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1.8.26

Ana y Los Lobos (Carlos Saura, 1972)

Ana y Los Lobos (Carlos Saura, 1972)
V. Paris 2016 Le Champo 4/5

El Espíritu de la Colmena (Victor Erice, 1972)

O Espírito da Colmeia é um dos cumes do cinema espanhol. Recentemente foi votado o segundo melhor filme espanhol de sempre num inquérito da revista Caïman. É um filme sobre quê? Ora aí está, não é um filme de assunto, ou de história. Há uma personagem principal, Ana (Ana Torrent), uma criança que descobre o cinema com Frankenstein de James Whale, projetado numa sala improvisada da aldeia onde vive. O monstro criado pelo doutor Frankenstein e a sua perseguição pelas gentes da aldeia vai ecoar no episódio em que Ana encontra, escondido na sua casa, um homem que depois será abatido pelas autoridades e habitantes locais (a ação passa-se em 1940, depois da guerra civil). Portanto é também um filme sobre a infância e sobre a aprendizagem nessa idade de coisas sérias através do cinema e do meio envolvente, mesmo sendo este particularmente desértico, uma aldeia perdida no agreste planalto central de Castela (o filme foi rodado em Hoyuelos, Segovia e em Parla, Madrid). Paris: Le Champo 2008 Le Champo 2016 Saint-André-des-Arts 2026

9.7.26

Cabaret (Bob Fosse, 1972)

 
Cabaret (1972) é um dos meus filmes preferidos de sempre. É um filme único, que não se confunde com nenhum outro. É um musical que na origem foi um musical da Broadway. É um marco na história dos musicais no cinema. É um musical passado em Berlin de 1930, é um musical político até à medula.  Liza Minnelli teve aqui o passaporte para a eternidade, e por aqui aparece uma das mulheres mais bonitas que eu já vi: Marisa Berenson (que também entra em dois outros filmes da minha vida, Barry Lindon e Morte em Veneza). Que mais? Que comprei ainda no tempo do vinil a banda sonora deste filme. Pelo menos o refrão das canções sei de cor.  Que ver o filme em sala de cinema é mais uma razão para amá-lo. Primeiro foi na Cinemateca Portuguesa em 1987 (!) e agora (2013) no cinema parisiense Le Brady. Que merece 5/5.  

DVDTECA

30.4.26

São Bernardo (Leon Hirszman, 1972)

Estreia em França: abril de 2014
Mais de 40 anos depois de ter passado na Quinzaine des réalisateurs do Festival de Cannes (1972), São Bernardo de Leon Hirszman estreia em França. É uma estreia inesperada mas muito bem vinda, como sublinham as duas críticas que li (do Le Monde e dos Cahiers du cinéma). Não é só positivo que um largo público possa ter acesso a esta obra importante do cinema novo brasileiro, ainda por cima nas salas e numa cópia nova, mas também que a crítica possa se debruçar com a sensibilidade de hoje sobre uma obra com quase meio século. As críticas que li são muito positivas, e chamam a atenção para a complexidade da história e das personagens principais, e para a modernidade da realização. Eu pude comprovar isso mesmo há uns meses, na Cinemateca Francesa, mas também verifiquei que, como outros filmes do cinema novo, São Bernardo peca por uma aridez que não me convence de todo. Paris 2013 Cinemateca Francesa 3/5

17.8.24

Vampire Circus (Robert Young, 1972)

REALIZAÇÃO: Robert Young ELENCO: Adrienne Corri, Thorley Walters, Anthony Higgins ARGUMENTO: Judson Kinberg PRODUÇÃO: Wilbur Stark, Michael Carreras // Hammer Film Productions ESTREIA: 30.04.1972 (UK) VISTO: VC 17.08.2024 DVDTECA

DVDTECA


25.5.24

Cinema França 1972

Nathalie Granger (Marguerite Duras, 1972)
Elenco: Jeanne Moreau, Lucia Bosè, Gérard Depardieu
Paris 2024 Cinémathèque
Paris 2012 FQL
Lisboa 1996 Cinemateca
3.5/5

RAK (Charles Belmont, 1972)
Sami Frey, Lila Kedrova
Versão restaurada 4.02.2026 (França, salas)



4.5.24

Kenji MISUMI

BABY CART 1 (1972)
Paris 2024 Cinémathèque 3/5


O SABRE (1964)
Filme de Kenji Misumi
Paris 2024 Cinémathèque 3/5

Kobuku treina um grupo de jovens para o campeonato de kendo, uma luta com sabre. Ele é uma referência para os instruendos, pela sua extrema competência mas sobretudo pela devoção integral à sua função e arte, levando uma vida que exclui todos os prazeres mundanos.

