Eu tinha um amigo, o José Carlos, que, nos princípios dos anos 80, era um ouvinte e fã incondicional do Rock em Stock, um programa que passava na Rádio Comercial, apresentado por Luís Filipe Barros. Era de um entusiasmo tal que chegava aos limites do religioso o rigor com que acompanhava semanalmente o top donde constavam os singles e os LPs mais votados pelos ouvintes, cuja classificação e evolução anotava conscienciosamente.
30 novembro 2007
O TOP DO ROCK EM STOCK E OS CONCURSOS DA BLOGOSFERA
PAQUISTANESES DE UM PAQUISTÃO DESAPARECIDO – OS BIHARIS MUÇULMANOS
Mais uma vez, os acontecimentos recentes que ali têm ocorrido relembram isso, mas o propósito deste poste é o de contar uma pequena história de uma pequena comunidade de refugiados (ínfima pelos padrões indianos: 300 a 500 mil pessoas…) que, como acontecia com os palestinianos, não têm nacionalidade. Mas, para contar a sua história, é preciso regressar a 1947 e às vicissitudes que acompanharam a divisão da Índia britânica entre a Índia e o Paquistão.
Mais do que isso, quase metade de toda população muçulmana da Índia colonial estava espalhada por detrás das novas fronteiras do novo Estado indiano de maioria hindu. De igual forma, havia importantes minorias não muçulmanas no novo Paquistão. Os anos de 1947 e 1948 assistiram a um fluxo de milhões de deslocados que se cruzavam num sentido e noutro porque haviam ficado do lado errado da fronteira. Entre os que fizeram essa viagem contavam-se os biharis que se mudaram para o Paquistão Oriental.
O Paquistão Oriental pode ser considerada uma outra aberração da Partição de 1947, resultado da aplicação do critério religioso à construção de fronteiras numa região (Bengala) onde a identidade cultural a desaconselharia. Ficou a existir um Bengala Oriental (muçulmana) ao lado de uma província indiana de Bengala Ocidental (hindu, com a cidade capital: Calcutá), compartilhando a mesma língua e cultura bengali, reputada mundialmente desde a atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1913 a Rabindranath Tagore.
Com a independência do Paquistão Oriental, rebaptizado Bangladesh, em 1971, os biharis – na altura estimados em cerca de um milhão – foram escorraçados pelo novo poder político e começou o seu calvário de refugiados apátridas que perdura até hoje: já se havia passado uma geração (24 anos) desde que os mais velhos haviam abandonado a Índia – embora expulsos do Bangladesh, esta já não os considerava seus nacionais. O Bangladesh, por sua vez, considerava-os nacionais paquistaneses…
Proporcionalmente, no subcontinente indiano, estes 300 a 500 mil refugiados apátridas de origem bihari e cultura urdu são uma mera gota de água no oceano populacional dos quase 1.500 milhões de habitantes que ele contém. Mas nada os consegue substituir no simbolismo que representam de filhos rejeitados de um projecto nacional que, mais de 60 anos depois de ter sido ambicionado, concretizado e proclamado, continua a não ter a segurança de haver protagonistas vivos que expliquem claramente o que ele é…
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29 novembro 2007
OS INTOCÁVEIS
Os Intocáveis do FBI capitaneados por Elliot Ness passavam os episódios da série a azucrinar a existência dos rapazes de Al Capone e o próprio, mas a verdade do que realmente aconteceu é que, falho de outros processos para o condenar por todas as suas actividades ilegais (incluindo assassinatos), o FBI só conseguiu levar Capone a Tribunal por evasão fiscal… Depois, ali, a acusação conseguiu apimentar o caso de tal forma que Capone foi condenado a 11 anos de prisão, dos quais cumpriu sensivelmente metade…
28 novembro 2007
A GLOBALIZAÇÃO NÃO TÃO INEXORÁVEL…
O Imperador romano Vespasiano disse, em certa altura, ao seu filho e sucessor Tito, que o dinheiro não tinha cheiro. Mas não tendo cheiro, tem nacionalidade, problema que não se punha durante o período romano, quando o Império abrangia quase todo o mundo civilizado que se conhecia. E assim continua, que a globalização que se costuma proclamar inexorável tem percursos de um nacionalismo confesso.
