Kkk
Mostrar mensagens com a etiqueta C1974. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta C1974. Mostrar todas as mensagens
31.7.26
23.4.26
Le Jardin qui Bascule (Guy Gilles, 1974)
Paris 05.2024 Le Grand Action 3.5/5
Elenco: Delphine Seyrig, Sami Frey, Patrick Jouané
4.4.25
Damnation Alley (Jack Smight, 1974)
REALIZADOR Jack Smight ARGUMENTO Alan Sharp, Lukas Heller, baseado no romance Damnation Alley (Roger Zelazny, 1969) MÚSICA Jerry Goldsmith FOTO Harry Stradling Jr. PRODUÇÃO Jerome M. Zeitman, Paul Maslansky ELENCO George Peppard, Jan-Michael Vincent, Dominique Sanda, Paul Winfield, Jackie Earle Haley ESTREIA 10.09.1977 (EUA) 16.05.1980 Fantasporto?? VISTO Paris 04.04.2025 Cinémathèque
15.10.24
Les Violins du Bal (Michel Drach, 1974)
LES VIOLONS DU BAL (1974)
REALIZADOR: Michel Drach ARGUMENTO: Michel Drach ELENCO: Marie-José Nat, Jean-Louis Trintignant, Gabrielle Doulcet, Michel Drach, David Drach ESTREIA: 20.02.1974 (França) 1976 (Portugal) 8.03.1981 (Cineclube do Norte) VISTO: Paris 15.10.2024 Le Champo
10.4.23
Carlos SAURA
La Prima Angélica (Carlos Saura, 1974)
Paris 04.2023 Le Champo 3.5/5
Ana y Los Lobos (Carlos Saura, 1972)
Os franceses têm sido generosos com Carlos Saura. Regularmente têm estreado nas salas, em cópias novas, vários dos seus clássicos. Dois bons filmes dos anos 70 estrearam-se na semana passada. Ana y los Lobos (1972) é certamente um dos seus melhores filmes e uma das melhores metáforas sobre a Espanha franquista. Uma grande casa na província de Madrid abriga uma família que vive de glórias passadas, do culto dos mortos e da disciplina. Frustração é o que domina todos os membros da família, em particular os três filhos varões da matriarca da casa, que sublimam essa frustação por taras diversas. Um dedica-se ao colecionismo de uniformes militares, outro ao culto de uma vida ascética de eremita, o terceiro reincide na infidelidade com criadas e amas jovens mesmo nas barbas da mulher, que naturalmente sofre de ataques histéricos. A matriarca também sofre de achaques regulares neutralizados rapidamente por umas gotas. Chega então à casa uma jovem estrangeira (Geraldine Chaplin) para assumir o papel de ama das crianças, mas que depressa vai ser mais ama dos três varões lobos (ou dos três porquinhos?). O filme é impressionante, seguramente um dos mais importantes do cinema espanhol. Paris 2016? Le Champo
Mamá cumple cien años (Carlos Saura, 1979)
Igualmente notável foi a idéia de Saura voltar a esta Casa e a estas personagens (com os mesmos atores) anos depois em Mamá cumple cien años (1979). No final de Ana y los Lobos, Ana era violada e morta pelos três irmãos-lobos. Anos mais tarde, Ana regressa à Casa onde é bem recebida por todos como se fora da família. Vem para o centésimo aniversário da Mamã, que continua a depender de umas poucas de gotas para sobreviver aos achaques regulares que a atingem. Quanto aos filhos tarados, o obcecado pelos militares morrera entretanto, o obcecado por mulheres jovens fugiu com uma delas e o ex-aspirante a eremita mudou de obsessão e passa agora o tempo a tentar levantar vôo com umas asas que ele próprio fabrica. Ana y los Lobos é bem superior ao filme de 1979 mas os dois formam uma obra original no contexto do cinema espanhol. Aliás não conheço feito semelhante noutras cinematografias. Paris 01.2016 Le Champo 4/5
