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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Humberto Gessinger - Não Vejo a Hora [2019]

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Release

Não Vejo a Hora traz 11 canções autorais gravadas com dois trios, um acústico e um power (elétrico). São oito faixas com um power trio e três músicas acústicas, nas quais Gessinger assume a viola caipira. Todas as letras são de Gessinger e as músicas trazem parcerias com Duka Leindecker, Bebeto Alves, Felipe Rotta, Nando Peters e Esteban Tavares. 


1. Partiu
2. Um Dia De Cada Vez
3. Bem A Fim
4. Algum Algoritmo
5. Calmo Em Estocolmo
6. Olhou Pro Lado, Viu
7. Fetiche Estranho
8. Maioral
9. Estranho Fetiche
10. Outro Nada
11. Missão

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Humberto Gessinger - Canções de Amor, Filmes de Guerra [2018]

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Há 25 anos, em 1993, os Engenheiros do Hawaii lançaram o disco Filmes de Guerra, Canções de Amor. Como todos os meus registros ao vivo - seja com EngHaw, Pouca Vogal ou solo - ele trazia, ao lado de regravações, material inédito. Com o passar do tempo, percebi que as músicas que escrevo para estarem ao lado dos clássicos nestes trabalhos acabam formando um “álbum dentro do álbum”.

Para comemorar um quarto de século da gravação do Filmes de Guerra, Canções de Amor, regravei as quatro músicas inéditas do disco .

Nas versões de QUANTO VALE A VIDA e REALIDADE VIRTUAL, a releitura ficou a cargo de um trio acústico: toquei viola caipira ao lado de Paulinho Goulart no acordeon e Nando Peters no baixo. Paulinho participou do DVD inSULar Ao Vivo e Nando está presente nos meus trabalhos mais recentes.

Em MAPAS DO ACASO e ÀS VEZES NUNCA, estou no baixo, acompanhado por Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra. É o mesmo power-trio do DVD Ao Vivo Pra Caramba.

Este trabalho se chama Canções de Amor, Filmes de Guerra e, além das plataformas digitais, também estará disponível numa edição especial em vinil e CD que, além das quatro regravações, trará (apenas no vinil) as demos de ÀS VEZES NUNCA e QUANTO VALE A VIDA. São gravações caseiras que fiz em 1992, sem muita preocupação técnica, mas que registram bem o nascimento das canções.

Assim, a tour Ao Vivo Pra Caramba se renova e segue na estrada até março de 2019, quando começarei as gravações de meu novo disco. Ele trará canções inéditas, escritas entre fevereiro e outubro deste ano e deve ser lançado ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Até lá, os shows ganham este novo elemento: o diálogo entre as inéditas de 1993 e as de 2018. Diferente de um livro, que podemos ler na velocidade que quisermos ou de um quadro que podemos apreciar no nosso ritmo, a música traz, em si, seu próprio tempo. Os segundos de um acorde, os minutos da canção, os três quartos de hora de um disco, as duas horas do show, o ano da tour, as décadas de uma carreira longeva. Tempos subjetivos, mas tão (ou mais) reais do que os do relógio. Como o pulso, o coração.

sábado, 24 de março de 2018

Humberto Gessinger - Ao Vivo Pra Caramba – A Revolta dos Dândis 30 Anos [2018]

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Um dos grandes nomes do rock nacional, com mais de 30 anos de carreira, Humberto Gessinger apresenta seu novo trabalho solo, o DVD e CD “Ao Vivo Pra Caramba – A Revolta dos Dândis 30 Anos” (Deck). O registro foi feito ao vivo durante um show em Porto Alegre e dirigido por Pietro Grassia. O compositor, escritor, cantor e multi instrumentista foi acompanhado por Rafael Bisogno (bateria, percussão e voz) e Felipe Rotta (guitarra, violão, bandolim e voz). Ainda há as participações de Nando Peters no baixo upright (“Saudade Zero”, “Pra Caramba”, “Das Tripas Coração” e “Cadê?”) e de Carlos Maltz (timbales e voz) em “Filmes de Guerra, Canções de Amor”.

