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domingo, 1 de março de 2026

“Pandas Gigantes Xiao Xiao e Lei Lei”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, apresento-lhes os simpáticos pandas gigantes Xiao Xiao e Lei Lei, que, infelizmente, se tornaram moeda de troca entre a China e o Japão.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, em (dezembro de 2025), o governo japonês anunciou o retorno dos pandas-gigantes à China, inicialmente previsto para (fevereiro de 2026). Assim, uma multidão de visitantes se reuniu no Zoológico de Ueno, em Tókyo, em frente ao recinto dos dois únicos pandas gigantes que deixaram o Japão rumo à China (país de origem deles). A repatriação dos animais ocorreu após meses de crescente tensão diplomática entre os países asiáticos. 

Uma triste cena de despedida aconteceu no dia (25 de janeiro de 2026), quando os visitantes se aglomeraram em frente ao recinto destinado aos pandas gigantes Xiao Xiao e Lei Lei, que, sentados em grandes redes azuis, balançavam os braços, parecendo entender que aquele era de fato um momento de despedida.

Nascidos no Zoológico de Ueno em (2021), Xiao Xiao e Lei Lei são filhotes de Ri Ri e Shin Shin, que retornaram à China em (setembro de 2024). A irmã mais velha dos pandas extraditados, Xiang Xiang, já havia sido enviada de volta em (2023).

O retorno encerra um ciclo histórico. Será a primeira vez em mais de meio século que o Japão ficará sem pandas. Os primeiros exemplares chegaram ao país em (1972), como parte do processo de normalização das relações entre Tókyo e Pequim. Desde então, o envio temporário dos animais fazia parte da chamada “diplomacia dos pandas”, uma estratégia adotada pela China para demonstrar boa vontade e fortalecer os laços com parceiros internacionais.

Não há perspectiva de envio de novos pandas para o Japão neste momento. Em uma declaração recente, o Ministério das Relações Exteriores da China, disse reconhecer o carinho do público japonês pelos animais. O porta-voz do ministério, Guo Jiakun [chinês: 郭嘉昆] (1º de agosto de 1980), disse que: Pequim recebe de braços abertos os amigos japoneses que desejarem visitar os pandas em seu habitat natural chinês. A mensagem, embora cordial, reforça que a permanência dos pandas no exterior continua dependendo do ambiente diplomático entre os dois países.

Os japoneses estão emocionados ao se despedirem dos últimos pandas, devolvidos à China, pois, agora será a saudade que se agigantará.



sábado, 24 de maio de 2025

“Kintsugi”




Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vamos continuar falando de “Japão”. Nesta postagem abordarei a arte de “abraçar nossas imperfeições”. 

“Kintsugi” (金継ぎ), também conhecido como “Kintsukuroi”, é uma técnica japonesa de restauração de cerâmica quebrada, na qual as peças são remendadas com cola/laca, geralmente misturada com pó de ouro, prata ou platina, deixando as rachaduras visíveis e valorizando-as como parte da história do objeto. Além de ser uma técnica, “Kintsugi” também representa uma filosofia de vida, que valoriza a imperfeição, celebrando a beleza que surge das cicatrizes e da transformação.

“Kintsugi” (金 kin = ouro | 継ぎ tsugi = emenda), significa literalmente “emendar com ouro”, sendo uma técnica oriental surgida no século XV, que revitaliza um objeto trincado, geralmente de cerâmica, deixando suas rachaduras em destaque, tornando o objeto ainda mais especial e único, pois, nesta técnica, nenhum objeto fica igual.

Na Filosofia, o significado de “Kintsugi” é mais do que uma técnica de reparação; é uma celebração da imperfeição e da beleza do que antes era considerado feio. É a valorização das cicatrizes das peças e das pessoas, podendo ser aplicado à vida, incentivando a aceitação dos erros e da dor, sendo o embate entre as dificuldades e a resiliência na busca por uma nova perspectiva.

