Quem
achou que o show do EXODUS sem o Gary Holt não teria graça, se enganou
redondamente. A Banda provou que está em ótima fase e entrosadíssima, e
que os outros integrantes não são meros coadjuvantes.
Com um set list matador e eficiente alternaram clássicos com músicas novas e da fase Rob Dukes !
O
show de Limeira foi um dos melhores da Tour, segundo a própria Banda,
que fez a alegria da galera num show inesquecível e depois ainda
atendendo muitas pessoas após o show !
Aula de como se faz Thrash Metal !
EXODUS ATTACK \m/
FOTOS BY ROGÉRIO KUBO METAL
RESENHA BY FAFA & NOISE PUB ROCK SHOP
ALGUMAS FOTOS REMANECENTES DO METAL OPEN AIR QUE VIERAM A TONA APÓS O FAFA RECUPERAR O CONTROLE OPERACIONAL DE SUA MÁQUINA!!!!! FOTOS BY GABRIELA. EM BREVE TODA A RETROSPECTIVA FOTOGRÁFICA QUE ESTAVA ATRASADA DEVIDO À ESSE IMPASSE OPERACIONAL COM NOSSO PARCEIRO DA NOISE PUB RECORDS ITINERANTE!! TEM UMA FOTO "SOLO" DO DESTRUCTION TAMBÉM.
SHOW DO EXODUS EM ORLANDO, FLÓRIDA. FOTOS DO NOSSO BROTHER ADRIAN DIRETO DOS STATES PARA O BLOG. VALEU MAIS UMA VEZ AO ADRIAN PELA GRANDE COLABORAÇÃO. PODE MANDAR MAIS QUE NÓS POSTAMOS POR AQUI VELHO!!!!
Talvez nesta altura seja como comparar laranjas com maçãs, considerando o quão perdido Metallica ficou nos anos 90, mas há alguma pessoa em sã consciência que não ache, em 2010, o Exodus, uma banda mais interessante e mais relevante do que seus antigos compadres da Bay Area? Claro que essas bandas tiveram trajetórias marcadamente diferentes – quem sabe como seria o Exodus hoje se eles tivessem vendido um bazilhão de cópias – mas tudo o que temos para seguir em frente são evidências. Para a defesa apresentamos Death magnetic, St. Anger, S & M e Garage Inc. Esta é a soma dos lançamentos do Metallica em 10 anos, dois álbuns com, e isso está aberto à discussão, material novo medíocre e alguns covers. Meritíssimo, por favor, perdoe nosso riso engasgado. Não foi nossa intenção fazer pouco caso dos procedimentos, mas isso foi bem triste.
Para a acusação, deixe-nos apresentar não somente The atrocity exhibition: exhibition A e o último The exhibition: the human condition, mas também Shovel headed kill machine e, é claro, Tempo of the Damned. Em menos de sete anos, o Exodus não somente lançou quatro álbuns com material novo, mas vamos argumentar que esse material novo é realmente de foder.
Talvez seja injusto de nossa parte incluir o Metallica aqui, mas não podemos realmente contar a história do Exodus sem incluí-los. O passado das duas bandas é inextricavelmente ligado, da mesma maneira que Dave Mustaine do Megadeth – com quem, coincidentemente o Exodus estava em turnê quando nos concederam essa entrevista - terá que carregar eternamente a honra dúbia de ter sido chutado do Metallica não muito antes deles se tornarem superstars.
O Exodus passou por essa situação também, quando seu guitarrista e membro fundador Kirk Hammet foi recrutado pelo Metallica para ser o substituto de Dave Mustaine. Então o Exodus encontrou um substituto mais do que adequado, Rick Hunolt, e tocaram para frente, sem dúvida sem saber – assim como o restante do planeta – que os dois primeiros álbuns do Metallica Kill’em All e Ride the Lightning – em pouco tempo moveriam peças importantes no jogo do Heavy Metal ao redor do mundo.
Talvez o aspecto mais crucial deste pequeno registro histórico seja o fato de que o Metallica lançou aqueles álbuns – pela Megaforce Records – bem antes de seus parceiros do Exodus, enrolados com problemas com gravadoras, lançarem seu debut, o clássico instantâneo, Bonded by blood. A percepção – um tanto quanto injusta - na época era de que o Exodus havia chegado atrasado à cena, um passo atrás até mesmo do Slayer. “Isso nos incomoda um pouco” diz o guitarrista Gary Holt , que juntamente com o baterista Tom Hunting são os únicos membros fundadores na banda atualmente, “saber muito bem que fomos um dos dois primeiros – Metallica e Exodus – e que precedemos todos os outros, e ver seus álbuns saindo, nos incomoda um pouco. Mas eu tento não dar muita importância a isso”.