LA LAME DIABOLIQUE (1965)
VISTO Paris 6.10.2025 Le Champo

Ciclo de Filmes
Setembro de 2025


10.4.23

Carlos SAURA

La Prima Angélica (Carlos Saura, 1974)
Paris 04.2023 Le Champo 3.5/5

Ana y Los Lobos (Carlos Saura, 1972)
Os franceses têm sido generosos com Carlos Saura. Regularmente têm estreado nas salas, em cópias novas, vários dos seus clássicos. Dois bons filmes dos anos 70 estrearam-se na semana passada. Ana y los Lobos (1972) é certamente um dos seus melhores filmes e uma das melhores metáforas sobre a Espanha franquista. Uma grande casa na província de Madrid abriga uma família que vive de glórias passadas, do culto dos mortos e da disciplina. Frustração é o que domina todos os membros da família, em particular os três filhos varões da matriarca da casa, que sublimam essa frustação por taras diversas. Um dedica-se ao colecionismo de uniformes militares, outro ao culto de uma vida ascética de eremita, o terceiro reincide na infidelidade com criadas e amas jovens mesmo nas barbas da mulher, que naturalmente sofre de ataques histéricos. A matriarca também sofre de achaques regulares neutralizados rapidamente por umas gotas. Chega então à casa uma jovem estrangeira  (Geraldine Chaplin) para assumir o papel de ama das crianças, mas que depressa vai ser mais ama dos três varões lobos (ou dos três porquinhos?). O filme é impressionante, seguramente um dos mais importantes do cinema espanhol. Paris 2016? Le Champo
Mamá cumple cien años (Carlos Saura, 1979)
Igualmente notável foi a idéia de Saura voltar a esta Casa e a estas personagens (com os mesmos atores) anos depois em Mamá cumple cien años (1979). No final de Ana y los Lobos, Ana era violada e morta pelos três irmãos-lobos. Anos mais tarde, Ana regressa à Casa onde é bem recebida por todos como se fora da família. Vem para o centésimo aniversário da Mamã, que continua a depender de umas poucas de gotas para sobreviver aos achaques regulares que a atingem. Quanto aos filhos tarados, o obcecado pelos militares morrera entretanto, o obcecado por mulheres jovens fugiu com uma delas e o ex-aspirante a eremita mudou de obsessão e passa agora o tempo a tentar levantar vôo com umas asas que ele próprio fabrica. Ana y los Lobos é bem superior ao filme de 1979 mas os dois formam uma obra original no contexto do cinema espanhol. Aliás não conheço feito semelhante noutras cinematografias. Paris 01.2016 Le Champo  4/5
Deprisa, Deprisa (Carlos Saura, 1981)
Este filme marcou uma viragem na obra de Carlos Saura. Depois de vários filmes sobre a burguesia espanhola e a crítica à ditadura, que deu clássicos como Cria Cuervos (1976), Saura narra os dias feitos de liberdade e violência de um grupo de jovens que se dedicam ao roubo. Saura utiliza não-atores, alguns deles eram jovens delinquentes que acabaram por ser presos por roubos semelhantes aos apresentados no filme. Produzido por Elías Querejeta. O filme venceu o Urso de Ouro em Berlim. Paris 05.2017 Le Reflet Médicis 3/5 

