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sábado, 31 de maio de 2025

“Minha Vó Lourdes”





Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, minha saudosa vó Lourdes me ensinou muitas coisas, foi uma mulher sábia dentro da sua simplicidade.

Minha vó Lourdes costumava dizer que quem tivesse um limoeiro no quintal, nenhuma doença entraria em sua casa. Esta é a vantagem de morar no campo (em fazendas e sítios). Para nós, que vivemos nas “selvas de pedra”, cuidar da saúde virou questão de farmácias e drogarias, homeopatia e alopatia. E quando percebemos que no nosso bairro, na nossa cidade, há mais farmácias do que padarias, algo está muito errado.

Uma das coisas que me lembro bem da casa da minha vó (na fazenda dela, no interior de “Minas Gerais”), era a cozinha enorme, com o tradicional fogão a lenha, a mesa cheia de quitutes o dia todo, principalmente na hora do café, que ela torrava e moia os grãos na hora e depositava colheradas generosas do pó no coador de pano colocado no “mancebo”¹. Ela servia todos tipos de pães, broas de milho, bolos, biscoitos de polvilho, pães de queijo, etc... - e uma das coisas que me lembro bem, é da minha vó Lourdes molhando o pão com manteiga na xícara de café, algo que eu achava estranho na época, mas, hoje em dia (sem nenhuma estranheza), muitas vezes me pego molhando o pãozinho francês com manteiga na xícara de café.

De certa forma, as famílias evoluíram em uma espiral descendente. Na época da minha avó, os casais tinham dezenas de filhos; depois de um tempo, optaram por ter alguns filhos (dois ou três) e depois o mimado e solitário filho único; e a maioria dos casais contemporâneos, muitos deles, nem sequer têm filhos. As famílias de hoje não conseguiram resistir aos almoços de domingo, onde costumavam se reunir festivamente.

Atualmente o café ficou mais caro e está desaparecendo das xícaras da população brasileira, que tanto aprecia esta bebida, até então popular. O café, dos tempos da vovó, que era cantado em versos e prosas como a bebida símbolo do “Brasil”, também se tornou raro, assim como são raras as famílias grandes e afetuosas de outrora. E isso acontece justamente num momento em que a população vive mais, porém, com uma longevidade sem qualidade de saúde e à mesa, pois, com o tempo, fomos perdendo o paladar, o “açúcar e o afeto” e assim, vemos idosos morrendo com muita idade, porém, sem generosidade familiar, pois, a solidão que leva à morte, é principalmente decorrente da ausência física do outro, do calor humano.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ A palavra “mancebo” possui diversas origens e significados, um destes significados vem do latim, “mancipus”: serviçal doméstico. Na roça (sítios, fazendas), o mancebo é uma espécie de cabideiro de pé feito de madeira, onde é colocado um coador de pano para passar o café.




“Fernanda Barbosa Takai” (25 de agosto de 1971) 
“Com Açúcar, Com Afeto” [ao vivo - 2015]

♪Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê!

Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa.

Você diz que é operário
Sai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê!

No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê?

Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol.

E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol.

Vem à noite e mais um copo
Sei que alegre ‘ma non troppo’
Você vai querer cantar.

Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar.

Quando à noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê!

Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração.

E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer?
Qual o quê!

Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você.♪
°°°
“Com Açúcar, Com Afeto” (1967), é uma composição do cantor, compositor e escritor brasileiro: “Francisco Buarque de Hollanda - Chico Buarque”, a pedido da cantora, compositora e instrumentista brasileira: “Nara Lofego Leão” (19 de janeiro de 1942 - 7 de junho de 1989), que foi “aposentada” pelo autor em (2022), por ser tema de um amor submisso.

sábado, 17 de agosto de 2024

“Se... 7 Vidas”



































Amigos e amigas do ®DOUG BLOG, quantas coisas fazemos repetidamente e quantas coisas poderíamos fazer diferente. As pessoas que não têm sucesso neste Mundo são aquelas que buscam as circunstâncias de que precisam e, quando as encontram, a maioria nem sabe o que fazer.

