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sábado, 7 de junho de 2025

“Patriazinha”


Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, entre gregos e romanos, qual mitologia você mais gosta? Isso é uma questão de escolha, certo? Agora, quando você lê na sua certidão de nascimento ou documento de identidade (RG): local de nascimento e/ou naturalidade, você gosta da cidade onde nasceu? Sim, porque, nascer em uma família não é uma escolha, então, imagine escolher onde você gostaria de nascer?

Eu sou cético em relação ao destino e também à sorte e ao azar. Também não aceito a ideia da existência de uma sina gravada em tábuas sagradas de leis, que humanamente não podemos seguir. Dito isso, sou forçado a reconhecer que existem circunstâncias que nos são efetivamente impostas e que só podemos mudar com grande dificuldade e sofrimento, mas que são recompensadas pelas amizades que conquistamos e pelo amor.

Nascer em um lugar geográfico que não escolhemos e que só podemos deixar na idade adulta, se assim desejarmos, é também uma escolha futura. Agora, ter parentesco com alguém, como eu disse, não é algo que podemos escolher. Famílias podem apresentar desafios, as relações familiares, por serem intrínsecas e profundas, podem gerar conflitos de opinião, divergências de valores e até mesmo brigas. A comunicação inadequada e a falta de compreensão podem exacerbar estes problemas, criando um ambiente de tensão e desequilíbrio até nas reuniões festivas.

Sou neto e filho de pais “das Minas Gerais”, que, devido à migração do meu pai com a família, se mudaram para o “Rio de Janeiro”, cidade onde nasci, fui batizado, crismado, cresci, estudei, me formei e onde vivo até hoje. Como diz um dos meus aforismos:

“Rio de Janeiro... Meu lugar no Mundo!” 

No entanto, quando me casei, conheci uma linda britânica e, por opção, casei-me na “Inglaterra” e não me importaria de envelhecer em “Paris”. Agora, não há nada que me obrigue a gostar de alguns parentes.

Já trabalhei em vários países e o “Japão” é, sem dúvida, uma nação linda, mas, eu não gostaria de ter nascido japonês, embora aprecie muito os orientais, sou feliz por ser brasileiro, apesar de, como diz o “poetinha Vinicius”: “Pátria minha. Teu nome é pátria amada, é patriazinha. Não rima com mãe gentil”.

°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* Arte ®DOUG BLOG baseada em “Bacco e Arianna”, mitologia romana — “Dionísio e Ariadne”, mitologia grega. 
[TEXTO DA ARTE]
💬 Mas que pobreza, meu Deus!
💬 Magoei!



“Pátria Minha” - “Odilon Esteves” 
(8 de novembro de 1978)

“A minha pátria é como se não fosse, é íntima
doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
é minha pátria. Por isso, no exílio
assistindo dormir meu filho
choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
não sei. De fato, não sei?
Como, por que e quando a minha pátria...
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
que elaboram e liquefazem a minha mágoa
em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
de niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) Tão feias
de minha pátria, de minha pátria sem sapatos
e sem meias Pátria Minha...
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, Pátria Minha? Eu que não tenho
pátria, eu semente que nasci do vento
eu que não vou e não venho, eu que permaneço
em contato com a dor do tempo, eu elemento
de ligação entre a ação o pensamento
eu fio invisível no espaço de todo adeus...
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
de flor; tenho-te como um amor morrido
a quem se jurou; tenho-te como uma fé
sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
nesta sala estrangeira com lareira
e sem pé-direito.

Ah, Pátria Minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
quando tudo passou a ser infinito e nada terra
e eu vi Alfa e Beta de Centauro escalarem o monte até o Céu
muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
à espera de ver surgir a Cruz do Sul
que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, Pátria Minha
amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
o não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, Pátria Minha, e para
rever-te me esqueci de tudo
fui cego, estropiado, surdo, mudo
vi minha humilde morte cara a cara
rasguei poemas, mulheres, horizontes
fiquei simples, sem fontes.

