Mostrar mensagens com a etiqueta 1946. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1946. Mostrar todas as mensagens

30.8.26

O Ébrio (Gilda Abreu, 1946)

Estreia no Brasil:  28 08 1946

O Ébrio é um sucesso do cantor Vicente Celestino que virou uma peça de teatral e depois um filme de sucesso colossal, levando aos cinemas cerca de 5 milhões de espectadores. Foi realizado por Gilda Abreu, mulher de Celestino, num registo claramente popular. Mistura (melo)drama, comédia, musical, e ecoa a mentalidade popular da época, que viria a traduzir-se posteriormente nas chanchadas e nas novelas. O que eu mais gostei foi das cenas cómicas muito por causa do ator Walter D'Ávila que viria a ser nos anos 50 uma estrela das chanchadas. Ele é impagável e involuntariamente desequilibra o filme, quase sempre demasiado sério e pesado. Melun 2021 TV 3/5

24.3.18

Cinco Mulheres em torno de Utamaro (Kenji Mizoguchi, 1946)

Um grande filme do mestre Mizoguchi sobre a arte, neste caso a pintura, mas podia ser o cinema. A beleza feminina é um elemento central em ambas as artes e Utamaro, pintor de estampas do século 18, conseguiu mesmo pintar uma das suas obras na pele de uma mulher. Foi a sua obra mais efémera: pouco depois a mulher era assassinada. Paris 3.2018 4/5

27.8.17

The Best Years of Our Lives (William Wyler, 1946)

Um dos filmes mais famosos da idade de ouro de Hollywood. Três soldados americanos regressam da guerra depois de anos fora do país. A sua adaptação à vida normal vai ser bem difícil. Para além das qualidades artísticas, que justamente foram premiadas com sete óscares, o filme é emocionante do princípio ao fim. A produção é independente (da Samuel Goldwyn Productions) mas parece saída de um dos grandes estúdios da época. Com Myrna Loy, Fredric March, Dana Andrews, Teresa Wright, Virginia Mayo e Harold Russell. Eis os sete Academy Awards que recebeu em 1946: Best Picture, Best Director, Best Actor (Fredric March), Best Supporting Actor (Harold Russell), Best Film Editing (Daniel Mandell), Best Adapted Screenplay (Robert E. Sherwood), Best Original Score (Hugo Friedhofer). Vila do Conde: 2017 4/5

2.2.16

A Scandal in Paris (1946)

Scandal in Paris é o terceiro filme hollywoodiano de Douglas Sirk. Hoje os seus filmes anteriores aos grandes melodramas dos anos 50 estão esquecidos; no entanto, Scandal foi considerado pelo próprio realizador como o seu filme favorito. Apesar de ser muito bom, a meu ver falta-lhe a originalidade das suas obras posteriores, dos seus melodramas incandescentes que influenciaram tantos realizadores importantes (Fassbinder, Almodóvar, Haynes). Curiosamente, Scandal in Paris pouco antecipa dessas obras maiores. É a história, narrada na primeira pessoa, do bandido e posterior chefe da Polícia francesa Eugène-François Vidocq. O tom é cômico e picaresco do princípio ao fim, em alto contraste com os seus melodramas geniais (além disso, é um filme de época, passado no tempo de Napoleão). No protagonista temos George Sanders, que marcou os anos 40 com personagens quase sempre blasé e cínicas. Muito bom. Paris 4/5

3.1.15

It's a Wonderful Life ( Frank Capra, 1946)

Paris continua a tradição que em Portugal já nem na televisão existe, a de exibir dois ou três filmes natalícios clássicos nas salas. La vie est belle, tradução do francês para It's a Wonderful Life de Frank Capra, é um desses filmes (em Portugal chama-se Do Céu caíu uma Estrela). Já não o via há muitos anos, mas podia lá esquecê-lo? Quando era miúdo, James Stewart era de longe o meu ator preferido (atrizes tinha várias) e via bastante os seus filmes. Não creio que alguma vez tenha feito o papel de "mau da fita", não consigo sequer imaginá-lo num papel desses. Neste filme, como todos sabem, mais uma vez faz o papel do cidadão comum com um coração de ouro.  Um empresário, construtor e bancário, que não faz fortuna, ganha e vive como um funcionário. Um grão na engrenagem capitalista em que assentou o american way of life. Mensagem mais comunista não encontramos nos grandes clássicos americanos. Um filme extraordinário. Paris 5/5

11.5.14

Gilda (Charles Vidor, 1946)


Gilda é o filme que fez de Rita Hayworth uma estrela maior. Para sempre ficou a cena do strip-tease possível naqueles anos no cinema de Hollywood. Só temos olhos para ela, embora a personagem mais complexa seja a de Glenn Ford, num dos papéis da sua vida. Le Champo, Paris 2014. Nota: 4/5.