Muitos dizem: se eu trabalhasse menos eu viajaria mais. E eu digo: se eu trabalhasse menos, talvez não tivesse realizado nem as viagens que já fiz (e não falo só pelo dinheiro ganho e gasto com viagens), mas sim, pelas oportunidades que a minha profissão de jornalista me proporcionou de conhecer o Mundo.

Se eu fosse astronauta conheceria a Lua. Se eu fosse lunático, talvez compreendesse melhor as atitudes dos seres humanos na Terra.

Se eu gostasse menos de pudim, o sorvete se sentiria mais feliz? Quem acreditar nisso será um tolo, pois, só nas relações pessoais medimos este tipo de estima, onde se fica enciumado por ser ou não mais querido ou amado pelos outros.

As pessoas dizem: se ventasse menos... Se chovesse mais... Se fizesse menos calor... Se ventasse mais... Se chovesse menos... Se fizer mais calor... No calor carioca eu vou a praia, pois, na praia o “SE...” inexiste: é mar salgado sem limite a acalmar e “temperar” o meu SER.

Quem não é filho nunca poderá ser pai. Quem não é pai, nunca terá filhos. Eu não sou pai e fui filho e ser filho sem os pais vivos é um triste epílogo.

Se a mulher apaixonada questiona: você me ama um amor de poesia? A resposta vem num epigrama¹Se mais que te amei eu não te amava, é porque, amar ainda mais eu não poderia!

Se o Mundo fosse menos informatizado seria melhor, como eram os tempos da vovó? Se minha vó escrevia cartas e desconheceu os e-mails e as “Redes Sociais”, não foi uma escolha dela, pois, a Dona Lourdes por ser uma mulher sábia, gostaria certamente de se ver citada no ®DOUG BLOG, nesta geração das comunicações instantâneas.

Bom seria ter nascido gato, pois, há muito a se aprender com os felinos. Se você se afasta de um gato, ele pula de volta para seu colo. Se você tenta pegá-lo, ele foge de você.

A vida é assim... Até os sorrisos se findam e, a morte do empresário e apresentador de TV “Silvio Santos”², silenciou em um sábado (para não entristecer o domingo, dia que se confunde com o próprio “Silvio Santos”), pois, não há como fugir do fim. Assim, sejamos homens, mulheres ou de gêneros, bonitos, feios, altos, baixos, calvos ou cabeludos, falantes, gagos e mudos, pobres ou ricos, brancos, negros e índios, todos, sem nenhuma exceção, iremos embora. Mas, e se eu vivesse mais e mais... Se eu tivesse as 7 vidas de um gato, mesmo assim, na oitava vida eu morreria.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Oriunda da literatura da Grécia antiga, a palavra “Epigrama” (do grego: ἐπί-γραφὼ), significa uma composição poética, breve e satírica, que expressa, de forma incisiva, um pensamento ou um conceito malicioso.

² “Senor Abravanel - Silvio Santos” [em hebraico: סניור אברבנאל] (12 de dezembro de 1930 - 17 de agosto de 2024), criador de inúmeros bordões, proprietário e apresentador dominical do “SBT - Sistema Brasileiro de Televisão”, em (28 de agosto de 2021), um certo dia, no Mundo ainda pandêmico, abdicou de usar seu terno e gravata habituais, apresentando o programa vestindo um pijama branco de botões com listras pretas, explicando que a roupa tratava-se de um presente de suas seis filhas, sinalizando que este seria o dia de sua aposentadoria, nunca oficialmente anunciada. Porém, sua última aparição no show que levava seu nome, foi no dia (26 de fevereiro e 2023), momento em que a “filha número 4 - Patricia Abravanel Faria” (4 de outubro de 1977), assumiu o comando do programa. O “patrão” faleceu aos 93 anos, dois dias antes do “SBT” completar 43 anos de fundação (19 de agosto de 1981).



“Do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar!” — 
“Quem quer dinheiro?”

É UMA PENA QUE O SILVIO SANTOS NÃO VENHA MAIS AÍ...
Música de Abertura do “Programa Silvio Santos” 
Silvio Santos Vem Aí...

