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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

NOKTURNAL HELLSTORM - NOKTURNAL HELLSTORM (2012)

NOKTURNAL HELLSTORM
EUA
ESTILO : BLACK METAL

OUTRA DO PEDRÃO!! MAIS UMA BANDA COM PARTICIPAÇÃO DO BAIXISTA DAN LILKER. DESTA VEZ UM BLACK METAL SINISTRO!!!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ENTREVISTA : DAN LILKER

Segue a tradução de uma entrevista com o Dan Lilker, figura muito importante na evolução dos gêneros musicais extremos ao longo da segunda metade da década de 80 e durante a década de 90. Tivemos a oportunidade de vê-lo tocando com o Nuclear Assault, em 1989, no saudoso Dama-Xoc em São Paulo, num show arrasador junto com o Sepultura. Quanto à entrevista achei algumas perguntas meio confusas, não é muito recente, o Brutal Truth ainda não tinha voltado. De qualquer maneira vamos lá ver o que um dos músicos mais inspirados da cena underground tem a nos dizer, pois com certeza suas opiniões vão além da mera descrição da cena atual de música pesada.

Dan Lilker tem estado envolvido com o Heavy Metal por muitos anos. Se alguém falar de sua primeira banda de verdade, o Nuclear Assault, ou seguir sua carreira desde a banda de speed metal de NYC Anthrax até seu trabalho no Brutal Truth, provavelmente reconhecerá algo que tenha sua marca na década e meia passada. Nós conversamos com Dan pela Internet e ele foi gentil e respondeu a algumas perguntas rápidas e meio obscuras.

1. Algumas pessoas o acusariam de vira casacas, pois sua trajetória cobriu diversos gêneros de speed metal ao grindcore ao Black Metal e para onde quer que a cena esteja.

DL: Vamos fazer uma rápida revisão de minha história no Metal. Participei da formação da Anthrax, fui mandado embora, pois o Neil Turbin (primeiro vocalista do Anthrax) era um mala. Formei o Nuclear Assault cerca de 1984, tocávamos mais rápido com mais influência de hardcore do que o Anthrax. Até aí nada de virar casaca. Fui convidado para me juntar ao SOD e aceitei. Nota, durante todo esse tempo eu sempre idolatrei minha coleção do Hellhammer e Mercyful Fate. Ok, depois de 8 anos no Nuclear Assault eu fiquei cansado de thrash Metal e quis fazer música muito mais extrema, daí surgiu o Brutal Truth. Isso foi virar casaca ou Meramente foi fazer o que gosto ao invés de estagnar e não me divertir? Em 1996 eu me juntei ao Hemlock por que eu gosto muito do Black metal dos anos 90 e ainda adoro essas velhas bandas. Talvez algumas pessoas mais cínicas possam ver isso como “virar casaca”, mas eu estive apenas procurando fazer o que gosto. Estou quase no fim. O Brutal truth terminou por razões pessoais em 1998, não por que eu estava cansado de tocar música que não fizesse sucesso, que não fosse popular. No início de 2000 eu fui convidado para tocar com ninguém menos que Chris Reifert (baterista, foi um dos fundadores do Death e do Autopsy, onde fez bateria e vocais) o que você acha que eu diria para isso?

2. Você está dizendo que muitas pessoas ficam falando merda por aí sobre metal? E muito obrigado pela pequena história de seu envolvimento com o Metal.

DL: Considere assim, quando eu falo merda e fico agressivo, todo mundo sabe quem sou, ok, e podem me encontrar no Metalfest cara a cara, mas eu não tenho a mínima idéia do que essas pessoas querem ou com que se parecem.

3. Nuclear Assault…vamos falar mais disso, se for possível. Quais eram suas influências na época? Quem escrevia o material? Por que a mudança para canções mais longas exclusivamente (exceto por obras primas como F# wake up) depois dos dois primeiros EP’s?

DL: Nós escutávamos muito HC e thrash metal, que eu me lembre, como Celtic Frost, Adrenalin O.D. e etc… John e eu éramos os principais compositores. Canções mais longas? Bem, o primeiro trabalho que lançamos, o EP Braindeath, tinha uma música de 9 min. Eu acho que amadurecemos, sei lá...

4. Quem teve a ideia do tema de Mr. Softee? Eu assustei muitos vizinhos com aquilo.

DL: Ha! John sempre tocou aquele riff estúpido nos ensaios e essa foi sua origem!

5. O SOD apareceu depois da expansão causada por bandas como DRI ou MDC, mas parecia uma extensão do que o Anthrax e o Agnostic Front estavam fazendo na época, juntos numa coisa só.