Antonieta (Carlos Saura, 1982)
Ignorava a existência deste filme, uma co-produção francesa, espanhola e mexicana um tanto atípica na carreira de Carlos Saura. Inicialmente não era ele que devia realizar o filme. É um dos filmes menos interessantes de Saura, mas a história é curiosa: uma investigadora (Hanna Schygulla), que está a escrever uma obra sobre o suicídio feminino no século XX, vai ao México para conhecer a história de uma mulher da alta sociedade (Isabelle Adjani) que se suicidou na catedral de Notre-Dame de Paris nos anos 1930. O filme é uma aula de história do México, mais do que o retrato de uma mulher. Paris 12.2014 Cinemateca Francesa 3/5
Ay, Carmela! (Carlos Saura, 1990)
Um filme muito premiado (13 Goyas, incluindo melhor filme, argumento e atriz para Carmen Maura) com uma história emocionante sobre os anos mais decisivos da História de Espanha no século 20. Carmen e o seu marido formam uma dupla de artistas que actuam para os Republicanos mas são apanhados em terreno conservador e fascista e não tem outra saída senão actuar para eles. Paris 02.022 Luminor 3,5/5
Argentina (Carlos Saura, 2015)
V2016
Jota (Carlos Saura, 2016)
Paris 01.2017 (2,5/5)

LOS GOLFOS (1960)
LLANTO POR UN BANDIDO (1964)
LA CAZA (1966)
    Paris, Le Champo 2013***
PEPPERMINT FRAPPÉ (1967)
    Paris, Latina 2008***
STRESS ES TRES, TRES (1968)
LA MADRIGUERA (1969) 
EL JARDÍN DE LAS DELICIAS (1970)
ANA Y LOS LOBOS (1973)
    Paris, Le Champo 2016****
LA PRIMA ANGÉLICA (1974)
    Paris, Le Champo 2023***
CRÍA CUERVOS (1976)
    TV 2004****
    Paris, Le Champo 2007****
ELISA, VIDA MÍA (1977)
LOS OJOS VENDADOS (1978)
MAMÁ CUMPLE CIEN AÑOS (1979)
    Paris, Le Champo
DEPRISA, DEPRISA (1981)
    Paris, Le Reflet Médicis 2017***
BODAS DE SANGRE (1981)
DULCES HORAS (1982)
ANTONIETA (1982)
    Paris, Cinémathèque 2014***
CARMEN (1983)
    PV, Octopus 1984****
LOS ZANCOS (1984)
EL AMOR BRUJO (1986)
EL DORADO (1988)
LA NOCHE OSCURA (1989)
¡AY, CARMELA! (1990)
    PV, Octopus 1994****
    Paris, Luminor 2022****
¡DISPARA! (1993)
TAXI (1996)
PAJARICO (1997)
TANGO (1998)
GOYA EN BURDEOS (1999)
BUÑUEL Y LA MESA DEL REY SALOMÓN (2001)
SALOMÉ (2002) DVDTECA
EL SÉPTIMO DÍA (2004)
FADOS (2007)
    Paris, Le Reflet Médicis 2009***
IO, DON GIOVANNI (2009)
FLAMENCO FLAMENO (2012)
    Paris, Le Nouveau Latina 2012***

5.4.23

Silent Running (Douglas Trumbull, 1972)

Paris 2023 Cinemathèque 3.5/5

Estreia nos EUA 10 03 1972
Estreia em Portugal 25 01 1980
O Cosmonauta Perdido

Na Terra não existe mais vegetação. É numa estação espacial que um homem (Bruce Dern) se dedica a preservar as únicas plantas existentes. Mas essa atividade é considerada supérflua e é desativada pelos superiores. Mas o homem não pretende acatar as ordens... Filme de FC pouco conhecido mas muito interessante. Argumento de Deric Washburn, Michael Cimino e Steven Bochco.