Hoje, quando saiu uma notícia de congratulação porque se aliviou a pressão sobre a fábrica da Volkswagen em Portugal (Auto-Europa) que afinal está destinada a produzir Pólos, conjuntamente com a fábrica espanhola de Pamplona, há que não esquecer a coacção a que todas as fábricas da Europa ocidental estão sujeitas, comparando os seus indicadores de rentabilidade com os da fábricas da Europa de Leste…
Mas, não é apenas Palmela a ver-se debaixo de fogo. Também a fábrica da Volkswagen em Bruxelas (Forest) se viu debaixo da coacção de encerramento e relocalização num país da Europa da Leste, não tivesse sido aceite pelos sindicatos um plano de reestruturação em Fevereiro deste ano que colocou a unidade a produzir Audis. Em qualquer dos casos parece que os indicadores de produtividade e rentabilidade são inexoráveis…
Será? Não deixa de ser curiosa a coincidência de que as unidades fabris da Volkswagen na Alemanha raramente se vejam em circunstâncias semelhantes, de reestruturações e reduções de pessoal sob a ameaça de encerramento. Mas, pelos vistos, é da marca, que nem todas as fábricas alemãs são assim tão produtivas… É que ali também há fábricas de que encerram, mas essas são as da Opel, pertencentes ao grupo da General Motors, onde o capital é norte-americano…
Globalizar, deslocalizar, mas devagar…
Hoje, quando saiu uma notícia de congratulação porque se aliviou a pressão sobre a fábrica da Volkswagen em Portugal (Auto-Europa) que afinal está destinada a produzir Pólos, conjuntamente com a fábrica espanhola de Pamplona, há que não esquecer a coacção a que todas as fábricas da Europa ocidental estão sujeitas, comparando os seus indicadores de rentabilidade com os da fábricas da Europa de Leste…
Mas, não é apenas Palmela a ver-se debaixo de fogo. Também a fábrica da Volkswagen em Bruxelas (Forest) se viu debaixo da coacção de encerramento e relocalização num país da Europa da Leste, não tivesse sido aceite pelos sindicatos um plano de reestruturação em Fevereiro deste ano que colocou a unidade a produzir Audis. Em qualquer dos casos parece que os indicadores de produtividade e rentabilidade são inexoráveis…
Será? Não deixa de ser curiosa a coincidência de que as unidades fabris da Volkswagen na Alemanha raramente se vejam em circunstâncias semelhantes, de reestruturações e reduções de pessoal sob a ameaça de encerramento. Mas, pelos vistos, é da marca, que nem todas as fábricas alemãs são assim tão produtivas… É que ali também há fábricas de que encerram, mas essas são as da Opel, pertencentes ao grupo da General Motors, onde o capital é norte-americano…
Globalizar, deslocalizar, mas devagar…
27 novembro 2007
O(S) GAG(S) DOS QUATRO ANOS
Teve imensa piada, e compartilho totalmente a gargalhada virtual de Vítor Dias, a propósito do gag protagonizado pelo líder da Juventude Centrista, de seu nome Pedro Moutinho, quando nomeou Bernardino Soares como um dos principais protagonistas dos distúrbios revolucionários do Verão Quente de 1975, altura em que o seu camarada tinha apenas quatro anos…
KARACHI – LAHORE – ISLAMABAD
O Paquistão tem uma capital política – Islamabad – e uma capital económica – Karachi – que é também o porto mais importante e a maior cidade do país. Foi por Karachi que Benazir Bhutto escolheu regressar ao Paquistão quando recebeu autorização para tal. Mas Karachi também é a capital do Sind, a região paquistanesa que sempre constituiu a base do poder da família Butho, e terá sido por isso que Benazir escolheu a cidade para marcar o seu retorno.