Gessinger assina a produção musical do trabalho que traz 17 faixas. Entre elas as 11 de um dos mais importantes discos de sua carreira, “A Revolta dos Dândis”. Dessa forma, são interpretadas pela primeira vez ao vivo e na íntegra esse álbum, que trouxe sucessos como “Infinita Highway”, “Refrão de Bolero” e “Terra de Gigantes”. Outros hits da banda também estão presentes, como “Piano Bar” e “Até o Fim”. Fechando com as canções de seu trabalho solo, ele apresenta quatro inéditas e destaques de outros álbuns, como “Alexandria”, de sua autoria e Tiago Iorc.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Humberto Gessinger - Pra Ser Sincero [2009]



Em 11 de janeiro de 1985, mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio, Humberto Gessinger subia ao palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de cabelo new wave e bombacha, para o primeiro show de uma banda que tinha nascido para durar uma noite só. Era para ter se chamado Frumelo & Os Sete Belos, mas ninguém gostou, então os integrantes da banda resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que frequentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar. Engenheiros do Hawaii.

Vinte e cinco anos depois dessa estreia, Humberto Gessinger – que acompanhou todas as formações desde o primeiro show – lança neste livro seu olhar sobre a trajetória do grupo, sobre cada uma das composições e revela curiosidades e bastidores das gravações. Com fotografias inéditas, informações sobre cada um dos discos, letras comentadas e um diário de 1984 a 2009, Pra Ser Sincero é um livro sobre uma banda que era para ter durado uma noite só, mas que acabou escrevendo um capítulo da história do rock brasileiro, mesmo estando longe demais das capitais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Humberto Gessinger - Nas Entrelinhas do Horizonte [2012]


Para ler online ou download clique aqui


Por Daiane Jardim em No Universo da Literatura

"Nas Entrelinhas do Horizonte" é um livro de crônicas, nas quais são mescladas temas vividos pelo autor e seus variados pensamentos. Em cada uma vemos a elegância e a qualidade literária pela qual foram compostas. O autor possui uma bela escrita, e sabe como conduzir cada palavra.

Em diversas crônicas vemos o passado se cruzando com o presente, ou seja, coisas que aconteceram com ele, que acontecem, e as lições ou pensamentos que tirou através destes.

Comecei a ouvir várias críticas positivas desse livro quando ele foi lançado, e confesso que a curiosidade havia me tomado, após me tornar parceira da Editora tive a oportunidade de conhecer esse livro, e para ser sincera, me surpreendi muito.

Não sou fã das músicas de Humberto Gessinger, mas saber seus pensamentos, um pouco também do seu modo de vida e alguns pontos de vista, me fizeram gostar mais da pessoa Humberto Gessinger, sim da pessoa, pois em suas crônicas vamos entendendo melhor sua paixão pela música, esta me pareceu inata a ele, não é apenas mais um hobby, é uma parte de si.

As suas divagações sobre coisas simples da vida, como o tempo, simples atitudes, demonstram seu olhar atento e observador. É próprio do gênero crônica, tomar fatos ocorridos no passado ou na atualidade e os narrar, porém dando a esses um enfoque mais emocional, literário, então coisas que poderiam parecer simplesmente normais são mostradas por outros ângulos por aquele que os narra.

A sensibilidade das palavras, as escolhas de cada uma, mostra a face de um homem já maduro, que aprendeu muito com o tempo, mas que ainda tem muito também a aprender. O toque de humor também faz parte desse gaúcho apaixonado por futebol, pela música e pela vida.

Gessinger mostrou-me que a vida de uma celebridade não são apenas flashs e sorrisos, e que isso faz parte do ofício, mas não é o essencial, a música, as palavras são mais importantes que isso, e ele sabe priorizar as coisas mais importantes de sua vida como o amor e a família.