♫Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Agora é hora de alegria
Vamos sorrir e cantar
Do mundo não se leva nada
Vamos sorrir e cantar!

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, Hey!
Lá, lá, lará, lá, lá, lará, lará.

Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!
Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!
Silvio Santos vem aí!
Olê, olê, olá!

Lá, lá, lá, lá... Aeeeê!♫
°°°
“Silvio Santos vem aí...”, é uma canção/jingle, que atravessa décadas sem sair da memória popular, tendo sido escrita em (1965), pelo compositor e publicitário brasileiro “Archimedes Messina” (6 de junho de 1932 – 31 de julho de 2017), a pedido do próprio apresentador.

domingo, 12 de maio de 2024

“Dia das Mães”







































♪...segura teu filho no colo, sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui...

Amigos e amigas do ®DOUG BLOG, como é tradição, comemoramos hoje (12 de maio de 2024), no segundo domingo de um mês importante para as mulheres aqui no “Brasil”, o “Dia das Mães”, neste mês que é também das noivas, candidatas a futuras mamães. 
  
Falar de mãe é falar de amor e no meu caso, é falar também de saudade. Então, mesmo não tendo mais minha mãe na minha vida, faço esta homenagem às nossas mães, apesar de entender que todo dia é dia da mulher e dia das mães. Como diz um de meus aforismos:

“Nas palavras cruzadas da vida, amor com três letras: [M] [Ã] [E]!”

Sinto falta das mulheres maravilhosas da minha vida, que me criaram e educaram. E saudade é uma palavra que por si só “nasce” triste. Porém, saudade é bem mais que um substantivo abstrato. Assim sendo, com mais de meio século de vida, já com alguns cabelos grisalhos, olho para trás e sinto muitas saudades dos meus colos que já perdi... Colo de avó e de mãe principalmente. Também já perdi o meu pai (que tinha um generoso coração de mãe, batendo em seu peito). Triste também será este dia de todas as mães do “Rio Grande do Sul”.

Então, quem ainda tem a felicidade de ter sua mãe viva (mesmo estando longe), não deixe de telefonar, de passar uma mensagem de áudio ou de fazer uma chamada de vídeo, (caso a visita seja impossível). Só, não deixe de dizer sempre que puder: Mãe, eu amo você! porque, gente é só passageiro prestes a partir.




“Ana Vilela” — “Trem-Bala” 

♫Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós.

É saber se sentir infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar.

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações.

A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim.

Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás.

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir.

Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá...
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá...

Segura teu filho no colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir.♫
°°°
♪“Ana Carolina Vilela da Costa” (6 de fevereiro de 1998), é uma cantora e compositora brasileira, que ficou internacionalmente conhecida após sua canção “Trem-Bala”, que teve o seu lançamento oficial nas plataformas digitais em formato de “Extended Playse” em (2017), tornando-se um fenômeno de visualizações na Web.

sábado, 1 de julho de 2023

“O Cafezinho Nosso de Todos os Dias”















Nada melhor que tomar um bom cafezinho, não é mesmo? o aroma  e  o sabor do café em muito me agrada. Assim sendo, sou um ávido consumidor dessa bebida, tenho inclusive uma máquina de café expresso (com moagem de grãos) e gosto de tomar uma xícara de café também antes de deitar, porque, pelo menos para mim, café à noite não me tira o sono.

E caiu o mito de que a cafeína faz mal à saúde. Recentes estudos científicos e médicos, apontam que dentro de uma “quantidade segura”, o café é uma substância estimulante que aumenta a concentração, a disposição, a atenção, além de ajudar no desempenho esportivo e até sexual. O excesso sim, é prejudicial, mas, isso cabe a qualquer coisa na vida, não só ao café.