26 novembro 2007
HECKLE E JECKLE
Mas há momentos onde se revela que, por detrás daquela pose, Pulido Valente será tão filho da sua terra como os demais, sujeito às mesmíssimas regras. A sua apreciação sobre Rio das Flores, o novo livro de Miguel Sousa Tavares*, que foi publicada no Público do passado dia 24, mostra muito mérito e muito método**. Contudo, e por mais que o próprio tente desmentir no texto que escreve, durante a leitura nunca me conseguiu fazer alhear de quanto por detrás daquela crítica poderá estar a disputa pelo primeiro lugar do cronista português que consegue dizer as coisas de forma mais desassombrada… Foi esta gente para o estrangeiro e, se calhar, além da pose, não aprenderam (mais) nada...
* Sintetizada em: Vale pouco ou nada como romance histórico, é pobre e vulgar como romance de família.
** É imprescindível não esquecer, por outro lado, que Vasco Pulido Valente também já escreveu uma prosa desculpabilizando (desastradamente) as acusações de plágio (flagrante) que incidiram sobre Clara Pinto Correia, o que me faz levantar (todas as) reservas quanto à independência e idoneidade dos seus comentários.
DO DÓLAR AO PETRÓLEO
Pode considerar-se que a política interna e externa da Administração Bush teve um impacto mensurável na reputação (cotação) da sua moeda quando comparada com o euro. Assim, desde Outubro de 2000, quando o dólar valia sensivelmente 1,2 euros, até Novembro de 2007, quando o euro vale aproximadamente 1,5 dólares, houve em 7 anos uma depreciação relativa de cerca de 80% da moeda norte-americana em relação ao euro e à sua cotação actual ...
25 novembro 2007
OS FLAGELADOS PELO FRIO
* Expressão da tradição parlamentar britânica, referindo-se precisamente aos deputados com menos visibilidade, que se sentam tradicionalmente nos lugares de trás.
Nota: Na realidade a fotografia é de um soldado soviético, morto de frio na Batalha de Suomussalmi, durante a Guerra de Inverno (Dezembro de 1939) travada entre a Finlândia e a União Soviética. O desconforto em Suomussalmi deve ter sido superior ao de São Bento...
24 novembro 2007
LEOPOLDO III, O REI QUE TEVE DE DECIDIR
Em Abril e Maio de 1940, um problema muito semelhante tornava a pôr-se aos países então invadidos pela Alemanha: Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Bélgica, Países Baixos e França. Naqueles países que eram monarquias (todos, excepto a França), na impossibilidade de conseguir resistir à ofensiva alemã, os monarcas foram também evacuados para o Reino Unido, conjuntamente com os respectivos governos nacionais. Houve contudo duas excepções: a Dinamarca, onde a rapidez da invasão não possibilitou a evacuação de qualquer deles, e a Bélgica, onde o governo partiu para o exílio, mas o monarca não…
E também incorporara uma particular atenção com a sua segurança e defesa. O exército belga contava em Maio de 1940 com 610.000 efectivos e estava tão bem (senão mesmo melhor) equipado e preparado do que os seus homólogos e aliados. Trata-se apenas de um pormenor, naquela hecatombe geral que levou à derrota francesa em Junho de 1940, mas não deixa de ser significativo que a resistência holandesa (teoricamente mais forte) tenha durado apenas 5 dias (de 10 a 15 de Maio de 1940), enquanto a belga tenha durado 17 (até 27 de Maio de 1940).