15.6.22

Screaming Target (1972)


Um clássico do cinema noir britânico muito pouco conhecido. Com ele começou o ciclo British Noir na Cinémathèque. Um presidiário protagoniza uma espectacular evasão para assassinar a mulher que o traiu. Várias surpresas aguardam o espectador neste grande filme. Paris 2022 Cinémathèque 4/5

4.1.22

X, Y & Zee (Brian G. Hutton, 1972)

Swinging London superficial e feia como nunca vi. Um trio (Elizabeth Taylor, Michael Caine, Susannah York) unido pelo amor e ciúme que sugam todas as suas forças e a paciência do espectador. Taylor repete aqui o papel de megera que a consagrou em Quem Tem Medo de Virginia Woolf. Paris 2021 Cinémathèque 2/5

24.11.19

El gran amor del conde Drácula (Javier Aguirre, 1972)

Um Drácula produzido em Espanha. Um grupo de nobres viaja pelas terras do Drácula num coche. Este perde uma das rodas e eles são obrigados a pernoitar no castelo daquele Conde. Eles não sabem o que lhes espera (mas nós sabemos). Com Paul Naschy, Haydée Politoff, Rosanna Yanni, Ingrid Garbo. Paris 11.2019 Cinemateca 2/5

8.6.19

Luigi COMENCINI 1970s

LO SCOPONE SCIENTIFICO (1972)
Reconheço que já gostei mais da comédia à italiana. E ver um exemplo tardio da mesma piora as coisas. Lo Scopone scientifico (1972) pertence à fase "feios, porcos e maus" em que o povo não tem qualquer emenda. De certa forma é uma reação à idealização do povo italiano presente no cinema italiano desde os heróicos anos 40. Um casal de desgraçados que vive num bairro de lata romano, tenta todos os anos depenar uma velha americana rica que tem o vício do jogo de cartas. Mas essa velha é Bette Davis, dona de um repertório de mulheres terríveis e implacáveis. Quem sairá depenado no final é o casal e todos os habitantes do bairro de lata. Abundam no filme, do princípio ao fim, as cenas de histeria coletiva, que tornam tudo demasiado grotesco para o meu gosto. Produção de Dino De Laurentiis. Com Alberto Sordi (prémio David di Donatello), Silvana Mangano (prémio David di Donatello), Bette Davis e Joseph Cotten. Paris 09.2016 FQL 3,5/5



IL GATTO (1977)
Dois irmãos (Ugo Tognazzi e Mariangela Melato) que não se suportam, tentam expulsar todos os inquilinos do prédio de que são herdeiros, para assim receberem uma fortuna. Comédia tardia da época de ouro do cinema italiano, sem a graça das comédias mais antigas. Nem os atores salvam a parada. Paris 06.2019 Le Champo 2/5
L'INGORGO (1979)
Una storia impossibile
Num mega engarrafamento romano as vidas pequenas das gentes de todas as classes. Não me lembro de ter visto tantas estrelas num só filme, todas aquém do que são capazes com argumentos mais interessantes. 3/5 VISTO: Paris 07.2015 Le Champo
Porto 11.08.2025 Trindade


17.7.18

Frenzy - Perigo Na Noite (Alfred Hitchcock, 1972)

Frenzy - Perigo Na Noite (1972) é um thriller de Alfred Hitchcock filmado na sua Inglaterra natal. O seu penúltimo filme. Há um serial killer (Barry Foster) à solta em Londres, que viola e depois estrangula as suas vítimas com uma gravata e há um inocente (Jon Finch) que acumula provas que o incriminam. Há um agente da polícia (Alec McCowen) que, estimulado pela intuição da mulher (mas não pela sua cozinha), vai no encalço do verdadeiro assassino. E há o humor peculiar de Hitchcock, mais aguçado do que nunca por tratar-se dos seus conterrâneos. Cinemateca 1995 & TV 3,5/5
Argumento de Anthony Shaffer (que adapta o romance Goodbye Piccadilly, Farewell Leicester Square, de Arthur La Bern). Elenco: Jon Finch, Alec McCowen, Barry Foster, Billie Whitelaw, Anna Massey, Barbara Leigh-Hunt, Bernard Cribbins, Vivien Merchant, Música original de Ron Goodwin.