DL: Bem, repare que eu nunca disse que criamos o crossover, só disse que o fizemos mais popular. É verdade, os headbangers começaram a se ligar mais em HC depois do lançamento de “Speak english or die”, não tenha dúvida.

6. Eu acho que o Brutal Truth foi uma das luzes de esperança para o grindcore, pois a maioria das bandas parecia estar virando uma merda. Eu não o culpo por pular fora do estilo grindcore, quer as pessoas chamem isso de virar casaca ou não.

DL: Bem, o que me aborrece é a semântica do conceito “virar casaca”, que conotaria alguém que se esforça deliberadamente e conscientemente para tocar o que quer que seja popular, sem levar em consideração se gosta realmente do que está tocando. Isso nunca foi o meu caso, mas não posso fazer nada pelas conclusões de outras pessoas. Faço somente o que quero, toco somente e que quero e é isso aí, fim de papo.

7. Interessante, me parece que o Black metal é como o HC, ambos têm um tipo de ideologia e as pessoas levam essas divisões mais a sério. Até aqui falamos de quatro gêneros dos quais você participou e eu posso ver por que algumas pessoas o consideram vira casaca, minha opinião até agora é neutra. Quem formou o Hemlock e quais bandas de Black metal dos 90 você gosta?

DL: Eu já havia percebido que o HC e o Black metal tinham algo em comum, como uma idéia fixa, uma atitude mais verdadeira que os outros. Mas sempre me pareceu que as pessoas mais novas nessa cena são as que falam mais merda. O Hemlock foi formado por Lino (D777). Eu ainda gosto de bandas como Nazxul, Darkthrone, Immortal e outras.

8. Embora seja uma merda quando uma boa banda acaba, algumas vezes é inevitável. O Brutal truth foi uma das principais bandas da Relapse, não?

DL: Sim, nós definitivamente éramos uma das prioridades da Relapse e eles ficaram arrasados quando encerramos, mas não havia outro jeito.

9. É legal que um cara com mais de 30 anos ainda é capaz de manter seu estilo de vida. Falando nisso, mais algumas perguntas. Bongs (tipo de narguilé)ou cachimbos? Haxixe ou erva? Você prefere fumar constantemente ou fuma grandes quantidades de vez em quando? Alguma ideia profunda sobre a relevância do THC em seu estilo e idéias?

DL: Prefiro cachimbos definitivamente, sou muito preguiçoso para ficar recarregando um bong. Prefiro apenas encher o cachimbo e fumar o desgraçado. Gosto de haxixe e de erva tanto quanto, mas haxixe é mais raro por aqui então às vezes pode ser mais legal. Em março eu e minha mulher vamos para Londres e Amsterdam para nosso primeiro aniversário de casamento.

10. O grindcore é por natureza um gênero ideologicamente inspirado, como você está de maneira geral na linha de músicas de protesto, a maioria das quais podem ser chamadas de “esquerdistas’ ou “anarquistas”, você é parte desse clube. Me parece que para muitos músicos as letras são irrelevantes. Como você vê essa questão?

DL: Bem o Brutal truth tinha letras conscientes, mas seria um exagero dizer que somos anarquistas ou qualquer coisa do gênero. Nossas letras não eram diretamente políticas, ao contrário do DRI e COC. Além do mais quando Kevin assumiu os vocais em 1991 as letras se tornaram realmente interpretativas e indiretas. Quanto a mim, sou em primeiro lugar um baixista , um músico e as letras ficam meio em segundo lugar. Isso não quer dizer que vou sair por aí cantando “Matem os negros” ou “Vegetariano para sempre”. Minha visão do mundo? Sou uma pessoa bem tranqüila e tolerante e realmente não tento passar essas características para a música que toco.

11. Quando você estava tocando com o Brutal truth houve uma mudança no estilo no album “Need to Control” que marcou uma busca de harmonia mais profunda e de outra textura musical, que no primeiro álbum era direta, uma explosão caótica de grindcore. O que inspirou essa mudança? Se você pudesse fazer aquilo de novo, faria?

DL: Drogas, maconha mais especificamente. Bom, isso seria generalizar demais. Nosso primeiro baterista, Scott, que era careta, deixou a banda por que ele estava cansado de viajar e tocar bateria, o que ele queria realmente era ficar num sofá com um controle remoto nas mãos. Então veio Rich, um grande maconheiro como nós, que fazia uma música diferente, mais abrangente. Essa mudança também teve a ver com o fato de que várias músicas do primeiro álbum foram escritas somente por mim, o Need to control foi um esforço mais coletivo.

