como isso.Penso que Zelwegger ainda é a mais fraquita,indo o destaque para Gere e Zeta-Jones(O Óscar também não era merecido).
Nota-2.5*
O Melhor-Richard Gere e Catherine Zeta-Jones.
O Pior-Ter ganho tantos Óscares que não mereceu.
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5.º-Chuva Negra


Dois detectives americanos,Nick Conklin(Michael Douglas) e Charlie Vincent(Andy Garcia) tem de escoltar um perigoso assassino japonês até ao Japão.Mas,quando este consegue fugir,os dois detectives terão de o perseguir,numa cidade que não conhecem e rodeados de um povo que não compreendem,para se aperceberem de que estão no meio de uma guerra entre dois ganges rivais.
O realizador Ridley Scott não nos traz uma das suas obras-primas,mas sim "apenas" um policial de qualidade,em que o seu trabalho na realização é provavelmente o ponto mais alto do filme.
Num ambiente bastante parecido com o de "Blade Runner", o duo de protagonistas não é capaz de sustentar o filme muito bem.
Michael Douglas não tem,na minha opinião,"estofo" e talento para protagonista.Já Andy Garcia foi "dispensado" demasiado cedo do filme.
Também o argumento é pouco inspirado nos diálogos dos personagens e demasiado interessado no desenvolvimento do personagem de Douglas(factor este em que se sai bastante bem)
Contudo há que louvar a capacidade de entretenimento de "Chuva Negra" e a sua credibilidade e qualidade no género policial,devido a factores como cenas de acção bastante credíveis acompanhadas de uma impecável banda-sonora.
É,no geral, um bom filme e,no género policial, um excelente exemplo de como um policial deve ser.
Nota-4*
O Melhor-A realização de Ridley Scott.
O Pior-A fraca prestação de Michael Douglas(chegando o espectador ao cúmulo de prestar mas atenção ao seu parceiro japônes)
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