Leopoldo recusou. Pela sua leitura da situação, a causa dos Aliados estava perdida, a França capitularia por sua vez dentro de dias e o Reino Unido só poderia continuar a guerra através das colónias. Em consequência, o papel da Bélgica na nova Europa seria muito limitado e competia-lhe a ele como monarca partilhar os sofrimentos do seu povo e como comandante partilhar o cativeiro dos seus soldados… A tensão na reunião atingiu limites quase insuportáveis mas as partes mantiveram-se inflexíveis. Os membros do governo partiram para Londres e o Rei e o seu séquito mantiveram-se em Bruxelas.
Quando em Junho de 1945, depois do fim da Guerra, o Rei manifestou intenção de regressar à Bélgica o governo do socialista Achiel Van Acker ameaçou demitir-se, iniciando um período de instabilidade política de 7 governos durante os 5 anos seguintes (Fevereiro de 1945 a Agosto de 1950). Entre as causas dessa instabilidade, havia o problema da Chefia do Estado, que se tentou resolver em Março de 1950 com um referendo. Nele, 57,7% dos belgas pronunciaram-se favoravelmente ao regresso do monarca. Mas entre os francófonos da Valónia, 57,8% votaram contra. O Rei acabou por abdicar no seu filho Balduíno, em Julho de 1951…
* Como já haviam feito o Rei Haakon VII da Noruega, a Rainha Guilhermina dos Países Baixos e a Grã-Duquesa Carlota do Luxemburgo.
23 novembro 2007
O ESTUDANTE ABATIDO
* Houve também nove feridos – um deles ficou paraplégico.
** Apesar de haver uma especialidade de Polícia Militar.
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22 novembro 2007
ANTES DA PLAYSTATION
Espera que esteja ronronante, Donagata, por me ver continuando a cadeia, tentando explicar como já havia tecnologias antes da Playstation – e antes de José Sócrates…
* Coisa que os da geração da Playstation já nem deve saber o que é…
** Veja-se a publicidade das emissões matinais de televisão do fim de semana, quando se aproxima o Natal...
21 novembro 2007
SÉRVIOS: DE CARRASCOS A VÍTIMAS?
São limitações provocadas pela sua existência que, por exemplo, mantiveram por mais de 30 anos uma enorme contradição entre o discurso e a prática dos países ocidentais quanto ao regime da África do Sul. Nalguns casos, ou certas atitudes são insustentáveis, ou não se pode abusar das incoerências, ou não se pode encadear com demasiada proximidade temporal inflexões radicais nos princípios invocados previamente...
Este preâmbulo justifica-se por causa daquilo que está a acontecer no Kosovo. A vitória dos independentistas nas eleições de Sábado passado e a sua anunciada intenção de proclamarem a independência do Kosovo já no próximo dia 10 de Dezembro arrisca-se a pulverizar toda a teia argumentativa que teve de ser tecida pelas diplomacias naquela região ao longo de mais de dez anos com a intenção de a poder pacificar.
Há que recordar que, no princípio, quando os maus eram os sérvios (que, sendo maus, não eram os únicos maus…) que queriam redesenhar as fronteiras de acordo com a residência das populações, englobando os sérvios que viviam em regiões doutras antigas repúblicas jugoslavas, nomeadamente na Bósnia, as potências acabaram por estabelecer a regra que não se podiam alterar essas fronteiras internas da Federação Jugoslava.
Por isso, se bem se recordam, nos Acordos que encerraram os tempos mais tenebrosos pós- cisão da Jugoslávia, não se falava em autodeterminação dos povos, nem em referendos para que as populações decidissem o seu futuro, como costuma ser a doutrina oficial da ONU nestas ocasiões... Não dava jeito que se aplicasse aos Balcãs: há milhões de sérvios fora das fronteiras da Sérvia que se mostravam desejosos de nela se integrarem…
Com a independência do Montenegro da Sérvia em 2006 a regra da transformação das fronteiras internas da antiga Jugoslávia em fronteiras internacionais foi levada à categoria de axioma: todas as antigas repúblicas federadas da antiga Jugoslávia tornaram-se independentes segundo as fronteiras que possuíam em 1992, independentemente das minorias étnicas que existissem dentro dessas fronteiras.