O “kintsugi” pode ser uma forma inspiradora de aprender a encontrar beleza na “ressurreição artística”. Na cultura japonesa, uma peça restaurada com esta técnica torna-se muito mais valiosa justamente pelas belas “cicatrizes douradas” que ficam evidentes no “corpo” da peça.


sábado, 17 de maio de 2025

“O Renascimento dos Dumbphones”
























































Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, por trabalhar na imprensa, fui um dos primeiros brasileiros a ter um celular com câmera. E este aparelho com câmera foi o “J-SH04, da Sharp”, lançado em (dezembro de 2000). Porém, ele só podia ser usado no “Japão”. O aparelho tinha uma câmera CMOS de 110.000 pixels, tela de 256 cores e pesava 74 gramas. E como eu morava e trabalhava na “Terra do Sol Nascente”, é aquela coisa de estar no lugar certo, na hora certa.

O tempo passou e, que loucura pensar que hoje em dia andamos com um computador nas mãos (nas pontas dos dedos), na bolsa, na mochila, no bolso da calça e do paletó. Estamos conectados ao Mundo em tempo real graças à chegada da Internet e dos “Smartphones”. E pensar que há duas décadas atrás, ter um telefone fixo era algo incomum em muitas casas e apartamentos e nas ruas existiam telefones públicos, os famosos “orelhões de ficha”, que anos depois, faziam ligações com um cartão.

Dizem que a vida sempre caminha para frente, mas, os simples celulares da virada do século estão se tornando uma opção entre os jovens e, isso tem a ver com o benefício óbvio: preservar a saúde mental ao reduzir o tempo gasto conectado às “Redes Sociais”, o que significa melhor qualidade de vida e mais tempo interagindo com os amigos.
 
O lado bom de utilizar celulares básicos, os denominados: “Dumbphones”, é que você não precisará se atentar a detalhes como configurações, pixels e resolução, que são a parte chata dos “Smartphones”. Além do mais, ter um celular “tijolinho” é retrô, em alguns grupos pode até ser charmoso.

O problema é encontrar estes aparelhos em boas condições de funcionamento e a preços razoáveis, pois, com o aumento da demanda por estes itens, eles acabaram ficando superfaturados. Embora eu acredite que cada um de nós tenha um destes aparelhos antigos esquecido em uma gaveta em nossas casas/apartamentos.


E a garota de estilo retrô diz: 💬 EU ODEIO TECNOLOGIA!

Celular: J-SH04, da Sharp, lançado em: (dezembro de 2000), no Japão.
Câmera: CMOS de 110.000 pixels, tela de: 256 cores, peso: 74 gramas.

“O telefone chora - Le Téléphone Pleure” 
Versão da Web com: “Fernanda Maria e Júlio José”
[LEGENDADO]
°°°
“Le Téléphone Pleure — O Telefone Chora” (1972), é uma canção francesa, com versão em português da dupla brasileira de música sertaneja: “Lourenço & Lourival”, nome artístico dos irmãos: “Arlindo Cassol - Lourenço” (5 de maio de 1936) e “Antônio Cassol - Lourival” (11 de setembro de 1939). Compositores: “Claude Antonie Marie François” (1° de fevereiro de 1939 - 11 de março de 1978); “Franklin Frank Thomas” (5 de setembro de 1912 - 8 de setembro de 2004) e “Jean-Pierre Bourtayre” (31 de janeiro de 1942 - 4 de março de 2024).

domingo, 15 de setembro de 2024

“A Semente Somos Nós”
























Bem meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, quando residi e trabalhei no “Japão”, das muitas coisas que aprendi, é que quando migramos para uma outra terra, indo viver em outra cultura, com idioma, gastronomia e costumes diferentes, somos uma espécie de semente e assim começamos uma outra vida.

Porém, dizem que existe apenas uma vida para cada um de nós, que somos sementes de uma existência meramente passageira e no fim, saciaremos o “cio da terra”

Mas, na realidade não existe apenas uma vida. E não estou referindo-me a doutrinas espirituais e sim, ao fato de que vivemos várias vidas ao longo de nossa jornada. Nascemos dentro de outra pessoa, somos crianças, nos tornamos adolescentes, estudamos em vários níveis de ensino, trabalhamos, praticamos esportes, mantemos hobbies e coleções, namoramos, ficamos noivos, nos casamos, nos tornamos pais, avós, ficamos viúvos, nos casamos novamente, adoecemos, nos curamos, envelhecemos... São tantas vidas em uma só vida.

Nesta minha jornada de quatro anos em “Tokyo”, fiz literalmente isso que penso: deixei uma semente plantada, pois, cultivei no “Parque Ueno”, mais conhecido por ser também o “Jardim Zoológico de Ueno”, uma pequena muda de Pau-brasil¹.