12. O Need to control é um dos meus álbuns favoritos de grindcore. Foi concebido como um todo? Quando e onde o material foi escrito e quanto “embelezamento” foi feito em estúdio?

DL: Olhando para trás posso dizer que não gosto da produção, mas as canções são boas. Eu não diria que foi escrito como um todo, embora o tenhamos escrito numa casa, ao lado de um lago em New Hampshire, no meio do inverno, fato que confere às músicas, na minha opinião, um tema unificante. As músicas noise foram gravadas no meu velho gravador cassete analógico Tascam de 8 canais (R.I.P.). Eu não estive presente durante a mixagem, a Earache (gravadora inglesa) jamais pagaria para os quatro membros da banda congelar em Liverpool, onde o álbum foi mixado. Assim não posso lhe falar nada sobre o “embelezamento”, mas vamos dizer que eu não acho que soe muito diferente das gravações originais.

13. O Nuclear assault teve problemas com adesivos de censura nos anos 80 e 90’s?

DL: Não, eu não acho que tivemos o nível de popularidade necessário para aqueles idiotas nos perceberem.

14. Há alguma banda atual que você curta?

DL: Terror Of The Trees.

15. O que é que você acha das seguintes bandas: Burzum, Beherit, Sarcofago, Krieg, Kult ov Azazel, Averse Sefira, Slayer, Repulsion, Napalm Death, Carcass, Graveland, Antaeus, Demoncy

DL: Burzum: grande música feita por um idiota. Beherit: todo seu trabalho é legal, desde aquele lixo (Oath) até mesmo sua porcaria eletrônica. Sarcófago: Lindo som cru e primitivo. Krieg: excelente banda e sempre apoiaram o Hemlock. Kult of Azazel: Nunca escutei, mas o Black Witchery diz que eles são bons. Averse sefira: também não escutei, vi um deles contra o D77 do Hemlock no FMP Board, para meu espanto geral. Slayer: não são mais como antigamente, mas ainda são grandes ao vivo. Repulsion: A sim, death-grind clássico, revolucionário. Napalm death: adoro o material mais antigo. Carcass: Ditto. Graveland: Certamente não concordo com a opinião de Darken…e seu baterista é tão ruim que sua música também não é boa. Antaeus: nunca escutei, mas tenho ouvido bons rumores. Demoncy: Toquei com eles em NYC. Caras legais, boa banda.

16: Você é casado, sua mulher curte Heavy metal?

DL: Sim, por acaso nós nos conhecemos em 2000 no Metal Meltdown, em março. Você deveria ver nosso apartamento.

17: Do que você gosta mais vivendo em NY?

DL: Conveniência.

18. O que mais o desagrada como residente nos EUA?

DL: Saber que a maioria dos europeus pensa que somos um bando de sabichões gordos e barulhentos.

19. Você já teve algum conflito ideológico com o Black metal?

DL: Somente com aquela vertente conhecida como NSBM. Pode me chamar de purista, mas eu acho que o Black metal não deve ser diluído com comentários sociais. Sem falar sobre o discurso de merda sobre negros, judeus e outras minorias. Eu classifico essas pessoas na mesma categoria que cristãos radicais como a KKK por exemplo. Qualquer pessoa que tenha algo em comum com esses idiotas não deveria estar tocando um gênero musical que rejeita visões religiosas comuns.

20. Eu entendo que você está se recuperando de uma infância sob a influência de uma religião do oriente médio (as maiores religiões ocidentais se originaram no oriente médio). Você pode nos explicar quais fatores o ajudaram e quais o atrapalharam nessa recuperação e como você começou a se afastar da religião judaico-cristã?

DL: Eu nunca fui uma pessoa religiosa, religião nunca significou nada para mim. Tenho sido um ateu desde que posso me lembrar, desde que eu cresci o bastante para entender o conceito de divindade. Meus pais nunca tentaram me coagir a seguir uma religião, pois eles também não praticam nenhuma. Eu suponho que o fato de eu nunca ter admitido a existência de deus me iniciou nesse caminho, mas foi só depois de conhecer Black Sabbath e Venom que esse ponto de vista adquiriu mais foco.

