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quarta-feira, 6 de março de 2019

Vlad V - Stratovladis [2017]

Mega 320kbps


Por Willba Dissidente em Whiplash

Pronunciando-se Vlad Quinto, o grupo é referência nacional quando se trata de Hard Rock Progressivo. A banda mais velha de Rock pesado na ativa em Santa Catarina, e também com a reputação de fazer os melhores shows no estado barriga-verde, o VLAD V já se mudou para SP, fez tour pelo RJ e passou por altos e baixos e diversas mudanças de formação. Claro, afinal, 31 anos de banda não é para qualquer um. Após um hiato de sete anos sem registros, vem "Stratovladis", disco que prova e reforça que o VLAD V continua relevante e importante para o som pesado tupiniquim e mundial.

Não querendo desmerecer ou polemizar, mas antes que alguém pense em STRATOVARIUS, o nome do novo disco do VLAD V é uma referência às guitarras Stratocraster. Mensagens essa super acertada, pois "Stratovladis" é um disco guitar driven, mais direcionado ao instrumento de seis cordas. Apostando no formato de power trio, o veterano conjunto já abre o cdzinho apostando na força pesada de seu característico Hard Rock Progressivo. Mas que raios de estilo é esse? Hard Rock Progressivo não é o THIN LIZZY misturado ao KING CRIMSON. Também chamado de Neo Progressivo, esse estilo muito difundido à partir dos anos oitenta com nomes como SAGA, TERCER ACTO, PENDRAGON etc em que, falando vulgarmente, temos o Hard Rock clássico dos anos 1970 com convenções mais jazzísticas, trabalhadas e virtuosas. Alguns grupos usam muito o teclado para tornar o progressivo mais "pop", mas no caso do VLAD V, temos mesmo som pesado com uma cara progressiva e muitos solos de guitarra fenomenais.

Falando no multi-instrumentista Jean Carlo, seus vocais estão mais refinados, menos abusando dos agudos, daquele jeito que só que é fã de Alceu Valença a Bruce Dickinson poderia fazer. No grupo desde o segundo disco Flávio Theilacker continua surpreendendo nos andamentos na bateria, sempre com o auxílio do "cara novo" Pablo Demarchi em seus acompanhamentos de baixo só nas palhetadas. "Stratovladis" é um disco de três momentos distintos. Um mais pesado, outro mais viagem e a retomada para o peso. Falando em peso, os timbres de baixo e guitarra estão matadores e acentuados até pela bateria não estar com muito punch; criando assim um todo consistente.

A abertura com a trinca "Cidade Nua" mostra o lado mais porrada do VLAD V, seguida por "Estrada Vazia" e "Chuva de Outono". Esses dois Hard mais cadenciados como bandas do fim dos anos 60 para 70 como o canadense WARPIG ou estadunidense BLUE CHEER. "Chuva de Outono" tem, inclusive a interpretação vocal mais sentimental e melhor refrão do trabalho.

"Devaneio Blues", aquela balada chorosa que você respeita tem as letras mais belas do trabalho e abre a seção viagem do disco. "Ponta da Vigia" é uma base de bandolim à la LED ZEPPELIN com uma poesia de Ernesto Wenth Filho (que também acima "Estrada Vazia") sendo declamada. "Montanhas do Sul", uma regravação do "Viagens Acústicas" traz, finalmente, a flauta, instrumento marcante para o VLAD V. Essa versão com guitarras elétricas (que não tinham na original) mostra também o lado mais progressivo do grupo. O devaneio se fecha com a regravação de "Asas de um Louco", faixa do primeiro disco do Vladão que ganha sua terceira versão. Versão essa estendida em relação às anteriores e com o melhor solo de guitarra do trampo.

Vem um cover de THE ANIMALS, "House of the Rising Sun", num arranjo de Jean Carlo que faz a canção começar mais lenta que a clássica e ir ganhando peso no desenvolvimento. Muito legal! É a transição da viagem para os sons mais agitados. Na sequência, abre-se uma cerveja e vem ai "Dia Vagabundo", esse ode aos dias de de ir para um festival de Hard Rock que é single do trabalho e cujo vídeo-clipe precedeu "Stratovladis". Destaque do álbum, assim como a instrumental que é a faixa-título. Riffs e mais Riffs matadores e mais leads impressionantes de guitarra no melhor estilo MICHAEL SCHENKER GROUP. E não acaba ai; a canção ainda tem uma passagem mais blues no meio para sobressair a cozinha; sendo a melhor atuação da dupla no álbum.

Ao final desses 50 minutos percebemos que a espera de sete anos por um registro novo do VLAD V foi recompensada em cada segundo desse CD. Todo auto-produzido pela banda e cheio de bom gosto e finesse em cada detalhe, "Stratovladis" é aquele raro caso de um disco novo que irá agradar os fãs guerreiros que acompanham a banda desde os primeiros dias e também abrirá as Asas dos loucos às novas gerações para conhecer a extensa carreira do VLAD V.

Quem quiser adquirir o disco "Stratovladis" deverá contatar a banda nos sites relacionados ao final, ou, com os próprios membros do Vladão nos shows, ou ainda no Takio Rock Bar (em Timbó/SC) e também nas lojas Be Bop Discos e Bruneti Discos (em Blumenau/SC). O disco vêm em cd prensando em formato de lua cheia e a embalagem é um digipack sem encarte com uma foto bem legal do VLAD V (só não entendi o porquê do baixista estar segurando um pedestal de bateria com o prato de ataque). A arte computadorizado de "Stratovladis" é muito bonita e remete muito bem às paisagens noturnas nas estradas catarinenses.