Deprisa, Deprisa (Carlos Saura, 1981)
Este filme marcou uma viragem na obra de Carlos Saura. Depois de vários filmes sobre a burguesia espanhola e a crítica à ditadura, que deu clássicos como Cria Cuervos (1976), Saura narra os dias feitos de liberdade e violência de um grupo de jovens que se dedicam ao roubo. Saura utiliza não-atores, alguns deles eram jovens delinquentes que acabaram por ser presos por roubos semelhantes aos apresentados no filme. Produzido por Elías Querejeta. O filme venceu o Urso de Ouro em Berlim. Paris 05.2017 Le Reflet Médicis 3/5
Antonieta (Carlos Saura, 1982)
Ignorava a existência deste filme, uma co-produção francesa, espanhola e mexicana um tanto atípica na carreira de Carlos Saura. Inicialmente não era ele que devia realizar o filme. É um dos filmes menos interessantes de Saura, mas a história é curiosa: uma investigadora (Hanna Schygulla), que está a escrever uma obra sobre o suicídio feminino no século XX, vai ao México para conhecer a história de uma mulher da alta sociedade (Isabelle Adjani) que se suicidou na catedral de Notre-Dame de Paris nos anos 1930. O filme é uma aula de história do México, mais do que o retrato de uma mulher. Paris 12.2014 Cinemateca Francesa 3/5
Ay, Carmela! (Carlos Saura, 1990)
Um filme muito premiado (13 Goyas, incluindo melhor filme, argumento e atriz para Carmen Maura) com uma história emocionante sobre os anos mais decisivos da História de Espanha no século 20. Carmen e o seu marido formam uma dupla de artistas que actuam para os Republicanos mas são apanhados em terreno conservador e fascista e não tem outra saída senão actuar para eles. Paris 02.022 Luminor 3,5/5
Argentina (Carlos Saura, 2015)
V2016
Jota (Carlos Saura, 2016)
Paris 01.2017 (2,5/5)
LOS GOLFOS (1960)
LLANTO POR UN BANDIDO (1964)
LA CAZA (1966)
LLANTO POR UN BANDIDO (1964)
LA CAZA (1966)
Paris, Le Champo 2013***
PEPPERMINT FRAPPÉ (1967)
PEPPERMINT FRAPPÉ (1967)
Paris, Latina 2008***
STRESS ES TRES, TRES (1968)
LA MADRIGUERA (1969)
EL JARDÍN DE LAS DELICIAS (1970)
ANA Y LOS LOBOS (1973)
STRESS ES TRES, TRES (1968)
LA MADRIGUERA (1969)
EL JARDÍN DE LAS DELICIAS (1970)
ANA Y LOS LOBOS (1973)
Paris, Le Champo 2016****
LA PRIMA ANGÉLICA (1974)
LA PRIMA ANGÉLICA (1974)
Paris, Le Champo 2023***
CRÍA CUERVOS (1976)
CRÍA CUERVOS (1976)
TV 2004****
Paris, Le Champo 2007****
ELISA, VIDA MÍA (1977)
LOS OJOS VENDADOS (1978)
MAMÁ CUMPLE CIEN AÑOS (1979)
ELISA, VIDA MÍA (1977)
LOS OJOS VENDADOS (1978)
MAMÁ CUMPLE CIEN AÑOS (1979)
Paris, Le Champo
DEPRISA, DEPRISA (1981)
DEPRISA, DEPRISA (1981)
Paris, Le Reflet Médicis 2017***