A vida é complexa e múltipla e, é maravilhoso encontrar tudo isso nos detalhes, nas diferenças e até nos absurdos da vida. Entendemos pouco sobre preservação do nosso Planeta e queremos explorar o Universo. A diferença está nas despedidas e chegadas; pois, não existe coincidência ao dizer boa viagem a um jornalista que vai para “Tokyo”, ou a um astronauta que vai para uma agência espacial, somos todos sementes da mesma viagem.

Assim sendo, a semente na verdade somos nós, pois a muda de “Pau-brasil” já está crescida, porém, sempre recebo notícias da minha árvore plantada por meio de amigos que fiz e lá deixei, sendo estas amizades as verdadeiras sementes plantadas.

°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ O “Pau-brasil ou Pau-de-pernambuco”, que também pode ser denominado de: “Arabutã, Ibirapiranga, Ibirapitá, Ibirapitanga, Orabutã, Pau-de-tinta, e Pau-rosado”, é uma árvore leguminosa nativa da Mata Atlântica” brasileira. Esta árvore pode atingir até 15 metros de altura, possui copa arredondada e tronco tortuoso com cerca de 40 a 60 centímetros de diâmetro.



“A semente somos nós”
Ruy Barbosa 🌱 Ivone 🌱 Larissa 🌱 Isabel 🌱 Jossara 
Olga 🌱 Vilma 🌱 Joanna 🌱 Gracinha 🌱 Lucinalva
Teresa 🌱 Agnes 🌱 Theodosia 🌱 Pedro Luso 🌱 Lúcia
Graça 🌱 Marli 🌱 Pedro 🌱 Belinha 🌱 Tomás
Amalia 🌱 Ane 🌱 Valdelice 🌱 Carmen Silza 🌱 São
Maria  Lobos 🌱 Mila 🌱 Beatriz 🌱 Carolina
Carmen Cardeñosa 🌱 Judit 🌱 Irina 🌱 Serena 🌱 Juan
Chica 🌱 Olinda 🌱 Beto 🌱 Ester 🌱 Ellie
Alécio 🌱 Liz 🌱 Gracita 🌱 Taís 🌱 LoveT

“O  Cio da Terra”  [TV Globo - 1987] —  
“Milton Nascimento e Pena Branca & Xavantinho”
* Precursão“Robertinho Silva” 
 
♫Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão.

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel.

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra propícia estação
E fecundar o chão.

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar do pão.

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel
Se lambuzar de mel.

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra propícia estação
E fecundar o chão
E fecundar o chão
E fecundar o chão
E fecundar o chão
E fecundar o chão
E fecundar o chão.♫
°°°
♪“O  Cio da Terra”, é uma canção de (1977), de  “Milton Silva Campos do Nascimento” (26 de outubro de 1942) e “Francisco Buarque de Hollanda - Chico Buarque”, que fez muito sucesso também na voz da dupla, os irmãos: “Pena Branca & Xavantinho” - “José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca” (4 de setembro de 1939 - 8 de fevereiro de 2010), e “Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho” (26 de dezembro de 1942 - 8 de outubro de 1999). * “Roberto da Silva - Robertinho Silva” (1° de junho de 1941), é baterista e percussionista brasileiro. 

sábado, 24 de julho de 2021

“Hachikō: Cão Fiel do Japão”


Que Mundo maluco é este que estamos vivendo, meu Deus? Até os “Jogos Olímpicos de Tokyo 2020”, acontecem (no final de julho e começo de agosto de 2021) - tudo por decorrência da pandemia que convive entre nós, fazem quase dois anos. A pergunta que deve ser feita é: deveriam estar acontecendo estes “Jogos Olímpicos”, ainda em período pandêmico? Mesmo assim, vou aproveitar a “Olimpíada”, que acontece no “Japão”, um País incrível, onde vivi alguns anos, (mesmo ocorrendo abalos sísmicos), para trazer a história de um personagem muito conhecido na “Terra do Sol Nascente”, o cão “Hachikō - em japonês: ハチ公”, conhecido como “cão fiel Hachikō - 忠犬ハチ公” (10 de novembro de 1923 - 8 de março de 1935).
   