Nas Entrelinhas do Horizonte superou minhas expectativas, foi uma leitura leve, cada crônica me fez refletir às vezes sobre mim mesma, e ver algumas coisas de uma forma que eu nunca havia visto antes. Todo o livro foi bem trabalhado, a revisão está bem feita, o autor escreve muito bem e demonstra ser um bom leitor, apaixonado por literatura. A diagramação também está impecável, as cores das páginas oscilando entre amarelo e preto, e as letras também oscilando entre essas cores, as fotos do cantor também ficaram ótimas, outra coisa que também gostei foi a qualidade do papel utilizado nas páginas.

Esse é um dos poucos livros de crônicas que me surpreenderam mesmo, quando terminei a vontade foi começar de novo, pois sei que a cada leitura irei descobrir coisas novas. Para quem ainda não conhece esse gênero, esse livro é ótimo para iniciar a leitura nesse estilo de narrativa, e para aqueles que ainda não conheciam o cantor tão bem, essa é uma oportunidade para conhecer o que as câmeras não mostram, o verdadeiro sentimento das pessoas e seus pensamentos.

Leitura recomendada, autor e editora de parabéns!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Humberto Gessinger - Insular [2013]

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Por Anderson Nascimento
publicado em 26 de setembro de 2013  no Galeria Musical

“...Daqui pra frente estou decidido, nada será como tem sido...ter escolhido este caminho só faz sentido sem pressa e para sempre...” canta Humberto Gessinger em “Terei Vivido”, faixa de abertura de seu primeiro álbum solo – se considerarmos “Humberto Gessinger Trio” como um álbum de banda -, o recém lançado “Insular”.

Por mais que Humberto divague sobre a própria existência já na faixa inicial de seu disco – “Provavelmente terei vivido mais da metade de minha vida no século passado” -, ecos dessa própria existência coabitam algumas das faixas de seu novo disco. Logo na segunda faixa, por exemplo, a boa “Sua Graça” traz fortes referências sonoras no seu primeiro riff à “Loteria da Babilônia” (1974) de Raul Seixas, em um improvável elo que obviamente rolou sem conhecimento de causa.

No geral, “Insular” é mesmo um disco solo de Humberto e jamais poderia ser estampado com o rótulo “Engenheiros do Hawaii”, salvo em alguns poucos momentos como a explosiva “Plano B”, “Bora”, e o certeiro single “Tudo Está Parado”, que já está rolando nas rádios e é certamente o grande destaque do álbum.

Talvez pelo fato de esse ser um disco solo, Humberto está bastante à vontade no disco, gravando músicas de sonoridades tipicamente sulistas, casos de “Milonga do Xeque-Mate” e “Segura a onda, DG”. Não que isso seja uma novidade na obra de Humberto, haja vista canções salpicadas em vários discos de sua famosa banda. Mas aqui as canções menos na praia do Pop-Rock são as que mais caracterizam o disco.

Nessa onda, entram também a belíssima “A Ponte Para o Dia”, que traz Luke Faro dividindo os vocais com Humberto, em canção que poderia estar no último álbum da banda “Novos Horizontes” (2007), e “Recarga”, canção escrita com Duca Leindecker, que ganha a voz e o acordeon de Rafael Bisogno.

Os fãs dos Engenheiros vão gostar das referências à banda ao longo do disco. A já citada “A Ponte Para o Dia”, por exemplo, traz o riff de “Pampa no Walkman”, do GLM (1992), já a baladona “Tchau Radar, A Canção”, traz em seu nome a referência à um disco responsável por trazer os Engenheiros de volta para o grande público.

Com saldo positivo, “Insular” é disco agradável, cheio de boas canções e belas composições, que se caracteriza pela saudável mistura de música regional, folk e Pop-Rock.