Ainda me lembro bem, que na casa da minha saudosa “vó Lourdes”, existia uma pequena imagem de “São Benedito” (protetor dos cozinheiros e cozinheiras), onde minha vó todos os dias renovava uma xícara de café para ele... Cafezinho forte e cheiroso, passado no coador de pano. Esta tradição de oferecer café para o “Ditinho”, era com a intenção de rogar pela intercessão protetora do Santo, pela fartura de alimentos nas residências. E deu certo, porque, mesa farta sempre existiu na casa da “Dona Lourdes”, no interior de Minas Gerais, com aquelas quitandas maravilhosas que o povo mineiro tão bem sabe fazer.

Falando agora da origem do café, embora a “Etiópia - antiga Abissínia”, seja o berço do café (de 575 d.C. a 850 d.C.), na região onde hoje é solo africano, foi no “Iêmen, que ocupa a extremidade Sudoeste da Península da Arábia Saudita”, o país responsável pelo cultivo e difusão da bebida no Mundo. Pesquisas realizadas revelam que o café era consumido nesta região desde o (Século 10 a.C.) e com o tempo, foi se espalhando, chegando ao “Egito” e aos “Emirados Árabes Unidos”, onde a planta era conhecida como “Kaweh” e a bebida chamava-se: “Kahwah ou Cahue”, que significa FORÇA.

Atualmente, o café é motivo de orgulho e retorno econômico para os habitantes de várias nações mundiais. Segundo a International Coffee Organization, os maiores produtores e comercialização do grão por mil sacas de 60 quilos tipo exportação, além da “Etiópia”, são outros dois países africanos: “República Democrática do Congo e Uganda”; na “América do Sul, Brasil e Colômbia” se destacam; no “Sudeste e Sul asiático, Vietnã, Indonésia e Índia” são as principais forças; na “América do Norte, Honduras e México; e na “América Central, Guatemala”. 

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[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
Arte inicial da postagem ®DOUG BLOG (feita em café), baseada na obra renascentista intitulada: “A criação de Adão”, realizada por volta de (1511), pelo renomado artista italiano: “Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni” (6 de março de 1475 - 18 de fevereiro de 1564). A pintura foi feita no teto da “Capela Sistina - Cidade-Estado do Vaticano”. A cena representa um episódio bíblico do Livro do Gênesis”, no qual Deus cria o primeiro homem, Adão, a partir do pó da Terra.
°°°
웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* “Garfield” (1978), criação do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).




“Roberto Carlos — Café da Manhã” 
[Ao Vivo — Pacaembu, São Paulo]

♫Amanhã de manhã
Vou pedir o café para nós dois
Te fazer um carinho e depois
Te envolver em meus braços
E em meus abraços
Na desordem do quarto esperar
Lentamente você despertar
E te amar na manhã
Outra vez.

Amanhã de manhã
Nossa chama outra vez tão acesa
E o café esfriando na mesa
Esquecemos de tudo
Sem me importar
Com o tempo correndo lá fora
Amanhã nosso amor não tem hora
Vou ficar por aqui.

Pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar
Além do mais, temos tantas razões pra ficar.

Amanhã de manhã
Eu não quero nenhum compromisso
Tanto tempo esperamos por isso
Esquecemos de tudo
Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar.

(Paulinho no violão elétrico, solo)

Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar
Vou pedir o jantar
Vou pedir o jantar.♫
°°°
“Café da Manhã”, é uma canção de (1978), composta por: “Roberto Carlos Braga” (19 de abril de 1943) e “Erasmo Esteves - Erasmo Carlos” (5 de junho de 1941 - 22 de novembro de 2022). 

domingo, 12 de março de 2023

“Gabriela, a Menina Que Fazia Sombras Com as Mãos”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, quem me acompanha, quem lê minhas publicações, já se acostumou a ver eu citar minha “Vó Lourdes” (mãe  da minha  mãe), com certa frequência. Mas, hoje vou falar da minha outra avó (mãe de meu pai), mais especificamente da época de sua infância.

“Gabriela”, que o significado do nome representa: “mulher forte de Deus ou fortaleza de Deus”, era chamada carinhosamente na família, de “Biebi”.

Minha avó era uma menina muito criativa, curiosa e obviamente estava “anos-luz” da era tecnológica, assim sendo, desde pequenina, gostava de inventar brincadeiras e uma delas, era fazer “sombras com as mãos”, usando a parede do seu quarto como uma lúdica tela de cinema.