“Hachikō” foi um cachorro da raça “Akita”, animal muito leal ao seu dono, que perdurou até mesmo após a morte dele.
   
Todos os anos,  no dia (8 de março), que é além de ser a data de meu aniversário e Dia Internacional da  Mulher, é também dia de uma cerimônia solene na “Estação de trem Shibuya”, em homenagem à história do cão e seu dono.
   
Em (1924), “Hachikō” chegou em “Tokyo” com “Hidesaburō Ueno”, um professor do “Departamento de Agricultura da Universidade de Tokyo”. O cão sempre acompanhava “Ueno”, desde a porta de casa, até à estação de trens de “Shibuya”, retornando para encontrá-lo ao final do dia. A visão dos dois, que chegavam na estação de manhã e voltavam para casa juntos de noite, impressionava profundamente todos os transeuntes. A rotina continuou até maio do ano seguinte, quando numa tarde, o professor não retornou em seu usual trem, como de costume. Assim, a vida feliz de “Hachikō” sendo o fiel animal de estimação do professor “Ueno”, foi interrompida apenas um ano e quatro meses depois de seu início, pois, o professor “Hidesaburō Ueno” sofreu um derrame súbito no dia (21 de maio de 1925), durante uma reunião do corpo docente e morreu e obviamente, nunca mais retornou à estação onde seu cão sempre o esperava.
   
A história diz que, na noite do velório (na casa do professor), “Hachikō”, que estava no jardim, quebrou uma das portas de vidro da casa e fez o seu caminho para a sala, onde o corpo estava sendo velado, passando à noite toda deitado ao lado de “Ueno”, recusando-se a sair de perto do caixão. Outro relato diz, que quando chegou a hora de colocar vários objetos pessoais do falecido no caixão, junto ao corpo (tradição japonesa), “Hachikō” pulou dentro do caixão e tentou resistir a todas as tentativas de removê-lo.
   
Depois do enterro de “Ueno”, “Hachikō” foi enviado para viver com parentes do professor, que moravam em “Asakusa, no leste de Tokyo”. Mas, ele fugiu várias vezes e voltava para a antiga casa, em “Shibuya”. Quando um ano se passou, ele ainda não havia se acostumado à sua nova casa e assim, foi dado ao ex-jardineiro do professor “Ueno”, que conhecia o cão desde que ele era um filhote. Mas “Hachikō” continuou fugindo várias vezes também do seu novo lar. Ao perceber que seu antigo dono já não morava na casa em “Shibuya”, “Hachikō” ia todos os dias à estação de trem, da mesma forma como ele sempre fazia, esperando que ele voltasse para casa. Todo dia ele ia e procurava o professor entre os passageiros, saindo somente quando as dores da fome o obrigavam. “Hachikō” fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros.
   
A figura permanente do cão à espera de seu dono, atraiu a atenção de alguns transeuntes, muitos deles, frequentadores da “Estação de Shibuya”, que já haviam visto “Hachikō” e o professor “Hidesaburō Ueno”, indo e vindo diariamente. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu amigo, muitos ficaram tocados e passaram, então, a trazer água e comida para aliviar sua vigília. Por quase dez anos contínuos “Hachikō” aparecia ao final da tarde, precisamente no momento de desembarque do trem na estação, na esperança de reencontrar-se com seu dono.
    
A fama repentina de “Hachikō” fez pouca diferença na sua vida, pois, ele continuou exatamente da mesma maneira como antes. Todo dia, ele partia para à “Estação de Shibuya” e, esperava lá pelo professor “Hidesaburō Ueno”. Em (1929), “Hachikō” contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães. Uma de suas orelhas já não se levantava mais, apresentando uma aparência miserável, não parecendo mais com o cão de raça e pulcro que tinha sido ao lado de “Ueno”, sendo confundido com qualquer cão mestiço de rua.
   
Com “Hachikō” envelhecendo e tornando-se muito fraco, acabou sofrendo de dirofilariose, um verme que ataca o coração do cão. Assim, na madrugada de (8 de março de 1935), com idade de 11 anos, ele deu seu último suspiro, em uma rua lateral à “Estação de Shibuya”. A duração total de tempo que ele tinha esperado, saudoso de seu dono, foi de nove anos e dez meses. A morte de “Hachikō” estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas, ficaram inconsoláveis com a notícia de seu óbito, com o governo local decretando um dia de luto oficial.
   