11.3.17

Robert BENTON



THE HUMAN STAIN (2003)
ESTREIA 14.11.2003 CULPA HUMANA (Portugal) VISTO Lagos 2004 Lagos Shopping

TWILIGHT (1998)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Benton, Richard Russo ELENCO Paul Newman, Susan Sarandon, Gene Hackman, Reese Witherspoon, Stockard Channing, James Garner MÚSICA Elmer Bernstein ESTREIA 6.03.1998 (EUA) 26.06.1998 A HORA MÁGICA VISTO Paris 24.03.2025 Cinémathèque NOTA 3.5/5

NOBODY'S FOOL (1995)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Robert Benton, adaptação do romance Nobody's Fool (Richard Russo, 1993) PRODUÇÃO Arlene Donovan, Scott Rudin ELENCO Paul Newman, Jessica Tandy, Melanie Griffith FOTO John Bailey MÚSICA Howard Shore PALMARÉS - OSCAR: Nomeações para melhor ator (Paul Newman) e melhor argumento (R. Benton). GOLDEN GLOBE: Nomeação para melhor ator (Paul Newman). NBR Top Ten Films ESTREIA 23.12.1994 (EUA) 19.05.1995 VIDAS PRIVADAS (Portugal) VISTO Vila do Conde 12.2015 DVDteca & Paris 24.03.2025 Cinémathèque NOTA 4/5
O título português, Vidas Simples, diz o essencial sobre o filme. Todas as personagens do filme têm vidas simples e imperfeitas porque a decepção e o fracasso fazem parte dessas vidas do mesmo modo que a esperança e a felicidade. Hoje não há muitos filmes que apostam no tom grave que Robert Benton costuma dar aos seus filmes. Para dar corpo e alma a essas vidas simples temos uma constelação de estrelas de Hollywood: Paul Newman, Jessica Tandy, Bruce Willis e Melanie Griffith. Foi o filme que consagrou Paul Newman como talvez nenhum outro: melhor ator em Berlim e nomeação ao Oscar e ao Golden Globe. 

BILLY BATHGATE (1991)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Tom Stoppard, adaptação de Billy Bathgate (E.L. Doctorow) PRODUÇÃO Arlene Donovan, Robert F. Colesbury // Touchstone Pictures MÚSICA Mark Isham ELENCO Dustin Hoffman, Nicole Kidman, Steven Hill, Loren Dean, Bruce Willis, Stanley Tucci, Mike Starr, Steve Buscemi, John Costelloe  FOTO Néstor Almendros ESTREIA 1.11.1991 (EUA) 24.01.1992 (Portugal) VISTO Portugal 1992 & Paris 23.03.2025 Cinémathèque NOTA 3.5/5

NADINE (1987)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Robert Benton PRODUÇÃO Arlene Donovan FOTO Néstor Almendros MÚSICA Howard Shore ELENCO Jeff Bridges, Kim Basinger, Rip Torn, Gwen Verdon, Glenne Headly, Jay Patterson, Jerry Stiller  VISTO Paris 23.03.2025 Cinémathèque NOTA 3.5/5 PALMARÉS JUPITER Melhor atriz (Kim Basinger)

PLACES IN THE HEART (1984)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Robert Benton PRODUÇÃO Arlene Donovan ELENCO Sally Field, Lindsay Crouse, Ed Harris, Amy Madigan, John Malkovich, Danny Glover FOTO Néstor Almendros MÚSICA John Kander, Howard Shore  ESTREIA 8.03.1985 (Portugal) VISTO Paris 22.03.2025 Cinémathèque NOTA 4/5
PALMARÉS Oscar: melhor atriz e melhor argumento; 7 nomeações inc, melhor filme, realizador, ator secundário e atriz secundária. Golden Globe: melhor atriz (Sally Field), nomeado a melhor filme e realizador. Festival de Berlim: Urso de Prata para melhor realizador. National Board of Review: Top Ten Movies, melhor ator secundário (John Malkovich).

1º BAD COMPANY (1972)
REALIZADOR Robert Benton ARGUMENTO Robert Benton, David Newman PRODUÇÃO Stanley R. Jaffe (ParamountPictures) ELENCO Barry Brown, Jeff Bridges FOTO Gordon Willis MÚSICA Harvey Schmidt ESTREIA 20.10.1972 (EUA) Inédito em Portugal? MÁS COMPANHIAS 8.06.1988 (TV Portugal) VISTO Paris 19.03.2025 Cinémathèque NOTA 3/5

1.2.17

Ettore SCOLA 1970s

BRUTTI, SPORCHI E CATTIVI (1976)

