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sábado, 12 de dezembro de 2015

Hoje - Antestreia do filme “Amor Impossível” traz actores e realizador a Viseu

“Amor Impossível” o filme de António-Pedro Vasconcelos tem antestreia marcada para Viseu no dia 12 de dezembro. Rodado na cidade, o lançamento, que acontece nas salas de cinema do Palácio do Gelo, contará com as presenças do realizador e dos atores Vitória Guerra, José Mata, Soraia Chaves e Ricardo Pereira.

O filme é uma história de amor entre um jovem casal. Tiago e Cristina vivem uma paixão intensa, mas tudo é abalado quando a jovem é raptada. Madalena e Marco, os dois investigadores da Policia Judiciária responsáveis pelo caso, têm dificuldade em acreditar no namorado. Mas ao investigar o crime, Madalena acaba por se deparar também com as insuficiências da sua própria relação. As aventuras e desventuras das personagens e os sítios de Viseu chegam ao grande ecrã antes do Natal."

domingo, 24 de maio de 2015

Miguel Gomes e a trilogia que entusiasmou Cannes (Exp)

REALIZADOR E ATOR. Miguel Gomes em “As Mil e Uma Noites”
"Recebido em Cannes com uma onda de entusiasmo que se propagou pelo festival, o filme em três partes de Miguel Gomes, realizador e ator, vale seguramente menos por aquela sensação do que pelos problemas teóricos, complexos, por vezes apaixonantes, que levanta ao próprio cinema. Miguel Gomes não escolheu, de todo, o caminho mais fácil para um ‘jovem cineasta europeu já reconhecido internacionalmente quando se lançou nesta empreitada de monta com nome de conto oriental, dividida em três partes, “loucura” nunca vista (e foi o cineasta que, por mais do que uma vez, chamou pela palavra). Falámos nestas crónicas, incessantemente, de um cinema de autor em Cannes tão abençoado pela corrida à Palma de Ouro como refugiado no seu próprio casulo artístico.
(...) http://expresso.sapo.pt/cultura/2015-05-23-A-trilogia-que-entusiasmou-Cannes-e-que-levanta-problemas-ao-proprio-cinema

domingo, 19 de fevereiro de 2012

BOAS NOTICIAS - JOAO SALAVIZA GANHA URSO DE OURO EM BERLIM COM O FILME "RAFA"

João Salaviza começou por dizer que estava «muito surpreendido e que teria preparado um discurso bonito se soubesse que ia ganhar». No seu agradecimento, perante 1600 espetadores, disse ainda que dedicaria o prémio ao governo português. «Mas só na condição de nos ajudarem nos próximos anos, porque não sabemos o que vai acontecer com o nosso cinema», sublinhou.

No improviso, João Salaviza destacou ainda o trabalho do protagonista do filme, Rodrigo Perdigão.«Ele fez mais do que eu pelo filme», mas não pode estar presente em Berlim. A terminar, dedicou ainda o prémio à família. «Amo-vos muito», disse o jovem cineasta português, que já tinha ganho a Palma de Ouro das curtas-metragens em Cannes, com «Arena», em 2009.

A curta-metragem de João Salaviza, um dos 27 trabalhos a concurso, é sobre um miúdo de 13 anos preocupado com a mãe, detida numa esquadra da polícia por conduzir sem carta. A curta-metragem foi aplaudida na sua estreia mundial em Berlim, na quarta-feira passada.

O júri formado, pela atriz palestiniana Emily Jacir, pelo cineasta irlandês David Oreilly e pela atriz alemã Sandra Hueller, destacou a «impressionante representação» de Rodrigo Perdigão, «no papel de um jovem a caminho de se tornar adulto». No mesmo Festival, Miguel Gomes venceu o Prémio Alfred Bauer pelo filme «Tabu».

O argumento de «Rafa» nasceu quando Salaviza estreou o premiado filme «Arena». Protagonizado por Rodrigo Perdigão, «Rafa» acompanha um dia na vida de um adolescente que vive na margem sul e descobre que a mãe foi detida por causa de um acidente de automóvel.
Rafa ruma a Lisboa para ir buscar a mãe e essa travessia na ponte sobre o Tejo e a deambulação pela cidade, ao longo de todo o dia, representam uma espécie de transição da zona de conforto para uma certa maturidade, explicou Salaviza.
O filme «aborda as mesmas questões de «Arena»: Uma certa dificuldade de o indivíduo existir dentro de uma coisa mais abrangente que é a sociedade».
Em ambos há «um desejo dos protagonistas de inserção numa sociedade e foca-se no desencontro entre indivíduos e instituições», explicou João Salaviza em declarações à Lusa.
Além de «Arena» e «Rafa», João Salaviza fez ainda a curta-metragem «Cerro Negro», no âmbito de um programa da Gulbenkian.
O júri do Festival de Cinema de Berlim distinguiu hoje, ainda, na categoria de curtas-metragens, «Gurehto Rabbitto», do japonês Atsushi Wada, com o Urso de Prata, e «The Man That Got Away», do canadiano Trevor Anderson, com o prémio DAAD.
«Vilaine Fille Mauvais Garçon», da francesa Justine Triet, é a curta que a Berlinale irá candidatar aos Prémios Europeus de Cinema.

O Urso de Ouro do Festival de Berlim foi para «Cesare deve Morire» dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, e o Urso de Prata - Prémio Especial do Júri foi para «Csak a szél», de Bence Fliegauf. O troféu de Melhor Realizador foi para Christian Petzold por «Barbara», o de Melhor Ator para Mikkel Boe Følsgaard por «En Kongelig Affære» e o de Melhor Atriz para Rachel Mwanza «Rebelle».

@Lusa