Não abordamos essa parte dolorosa do passado da banda para aborrecer Holt e Hunting, mas para iluminar as circunstâncias que fizeram o Exodus ser a banda que é hoje. Embora essa sequência de eventos não tenha sido um golpe fulminante – apesar de seu lançamento tardio BBB é reconhecido como um clássico essencial do Thrash metal – sem dúvida influenciou a cabeça do cara que estava no comando do navio através disso tudo. “Você fica mais forte com esses percalços e atribulações”, diz Holt. Nós somos uma banda que teve sua parte de desastres, sabe, culminando na morte de Paul Baloff (vocalista original) em 2002. Vício em drogas e tudo o mais. Mas eu acho que esse tipo de coisa mantém a banda faminta. Nós nos sentimos com se tivéssemos um negócio inacabado. Eu fiz 46 anos em Maio e não tenho a mínima vontade de parar. Tenho medo de que se eu tirar o pé do acelerador, talvez eu encoste para uma parada, sabe como é? ”
Fabulous disaster: uma história bem resumida O Exodus lançou Atrocity exhibition: the human condition, seu nono LP, em Maio, 25 anos depois de seu arrasador primeiro álbum. Além de Holt e Hunting, hoje a banda conta com o guitarrista Lee Altus, o baixista Jack Gibson e o vocalista Rob Dukes, formação que está intacta desde 2005, quando Dukes se juntou ao grupo, depois de uma trágica sequência de eventos envolvendo vocalistas que havia se desenrolado alguns anos antes. Preste bastante atenção, pois a coisa pode ficar confusa. Após um período incerto em 1993, depois do lançamento do não muito bom Force of habit, lançado pela Capitol Records, a banda se reuniu novamente em 1997 com Paul Baloff nos vocais (que havia saído em 1986 antes da gravação do segundo álbum Pleasures of the flesh) para gravar um disco ao vivo com velhas músicas favoritas da banda. De qualquer maneira essa reunião teve vida curta e o Exodus parou por um tempo enquanto alguns membros resolviam seus problemas com drogas. Foi somente em 2001 após o diagnóstico de câncer no vocalista do Testament Chuck Billy, num show beneficiente “Thrash out the tytans”, que a banda se reuniu novamente, com Paul Baloff nos vocais. Infelizmente essa reunião também teve vida curta, em 2002 Paul teve um enfarte e morreu aos 41 anos de idade.
No entanto, a formação que havia ressurgido – todos os originais menos o baixista Rob McKillop, que saiu em 1990 e foi substituído por Jack Gibson em 1997, não seria sufocada. O vocalista Steve “Zetro” Souza que havia substituído Baloff em 1987 e gravado o Pleasures, Fabulous disaster, Impact is iminent e Force of habit voltou mais uma vez para a banda que então gravou seu álbum Tempo of The Damned em 2004. Mas Souza seria dispensado antes de uma turnê pelas Américas Central e do Sul, quando a banda usou alguns substitutos temporários para terminar a turnê. Então, Hunolt bateu em retirada antes da gravação de Shovel headed killing machine e foi substituído por Altus. Acompanhando? Bom, porque a conclusão para tudo isso foi a entrada do vocalista Rob Dukes em 2005.
Embora Souza possa ter representado o Exodus em sua reencarnação no século XXI, Dukes gravou três álbuns de material novo Shovel headed killing machine e The atrocity exhibition A e B e atualmente é um componente essencial do som da banda. Sua voz tem elementos da voz de Baloff e Souza sem ser apenas um clone deles, além do mais ele tem seu estilo e personalidade próprios. Mais importante ainda, ele teve um encaixe perfeito numa banda que reencontrou seu vigor em sua quarta década de existência. “Ter todos reunidos durante todo o tempo que passamos juntos é fantástico” diz Holt. “Na verdade nós curtimos a companhia uns dos outros. Rob ronca um pouco demais para o meu gosto, mas eu não posso fazer nada quanto a isso e no fim todo mundo se diverte”. “Jack tem uma frase que eu sempre roubo dele” diz Hunting “ele diz (nossa banda) é como o Millenium falcon. Algumas partes se quebram e são substituídas por outras e nós ainda tentamos fazer com que seja a nave mais rápida do esquadrão. Eu gosto muito da formação atual. Acho matadora, todos bem entrosados. Somos uma banda bem enxuta”.
