Quando eu era criança, muitas vezes vi minha mãe colocar na minha mochila escolar, um guarda-chuva, mesmo que na manhã do “Rio de Janeiro”, estivesse um “Sol de rachar mamonas” brilhando lá no Céu. Porém, antes do período da aula encerrar, o tempo fechava e lá vinha aquela forte chuva do Verão carioca. Ou seja, quando nossas mães diziam (e ainda dizem)... “Lave bem suas mãos menino; toma banho direito, esfregue bem essa bucha atrás das orelhas, entre os dedos dos pés, debaixo do braços, etc...; ou ainda, quando eram (e ainda são), categóricas ao aconselhar: “Não fale com estranhos e, nem aceite nada deles na rua”... “Escute sua mãe!” - Tem um aforismo meu que diz:
“Quando estou passando por um momento difícil, ouço minha
saudosa mãe Neuza me aconselhando dentro da minha cabeça!”
Mães não são deusas, mas, se preocupam noite e dia com seus filhos, pois, nos amam. Mães sabem das coisas, principalmente no que tange a higiene e segurança de seus rebentos. Lógico, existem algumas mães desnaturadas, que não sabem cuidar das suas crias, deixando tudo a “deus-dará”, pois, na vida, não existe mesmo perfeição.
Por falar em perfeição, alguns seres (“ditos humanos”), ficaram “brincando de ser Deus” e assim, acabam se esquecendo, que nada possuem de deuses. “Brincaram tanto de Deus”, só que quem “assumiu o cargo”, foi o vírus, pois, hoje, presos em nossas casas, cidades, países, diante de nossos medos e incertezas, vimos o cotidiano se transformar na “COVID-19”, tudo se tornou onipresente e onipotente no Mundo, à mercê deste vírus covarde e letal. De contrapartida, a maioria dos governantes dizem que está tudo “certinho, tudo bonitinho”... O problema é que não existe nada “certinho e bonitinho” de maneira global.
“Aquilo que temos o poder de fazer, temos também o poder de não fazer!” - “Aristóteles (19 de junho 384 a.C. - 7 de março de 322 a.C.)
Aquilo que temos também, são “Lockdowns”, quarentenas e medidas de distanciamento social, sendo abortadas antes do tempo, em quase todos os quatro cantos do Mundo. Ou seja, vivemos em dois Mundos paralelos: um Mundo daquelas pessoas, qual sabem que a coisa toda é séria de verdade (e se cuidam)... E um outro Mundo, dos que “fazem de conta”, num total desprezo a vida humana, chegando ao ponto, do prefeito de “Itabuna - BA, Fernando Gomes Oliveira” (30 de junho de 1939), dizer, ao anunciar a reabertura do comércio em sua cidade: “Vamos voltar ao trabalho e morra quem morrer!”
Quero um Mundo sem o “Novo Coronavírus”, mas, principalmente sem o “vírus da desumanidade e ignorância”, porque, contra estes males, não existe vacina possível de ser descoberta.
Quero uma “Canção Amiga, tocada em “Mil Tons Gerais, que faça acordar os homens e adormecer as crianças”... “Eu quero minha mãe!!!”
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웃 PERSONAGENS NAS ARTES NÃO MENCIONADOS NO TEXTO:
* “Luíza Sousa, mãe da Mônica” (1963), criação do cartunista brasileiro: “Mauricio de Sousa” (27 de outubro de 1935).
“Canção Amiga” (1978)
♫Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos
Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos
Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois carinhos se procuram
Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças.♫
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♪“Canção Amiga”, composição do cantor e compositor brasileiro: “Milton Nascimento” (26 de outubro de 1942), baseada no poema homônimo do poeta e escritor brasileiro: “Carlos Drummond de Andrade” (31 de outubro de 1902 - 17 de agosto de 1987).