BODAS DE SANGRE (1981)
DULCES HORAS (1982)
ANTONIETA (1982)
BODAS DE SANGRE (1981)
DULCES HORAS (1982)
ANTONIETA (1982)
Paris, Cinémathèque 2014***
CARMEN (1983)
CARMEN (1983)
PV, Octopus 1984****
LOS ZANCOS (1984)
EL AMOR BRUJO (1986)
EL DORADO (1988)
LA NOCHE OSCURA (1989)
¡AY, CARMELA! (1990)
LOS ZANCOS (1984)
EL AMOR BRUJO (1986)
EL DORADO (1988)
LA NOCHE OSCURA (1989)
¡AY, CARMELA! (1990)
PV, Octopus 1994****
Paris, Luminor 2022****
¡DISPARA! (1993)
TAXI (1996)
PAJARICO (1997)
TANGO (1998)
GOYA EN BURDEOS (1999)
BUÑUEL Y LA MESA DEL REY SALOMÓN (2001)
SALOMÉ (2002) DVDTECA
EL SÉPTIMO DÍA (2004)
¡DISPARA! (1993)
TAXI (1996)
PAJARICO (1997)
TANGO (1998)
GOYA EN BURDEOS (1999)
BUÑUEL Y LA MESA DEL REY SALOMÓN (2001)
SALOMÉ (2002) DVDTECA
EL SÉPTIMO DÍA (2004)
FADOS (2007)
Paris, Le Reflet Médicis 2009***
IO, DON GIOVANNI (2009)
IO, DON GIOVANNI (2009)
FLAMENCO FLAMENO (2012)
Paris, Le Nouveau Latina 2012***
11.3.23
John CASSAVETES 7/12
New York 1929-1989
SHADOWS Sombras (1959)***
TV 1997
TOO LATE BLUES (1961)
3º A CHILD IS WAITING (1963)
Um filme raro. Na verdade não sabia da sua existência até ter estreado agora em Paris numa versão digital restaurada. Também não imaginava Burt Lancaster e Judy Garland a protagonizarem um filme, ainda por cima de John Cassavetes! A Child is Waiting foi feito para a MGM e trata de uma instituição que cuida de crianças deficientes. Um dia uma mulher meio perdida, à procura de um sentido para a vida (Garland), apresenta-se para trabalhar na instituição dirigida por Lancaster. A sua fragilidade vai ser posta à prova pela realidade terrível que encerra a instituição e pela sua incapacidade de lidar com seres muito mais frágeis do que ela. Embora seja um trabalho de estúdio, o filme lança muitas pontes com a obra independente que Cassavetes iria privilegiar nos anos seguintes. Paris 02.2018 Filmothèque QL 3,5/5
FACES (1968)
Paris: Le Reflet Médicis 2012
HUSBANDS (1970)
| Cartaz da reposição em França (Novembro de 2014) 6º MINNIE AND MOSKOWITZ (1971) Tempo de Amar (PT) |
A WOMAN UNDER THE INFLUENCE Uma Mulher sob Influência (1974)****
Lisboa: Ávila 1996
THE KILLING OF A CHINESE BOOKIE (1976)***
Lisboa: ACS 1997
OPENING NIGHT Noite de Estreia(1977)****
PV: Octopus 1993
GLORIA (1980)
LOVE STREAMS (1984)
BIG TROUBLE (1986)
Labels:
C1960s,
C1963,
C1968,
C1970s,
C1971,
C1974,
C1976,
C1977,
C1980,
CASSAVETES J.,
CINECLUBE,
Sala Cineclube Octopus,
Sala FQL,
Sala Le Champo,
V1993,
V1997,
V2014,
V2018
20.11.22
Blake EDWARDS
THE TAMARIND SEED (1974)
Excelente filme de espionagem dos tempos da Guerra Fria. Um alto funcionário russo (Omar Sharif) pretende pedir asilo político ao Ocidente, mas para isso tem de seduzir uma secretária (Julie Andrews) do Ministro do Interior britânico. Paris 11.2022 Cinémathèque 3.5/5
10 (1979)