Evidência chave: Exhibit B
Esse álbum confirma cabalmente não só que o Exodus atingiu um nível de estabilidade e consistência, eles não perderam nada em intensidade. Certamente pode ser argumentado que essa é de longe uma versão mais agressiva da banda do que qualquer uma das anteriores. “Algumas pessoas que escutaram algum material novo acharam que em alguns momentos nós soamos como uma banda de Death metal” diz Holt.
“Acho que isso tem a ver apenas com o fato de que queremos tornar nosso som cada vez mais rápido e brutal”. Holt, quem usualmente escreve as letras, tem sido inusitadamente prolífico. A razão por que há um Exhibit B é simplesmente a super abundância de boas músicas quando da gravação de Exhibit A. “No passado nunca escrevemos músicas extras para qualquer de nossos álbuns”, explica Holt. “No Tempo of the damned nós tivemos um extra que saiu como bônus track no “Shovel”. Mas no Exhibit A nós tivemos quatro extras, uma que será um bônus track e as outras três que sairão no Exhibit B. Não poderíamos encaixar essas faixas num CD para o Exhibit A, então consideramos a opção de um CD duplo, tudo lançado de uma vez, um disco seria o A e o outro seria o B, mas o aumento nos custos seria proibitivo. Então escolhemos aquelas músicas que queríamos naquele álbum e aquelas que queríamos salvar. Não foi de maneira alguma uma decisão fácil”.
Quando chegou a hora de gravarmos Exhibit B no outono passado, nos juntamos com o produtor Andy Sneap (Holt o chama de “um de meus melhores amigos”) e fomos para uma casa alugado no rio Russo, no condado de Sonoma, por três semanas. Apesar de a bateria ter sido gravada em outro estúdio, tudo o mais foi feito no clima bucólico de uma floresta de Redwood, onde a banda trabalhou em turno nas gravações.
“Acordávamos de manhã, tomávamos um café e começávamos a trabalhar” diz Holt sobre a rotina que a banda se impôs, pois eles não estavam obedecendo a nenhum cronograma de estúdio. “Nós trabalhamos em turnos para encaixarmos períodos em que fazíamos as guitarras e mais nada, até os dedos se cansarem. Eu fazia a guitarra por um tempo e então Rob gravava os vocais até se sentir um pouco cansado; ele pode gritar daquele jeito apenas por algum tempo. Então fazíamos um pouco do baixo e trabalhávamos dessa maneira no álbum como um todo”.
A experiência de Hunting na casa, ao terminar seu trabalho, foi um pouco diferente. “Eu fiquei na banheira e tomei cerveja enquanto eles gravavam” ele diz com um sorriso. “(gravar) é uma coisa que me enche um pouco o saco, pois tenho que gravar num estúdio diferente. Eu queria ter gravado aqui, junto com os outros”.
Esse projeto pode ter sido livre de stress, mas o resultado não reflete essa calmaria. Enfim Exhibit B, como o subtítulo diz, é sobre a condição humana. Bem, a condição humana como Holt a vê. A arte da capa, uma releitura do homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, retrata a condição humana como “crueldade, ignorância, violência, arrogância, estupidez - toda essa parcela da espécie humana”. E, como diz o guitarrista principal da banda “tudo isso é refletido em canções como...bem, em quase todas elas”. Isso é o Exodus, acima de tudo. Sua canção eponímica no Bonded by blood diz “get in our way and we’re gonna take your life/ kick in your face and rape and murder your wife” não é que os temas violentos sejam novidade. Vinte e cinco anos mais tarde, Holtainda está destilando o veneno. Embora ele jure que pessoalmente ele não é tão desesperançado como suas músicas podem sugerir. “Sou um cara feliz” ele insiste. “Por causa das letras as pessoas podem pensar que não, mas a fúria e o material da banda, essa é minha terapia”.
Baseado na fúria explícita em Exhibit B, Holt deve estar se sentindo redimido. As músicas podem ser um pouco longas, mas são diretas e poderosas. “Eu acho que elas têm um pega old school” reconhece Holt, “no último álbum havíamos experimentado mais”.
