Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Amolador de tesouras e navalhas...

Infelizmente, no tempo em que eles tinham um “carro” todo catita, onde transportavam um pequeno equipamento de afiar as tesouras e navalhas, um chapéu-de-chuva do qual retiravam as varetas para arranjar os avariados que os clientes lhes levavam, nesse tempo, dizia eu, não haviam os meios de gravação de imagem que hoje existem, como um simples telemóvel. Foi com um que gravei este pequeno “clip” este Domingo.


Hoje e, ultimamente, tenho visto amoladores com uma bicicleta em vez do carro tradicional como este que se vê aqui.


Antigamente, dizia-se, “lá está ele a adivinhar chuva !”. Espero que não, este ano estamos um bocado farto dela e acho que já tivemos a nossa conta !