REALIZADOR Marc Allégret ARGUMENTO Pépito G. Abatino, baseado no seu romance homónimo DIREÇÃO ARTÍSTICA Pepito G. Abatino ADAPTAÇÃO Carlo Rim DIÁLOGOS Carlo Rim, Albert Willemetz CENÁRIOS Lazare Meerson, Alexandre Trauner MÚSICA Vincent Scotto, Georges Van Parys, Alain Romans LETRAS Géo Koger, Roger Bernstein, Émile Audiffred DIREÇÃO MUSICAL Louis Wins ELENCO Joséphine Baker (Zouzou), Jean Gabin (Jean), Pierre Larquey (Mélé) Claire Gérard (Mme Vallée) Yvette Lebon (Claire Vallée) Illa Meery (Miss Barbara) ESTREIA 21.12.1934 (França) VISTO Porto 16.04.2025 Batalha
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26.7.26
28.9.22
Marcel CARNÉ
LES JEUNES LOUPS (1968)
Paris 09.2022 Le Reflet Médicis
Juliette ou la Clé des songes (Marcel Carné, 1950)
O realizador do meu filme francês preferido (Les Enfants du Paradis, 1945) fez filmes glaciais, difíceis e aborrecidos como este. É um filme de esteta, com uma fotografia e cenários belíssimos, sublinhados pela cópia nova posta agora nas salas. E Gérard Philippe é enorme. Paris 06.2021 FQL 2,5/5
Le Jour se lève (Marcel Carné, 1939)
Le Jour se lève, clássico do realismo poético, foi uma boa surpresa. Começa como um filme noir americano: um homem é morto por outro, que logo se fecha no seu apartamento e é cercado pela polícia e pela população que o observa da rua. Durante as horas que antecedem o seu suicídio, ele relembra o seu passado recente e as razões que explicam o crime cometido. Uma dupla mágica de intérpretes iluminam esta história de paixão: Jean Gabin e Arletty. Sem dúvida, os meus atores preferidos do cinema francês anterior à Nouvelle Vague. Paris 03.2016 Cinémathèque & Melun 16.01.2026 Les Variétés 3,5/5
Le Quai des Brumes (Marcel Carné, 1938)
Le Quai des Brumes é um clássico do cinema francês anterior à guerra. Não é dos meus preferidos, pois o tom é demasiado grave e postiço para o meu gosto. Só a interpretação nervosa de Jean Gabin dá alguma vida a este hui clos passional passado à beira-mar, com grandes diálogos de Jacques Prévert. TV 2004, Paris 2012 FQL & 03.2016 Cinémathèque 3/5
9.6.21
La Traversée de Paris (Claude Autant-Lara, 1956)
É a segunda vez que vejo esta comédia brilhante, um dos melhores filmes franceses anteriores à nouvelle vague. Reúne três gigantes: Jean Gabin, Louis de Funes e Bourvil, às voltas com um porco cortado que ocupa quatro malas e que tem de atravessar Paris para cair no mercado negro da Paris ocupada pelos alemães. Paris le Desperado & Filmothèque 4/5
31.5.21
Le Soleil des voyous (Jean Delannoy, 1967)
Le Soleil des voyous (Jean Delannoy, 1967)
Um sólido polar com Jean Gabin. Ele não resiste a continuar a vida de ladrão apesar do prometido à mulher. O aparecimento de um antigo colega do crime, Robert Stack, reaviva a amizade mas também a parceria no assalto a bancos. Melun 2021 TV 2,5/5
3.5.21
La Horse (Pierre Granier-Deferre, 1969)
Um pequeno proprietário rural (Jean Gabin) defende o neto, ameaçado por traficantes de droga. Consegue matar um a um todos aqueles que aparecem na sua propriedade para recuperar a droga que o neto tinha (que foi destruída pelo avô) e para ameaçar a família. Melun 2021 TV 2/5
Cinema França 1963
Maigret voit rouge (Gilles Grangier, 1963)
Um caso Maigret bem produzido mas sem chama. Jean Gabin é acima de tudo Gabin, magnético mas pouco revelador da personagem de Simenon. Melun 05.2021 TV 2,5/5
24.4.17
Touchez pas au grisbis (1954)
A matriz deste film noir de Jacques Becker é obviamente americana. Até o argumento faz lembrar outros filmes americanos. Jean Gabin roubou umas barras de ouro para poder reformar-se. Mas esse último golpe vai custar a vida de dois amigos, pois um rival no mundo do crime (Lino Ventura) pretende eliminá-lo e apoderar-se do ouro. Uma atmosfera de desencanto e de cansaço domina o filme e as personagens, que pouco falam a não ser para dizer o essencial. Um filme seco e enxuto como os melhores policiais. Paris 2017 Le Champo 3,5/5
28.1.15
Les Bas-fonds (Jean Renoir, 1936)
Les Bas-Fonds foi o primeiro filme a receber o prémio Louis-Delluc, o mais prestigiado do cinema francês, chamado de Goncourt do cinema. É a adaptação de uma famosa peça de Maximo Gorki, as personagens mantêm os nomes russos e a produção foi feita sob o signo da Rússia. A empresa que produziu o filme, Les Films Albatros, foi criada por russos nos anos 20, os escritores exilados Zamiatine e Jacques Companéez assinam o argumento, e outros compatriotas participam do elenco. É um filme de coletivo, passado entre os clientes duma pensão de muito baixa categoria e o protagonista (Jean Gabin) é um ladrão. Jean Renoir consegue transmitir a atmosfera russa e miserável desta colmeia humana de uma forma notável. Jean Gabin supera todos os seus colegas com a sua interpretação nada teatral, tendo ao seu lado Louis Jouvet, o monstro sagrado do teatro francês da época. Uma boa surpresa. Paris, Le Desperado 4/5
3.5.14
Remorques (Jean Grémillon, 1941)
É o terceiro filme que vejo de Jean Grémillon, um realizador francês dos anos 1930 e 1940 que tem sido reabilitado por alguma crítica francesa. Ainda não foi desta que me convenceu. Remorques é um drama passado no meio marítimo de Brest, com Jean Gabin no papel de capitão de um barco de socorro, que se apaixona por uma mulher (Michèle Morgan) vinda de fora da comunidade. As cenas íntimas são clássicas e fazem parte do mito do par Gabin e Morgan, mas pouco mais há a salientar como notável neste filme. Outro trunfo: os diálogos de Jacques Prévert. Paris Le Desperado 3/5
21.11.13
Un Singe en hiver (Henri Verneuil, 1962)
Não é a primeira vez que isto me acontece. Vou ver um clássico do cinema francês, um clássico "popular", digamos assim, com cenas de culto e tudo (neste caso uma longa cena de bebedeira). Com estrelas amadas pelo povo, neste caso Jean Gabin e Jean-Paul Belmondo, com os diálogos desse príncipe dos diálogos em francês que é Michel Audiard, e, no entanto, a minha adesão fica longe do que seria de esperar para um filme com todos estes galardões.
Se o filme fosse americano teria gostado mais. Mas o humor francês é muito provinciano para o meu gosto de não-francês. Passa-se o mesmo com as comédias portuguesas do tempo da grande Senhora. São comédias que vejo sempre com agrado, mas não vale a pena que passem a fronteira. Perderão (quase) todo o sabor. Paris 2013 Le Desperado 3/5
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