EUA
ESTILO : HARDCORE / NYHC
ASSISTIR EM TELA CHEIA. DESTAQUE PARA BOMBER Z, SÓ TOCADA AO VIVO NOS PRIMÓRDIOS. O BATERA É O MESMO CARA DOS 2 PRIMEIROS DO CARNIVORE.
Para a comunidade Punk o Agnostic Front é um ícone. Eles são os criadores, os avós, os mestres do estilo Hardcore Punk que agita os mosh pits até hoje. E ao contrário de seus contemporâneos da década de 80, o Agnostic Front se manteve unido, um soco na cara que ainda está gravando discos. Entrevista concedida por Roger Miret a Pop Breaks.
PB: Vocês lançaram seu novo disco, My Life, my way. O quê você diria sobre a receptividade do público até esse momento?
RM: Acho que está legal. As críticas têm sido muito boas. Nós estamos fazendo acontecer, sabe o quê eu digo? Estamos realmente comprometidos e dedicados à aquilo que fazemos, assim...
PB: Grande.Você diria que o processo de criação deste álbum foi o mesmo dos anteriores?
RM: Eu diria que sim, a banda toda participa.
PB: Vocês criam a música antes das letras?
RM: Sempre a música antes, depois as letras.
PB: E sobre as letras desse novo álbum, quais foram suas principais influências?
RM: O dia a dia. O simples fato de estar vivo, vendo TV, vendo o que está acontecendo no mundo. Isso faz com que escrevamos sobre todo tipo de coisas, entende? Hipocrisia e toda essa parada que está rolando.
PB: Vocês começaram nos anos 80, a indústria musical mudou muito, especialmente na era digital. Isso foi ruim para vocês? Como veteranos vocês se sentiram influênciados?
RM: Sim, a industria musical mudou muito desde que começamos. Um mundo completamente diferente. Em relação à indústria de maneira geral, as grandes gravadoras passaram a prevalecer sobre as independentes. E eu acho que, obviamente, nós sabemos que as coisas se voltaram um pouco contra nós.
PB: Você acha que todos esses sites, como Fezesbook e Twitter, realmente ajudam ou atrapalham os artistas hoje em dia?
RM: Eu acho que com certeza isso ajuda as bandas, claro. Ajuda a estar em contato com os fãs. E, como você sabe, antigamente as bandas só tinham a correspondência com os fãs, você mantinha contato através do sistema postal. Haviam os que fazim isso porque eram fãs dedicados. Repentinamente temos esses monstros com Fezesbook e MySpace e tudo se tornou mais direto, mais interativo, mais como...
PB: Auto promoção.
RM: Realmente. Todo esse lance de compartilhar informação e trabalhar com isso.
PB: Você tem notado alguma mudança nos fãs ao longo dos anos?
RM: Bem, definitivamente tudo foi expandido. Há comunicação instantânea com as pessoas em geral. Antigamente, lançávamos um disco e receberíamos cartas de fãs dizendo como adoraram o novo álbum. E tudo isso demorava algum tempo para acontecer. Mas agora, instantaneamente, no mesmo minuto em que você lança o disco há pessoas comentando quão bom é o disco. As sensações ficaram mais instantâneas. E eu acho que isso é legal. Mas, definitivamente, tirou algum mistério do processo todo.
PB: Quê tipo de música vocês têm escutado?
RM: Tenho dois filhos pequenos, então estou escutando Yo Gabba Gabba o tempo inteiro.
PB: Se você irá assistir a algum show para crianças, esse definitivamente é o melhor.
RM: Yeah, quero dizer que não posso mais escolher minha música. Somente quando estou em turnê. Está tudo ocupado, até minha televisão foi ocupada pelo Mickey Mouse. Disney invadiu minha vida. E eu acho que esta é a história de minha vida.
PB: Acho legal que você consiga ser um pai e ainda fazer turnês e tudo o mais. Acho que é o melhor de dois mundos.
RM: Absolutamente.
PB: Então o quê vocês estão planejando para o futuro? Vocês planejam gravar muitos álbuns ainda?
RM: Bem, acho que nosso plano imediato é continuar a tocar nosso álbum novo por aí. Estamos realmente empolgados, estamos realmente procurando por isso. E esses são nossos planos imediatos. Sabe, sair por aí, tocando nossas músicas novas para todos. E, eventualmente, é claro que pode rolar um novo álbum. Mas é muito cedo ainda para ficar pensando sobre isso, enquanto ainda estamos curtindo o material novo, tocando com todo o coração.