A pequena “Biebi” tinha plateia: seu pai, sua mãe, seus irmãos e algumas vezes, também de seus avós (tanto paternos, quanto maternos), quando apareciam para visitar os filhos e netos, aproveitando para aplaudir (junto com os demais membros da família), a menina que sabia fazer arte com as mãos.

As sombras encantavam “Biebi”, a cada nova imagem realizada, a cada gesto feito e refletido na parede, a cada nova sombra formada, um susto, uma surpresa, um encantamento. 
💬 É um coelhinho! (dizia “Biebi”) 
💬 Adivinhem agora... É um pônei ou um cavalinho? 
💬 Agora tenho certeza, é um camelo, só tem uma corcova!¹ 
E o pai da pequena “Gabriela” dizia: 
💬 Não seria o contrário mocinha? 
E ela disparava: 
💬 Olha papai, agora apareceu um ornitorrinco! E “Gabriela” nunca havia visto um ornitorrinco, na sua ainda “breviloquente” vida.

Aquelas sombras refletidas na parede, que vinham das pequenas mãos de “Gabriela”, davam asas à sua imaginação e encantavam a menina e a toda sua família.

“Gabriela” poderia passar horas ali brincando, fazendo as sombras ganharem vida na parede, assim numa espécie de mágica de gestos ilimitados. 
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ O dromedário é uma espécie de camelo doméstico árabe, que habita o desertos e planícies áridas do “Norte da África e Oriente Médio”. O dromedário difere do camelo, por possuir apenas uma corcova, que não é composta de água (como muitas pessoas acreditem), mas sim, de lipídio, servindo como reserva energética ao animal.




 “Sombras” — Poema Musicado [Legendado]
°°°
♪“Sombras” (1986), é uma poesia da poeta mexicana: “Rosario Sansores Prén” (25 de agosto de 1889 - 7 de Janeiro de 1972), musicada pelo instrumentista mexicano: “Carlos Brito” (13 de março de 1944), interpretada neste vídeo pelo cantor espanhol: “Julio José Iglesias Puga de La Cueva” (23 de setembro de 1943).

sábado, 8 de maio de 2021

“Dia das Mães — Amor, I Love You!”

Como é tradição, festejamos no segundo domingo do mês de maio aqui no “Brasil, o Dia das Mães” (amanhã, dia 9 de maio). 
   
E por falar em ano, repetimos o que aconteceu no “Dia das Mães” do “Vinte Vinte”, pois, no “Vinte Vinte e Um”, ainda estamos combatendo além do vírus, também o confinamento social e por consequência dele, esta extenuante solidão, que é algoz das reuniões familiares (das pessoas de bom senso), é óbvio, pois, muita gente irresponsável, continua se aglomerando por aí.
   
Porém, falar de mãe é falar de amor. Então, mesmo já não tendo minha mãe em meus dias, trago aqui no ®DOUG BLOG, esta afável homenagem para nossas mamães. Apesar de entender, que todos os dias são dias das mulheres e também dia das mães.
   
Lembro-me como se fosse hoje, belas passagens da minha infância, vividas na fazenda dos meus avós (pais da minha mãe), que residiam no interior de Minas Gerais, quando Maria Domingas (funcionária da minha vó Lourdes), gritava desesperada: 
💬 Nhá Lourdes, o Doguinha já está trepado lá no topo daquela enorme mangueira outra vez! 
E minha vó, falava mansamente sorrindo: 
💬 Deixa o menino Domingas, ele é esperto, mas, vem da cidade grande e lá não tem disso. Aqui na roça, ele pode se misturar com a natureza. Deixa ele, um dia o menino crescerá e se tornará homem feito, nesse dia, até as nossas saborosas mangas sentirão saudade dele! 
E o pequeno Douglas, quando voltava para casa todo feliz e lambuzado de manga, sorria para sua vó, com os dentes cheios de fiapos da fruta entre eles. 
    