Pátria Minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
lábaro não; a minha pátria é desolação
de caminhos, a minha pátria é terra sedenta
e praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
que bebe nuvem, come terra
e urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
uma quentura, um querer bem, um bem
um libertas quae sera tamem...
Que um dia traduzi num exame escrito:
(Liberta que serás também)
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria Minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
entre teus doces montes, Pátria Minha
atento à fome em tuas entranhas
e ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, Pátria Minha
teu nome é pátria amada, é patriazinha
não rima com mãe gentil
vives em mim como uma filha, que és
uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, 
talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
e pedirei que peça ao rouxinol do dia
que peça ao sabiá
para levar-te presto este avigrama:
(Pátria Minha, saudades de quem te ama)...
Vinicius de Moraes”. 
°°°
O poema “Pátria Minha”, do poeta e embaixador brasileiro “Marcus Vinicius de Moraes” (19 de outubro de 1913 - 9 de julho de 1980), foi publicado em (1949), como um livro independente, em uma edição limitada de 50 exemplares. Esta publicação foi feita pelo também poeta e diplomata brasileiro “João Cabral de Melo Neto” (9 de janeiro de 1920 - 9 de outubro de 1999), quando ambos se encontravam exilados em “Barcelona - Espanha” e “João Cabral”, em sua prensa particular, acabou dando origem a uma das obras mais famosas do “poetinha”.

sábado, 14 de dezembro de 2024

“Ditados Populares — Parte 12”

Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, antes das festividades natalinas, chegamos à 12ª parte dos ditados populares, onde destaco mais 20, chegando aos 240 já apresentados.

221- A expressão: “Achar o ninho da égua”, é peculiar, porque, as éguas não se reproduzem em ninhos, nem vivem neles. Os ninhos são construídos em lugares altos, pois, os pássaros voam. E até onde eu sei, cavalos alados existem na mitologia, como “Pégaso”, da mitologia grega, por exemplo, que é o símbolo da imortalidade. Esta expressão está ligada à felicidade, ao ato de demonstrar uma grande alegria, aparentemente injustificável. Agora, o que isso tem a ver com as éguas é um mistério.

222- “Boi de piranha”, é uma expressão popular brasileira, que designa uma situação em que um bem menor e de menor valor é sacrificado, para que em troca outros bens/pessoas mais importantes não sofram danos ou passem por dificuldades. Esta expressão surgiu do fato de os vaqueiros, das antigas comitivas, mandarem um boi velho à frente do rebanho para atravessar o rio, se ele não fosse atacado por piranhas, os outros bovinos seguiriam o mesmo caminho.

223- Continuando citando animais: “Briga de cachorro grande”, é uma expressão popular que significa uma contenda de pessoas poderosas, influentes. Sendo muito comum ouvir em ocasiões neste sentido: — Não se meta nesta confusão, porque, é briga de cachorro grande.

224- “Cair nos braços de Morfeu”, é uma expressão popular baseada na mitologia, já que “Morpheus” é o deus dos sonhos na mitologia grega. Este ditado pode ser interpretado como o desejo de adormecer em um sono profundo e tranquilo.

225- “De cor e salteado”. Não, esta expressão nada tem a ver com algo que as bailarinas sabem fazer muito bem. Ela significa simplesmente o ato de saber algo de cor, sem precisar recorrer ao “Google”, por exemplo, nem aos livros ou outras fontes de informação. “De cor e salteado”, é saber as coisas sem esquecer de nada.

226- Desculpa esfarrapada. O significado da palavra “esfarrapada” é um adjetivo para alguém que está em frangalhos; que foi despedaçado; dilacerado. Mas, em geral, representa estar desprovido de lógica; sem coerência, com um argumento tolo para justificar algo sem justificativa. Também pode ser dizer qualquer coisa para evitar ter que fazer algo.
°°°
Texto da tirinha: 💬 Pois é, não vai dar para eu sair hoje, tô muito ocupado...