“Eu estava super feliz pela maneira como o Exhibit B saiu” diz Hunting. “É um grande álbum. É diverso, é brutal, é rápido, é melódico. Tem um pouco de tudo. É um grande parceiro para Exhibit A. Além disso, o processo de gravação foi completamente tranquilo. Esta é a parte desse negócio que eu gosto mais – a gravação de novas músicas. É como fazer um sanduíche. Um grande e brutal Dagwood (sanduíche com diversas camadas e recheios, vem de Dagwood Bumstead, personagem de quadrinhos cômicos Blondie).
O thrash é o thrash
Há uma certa ironia no fato de que o Exodus passou os primeiros meses de 2010 numa turnê norte-americana, com o Megadeth e Testament, que só ocorreu por que o Slayer havia adiado seus shows da turnê American carnage devido a um problema no pescoço de Tom Araya. Parece que a maioria dos grandes progenitores do thrash não só continuam ativos e gravando álbuns excelentes, mas suas carreiras parecem completamente ligadas. O baterista Paul Bostaph, hoje no Testament , passou por quase todas as bandas menos o Megadeth.
“Em primeiro lugar deve-se dar crédito para os músicos envolvidos” diz Holt sobre a permanência dessas bandas. “O Testament, Megadeth, nós, o Slayer e todas as outras bandas, foram formadas por caras com grande capacidade criativa, a musicalidade é incrível e as letras são muito boas. Todo mundo é capaz de criar material realmente consistente sem soar como se estivéssemos apenas reciclando o passado ao mesmo tempo. Assim permanecemos relevantes”.
“Definitivamente há muito profissionalismo e orgulho nestas bandas”, concorda Hunting. “prestamos muita atenção naquilo que fazemos, e somos bons. Temos feito isso durante quase 30 anos. Além do mais, nunca estamos contentes com a última coisa que fazemos. Não nos limitamos ou direcionamos para caminhos pré-definidos. Nunca nos limitamos dessa maneira, as coisas rolam com têm de ser. Soa como Exodus porque somos assim mesmo e quando tocamos soamos de acordo”.
A turnê com Megadeth/Testament – na qual o primeiro está tocando Rust in Peace na integra e o último está tocando The Legacy – foi um sucesso estrondoso, de qualquer maneira. “Os únicos shows que não lotaram foram no Canadá e os ginásios eram enormes” diz Holt. “Estamos falando de 3700 pessoas e esses locais abrigavam 4000. Nos demais lugares foi tudo sold out, um atrás do outro”.
“No Canadá foi muito louco” diz Hunting. “Muita galera, muito thrash, todos ficando loucos em frente ao palco. Nas últimas noites foi como se os velhotes tivessem saído das tocas. Como aquele lance de fist banging, apenas olhando, sem agitar”.
De fato, foi um lance nostálgico (o Exodus tocou principalmente músicas de seus três primeiros álbuns), mas a platéia não era formada só por “velhotes”. “A audiência do Exodus hoje é formada principalmente por jovens” diz Holt. “Parece que nossos fãs típicos têm entre 15 e 25 anos, mas ver os cabeludos encanecidos por lá é legal; fico feliz por eles aparecerem”.
Para os fãs mais jovens sobre os quais Holt fala – a maioria dos quais não havia nem nascido quando BBB foi lançado – esses shows foram um curso intensivo em história do Thrash Metal, então houve muito interesse, é claro.
“Uma turnê dessas não ocorre frequentemente, com três bandas que ajudaram a fundar os alicerces desse estilo musical” diz Holt. “Eu também acho que é o clima. Esse tipo de música está passando por um tipo de renascimento”. Perdoem Holt por seu comentário parecer um pouco óbvio sobre o renascimento do thrash. Pois existem várias bandas novas que estão sendo apontadas como os responsáveis pela volta do gênero e isso não é muito bem aceito por ele.
“Nós ralamos e trabalhamos sem parar durante os últimos sete anos e algumas pessoas atribuem nossa volta ao renascimento do thrash metal” ele diz. “Eu acho que as duas coisas coincidiram. Nós realmente trabalhamos duro para trazer o thrash de volta. Não quero deixar todo o crédito apenas para o acaso”.