É mesmo impressionante, mas, nunca mais provei mangas de sabor semelhante aos da fazenda da minha vó. Quantas saudades! Hoje em dia, estas mangas das quitandas, feiras e supermercados, nem fiapos deixam mais nos dentes, de tão “sem graça” que são.
   
Saudade, palavra que por si só, já “nasce” sofrida. E com meio século de vida, já com alguns cabelos grisalhos, olho para trás e sinto tantas saudades das minhas pessoas amadas, vó, mãe, esposa “Béatrisse”, qual o significado de seu nome representa: feliz, contente... E minha esposa era exatamente assim, pois, mesmo não tendo sido mãe, foi uma excelente filha. 
   
Sinto saudades das mulheres maravilhosas da minha vida. Agora, venhamos e convenhamos, são muitas saudades, até mesmo para um homem de 1,92 m, carregar sozinho, pois, também já perdi o meu pai (que tinha um generoso coração de mãe, batendo em seu peito).
   
Quem ainda conta com sua mãe viva (mesmo estando longe), neste segundo ano de distanciamento social, não deixe de telefonar, de passar uma mensagem de áudio ou de fazer uma chamada de vídeo, (caso a visita seja impossível). Só, não deixe de dizer sempre que puder: Mãe, eu amo você!
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Arte/Animação inicial da postagem ®DOUG BLOG: minha mãe Neuza ao lado da sua mãe (minha vó), Maria de Lourdes.




“Amor, I Love You!” (2000)

♫Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui.

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui.

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor quem está aqui.

Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!

“Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam
Aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se
Ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido
Que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim
Numa existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu encanto diferente
Cada passo conduzia a um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.”

Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you!
Amor, I love you,uu!
Amor, I love you,uu!
Amor, I love you,uu!
Amor, I love you,uu!♫
°°°
“Amor, I Love You!”, Compositores: “Antônio Carlos Santos de Freitas - Carlinhos Brown” (23 de novembro de 1962) e “Marisa de Azevedo Monte” (1° de julho de 1967). Poema declamado na canção, trecho de: O Primo Basílio (1878) - José Maria de Eça de Queirós” (25 de novembro de 1845 - 16 de agosto de 1900), na voz de: “Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho” (2 de setembro de 1960).

domingo, 11 de abril de 2021

“Epitáfio — A Última Palavra”


    
Bem, meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, tem uma frase minha que diz:

“Viver é nos desafiar todos os dias para sermos melhores!”

Em tempos pandêmicos, nunca falamos tanto em vida, em viver, em podermos voltar a conviver sem a “foice afiada da Dona Morte” sobre as nossas cabeças. Morrer hoje em dia, passou a ser estatística e o último suspiro de vida, está perdendo toda humanidade.
   
Indo na direção de um Mundo achacado e intolerante, alguns colegas filósofos acreditam, que só exista bondade na fase morfológica do útero e da infância, o quê me faz crer, que empatia e pandemia pouco condizem.
   
Quem nesta vida, nunca rodou aqueles globos/mapa-múndi (igual ao da “Mafalda”), apontou o dedo e pensou: “Um dia irei viajar para este lugar do Mundo que o dedo indicou!” - mas, quem em sã consciência, imaginaria que o Mundo todo seria acometido por um vírus fortemente letal, diferente  de  outras pandemias que já ocorreram em diversas fases do viver e assim, nenhum lugar, passou a ser o único lugar de (NÃO) ir e vir. 
   
E quando criança, quem nunca lambeu a tampa de alumínio do potinho de iogurte, sorvendo aquela nata que ali estava, na língua? Quem na fase relativa à infância, nunca sofreu uma queda, se ralando todo, tendo escutado da mamãe (após ela fazer os curativos e dar um beijinho): “Quando casar sara!” - aquilo que as crianças nunca fizeram antes da pandemia, foi ficar tanto tempo enfurnadas dentro de casa, que hoje, além de ser o lugar que moramos, é escritório, escola, restaurante, cinema e parque de diversão. 
   