227- A expressão metafórica/idiomática: “Falar pelos cotovelos”, nada tem a ver com  a anatômica articulação entre o braço e o antebraço humano e/ou dos primatas. Tal expressão, significa: falar demais e muitas vezes, só falar bobagens. A origem de “falar pelos cotovelos”, tem o primeiro registro de autoria do escritor latino: “Quintus Horatius Flaccus” (8 de dezembro de 65 a.C. - 27 de novembro de 8 a.C.), relatado em uma de suas sátiras.

228- “Fiado só amanhã”. Esta expressão retrata uma resposta ao famoso: “Deus lhe pague!” - quando alguém quer deixar a conta “pendurada”. Existe uma “trovinha” que  diz: “Quem foi que inventou o fiado? Deus inventou o homem, a mulher inventou o pecado. Deus inventou o dinheiro, o Diabo inventou o fiado. Quem tiver pecado, não peça fiado.” - Ou seja: fiado só para quem pagar adiantado.

229- “Ficar para titia”, é uma expressão usada para se referir a uma mulher mais velha, que é pejorativamente chamada de “solteirona” e que ainda não teve um filho. A expressão começou a ser usada para se referir às irmãs mais velhas, quando uma mais nova já tem filho/filhos, e elas acabam se tornando tias antes de se tornarem mães.

230- “Marinheiro de primeira viagem”, é uma expressão que revela alguém que ainda está “verde” na hora de fazer alguma coisa, que faz tudo “aos trancos e barrancos”, de forma desajeitada; que não entende muito bem as regras das coisas e por isso demora muito para aprender.

231- “Mulher bonita não paga... Mas, também não leva!”. Esta expressão é uma máxima das feiras de rua, onde os vendedores (feirantes), tentam chamar a atenção para suas barracas de frutas, verduras, peixes, etc..., usando sempre um tipo de jargão/bordão (aos gritos), para atrair clientes, que são em sua maioria mulheres. Havia até uma “trovinha chula”, repetida pelos feirantes antes do “politicamente correto”:  Oh, viúva boa! Tem banana madura, quer ver dura madame? (“Ovo e uva boa! Tem banana madura, quer verdura madame?”)

232- “Neca de Pitibiribas”, é um termo coloquial, onde “neca” equivale a (“nada”) e vem do latim “nec”, que significa: (“não”). Segundo os dicionários da língua portuguesa, o termo “pitibiriba” ou no plural: “pitibiribas”, é tipicamente brasileiro, significando: “nada ou coisa alguma”. Em outras palavras, “neca de pitibiribas”, é literalmente: “nada de nada” e/ou “nada de coisa alguma”.

233- “O que acontece em Vegas, fica em Vegas!” - esta frase icônica sempre fez parte da identidade da “cidade do pecado, Las Vegas”, localizada no deserto de “Mojave, Nevada - EUA”, famosa por suas ruas iluminadas por gigantescos letreiros de cassinos e grandes hotéis. Uma cidade com uma vida noturna vibrante, como casamentos e seus noivos vestidos a caráter, estilo “cosplay” e muitas outras opções de entretenimento. No entanto, o que este ditado representa é a manutenção da descrição de algo que aconteceu em um determinado lugar e/ou, em uma determinada fase de nossas vidas e que nunca mais deve ser lembrado ou mencionado. Mas, alguém consegue agir assim pelo resto da vida? Façam suas apostas!

234- Sabe aquela samambaia da tua casa (pendurada no xaxim), que seca quando chega um certo tipo de visita? O ditado popular “Olhar de seca-pimenteira”, é exatamente sobre isso. Um ditado simples, que tem origem no Candomblé e se refere ao “olho grande” dos invejosos.