Os ossos de “Hachikō” foram enterrados em um canto da sepultura do professor “Ueno”, no “Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tokyo”, para que ele finalmente se reencontrasse com o amigo, qual havia procurado e esperado por tantos anos. Sua pele foi preservada e uma figura empalhada do cão pode ainda ser vista no “Museu Nacional de Ciências Japonesas”.
    
Em (21 de abril de 1934), uma estátua de bronze de “Hachikō”, foi esculpida pelo renomado escultor “Tern Ando” (18 de abril de 1849 - 17 de outubro de 1952), sendo erguida em frente ao portão de bilheteria da “Estação de Shibuya”, com um poema gravado em uma placa, intitulado: “Linhas para um cão leal”. A cerimônia de inauguração foi uma grande ocasião, com a participação do neto do professor “Ueno” e uma multidão de pessoas. A fama de “Hachikō” se espalhou em todo o “Japão”, fazendo a raça “Akita” passar a ser a preferida no País.
   
Porém, como quase tudo na vida acaba sendo utilizado de maneira errada, anos mais tarde, a figura e lenda de “Hachikō” foi distorcida e usada como símbolo de lealdade ao Estado, aparecendo em propagandas que difundiam o fanatismo nacionalista que acabaram levando o “Japão à Segunda Guerra Sino-Japonesa”, no final da década de (1930) e também à “Segunda Guerra Mundial”. Lamentavelmente, a primeira estátua foi removida e derretida para fazer armamentos durante o período de guerra, em (abril de 1944). No entanto, em (1948), uma réplica foi feita por “Takeshi Ando” (1° de novembro de 1942), filho do escultor original da obra, sendo reintegrada no mesmo lugar da anterior e hoje, a nova estátua do cão, é um ponto de encontro extremamente popular na “Estação de Shibuya”.
    
Em (1987), no filme japonês: “Hachikō Monogatari - ハチ公物語 - O Conto de Hachiko”, foi lançado e contava a história do famoso cachorro e seu amigo professor. Uma refilmagem americana foi feita em (2009), intitulada de: “Hachikō: A Dog's Story - no Brasil: Sempre ao Seu Lado”, onde o ator “Richard Gere” (31 de agosto de 1949), interpretou o professor “Hidesaburō Ueno”, ajudando a popularizar a história do famoso e bondoso cão, também no ocidente.
   
Em (8 de março de 2021), completaram-se 86 anos desde que “Hachikō” se foi, mas, em (2015), nos 80 anos de sua morte, os alunos da “Faculdade de Agricultura da Universidade de Tokyo”, mandaram esculpir mais uma estátua para homenageá-lo, desta vez a escultura retrata o reencontro de “Hachikō com seu dono. Esta nova estátua, está no Campus da “Universidade de Tokyo” e os recursos para a produção, foram obtidos por doações.




sexta-feira, 2 de março de 2018

“O Último Que Sair Apague a Luz! — Carpe Diem”




Todos sabem do carinho que tenho pelos orientais, principalmente pelo povo japonês (pois, vivi alguns anos em Tokyo). E vem de lá, da Terra do Buda [em sânscrito: बुद्ध] - (556 a.C - 483 a.C.), muitas das verdades que levo comigo na vida. 

Uma das mais corretas entre estas verdades, é: “Cuida primeiro de ti, para depois poder cuidar dos outros!” - Sim, pois, como conseguir cuidar dos necessitados, dos que precisam das nossas mãos estendidas, se o teu equilíbrio físico e psicológico não existe? Outra grande verdade é dizer: “Não se culpe pelo que deu errado, se não dependia só de ti!” 

É certo dizer e entender, que nem sempre é tarefa fácil tentar manter o corpo e a mente Zen, pois, diferentes da maioria dos orientais, nós do resto do Mundo, não somos muito adeptos da circunspecção. Aliás, muito pelo contrário, levamos e proferimos socos, pontapés e bordoadas (na maior parte do tempo), contra tudo e contra todos, vivemos nossas onomatopeias pessoais e, quase sempre por motivos banais. 