Brilhante comédia de um dos maiores realizadores do género, Blake Edwards. Adorei o casal protagonista, Julie Andrews e Dudley Moore, que têm a relação abalada quando Moore, compositor célebre, atravessa a crise da meia-idade e fica obcecado por uma mulher nota 10 (Bo Derek) que vê um dia numa igreja (no dia do seu casamento). Ele vai tornar-se íntimo dela no México, onde ela está a passar a lua de mel. Este é certamente o grande papel de Dudley Moore no cinema. Melun 02.2021 TV 4/5
THE PARTY (1960) |
| Flyer da reposição do filme no cinema Champo (Paris) |
The Party é um dos grandes clássicos da comédia americana. Eu adoro toda a obra de Blake Edwards, mas parece-me que The Party é a sua obra-prima. Um figurante de origem indiana, supremamente desastrado, destrói o décor de um filme de Hollywood e depois põe de pernas pro ar a festa privada do produtor do filme. Peter Sellers ganhou a imortalidade com este papel. É inimaginável outro ator na pele deste figurante explosivo. Mr Bean bebeu (muito) aqui. Um grande momento de cinema. Paris 03.2016 Le Champo 5/5
The Pink Panther (Blake Edwards, 1963)
REAL Blake Edwards ARG Maurice Richlin, Blake Edwards PROD Martin Jurow ELENCO David Niven, Peter Sellers, Robert Wagner, Capucine, Brenda de Banzie, Colin Gordon, Fran Jeffries, Claudia Cardinale ESTREIA 18.12.1963 (Itália) 17.12.1964 (Portugal) VISTO Paris 20.01.2026 Filmothèque QL 3/5
BREAKFAST AT TIFFANY'S (1961)
Este filme é adorável. Até lhe encontro alguns defeitos e aspectos datados, mas não consigo ficar muito tempo longe dele. Segundo os meus registos vi-o mais ou menos de cinco em cinco anos, em 2002 na televisão, em 2007 já em Paris, em 2013 e agora em 2018. O filme foi restaurado em 2011 e é essa versão que foi agora reposta nas salas. À partida as personagens não prometem grande adesão do espectador: uma call girl (Audrey Hepburn) e um gigolo (George Peppard) tornam-se vizinhos e amigos, mas como ambos procuram uma companhia que os proteja financeiramente, não deverão apaixonar-se um pelo outro. Mas é esse o desafio que a vida lhes propõe: desistir dos seus sonhos materialistas e obedecer aos impulsos do coração. Esta inesquecível comédia romântica tem em Audrey Hepburn (nomeada para o Oscar), e em "Moon River" (canção de Henri Mancini e Johnny Mercer, premiada com um Oscar), os seus trunfos mais eternos, que até hoje emocionam os cinéfilos mais fãs de Hollywwod. O filme recebeu ainda uma nomeação ao Oscar para o melhor argumento (de George Axelrod) e outro Oscar para a banda sonora (de Mancini). Duas últimas notas anedóticas: o título português do filme é Bonecas de Luxo e o francês Diamants sur Canapé; a outra língua ouvida no filme é o português, numa cena caricata mas com um certo charme (Hepburn fala português, língua que aprende através de um disco, pois pretende casar-se com um magnata brasileiro). Paris 01.2018 Reflet Médicis 4,5/5Prémios: Audrey Hepburn recebeu o David Donatello e foi nomeada ao Oscar e ao Golden Globe; a BSO de Henri Mancini recebeu o Oscar e o Grammy; o argumento foi nomeado ao Oscar e a canção "Moon River" recebeu o Oscar e o Grammy.