235- “Onde se ganha o pão, não se come a carne”. Este velho ditado é muito verdadeiro, um ensinamento que refere-se ao não conquistar um homem/mulher em um ambiente de trabalho, pois, onde se defende “o pão nosso de cada dia”, não se deve deixar a libido falar mais alto, se valendo apenas dos “prazeres da carne”. Na verdade, hoje em dia, relacionamentos dentro de um ambiente de trabalho (mesmo que não sejam proibidos), podem ser vistos como assédio sexual, então é melhor evitá-los.

236- A expressão: “Ou vai ou racha”, não é apenas um ditado popular, é algo que dizemos quando decidimos fazer algo até o fim, custe o que custar. Quem diz: “ou vai ou racha”, sabe que pode encontrar sucesso ou fracasso no final de uma ação, porque, nada está garantido.

237- É bem verdade que cada um coloca o que quer dentro e fora da cabeça. Mas, o que significa a expressão: “Pedir o boné”?  Este ditado está relacionada ao futebol e ao hábito dos treinadores de usarem bonés para se protegerem do Sol. Assim, quando um “mister” está insatisfeito com o desempenho do time, “pedir o boné” representa dizer adeus, ir embora, deixar o clube, levando consigo apenas as coisas que estão em sua cabeça (sua metodologia de trabalho técnico).

238- “Perder o Fio da Meada”.  Esta expressão não tem nada a ver com “tricô e crochꔹ. Ela está relacionada a perder o rumo da conversa. Quando uma pessoa está falando e “perde o fio da meada”, significa que ela se distraiu, que perdeu o foco ou esqueceu o que estava dizendo.

239- A expressão: “Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”, tem um significado figurativo de alguém que só tem uma aparência bonita por fora e sua beleza interior é inexistente. É sobre alguém que parece bem na aparência física, mas, que por dentro é podre, embolorado... Sem alma.

240- A expressão: “Sair à Francesa”, é usada para indicar que alguém saiu discretamente de uma festa, de um recinto, de uma reunião, etc..., silenciosamente, de “fininho”, “pé ante pé”, sem se despedir de ninguém.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
* No ditado popular n° 228, aparece: “Garfield” (1978), criações do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).

¹ “Tricô” é a versão portuguesa da palavra francesa “tricot”. O mesmo vale para “crochê/crochet”.

웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* “Cascão” (1960), é um personagem do cartunista brasileiro: “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935).


sábado, 23 de novembro de 2024

“As 18 Mitologias”



















Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, vocês sabiam que até o cristianismo é classificado como mitológico? Sim, porque, mitologia nada mais é do que o estudo dos mitos, das suas origens, evoluções e significado e, os “livros sagrados” são um conjunto de tudo isso.

Antes do princípio não havia nada, nem o Verbo Divino, nem a Terra, nem o Paraíso, nem o Olimpo, nem o Céu, nem as estrelas. Nada explica nossa existência, nem mesmo as mitologias. Talvez todos os dragões que existem na vida lúdica sejam princesas que estão apenas esperando para nos ver agir uma vez, com beleza e coragem. Talvez tudo o que nos assusta exista em sua essência mais profunda, para acariciar algo indefeso que deseja o nosso amor.

Muitos acreditam na fé dos anjos: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele...” (João 1:1-18). Por outro lado, muitos são fascinados pelos dragões e Cupidos, mas, o Deus onipotente, onipresente e onisciente e os dragões se opõem, porque, um é Divino e o outro profano e mitológico.