Eu sei bem o que é cuidar e ser cuidado (principalmente por meus pais e esposa), porém, quando começamos a perder aquelas pessoas fundamentais em nossas vidas, aquelas que mais amamos, surge uma pergunta diante das nossas forças e do nosso resto de equilíbrio, que se misturam com o desânimo de uma vez: você soube cuidar de quem precisou de ti, mas, agora que perdeu estas pessoas tão queridas, quem irá cuidar de ti? 

Dizem que somos frutos daquilo que plantamos na vida, no entanto, é certo também dizer, que nem sempre as respostas das benevolências que praticamos com o coração desprendido de retorno ou gratidão alheia, regressam para nós de maneira imediata, pois, assim como nas lavouras, o viver também exige o tempo de plantar e o de colher, ou seja, o retorno punitivo para o mal, nem sempre será imediato também, até porque, para se fazer o bem é preciso sacrifícios, mas, já para fazer o mal, este pode ser realizado até, “deitado eternamente em berço esplêndido”. 

As pessoas andam cada vez mais materialistas, ao ponto de todos saberem qual o personagem histórico dos EUA está estampando na nota de 100 dólares: o polímata norte-americano, Benjamin Franklin (17 de janeiro de 1706 - 17 de abril de 1790), figura representativa do iluminismo, que mesmo sendo um homem religioso, nunca chegou perto de ser um líder humanista, como foi o indiano Mahatma Gandhi (2 de outubro de 1869 - 30 de janeiro de 1948), este, que muitas pessoas espalhadas pelo Mundo, pouco sabem, ou nada sabem dele.
 
Ou seja, queremos viver os efeitos do Carpe Diem¹, desde que estejamos com os bolsos recheados de dinheiro. E mesmo que consigamos viver por longos 100 anos, não mudaremos nossas prioridades, pois, esta breve existência que temos, será sempre materialista, mesmo sabendo que tudo é perecível e que a vida passa num sopro.
 
O grande problema hoje, neste nosso Mundo informatizado, é que não anda existindo aquele último bom cidadão (que antes de sair), irá apagar a luz, pois, a maioria de nós, vive numa espécie de “bolha VIP”, na tal Zona de Conforto que os Smartphones e demais aparelhos conectados na Internet nos proporcionam. O complicado será se um dia der um apagão geral, aí quero ver? Pois, os seres humanos do Mundo contemporâneo, não estão preparados definitivamente, para viver sem a existência de uma tomada e da energia elétrica por perto.
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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Carpe Diem, é parte da frase latina extraída de uma das Odes, de Horácio (8 de dezembro de 65 a.C. - 27 de novembro de 8 a.C.), tendo algumas traduções possíveis: “Colha o Dia; Desfruta o Presente; Viva Este Dia; Aproveita o Dia; ou Aproveite o Momento”.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* Garfield e Odie (1978), criações do cartunista americano: Jim Davis (28 de julho de 1945).




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domingo, 16 de abril de 2017

“Asiáticos Nunca Ficam de 4”

Como muitos sabem, eu residi alguns anos no Japão (a trabalho). Este belo país, possuidor de cultura milenar, centenas de pontos turísticos, muitas curiosidades, particularidades e peculiaridades, oriundas de um povo organizado, cordato, gentil e inteligente.

O que vou relatar aqui no meu texto no ®DOUG BLOG, tem muito a ver com as superstições dos povos da Ásia, principalmente dos japoneses, pois, destes conheço mais informações.

Sabe aquela expressão: “Ficar de quatro por alguém?”... Pois bem, os asiáticos nunca ficam de quatro por ninguém. Calma, eu explico... não vamos tirar conclusões precipitadas contra os japoneses. A questão é, que não só no Japão, mas, como em outros países asiáticos (principalmente os da Ásia Oriental - China, Coréia e Taiwan), existe uma forte superstição contra o número 4, o quê os psicólogos denominam de: “Tetrafobia”, uma espécie de aversão ou medo do número 4. 

A letra chinesa para quatro é:(四, “pinyin”: “sì”), e tem o som muito semelhante à palavra morte (死, “pinyin”: “sǐ”). Nas palavras sino-japonesas e sino-coreanas o 4 é “shi” (japonês) e “sa”, no (coreano), que soam idênticas à morte também. No “Japão”, para não pronunciar o número 4, eles pronunciam “yon”.

