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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Roseira brava
Vejam a roseira brava que encontrei nos campos do Gerês.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Vilarinho da Furna
Andávamos a passear por lá num dia de Setembro numa volta grande que fizemos pelo Minho nas férias de 74. A barragem apareceu-nos depois da curva da estrada, imensa, fria e cinzenta. E, lá do outro lado do rio, alargado por força do paredão da barragem, via-se um conjunto de paredes de pedra e de telhados sem telhas que, solitários e silenciosos, imergiam das águas paradas. Foi o encantamento! Sabiamos que havia uma aldeia que fora inundada quando construíram a barragem, mas vê-la ali, na nossa frente, despida, abandonada, imersa num silêncio que parecia gritar-nos: “Olhem! Ainda estamos aqui! Ainda existimos!” foi de mais. A aldeia – fora uma aldeia comunitária de cerca de 250 habitantes a quem deram uma ninharia pelas suas casas e haveres e que tiveram de se mudar para aldeias e cidades vizinhas – tinha sido alagada em 71, tinha passado muito pouco tempo e tudo parecia ainda muito vivo, muito presente. Aquelas imagens nunca mais me saíram da cabeça. Informação escrita sobre o assunto só mais tarde, nos anos 80 por Manuel Azevedo Antunes, professor e sociólogo, filho da terra, uma das últimas pessoas a andar por lá antes da grande inundação.
Este fim-de-semana voltámos lá, mas não deu para (re)ver ruínas míticas. Mas deu para vermos e visitarmos o Museu Etnológico de Vilarinho da Furna no Parque Natural da Peneda-Gerês onde pudemos ver uma impressionante exposição de fotografias e de mobiliário e utensílios da velha aldeia.
Deixo aqui algumas fotografias (peço desculpa pela evidência nas minhas fotos dos focos luminosos sobre as fotografias expostas nas paredes) e o sítio da net onde encontrei mais informação sobre Vilarinho: http://www.serra-do-geres.com/
(O quarto com a arca do enxoval)
(O berço)
(A lareira)
(O forno com o capote de palha à esquerda)
(A arca do pão)
(O tear)
(O arado)
(Utensílios vários)
(Um capote de palha)
(Brinquedos)
(Mais brinquedos)
E, a finalizar, o poema que Miguel Torga escreveu sobre a morte de Vilarinho da Furna.
Requiem
Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.
Miguel Torga
Barragem de Vilarinho da Furna
18 de Julho de 1976
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domingo, 10 de outubro de 2010
Aniversário de Casamento
Ganhámos das filhas a oferta de uma estadia numa Pousada de Portugal para irmos comemorar o nosso 39º aniversário de casamento (?!) e escolhemos ir (re)visitar a Pousada da São Bento da Porta Aberta no Gerês. Tínhamos passado lá em 74 e lembro-me que fiquei absolutamente rendida à vista que da esplanada da pousada se estendia sobre o rio Cávado que, apesar de sinuoso naquela fatia de água, segue como que parado até se ie encontrar com mar ali junto a Esposende.
No dia em que fomos para cima, o tempo estava absolutamente miserável, com muita chuva, muito vento e ameaça laranja de temporal. Mas como contávamos com o burguês conforto da pousada, nem por isso nos passou pela cabeça desistirmos da escapadinha.
O Minho está belíssimo em tons de amarelo, castanho e vermelho e a serra regorgita em cascatas que se desprendem das alturas correndo pelos montes em fios de água nuns sítios, em grandes cachões que se ouvem à distância noutros.
(Ribeira da Freixa)
(Rio Arado)
(Rio Homem)
(Outra cascata na Mata de Albergaria)
(Cores de Outono no Parque Peneda-Gerês)
(Fetos "com cabelos ruivos")
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