“Mitologia Judaica-cristã
A “Mitologia Judaico-Cristã” na prática tem judeus seguindo “Yahweh - Javé” e cristãos seguindo “Jesus Cristo”, que morreu na cruz, mas, ressuscitou conforme previsto pelos desígnios Divinos. A maior parte da Bíblia Cristã é na verdade o “Tanakh” judaico, embora em uma ordem diferente, sendo usado como um material de ensino moral e espiritual para todos os povos cristãos. Os profetas, patriarcas e heróis das escrituras judaicas também são conhecidos pelo cristianismo, que usa o texto judaico como base para sua compreensão da história judaico-cristã, e figuras como: “Abraão, Elias, Moisés e Maomé”, por exemplo, são interlocutores em várias parábolas destas narrativas, tendo a mais mitológica delas o livro do “Apocalipse, ou Livro da Revelação - também chamado de: Apocalipse de João” (no “Novo Testamento”). Na religião “Islã”, há uma crença do povo muçulmano, de que o “Alcorão” é a palavra literal de Deus revelada ao profeta “Maomé” ao longo de um período de vinte e três anos. O “Alcorão” apareceu na “Península Arábica” no (século VII, entre 610 e 632 d.C.), ou seja, foi escrito depois da Bíblia.

“Mitologia Maia”
Pouca gente sabe (e acredito que nem os criadores do “Batman”¹ conheciam este fato), que o “herói das trevas” nada mais é do que a personificação de “Camazotz”: o deus morcego da “Mitologia Maia”. No entanto, a figura mais importante do “Panteão Maia” é “Itzamná”, o deus criador, senhor do fogo e do coração, ele representa a morte e o renascimento da vida na natureza. “Itzamná” está ligado ao deus Sol, “Kinich Ahau” e à deusa Lua, “Ixchel”, personificada como uma velha mulher demoníaca.

Mas, além dos “Maias”, muitos outros povos narraram suas lendas e mitos. Dentre as mitologias existentes, 18 estão oficialmente catalogadas, as mais conhecidas e tradicionais são a greco-romana.

“Mitologia Grega”
A “Mitologia Grega” é conhecida pelos deuses “Zeus” (o maior deus do “Monte Olimpo - Panteão Grego”), “Poseidon, Hades, Ares, Afrodite, Apolo, etc... Além de personagens como: “Medusa, Hércules, Ciclope, entre muitos outros. A “Mitologia Grega” é a base para muitas obras de ficção, como séries de TV, desenhos animados, filmes, livros e jogos.

“Mitologia Romana”
A “Mitologia Romana” segue as diretrizes da “Mitologia Grega”, onde, por exemplo, a forma romana para o Deus mitológico grego “Zeus” é “Júpiter”. A compreensão mitológica da “Roma Antiga”, em sua concepção, tenta explicar a formação do Mundo, os fenômenos da natureza, os sentimentos e sensações físicas dos humanos e a evolução do conhecimento com outras influências.
 
Porém, além destas quatro mitologias já mencionadas: “Maia, Grega, Romana e Judaico-cristã”, citarei mais 14.

“Mitologia Egípcia”
Acredita-se que a “Mitologia Egípcia” emana da antiga civilização que se desenvolveu ao redor do “Rio Nilo”, no antigo “Egito” (perto do “Norte da África”). Ela tem deuses como: “Amon, Hórus, Osíris, Seti, Anúbis, Rá”, etc...

“Mitologia Celta”
A “Mitologia Celta” está relacionada aos antigos bretões, aos gauleses, belgas, escotos, batavos, eburões, gálatas e trinovantes da era medieval. É uma mitologia ligada a “Xamãs, Druidas, Elfos”, etc... Ela é recorrentemente apresentada em obras que incluem os livros/filmes: “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “Harry Potter”, por exemplo.

“Mitologia Nórdica”
A “Mitologia Nórdica” tem deuses como: “Odin, Thor, Loki, Heimdall”, etc..., e mundos como: “Asgard, Jotunheim e Vanaheim”. Também é tradicionalmente usado em obras de ficção, principalmente pela “Marvel Studios”. A “Mitologia Nórdica” apresenta uma relação muito próxima entre “elfos” e humanos.

“Mitologia Chinesa”
“Mitologia Chinesa” está ligada a divindades presentes nas religiões atuais “Taoístas e Budistas”. Ela também traz elementos da fundação do Mundo na compreensão dos antigos chineses, deuses que desenvolvem a moralidade, o sucesso e a prosperidade dos humanos. Há seres mitológicos muito representativos, como o dragão, por exemplo.