Como podemos observar, a similaridade com a palavra morte, traz uma enorme aversão ao número 4 nesses países, ao ponto dos asiáticos (principalmente os japoneses), evitarem o número 4 e seus múltiplos (4, 14, 24, 34, etc...) - em andares de edifícios, ficando omissos nos elevadores, nas placas de portas de quartos de hotéis, nas salas de escritórios, nos apartamentos, nos leitos de hospitais, em mesas de jantares de casamento ou outras reuniões sociais. Em muitos complexos residenciais, os blocos construídos, que deveriam levar o número 4 (ou seus múltiplos), são substituídos por blocos numerados com: (3A, 13A, 23A, 33A, etc...)

Em Taiwan, a “tetrafobia” é tão comum que não há 4 ou múltiplos de 4 para endereços, placas de carro e quase tudo numericamente relacionado ao 4. Creio eu, que dos países asiáticos, Taiwan seja o mais radical em matéria de evitar o número 4.

Já na Coréia, a “tetrafobia” é menos extrema, mas, o andar numerado com 4, é sempre omisso nos hospitais e edifícios públicos. Em edifícios residenciais, o quarto andar muitas vezes é simbolizado com o 4 escrito, em vez do 4 numérico, assim se dá também nos elevadores, nas portas e nas fachadas dos prédios.

Mas, isso será uma mera superstição? Ou será uma fobia como afirmam os psicólogos? Eu não creio que seja nem uma coisa e nem outra, afinal de contas, toda cultura tem suas crenças populares e porque, com os japoneses (e demais asiáticos), isso aconteceria de maneira diferente? Assim, é preciso respeitar a forma de ser e de viver dos outros, pois, como dizia a minha saudosa mãe Neuza: “Cada coisa com o seu uso e cada país com o seu fuso!” 

E os japoneses levam muito à sério esta coisa de superstição, ao ponto de serem feitas algumas alterações com o número 4, por exemplo, (que para o resto do Mundo, pode até parecer uma coisa banal), mas, que para eles, é somente um modo de evitar um possível fase de má sorte em suas vidas.

Agora, eu só fico imaginando na hora do sexo, será que os asiáticos colocam suas mulheres “de 5?”... Acho que isso não vai dar muito certo! Como podemos notar, tem horas que o número 4 faz muita falta. Ainda bem que eu nasci brasileiro!!!

Brincadeiras à parte, para quem gostou desta postagem do ®DOUG BLOG... Doumo arigatou gozaimasu! [どうも有難うございます] — Muito obrigado!
°°°
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* Garfield e Odie (1978), criações do cartunista americano: Jim Davis (28 de julho de 1945).




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“As Idades dos Homens e das Mulheres”

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l웃 Toque em Dom Quixote de La Mancha e Sancho Pança e acesse... Frases ®DOUG BLOG.— “Don Quijote de La Mancha, personagem de: Miguel de Cervantes Saavedra” (29/9/1547 - 22/4/1616) .

® DOUG BLOG 🏆 BOTAFOGO CAMPEÃO DA LIBERTADORES E CAMPEÃO BRASILEIRO 2024☆

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® DOUG BLOG | ⚽ Seleção Brasileira de Futebol ⚽

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⚽ 1958 🏆 Campeão: Suécia ⚽ 1962 🏆🏆 Bicampeão: Chile ⚽ 1970 🏆🏆🏆 Tricampeão: México ⚽ 1994 🏆🏆🏆🏆 Tetracampeão: EUA ⚽ 2002 🏆🏆🏆🏆🏆 Pentacampeão: Japão/Coreia do Sul.

® DOUG BLOG | Mirando na Educação! 📚

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📚 Sou a favor do porte de livros... Pois, a melhor arma para salvar uma pessoa, é a educação! 📚

® DOUG BLOG | 〴⋋_⋌〵Batman

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“Morcegos me assustam... Meus Inimigos vão partilhar desse pavor!”

® DOUG BLOG | ☠ Cigarros Apague Essa Ideia!

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De acordo com o “Inca - Instituto Nacional de Câncer”, aproximadamente 443 pessoas morrem a cada dia no “Brasil” por causa do tabagismo. R$ 125.148 bilhões são os custos dos danos causados no sistema nacional de saúde e na economia, devido ao mau hábito de fumar. Mais de 160 mil mortes anuais poderiam ser evitadas por conta dos cigarros.

® DOUG BLOG | 🐰 Recado da Mônica

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.