E é precisamente essa regra de ouro que os albaneses do Kosovo pretendem agora quebrar ao proclamarem a independência, porque o Kosovo era parte da Sérvia jugoslava… Se isso acontece, mudam as regras, passam a valer as nacionalidades, e também os sérvios podem invocar várias regiões adjacentes (nomeadamente na Bósnia) onde as populações locais não se sentem satisfeitas no país a que agora pertencem…
A verdade é que, mudando a metáfora das teias para a da carpintaria, a maioria das soluções dos Balcãs estão presas por arames… Por muito antipática que tenha sido descrita no passado a sua causa, a anuência dos sérvios a jogarem segundo as regras do jogo impostas pela comunidade internacional (as potências das bandeiras lá de cima...) parece não lhes ter propiciado um tratamento justo. E as injustiças sempre foram fenómenos que geraram simpatias nas opiniões públicas…
AS REGRAS DE COMPETIÇÃO DOS SALTOS DE ESQUI
Deixem-me fazer mais uma evocação de tempos passados, onde havia épocas para cada fruta e também épocas para desportos. Próximo do Natal, o desembrulhar e o gozo das prendas novas eram acompanhados de infindáveis transmissões televisivas de desportos de inverno, como a patinagem artística ou os saltos de esqui, estes originários de locais impronunciáveis como Garmisch-Partenkirchen.
Pensava eu na minha ingenuidade que o vencedor da competição era o que saltava mais longe – desde que chegasse devidamente equilibrado em cima dos esquis!... Mas não: descobri depois que, a meio do voo, há uns jurados que dão uma espécie de notas artísticas à figura voadora do atleta e que estas notas também contam para a classificação final da competição…
Por exemplo: quando não se percebe do assunto da conferência, apreciam-se os arranjos florais que ornamentavam a mesa e mais diversos… Uma tese de doutoramento – e é bom sinal que se façam centenas, senão milhares delas em Portugal por ano – costuma ser um trabalho de investigação com uma orientação muito específica, que interessa a um núcleo restrito. Não é concebida para vir a ser um livro…
Depois há os candidatos a doutores que saem na televisão (como Manuel Carvalho da Silva) e onde as editoras vêm a possibilidade de uma boa aposta, convertendo a tese numa edição pública – evidentemente que por causa da notoriedade do autor, não por causa da matéria da investigação em si. Dessa última haverá apenas um punhado de especialistas que terá interesse no seu conteúdo.
Como seria de antecipar e lembrando-me os jurados dos saltos de esqui de Garmisch-Partenkirchen de outrora, os comentários de Francisco José Viegas acabaram por derivar para apreciações artísticas sobre um assunto científico, de onde eu quero destacar a expressão elegância teórica, coisa que a tese, pelos vistos, não tem suficiente, e cujo desenvolvimento explicativo, apesar de solicitado, ainda hoje aguardo do comentador…
Adenda: Os meus agradecimentos públicos ao Rui Esteves, que me assinalou a minha propensão para ficar tenso quando devia somente tencionar...
20 novembro 2007
VALE DOS CAÍDOS
SAIGÃO, 29 e 30 de ABRIL de 1975
Entre as fotografias da queda de Saigão nos últimos dias de Abril de 1975 – andávamos nós por cá entusiasmados a contar os votos das primeiras eleições para a Assembleia Constituinte… – distinguem-se as dos vencedores das dos vencidos. O equipamento militar predominante nas primeiras são os blindados; nas segundas são os helicópteros.
* Em 21 de Abril o Presidente Nguyen Van Thieu resignara e exilara-se, para ser substituído pelo Vice-Presidente Tran Van Huong, que se demitiu uma semana depois (28 de Abril), para ser substituído por Duong Van Minh, que assinou a rendição a 30 de Abril.
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