“Mitologia Japonesa”
Esta é outra Mitologia Oriental, a Mitologia Japonesa” busca explicar o poder das forças da natureza, suas histórias e a criação do “Japão”, principalmente pelas mãos dos deuses: “Izanagi, Izanami, Amaterasu, Suzano e Tsukuyomi”.

“Mitologia Asteca”
A “Mitologia Asteca” é a “Mitologia das Américas”, localizada hoje no “Centro-Sul do México”, apresenta dois principais deuses: “Tlaloc e Chalchiuhtlicue”. Os “Astecas” acreditavam que antes do presente, havia outros mundos, onde os humanos enfrentavam uma tempestade de vento aterrorizante e, ao se agarrarem às árvores, se transformavam em macacos, dando origem à atual raça humana. Uma explicação mitológica da teoria da evolução das espécies, do naturalista, geólogo e biólogo britânico: “Charles Robert Darwin” (12 de fevereiro de 1809 - 19 de abril de 1882).

“Mitologia Basca”
A “Mitologia Basca” emana do antigo grupo étnico que ainda habita partes do nordeste da Espanha e sudoeste da França. A mitologia deste povo contém personagens como as deusas: “Mari, Tartalo e Aatxe” e outras semi-deusas e semi-deuses.

“Mitologia Eslava”
A “Mitologia Eslava” é uma antiga mitologia europeia, que tem deuses como: “Perunu, Triglav, Zaria e Zorya”, que são os principais. Várias características desta mitologia estão presentes nas diversas religiões indo-europeias.

“Mitologia Hindu”
A “Mitologia Hindu” é uma das mitologias mais antigas do Mundo e valoriza os animais como seres divinos. Ela se originou no que hoje é o “Paquistão - Sul da Ásia” e se espalhou para outros territórios, incluindo grande parte do que hoje é a “Índia”. A “Mitologia Hindu” possui deuses como: “Krishna, Garuda, Daksha, Mitra, Rudra, Brahma, Durga e Kali”, que são os mais representativos. Vale ressaltar que na “Índia” a vaca é mitologicamente chamada de “kamdhenu”, sendo sagrada, símbolo do “Dharma” e seus seguidores acreditam que ela representa valores como a não violência e o altruísmo.

“Mitologia Persa”
A “Mitologia Persa” é semelhante à Mitologia Hindu”, por questões de localização, diferindo apenas em seus deuses, já que para os persas existem apenas dois: “Aura-Masda e Ahriman”.

“Mitologia Iorubá”
A “Mitologia Iorubá”, representa o conhecimento mitológico e cultural dos “Iorubás”, uma etnia da “África Ocidental”, que possui um deus supremo chamado de: “Olorum”. Há também seres divinos como: “Exu, Ogum, Oxóssi”, entre outros. Muitos destes deuses são cultuados por religiões afro-brasileiras, como a “Umbanda e o Candomblé”.

“Mitologia Inuíte”
A “Mitologia Inuit” se refere aos membros da nação indígena Esquimó, que habitam as regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia”. As religiões “Inuit” (que misturam suas crenças com mitologia), têm princípios animistas e xamânicos e contêm deuses como: “Sedna, Litorideserto e Akna”, entre outros seres místicos.

“Mitologia Suméria”
Os sumérios tinham uma religião politeísta caracterizada por deuses e deusas antropomórficos representando forças ou presenças no mundo material. A “Mitologia Suméria” é representada pelos deuses principais: “An, Ichtar, Enki, Antu e Enlil”.