THE PERFECT FURLOUGH (1958)
Nunca resisto a uma comédia de Blake Edwards. Esta, The Perfect Furlough (1958), foi realizada antes das obras-primas dos anos 60, mas que interessa? A comédia de enganos passa-se em Paris e garante-nos um divertimento contínuo em cinemascope, quando a palavra "sexo" nunca era dita mas o filme não era sobre outra coisa. Imagino que Billy Wilder teria apimentado mais a coisa mesmo assim. A cópia é nova, o filme foi reposto em Paris em 2011. Paris 10.2014 Le Desperado 3/5
DVDTECA [5] Breakfast at Tiffany's (1961 ed2006) One Shot in the Dark (1964) The Party (1968) Darling Lili (1969) Blind Date (1987)
27.1.21
Tobe HOOPER
THE TEXAS CHAIN SAW MASSACRE (1974)
Nunca tinha visto este filme, mas é como se o já tivesse visto, pois como clássico slasher que é, inventou uma representação do real de uma violência extrema, para perturbar maximamente o espectador, que depois tem sido revisitada até à exaustão. Foi agora reposto nas salas (faz 40 anos, não é?), no momento em que outro filme de terror, Annabelle (2014), está no centro das atenções da indústria e do público de cinema. Ganhou o prémio da Crítica em Avoriaz em 1976 e a versão director's cut passou no Fantasporto em 1999. Paris 11.2014 Luminor 3/5
INVADERS FROM MARS (1986)
Os Invasores de Marte estreou em Portugal em abril de 1989, três depois da estreia americana. Não foi um filme de sucesso, mesmo nos EUA, apesar de ter semelhanças com os filmes americanos do género dos anos 80. Trata-se do remake de um clássico da FC dos anos 50, mas o filme lembra logo os seus contemporâneos, como ET, com um rapaz e a família no centro da narrativa. O rapaz vê os pais serem raptados pelos marcianos que assentaram praça perto da sua casa e vai conseguir pôr as autoridades no encalço dos forasteiros. Entretanto ganha uma mãe de substituição na psicóloga da escola (Karen Black) que consegue retirá-lo das garras de uma professora (Louise Fletcher), feita com os marcianos. Um filme divertido para toda a família (os monstros são mal feitos mas fofos). Melun 01.2021 TV 2,5/5
30.6.20
Murder on th Orient Express (Sidney Lumet, 1974)
MURDER ON THE ORIENT EXPRESS (1974)
Penso que já não tenho muita paciência para mistérios criminais à la Agatha Christie: nem no cinema eles suscitam entusiasmo. Murder on the Orient Express (1974) reúne um cast impressionante para uma trama apenas engenhosa. Ingrid Bergman recebeu o Oscar e o Golden Globe de melhor atriz coadjuvante. John Gielgud recebeu o Golden Globe. Albert Finney foi nomeado ao Oscar, assim como o argumento e o Score (de Richard Rodney Bennett). Foi nomeado para Best Film nos BAFTA. Paris 07.2015 Cinémathèque 3/5
24.11.19
Vampyres (José Ramón Larraz, 1974)
Vampyres é um filme de vampiros no feminino e de tom bissexual. Duas vampiras habitam um castelo no meio do campo inglês, atraindo para ele motoristas a quem pedem boleia. Gostei desta versão erótica e bissexual do universo dos vampiros. Com Anulka Dziubinska, Marianne Morris e Murray Brown. Paris Cinemateca 3/5
1.2.17
Ettore SCOLA 1970s
BRUTTI, SPORCHI E CATTIVI (1976)
Um clássico da comédia italiana sobre uma famíla de pobres que não tem nada de invejável. Raramente a miséria material e moral humana atingiu tamanho abismo no cinema. Felizmente é só um filme, felizmente é uma comédia. Póvoa Octopus 1995 & TV 05.2021: 3,5/5
| Gianni (Vittorio Gassman), Antonio (Nino Manfredi) e Nicola (Stefano Satta Flores) |
C'ERAVAMO TANTO AMATI (1974)