Seis seis seis o número do diabo
Perdoem Holt se ele pareceu mal humorado ao fazer esse comentário, definitivamente ele não é mal humorado. De fato, uma das vantagens desse renascimento, não importa quem o começou, foi um impulso geral na lenda do Exodus. Quando se é responsável pela criação de um dos mais altamente considerados álbuns de thrash, com certeza ele será redescoberto quando seu gênero musical começar a atrair a galera. Holt e Hunting estão confusos com essa parada toda.
“Em LA tem um grupo de garotos que nós chamamos de os hispânicos satânicos” diz Hunting.
“São garotos de cerca de 17 anos, que usam tênis ao estilo de 1986. Eu fico imaginando onde eles os encontram, parece que saíram direto de um catálogo da Nike de 1986”. “Eles usam camisetas com suas bandas favoritas, o que não é nada mau” diz Holt das bandas geradas nessa volta do thrash. Eles adotam não só a música, mas todo o estilo. Eles têm as roupas de denim e realmente usam o uniforme, acho que isso é muito legal. Eu somente não sei onde eles encontram aqueles tênis. Eu gostaria de ter um par, talvez consiga achá-los no Ebay.
Isso parece uma descrição acurada de uma banda de LA que teve culhões o bastante para escolher para seu nome o título de seu disco favorito do Exodus, Bonded by blood. O vocalista Jose Barrales, 24, não havia se ligado no BBB até 1999. “Eu curto realmente punk rock, naquela época eu estava me aproximando do crossover e conferindo bandas como Cryptic slaughter e DRI”, ele diz. “Mas um amigo meu estava totalmente envolvido com thrash metal e ele dizia – você tem que escutar isso”. Eu não empolgava muito com bandas de metal naquela época, mas eu o escutei (o BBB) e achei bom, muito bom. Tinha uma pegada punk, mas estava ainda além daquele estilo. Eu acho que o Exodus foi a banda que me fez gostar de thrash metal”.
Embora Barrales não tivesse nascido quando seu álbum favorito do Exodus foi lançado, esse álbum teve um impacto profundo sobre sua própria banda, que vai lançar seu segundo álbum pela Earache, “Exiled to earth” em 29 de junho. “Eu descobri que o metal pode ser uma porrada na cara, com algo de punk” ele diz. “isso é o que eu realmente adoro nesse álbum – isso é o que tocamos e não damos a mínima para o que os outros pensam”.
Perguntamos para Barrales o quê, além do nome, a banda tomou do Exodus como inspiração e ele foi bem direto. “Tudo” ele admite. “Das guitarras afiadas como navalhas, a bateria, a velocidade. Nós queríamos fazer algo que lembrasse aquilo. Algo que fosse rápido e direto na cara. E qual banda, melhor do que o Exodus para nos inspirar”?
“Eu acho legal” diz Holt de seus jovens discípulos. “Eu poderia ter imaginado que depois de todos esses anos uma banda iria escolher seu nome de nosso primeiro álbum? Provavelmente não. Não é como aquele costume de dar nome de música para uma banda, é algo novo e eu gostei”.
“Yeah, eles têm talento” diz Hunting. “Eu acho sensacional. É um grande tributo para a música”. Warbringer é outra banda nova de thrash metal de LA que foi inspirada diretamente pelo Exodus. Entretanto eles tiveram a oportunidade de se encontrarem e trabalharem com seus heróis. “Warbringer saiu em turnê com o Exodus duas vezes e eles perguntaram se eu gostaria de produzir seu álbum” diz Holt. “Eu disse – yeah vamos fazê-lo – e fizemos a coisa todo em 11 dias. Eles vieram realmente bem preparados e o álbum (Walking into nightmares) saiu matador”. Numa entrevista que fizemos com o guitarrista do Warbringer, John Laux, ele apontou o Exodus como uma das bandas mais rápidas do planeta e notou que “aprendi muito vendo Gary Holt tocar, noite após noite durante nossa turnê”.
“Essas bandas estão realmente botando para foder” diz Hunting dos thrashers da nova escola. “Eles terão de carregar a chama do thrash quando nós estivermos muito velhos para fazer isso”.
Até que a morte nos separe
Essas bandas ainda terão que esperar um pouco. Você não irá encontrar dois caras na casa dos 40 anos tão empolgados em tocar thrash metal como Holt e Hunting. É um clichê dizer que esses dois vivem e respiram o Exodus, mas há uma seriedade atualmente que eles reconhecidamente não possuíam quando eram mais jovens, algo que ajudou a tocar a banda para frente com uma trajetória jamais vista desde o final dos anos 80, quando a banda estava em seu auge. “Ninguém está pronto para diminuir a marcha”, afirma Holt.