“Mitologia Tupi-Guarani
A “Mitologia Tupi-Guarani” é um conjunto de narrativas sobre os deuses e espíritos dos vários povos indígenas desta tribo, juntamente com cosmogonias (que são as narrativas sobre a criação do universo), antropogonias (que revela a criação da humanidade) e rituais, que são a parte religiosa destes povos tribais. Os “Tupis” acreditam em um deus Sol - Guaraci” e uma deusa Lua - Jaci”. O deus Sol seria o criador de todos os seres vivos, devido ao Sol ser importante nos processos biológicos da natureza; enquanto a deusa Lua, seria a rainha da noite e dos homens. Segundo a lenda, ela teria sido esposa do poderoso deus “Tupã” (que na língua Tupi, significa trovão).
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Batman, o homem-morcego”, foi criado pelos americanos: “Bob  Kane” (24 de outubro de 1915 - 3 de novembro de 1998) e “Bill Finger” (8 de fevereiro de 1914 - 18 de janeiro de 1974).




sábado, 28 de outubro de 2023

“Tia Ambrosia”

Os dois amigos conversando que trago desta vez aqui no ®DOUG BLOG, levam um papo doce, até o leite azedar e o vinho do Baco¹ virar vinagre.

💬 Cara, eu adoro minha tia Ambrosia, ela fala cada coisa engraçada. Ela disse que o Baco da mitologia, não passava de um cachaceiro e que devia ter o pinto pequeno!
💬 O Baco só existe na literatura mitológica e ambrosia é doce.
💬 Eu falei que era o Baco da mitologia, aliás, não conheço outro. E minha tia é mesmo um doce de pessoa!
💬 Mas, quando eu digo doce, é doce mesmo.
💬 Se minha tia se chamasse Rosa, você iria dizer que ela é uma flor?
💬 Provavelmente não, por que aí seria diferente.
💬 Diferente de que cara-pálida?
💬 Não seja enfadonho.
💬 Você nem sabe o que essa palavra representa e está usando ela. (risos)
💬 E você não sabe que ambrosia é um doce e não uma pessoa.
💬 Mas minha tia se chama Ambrosia.
💬 Ainda bem que não se chama Mercedes.
💬 Qual seria o problema se ela se chamasse Mercedes? Você adora implicar com os nomes. Depois enfadonho sou eu!
💬 Mercedes é nome de carro, então, eu iria chamar sua tia para dar uma volta e seu tio não iria gostar. (risos)
💬 Muito engraçadinho. Mas, meu tio não iria gostar nada mesmo, ele é militar daqueles bem bravos.
💬 Qual é a patente do seu tio?
💬 Ele é Brigadeiro da Aeronáutica.
💬 Brigadeiro também é um doce.
💬 Vai começar tudo outra vez... Tenha dó!
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ Na mitologia romana, onde “Dionísio” é conhecido como “Baco”, deus do vinho, o culto a “Baco – Dionísio” ganhou importância para os romanos, por volta de 200 a.C. – essa lenda mitológica greco-romana relata que existia uma festa chamada Bacanal, que era proibida devido a indução ao consumo de álcool e a orgias, eram as famosas “festas dionisíacas”.

* A “Ambrosia” é uma sobremesa típica da culinária portuguesa, também muito popular na cozinha brasileira, preparada com ovos, leite, açúcar, cravo, canela e casca de limão. Na mitologia grega, é chamado de: “Manjar dos Deuses do Olimpo” (em grego: ἀμβροσία), um doce com divino sabor, que teria poder de cura e, se um mortal comum o comesse, ganharia a imortalidade.
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO: 
* “Garfield” (1978), criação do cartunista americano: “Jim Davis” (28 de julho de 1945).


domingo, 13 de agosto de 2023

“A Boceta de Pandora”


Meus amigos e amigas do ®DOUG BLOG, a etimologia revela muitas palavras, algumas originárias da mitologia grega. Mas, não se sabe explicar o real motivo de algumas destas palavras se tornarem pejorativas.

Vamos aos fatos e depois a palavra que se tornou socialmente aviltante: A lenda mitológica de “Pandora”, assim como a bíblica “Eva”, nos remete ao fruto proibido, que traz desgraça e injustiça à humanidade. “Pandora” foi a primeira mulher, filha ilegítima de “Hefesto e Pallas Atena”.