Nous nous sommes tant aimés (1974) é um filme de balanço, mas também um filme de despedida. Três amigos, três camaradas que lutaram na resistência anti-fascista da segunda guerra, encontram dificuldades em refazerem a vida depois da guerra, segundo os valores que defendiam na juventude. Antonio (Nino Manfredi), Gianni (Vittorio Gassman) e Nicola (Stefano Satta Flores) amaram a mesma mulher (Stefania Sandrelli) e em parte por ela se separaram. Encontram-se 30 anos depois e parece só ter havido desilusões na vida deles. O mais comovente no filme, para um cinéfilo, é o olhar retrospetivo sobre o cinema italiano desde o Ladrão de Bicicletas até ao Dolce Vita. Vemos imagens do primeiro, quando é passado num cineclube (e criticado pelas autoridades reacionárias) e vemos as filmagens da cena do banho na Fontana de Trevi, com Fellini e Mastroianni no local. O cinema italiano, ao invés da vida dos três amigos, parece ter cumprido as suas promessas. Um belo filme nostálgico que já acusa (ai aquela música...) a decadência irreversível do cinema italiano. Recebeu o César du meilleur film étranger. Paris 06.2018 Le Champo 3,5/5
La Più bella serata della mia vita (1972)
Este filme de Ettore Scola adapta um conto de Friedrich Dürrenmatt e conta a história de um empresário italiano (Alberto Sordi) que vai depositar a sua fortuna na Suíça mas acaba nas mãos de um quarteto de reformados que se entretem a simular julgamentos. Sordi será o acusado da vez... Nos anos 70, a comédia italiana perde muito da sua graça, como comprova este filme que vi sem grande interesse. Paris 02.2017 FQL 2,5/5
13.11.15
O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel, 1974)
Nos seus primeiros filmes, Buñuel afirmou-se como um realizador surrealista por excelência e dessa fama nunca se livrou. Mas durante a sua fase mexicana, a minha preferida, o surrealismo teve de adaptar-se às exigências do cinema comercial e popular, sem nunca desaparecer verdadeiramente, dando origem a obras admiráveis. Em França, com Le Fantôme de la liberté, Buñuel voltou a ter a liberdade criativa da juventude e pôde retomar uma veia surrealista que contamina a narrativa e a mise en scène. Fez (mais) uma obra-prima, mas infelizmente quase ninguém lhe segue hoje os passos. Paris 2015 Le Desperado 3,5/5
12.2.15
Paul VECCHIALI
FEMMES, FEMMES (1974)
Femmes, Femmes é um dos mais famosos filmes de Vecchiali. Nele, duas atrizes enfrentam a decadência profissional e o envelhecimento com grande fantasia e humor. Penso que é um dos filmes mais livres que conheço e as atrizes que o protagonizam fazem lembrar a intensidade das atrizes de La Maman et la putain e de Gene Rowlands nos filmes do marido, John Cassavetes. Uma grande descoberta. Paris, Le Grand Action 4/5
ROSA LA ROSE FILLE PUBLIQUE (1986)
Paris 11.2023 Luminor 3.5/5
ONCE MORE (ENCORE) (1988)
DVDTECA
NUITS BLANCHES SUR LA JETÉE (2014)
2015 vai ser marcado por Vecchiali. Além da estreia de Nuits blanches sur la jetée, estarão presentes nas salas uma mão cheia de filmes seus dos anos 70 e 80. Depois de Visconti e Bresson, Vecchiali adapta um famoso conto de Dostoievski, Noites Brancas. Faz um filme original, fiel certamente à sensibilidade do realizador. Um filme em que a palavra domina assim como os grandes planos e as constantes mudanças do rosto dos atores. Recolhi dos Inrocks estas palavras preciosas que dizem o essencial do que interessa a este realizador: "Comme tous les films de Paul Vecchiali, Nuits blanches sur la jetée est un film pour ceux qui aiment le cinéma. C’est-à-dire ceux pour qui un reflet changeant sur une chevelure de femme est un événement dramaturgique considérable, aussi incroyable qu’un changement de plan, et qu’il fait sens." Paris 02.2015 Le Grand Action 3/5
UN SOUPÇON D'AMOUR (2020)
Um filme de atrizes, um cineasta de mulheres. Marianne Basler, grande atriz de clássicos, há muito que sabe que uma colega (Fabienne Babe) tem um caso com o seu marido (Jean-Philippe Puymartin), também ator consagrado. Ela faz uma viagem à terra da sua infância e juventude, que não consegue no entanto acalmar-lhe o espírito, aliás seriamente afetado porque ficamos no fim a saber que ela nunca reconheceu a morte do filho. Paris 09.2020 Le Grand Action 2,5/5
Subscrever:
Mensagens (Atom)