“Nós nos sentimos jovens; ainda somos capazes de sair por aí e fazer um milhão de shows e fazer a performance que estamos acostumados a fazer. Há uma janela. Queremos manter o pique antes que ela se feche, não sei se consigo manter esse pique até os 60 anos. Embora eu ainda posso ver alguns de meus heróis, Lemmy e Ronnie James Dio (R.I.P.), que ainda estão na estrada e são fantásticos, e eu uso isso como inspiração. Nós estamos completamente comprometidos em trabalhar duro e em a fazê-lo sem parar”.
“Tocar no Exodus é uma coisa que eu acredito que nasci para fazer” diz Hunting. “É o que eu supostamente deveria fazer e eu estou adorando. Quando éramos mais jovens, era mais pela festa e tudo era novo e fresco. Agora eu estou assumindo tudo e estou realmente gostando muito de fazê-lo”.
“Houve um tempo quando éramos mais jovens e ficávamos viajando numa casa com 10 quartos,” Holt comenta. “Agora isso saiu completamente do meu radar. Não vai acontecer e eu realmente não ligo para isso. Eu ganho minha vida fazendo o que mais gosto e eu fiz isso por mais da metade da minha vida, sou bem afortunado por isso. Como alguém poderia reclamar disso? Eu viajo o mundo para tocar Heavy metal, isso paga minhas contas, não tenho que dar satisfação para ninguém a não ser para mim mesmo. Isso é uma coisa fantástica”.
Ao ser questionado se trocaria sua carreira pela de Kirk Hammet , não há nenhuma hesitação. “Pela conta bancária dele? Fuck, é claro que sim” diz Holt, soltando uma gargalhada. “quem não o faria? Eu não sei, a despeito de todos os problemas, ainda sinto que eu tenho vivido uma vida bem legal. Eu certamente teria adorado ter tocado no Master of Puppets – que álbum magnífico. Eu ainda acho que é o maior álbum de Heavy metal de todos os tempos. Mas eu realmente tenho passado bons momentos e estou perfeitamente contente com o meu quinhão”.
Holt é marcadamente filosófico quando o assunto é o caminho que a banda tomou para chegar onde está hoje. O Exodus tinha as credenciais do underground e conseguiu um contrato com uma grande gravadora, mas o momento nunca pareceu estar certo.”Quando nós lançamos o primeiro álbum pela Capitol Records, Impact is imminent, todo mundo que conhecíamos (na gravadora) havia saído” diz Holt sobre o mal sucedido pulo para a liga principal que a banda deu nos anos 90.
“Houveram grandes mudanças com um novo presidente na companhia, novo head de A&R e ninguém lá nos conhecia. E essa foi uma gravadora que, desde os tempos do Pleasures of the flesh, tentou nos tirar da Combat Records. A mudança no clima musical da época também teve uma parte nisso tudo. Não vou me abster de culpa, não acho que estávamos fazendo nossos melhores álbuns numa época em que deveríamos estar. Teria feito diferença? Eu não sei”.
“Eu acho que as grandes gravadoras não sabiam o que fazer com este tipo de música naquela época”, diz Hunting.
“Se o Fabulous disaster tivesse saído pela Capitol Records,” explica Holt “quando todos lá dentro eram nossos aliados, acho que esse álbum teria tido um impacto massivo”. É um cenário positivo a ser considerado. Há uma série de “e se” na trajetória tumultuosa do Exodus que, se o tivessem feito diferente o resultado seria uma versão diferente dessa história em 2010.Cá entre nós, estamos mais do que tranqüilos pelo fato de que essa estrada acidentada trouxe a banda para uma posição em que tocam como se tivessem 19, sem falar nos últimos álbuns da banda, todos eles relevantes e clássicos.
“Houve muita merda” diz Holt “mas eu acho que é esse tipo de coisa que mantém nossa banda faminta e nos faz fazer os álbuns que fazemos. Eu prefiro deixar a música falar por si e vou colocar nossos lançamentos contra qualquer um”.
TRADUÇÃO LIVRE DO PEDRÃO DIRETO DA BAHIA PARA O BLOG! FOTOS DO EXODUS, ACERVO GANJACORE DE SHOW INESQUECÍVEIS.