Um clássico da comédia italiana sobre uma famíla de pobres que não tem nada de invejável. Raramente a miséria material e moral humana atingiu tamanho abismo no cinema. Felizmente é só um filme, felizmente é uma comédia. Póvoa Octopus 1995 & TV 05.2021: 3,5/5

Gianni (Vittorio Gassman), Antonio (Nino Manfredi) e Nicola (Stefano Satta Flores)
C'ERAVAMO TANTO AMATI (1974)
Nous nous sommes tant aimés (1974) é um filme de balanço, mas também um filme de despedida. Três amigos, três camaradas que lutaram na resistência anti-fascista da segunda guerra, encontram dificuldades em refazerem a vida depois da guerra, segundo os valores que defendiam na juventude. Antonio (Nino Manfredi), Gianni (Vittorio Gassman) e Nicola (Stefano Satta Flores) amaram a mesma mulher (Stefania Sandrelli) e em parte por ela se separaram. Encontram-se 30 anos depois e parece só ter havido desilusões na vida deles. O mais comovente no filme, para um cinéfilo, é o olhar retrospetivo sobre o cinema italiano desde o Ladrão de Bicicletas até ao Dolce Vita. Vemos imagens do primeiro, quando é passado num cineclube (e criticado pelas autoridades reacionárias) e vemos as filmagens da cena do banho na Fontana de Trevi, com Fellini e Mastroianni no local. O cinema italiano, ao invés da vida dos três amigos, parece ter cumprido as suas promessas. Um belo filme nostálgico que já acusa (ai aquela música...) a decadência irreversível do cinema italiano. Recebeu o  César du meilleur film étranger. Paris 06.2018 Le Champo 3,5/5

La Più bella serata della mia vita (1972)
Este filme de Ettore Scola adapta um conto de Friedrich Dürrenmatt e conta a história de um empresário italiano (Alberto Sordi) que vai depositar a sua fortuna na Suíça mas acaba nas mãos de um quarteto de reformados que se entretem a simular julgamentos. Sordi será o acusado da vez... Nos anos 70, a comédia italiana perde muito da sua graça, como comprova este filme que vi sem grande interesse. Paris 02.2017 FQL 2,5/5

20.12.16

Up the Sandbox (Irving Kershner, 1972)

Antes de ter realizado The Empire Strikes Back, Never Say Never Again e RoboCop 2, Irvin Kershner fez uma série de filmes independentes. Up the Sandbox é uma comédia sobre a mulher moderna, independente, que surgia no início dos anos 70, mas que continuava a assumir as tarefas femininas tradicionais. Um papel feito à medida de Barbra Streisand, que domina o filme como habitualmente. DVD 2/5

3.5.16

Abbas KIAROSTAMI

24 FRAMES (2017)
RELAIZAÇÃO: Abbas Kiarostami PRODUÇÃO: Charles Gillibert GÉNERO: Documentário 114m ORIGEM: França, Irão ESTREIA: Cannes 2018, Midas Filmes 29.08.2024 (Portugal)


CLOSE-UP (1991)
Pela primeira vez não gostei de um filme de Kiarostami. Nem o vi até ao fim, de tal modo a sua história me deixou indiferente. Close Up é sobre um homem que se fez passar por um famoso realizador iraniano, mas é desmascarado e levado à justiça por tal embuste. Paris 05.2016 Le Reflet Médicis 2/5

Expérience (1972) Espace St-Michel 2008 4/5
Onde Fica A Casa Do Meu Amigo? (1988) Lx Cinemateca 1996 4/5
E a Vida Continua (1992) PV Octopus 1994
Através das Oliveiras (1994) 1995 5/5
O Vento Levar-nos-á (1999) Pt Passos Manuel 2000 4/5
Copie conforme (2010) Odéon 2010 5/5