Quem nasce, não consegue escolher a data do seu “Dies sollemnis natalis” (aniversário) e muito menos a data de seu “Le jour de votre décès” (o dia da sua morte). Mas, se na vida (por mais contraditório que seja), só o óbito é certo, o que uma pessoa espera ver escrito em seu obituário? Baseado no legítimo direito da “hipocrisia post mortem”, onde a pessoa que morre (por pior que tenha sido em vida), vira santo, eu digo (com muita ironia e pouca alegria), que todos (sejamos bons ou nem tanto), sem nenhuma exceção, depois de mortos, nos tornamos pessoas memoráveis. Talvez seja esta a explicação de muita gente agir sem medir as consequências de seus atos e/ou palavras irresponsáveis, boa parte da vida (e principalmente hoje, no negaciosismo do vírus), pois, estas pessoas sabem que depois de mortos, serão lembradas com galardão, mesmo tendo levado a vida numa espécie de “roleta-russa”¹.   
   
Na maior parte do tempo da vida, algumas pessoas vivem nos bastidores das outras, especulando, se intrometendo, praticando o disse me disse. Porém, na morte, muitos querem estar na luz dos holofotes, com seus pêsames evasivos, ditos no ato das condolências dadas ao viúvo(a), satisfazendo assim (naquele momento), o mórbido desejo de se destacar mais que o defunto dentro do caixão.
   
Tanta gente morrendo prematuramente e até anonimamente pela “Covid”, sem ter um velório e um enterro digno, enquanto algumas pessoas, que sequer caráter tiveram em vida, são exaltadas, mesmo sem o merecimento de um epitáfio, de uma inscrição sobre suas lápides funerárias. Vivemos no limite da corda bamba, sem uma rede de proteção por baixo, onde nascemos para a finitude pouco sincera e nada mais.
    
Na Grécia antiga, a oração dos ritos fúnebres eram sempre discursos elogiosos, proferidos de modo solene, provando minha teoria, que quando se morre, as convenções sociais promovem a meritocracia alegórica dos elogios lúgubres, mesmo para aqueles que não os mereçam.
  
Como dizia minha saudosa “vó Lourdes”, sempre com muita sabedoria: “Não vale à pena gastar vela com defunto ruim!”
   
Encerro está postagem do ®DOUG BLOG, com outra das minhas frases, afirmando que o viver neste Mundo daqui para frente terá uma nova realidade (qual pouco sabemos qual será?) - e temos também uma certeza, que mesmo diante do caos, as pessoa tóxicas, as ervas daninhas é que nunca mudam.

“Aquele Mundo seguro e bonito de outrora não existe mais. Hoje com mais de meio século de vida, olho o Mundo e vejo um lugar enfermo, sombrio e repleto de gente ruim!”
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
“Mafalda” (1964) + “Felipe” (1968), criações do cartunista argentino: “Quino” (17 de julho de 1932 - 30 de setembro de 2020). * Arte inicial animada da postagem ®DOUG BLOG - “Mafalda” adulta

¹ A “Roleta-Russa”, é considerado uma espécie de jogo suicida”, que levará a morte um dos seus participantes. Os “jogadores” devem colocar apenas uma bala no “tambor” do revólver, posicionando a arma na cabeça e efetuando o disparo.




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De acordo com o “Inca - Instituto Nacional de Câncer”, aproximadamente 443 pessoas morrem a cada dia no “Brasil” por causa do tabagismo. R$ 125.148 bilhões são os custos dos danos causados no sistema nacional de saúde e na economia, devido ao mau hábito de fumar. Mais de 160 mil mortes anuais poderiam ser evitadas por conta dos cigarros.

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웃 O simpático cãozinho azul “Bidu” [1959] foi o 1° personagem de “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935); “Cebolinha e Cascão” surgiram um ano após [1960]; “Mônica” e seu coelhinho de pelúcia (inicialmente amarelo e depois azul), de nome: “Sansão”, tomaram conta da turminha em [1963]. A menina do vestido vermelho é inspirada em uma das 6 filhas do cartunista: “Mônica Spada e Sousa” (28 de setembro de 1960); já “Magali”, também inspirada em uma das filhas de “Mauricio”: “Magali Spada e Souza” (5 de outubro de 1961), foi criada em [1964].

Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.