21. Você prefere indica ou sativa (variedades de maconha)? Qual é seu tipo favorito de sinsemilla (maconha sem semente)?

DL: Por favor, não me confunda com os tipos fissurados na revista High Times. Eu prefiro fumo forte do tipo Skunk ao invés de ragweed (maconha de má qualidade), mas posso fumar qualquer coisa que funcione. Eu gosto de fumar em grandes quantidades, ou devo dizer, sempre tenho uma boa quantidade comigo. Isso quer dizer que eu não gasto $50 em algo que vai durar apenas dois dias.

22. Além do baixo quais instrumentos você toca?

DL: Guitarra, teclado e bateria meia boca.

23. Você foi um dos primeiros baixistas a tocar com distorção. O que contribuiu para essa escolha?

DL: Eu acho que foi o som do Discharge, mais especificamente o album "Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing". Eu tinha um cabeçote para baixo Peaver Mark 4 que distorcia bem se você quisesse o usar para tal e foi assim que começou. Nunca mais parei de usar.

24. Quais músicos influenciaram sua técnica e qual a sua opinião sobre a técnica ao tocar?

DL: Para ser honesto atualmente eu não procuro inspiração de ninguém, nunca fui desses baixistas que praticam constantemente. Minhas inspirações originais vêem de bandas como Cream, Zeppelin, Sabbath e mais tarde o Steve Harris do Iron maiden. Tocar abusando da técnica não é meu estilo, mas de qualquer maneira eu nunca condenaria ninguém por fazê-lo.

25. Quando vi você tocando no Anti-club em Los Angeles anos atrás, com o Brutal truth, sua resposta depois do público pedir Lord of this world foi fazer foda-se para o céu. O que você acha de deus? Você faz claramente uma distinção entre tolerar as práticas religiosas dos outros mas também tem uma postura definida em relação à religião. O que você acha das práticas religiosas diárias das pessoas e como elas diferem das práticas de organizações como a KKK, por exemplo.

DL: Nessa ocasião provavelmente eu estava bêbado e chapado e posso ter agido levianamente. Em relação às práticas religiosas de terceiros eu normalmente as ignoro. Se algumas pessoas precisam acreditar nessa estrutura espiritual em suas vidas isso é com elas. Eu até acho que os extremistas são mais honestos em seu ódio. Eu não preciso de nenhuma merda dessas.

26. Me parece que o Black metal foi formado sobre essas crenças e num renascimento da fascinação pela cultura clássica e pela cultura européia. Você acha que existe espaço para pessoas com visão esquerdista práticas tolerantes, como as suas, no Black metal ou você acha que seria como uma banda nazista de grindcore, uma aberração?

DL: Não concordo com você. Originalmente o Black metal não tinha inspiração política. Toda essa fascinação com origens culturais apareceram na década de 90.

27. Essa é uma questão interessante para mim, os EUA estão prestes a entrar num estado policial de precaução enquanto ao mesmo tempo estão engajando em atividades cristãs para salvar um estado judaico, seu aliado no oriente médio. Como você se sente nesta situação caótica? Você acha estranho que esquerdistas estão encorajando coisas que muitos considerariam reformas fascistas? Estou falando da justificação da liberdade feminina, da liberdade musical e de discurso no Afeganistão e outros discursos de Bush, em sua guerra contra o “eixo do mal”. Você vê essa situação como positiva, negativa ou acha que ela possui aspectos bons e ruins?

DL: Oh, tudo isso é uma maldita bagunça. Eu concordaria que os Israelitas não são melhores do que outros merdas por aí, com a exceção notável de que quando eles retaliam, não matam pessoas inocentes num mercado. É muito difícil dizer o que é certo ou errado naquela parte do mundo, algumas pessoas vêem os EUA como imperialistas intrometidos, outros vêem o oriente médio como um buraco de merda cheio de fundamentalistas psicóticos. Minha opinião? Diria que nem todos os muçulmanos são terroristas, mas o contrário parece que é válido.

28. Se você pudesse tocar numa banda com outro músico digno de nota, qual seria e por quê?

DL: Seria interessante fazer uma jam com Trey Azagthoth, ele me parece ser um músico bem focado, intenso. Afinal, eu já toquei com Reifert!

sábado, 15 de agosto de 2009

BRUTAL TRUTH - NEED TO CONTROL (1994)

BRUTAL TRUTH
EUA
ESTILO : GRINDCORE

SEGUNDO FULL DO BRUTAL TRUTH. PODRERA TOTAL! DAN LILKER SEMPRE GOSTOU DE UMA BARULHEIRA E TODOS OS SEUS PROJETOS OU BANDAS SÃO SINGULARES NESTE QUESITO! SÃO 15 SONS, CURTOS E DIRETOS NA ORELHA.