20.5.15

Jean-Pierre MELVILLE

UN FLIC (1972)
Un flic junta Alain Delon e Catherine Deneuve, duas estrelas maiores dos anos 70, mas a química entre os dois não resulta. Poucos filmes vi de Melville mas já deu para perceber que o realizador é insuperável nas (longas) cenas de ação envolvendo polícias e ladrões, um mundo masculino feito de poucas palavras, muita ação e alguma honra. Em Un Flic assistimos a dois assaltos espetaculares, sendo o assalto do comboio particularmente impressionante para um filme europeu. O filme é um dos menos bons de Melville mas hoje não há polars franceses com este nível. Paris 05.2015 Le Reflet Médicis 3,5/5

LE CERCLE ROUGE (1970)
Le Cercle Rouge é um dos melhores filmes de Melville e inclui o tour de force do assalto à joalharia da Place Vendôme, quase meia hora de ação sem qualquer fala. Aliás este tipo de cena que envolve um assalto meticuloso tornou-se uma imagem de marca de Melville, estando presente em três dos quatro filmes que acabo de ver dele. Outra coisa surpreendente é a representação glacial de França, de Paris, que já tinha sido evidente em Un Flic. A Paris de Melville apenas existe sob um céu de chumbo ou sob chuva e as gabardines cobrem muitas personagens (mas não o guarda-chuva, que nem polícias nem ladrões usam). Mas é a atmosfera humana dos seus filmes que é pouco menos do que glacial. Em Melville só temos direito a corações no inverno: quase nenhuma das personagens tem companheira. Também em vão podemos esperar um sorriso de alguém. Em Le Cercle Rouge, a personagem do chefe de polícia (Bourvil) tem um único momento de ternura na sua vida: quando chega a casa e dá de comer aos gatos. Em todos os filmes que conheço de Melville é esta cena dos gatos a mais ternurenta. Um grande polar à francesa. Paris 05.2015 4/5

L'ARMÉE DES OMBRES (1969)
Este é um dos melhores filmes de Melville. Soube que foi estreado nos Estados Unidos apenas em 2006, tendo recebido uma série de prémios para melhor filme do ano. Quando estreou em França, o acolhimento não foi muito favorável. Afinal o filme trata da Resistência francesa durante a segunda Guerra Mundial e o contexto politico em que é visto influencia a sua leitura. Voltei a encontrar neste filme alguns traços presentes nos filmes de Melville da mesma época. Um classicismo extremo na realização que apenas acentua a representação glacial da sociedade francesa durante a guerra onde tudo está suspenso. As cidades estão vazias, as estradas também. O mais curioso é que os resistentes (Lino Ventura, Simone Signoret, entre outros) assemelham-se aos ladrões de outros filmes, preparando meticulosamente os assaltos ao ocupante nazi. E neste tipo de cenas, com poucas falas e muita ação, Melville é insuperável. Paris 05.2015 Arlequin 4/5
LE SAMOURAI (1967(
Nunca tinha visto este grande clássico. Merece todos os elogios que fui ouvindo sobre ele. Sério candidato ao melhor polar, ao melhor film noir europeu de sempre. E no entanto a história já foi mil vezes contada. Um homem (Alain Delon) é contratado para matar outro, mas logo vê-se perseguido pela polícia que o quer prender e pelos contratantes que o querem eliminar. Paris 12.2018 Ecoles 21 4/5

6.2.15

Bertha Boxcar (Martin Scorsese, 1972)

Penso que apenas me faltava ver este filme para conhecer a filmografia completa de Martin Scorsese. Em França os filmes do realizador são regularmente colocados nas salas, quer através de reprises de versões restauradas quer através de ciclos abrangentes que acabam por abarcar toda a sua obra. Em janeiro, por exemplo, foi reposto The Age of Innocence na mesma sala que tem apresentado a retrospetiva de Scorsese, Bertha Boxcar é um filhote de Bonnie & Clyde (1967), filme de Arthur Penn que marcou muita gente e certamente também Scorsese. A autobiografia de Bertha Boxcar serve de base ao filme: uma jovem torna-se fora da lei nos tempos da Grande Depressão, formando uma quadrilha com um sindicalista, um jogador de cartas e um negro. Um excelente filme, embora Scorsese esteja em casa mesmo é nas ruas de Nova Iorque. Bertha Boxcar testemunha a paixão que o realizador manifestou desde os primeiros filmes pelo tema da criminalidade. Paris 2015 FQL 4/5