“Pandora” (Πανδώρα), é a persona que tudo possibilita, aquela que possui involuntariamente todo o conhecimento e de contrapartida, é também aquela que tudo usurpa.

“Pandora” foi incitada por “Zeus” a cumprir uma árdua tarefa, sendo encarregada pelo deus, a agradar e ao mesmo tempo castigar os homens, depois que o titã “Prometeu” roubou o fogo do “Olimpo” e lhes revelou seus segredos.

“Pandora” (que em grego significa: “aquela que tem todos os dons”), recebeu um presente diferente de cada deus e deusa. Sua mãe adotiva “Palas Atena”, concedeu-lhe inteligência superior; “Afrodite”, deu-lhe uma beleza nunca antes vista; “Hermes,” insuflou nela, a habilidade de mentir e dissimular. Outros deuses e deusas lhe deram mais qualidades: graça, persuasão, paciência, gentileza, habilidade na dança e nos trabalhos manuais, e assim por diante.

“Zeus” ordenou a “Pandora” que seduzisse “Epimeteu”, irmão de “Prometeu”, para se vingar dele. "Epimeteu" ficou extasiado com sua beleza, casando-se com ela imediatamente, porém, não sabia que "Pandora" só aceitou se casar, para cumprir a vingança de "Zeus" contra "Prometeu". “Pandora e Epimeteu” tiveram uma filha chamada “Pirra”, que ainda jovem, se casou com o navegador “Deucalião”, fugindo com ele do dilúvio que sucederia, após sua mãe cometer o mais grave dos erros.

O terrível erro de “Pandora”, está relacionado a mais um segredo que escondia. Ao receber os dons divinais, foi lhe entregue também uma arca selada, denominada de:“Boceta”¹ (Aí está a palavra que se tornou pejorativa). Este poderoso artefato mitológico jamais deveria ser aberto, pois, guarda em seu interior os segredos mais antigos e também os sentimentos que afligem a humanidade.

A primeira mulher concebida por “Zeus”, possui uma só fraqueza, sua curiosidade descomunal. Assim, sendo desconhecedora daquilo que havia no interior da arca, mas, sempre ávida por saber, “Pandora” abriu uma fresta na tampa, sendo o suficiente para deixar escapar quase tudo que havia dentro dela: amores, medos e maldades existentes e que se abateram sobre a humanidade, sem que estes sentimentos pudessem ser usados corretamente.

Após o erro cometido, “Pandora” tentou destruir a arca, no intuito de se esquecer do fato, mas, não deu certo, a “Boceta de Pandora” é fruto de um grande feitiço, que a impede de ser destruída.

Dentro da arca restou a ESPERANÇA, que até hoje está muito bem protegida, para ser usada somente quando for mais necessário. E não deixando a esperança escapar, “Zeus” poupou a vida de “Pandora”. Porém, manteve impiedosamente a condenação do titã “Prometeu”, que passaria a eternidade preso em uma rocha, onde uma ave de rapina (e não uma águia, como alguns erroneamente narram), vinha comer seu fígado. No entanto, todas as noites seu fígado se regenerava e o pássaro sombrio voltava no dia seguinte para comer seu fígado novamente. 

E desta passagem mitológica, surgiu o termo e/ou provérbio: “A esperança é a última que morre”.
°°°
[NOTAS FINAIS ®DOUG BLOG]
¹ “Boceta” é uma arca oblongada e oval, feita de materiais diversos sendo usada para guardar pequenos objetos. Segundo outras versões do mito, “A Boceta de Pandora” pode ser além de uma arca, um baú ou um jarro.


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Douglas Melo é um premiado jornalista - profissional diplomado em Comunicação Social, poliglota, Mestre/PhD - Philosophiæ Doctor, escritor, cronista e aforista brasileiro. É o idealizador do blog: ® DOUG BLOG + FRASES ® DOUG BLOG, onde é conhecido como: Doug.