Que a borboleta da noite, sétima filha de sabbath, bata eternamente suas asas!

VLAD V:

Jean Carlo - voz, guitarra, flauta, violões, bandolin
Pablo Demarchi - baixo e teclados
Flavinho Theilacker - bateria

Discografia:

Demo Tape (1990, K7)
Vlad V (1993, LP)
Espada e o Dragão (1996, CD)
O Quinto Sol (1999, CD)
Volume IV (2002, CD)
Viagens Acústicas (2005, CD)
Siga o Som (2007, CD)
Na Casa do Rock (2010, CD)
Stratovladis (2017, CD)

Stratovladis - Nacional - Independente - 50 min.

01 . Cidade Nua
02 . Estrada Vazia
03 . Chuva de Outono
04 . Devaneio Blues
05 . Ponta da Vigia
06 . Montanhas do Sul
07 . Asas de Um louco
08 . House of the Rising Sun
09 . Dia Vagabundo
10 . Stratovladis

quarta-feira, 28 de março de 2012

Vlad V - Volume IV [2001]

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O álbum Volume IV contou com a participação especial de um dos maiores nomes do blues nacional, Celso Blues Boy, que toca e canta em "Doce Lar Dos Malucos".


Formação para esse álbum:

Jean Carlo - vocais, flautas, guitarra, violão, bandolim e harmônica
Beto Luciani - guitarra e violão
Flavio Theilacker - bateria
Doriga - teclados e acordeon
Claudio Reiff - baixo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Vlad V - O Quinto Sol [1999]



O Quinto Sol resgata o rock progressivo com um toque de blues e MPB. As letras foram elaboradas visando à simplicidade para valorizar o diferencial de instrumentos como banjo, bandolim, flautas, harmônicas e acordeon. No dizer da banda, o disco é mais reflexivo “e foge ao padrão viagem para seguir com os pés no chão”, descreve o vocalista Jean. Além dele, a banda tem Doriga (teclados), Claudio (baixo) e Flavio (bateria)

Formação para esse álbum:

Jean Carlo - voz, guitarra, violões, banjo, bandolin, harmônica e flautas
Doriga - teclados, acordeon e vocais
Claudio Reif - baixo
Flavio Theilacker - bateria

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vlad V - A Espada e o Dragão [1998]

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Depois do álbum de estréia, Vlad V, a banda lança o álbum que lhe rendeu o apelido de rush brasileiro devido a virtuosidade e ao timbre de voz de Jean Carlo.

Formação em A Espada e o Dragão:

Jean Carlo - guitarra, violão folk, flauta, harmônica e voz
Doriga - teclados, acordeon e vocais
Humberto Klitzke - baixo, violão clássico, bandolin e vocais
Flavio Theilacker - bateria, percussão e vocais

domingo, 11 de dezembro de 2011

Vlad V - Vlad V [1994]




Uma da bandas brasileiras com mais tempo de estrada na ativa, a catarinense Vlad V é uma banda com influências de hard rock progressivo. Fundada em 1986, a banda teve várias formações até o lançamento, em 1994, do seu primeiro álbum que curiosamente só contava com Jean Carlo na sua formação oficial. 

Abaixo tem um artigo de julho de 1994 escrito por Ingo Campos Soares para a Rock Brigade sobre a banda.


"O sul do país continua uma grande fábrica de novos valores do rock nacional. De Santa Catarina, vem o grupo Vlad V, que conseguiu uma mistura perfeita entre rock'n'roll, progressivo, música folclórica e generosas doses de Rush. A formação do grupo conta com Jean Carlo (G/V), Humberto Klitcke (B), Jairson (K) e Flávio (D).


Seu primeiro álbum, editado recentemente de forma independente e que leva o nome da banda, já conseguiu uma aceitação muito boa na crítica especializada. "Se formos analisar música por música, vamos perceber que esse álbum agrada diversos segmentos, pois tem folk, progressivo, etc. É um apanhado de estilos", explica o guitarrista e vocalista Jean Carlo. "Em nossa cidade, Blumenau, nenhuma banda de rock tem disco, por isso, esse LP foi um fato marcante por lá. Isso se refletiu nas vendagens, que estão muito boas", conta.


O grupo já se preparava para esse álbum há algum tempo, desde que decidiram armar seu quartel-general em São Paulo. "Quando viemos para SP, há dois anos, não estávamos preparados para gravar um disco. Mas fizemos bons contatos, conhecemos muita gente do meio e o resultado está aí", diz. O tempo passou e o grupo voltou para Santa Catarina com muitas novidades na bagagem. Uma delas, é lógico, era a gravação do primeiro LP.

Antes de entrar em estúdio, a banda passou por alguns períodos de instabilidade que, felizmente, não alteraram em nada a qualidade do trabalho. "Eu havia reformulado tudo e chamado outras pessoas para gravar comigo. Nunca havíamos tocado juntos antes. Mas, quando entramos no estúdio, eles sacaram logo o que eu queria e todos os esforços foram para criar uma identidade para o trabalho", diz Jean Carlo.

Ao contrario da esmagadora maioria das bandas de rock nacionais, o Vlad V canta em português, apesar de ter algumas composições em inglês (que não estão no álbum). "Se você trabalhar bem as letras, dá para cantar rock pesado em português. É até mais difícil cantar em português do que em inglês, pois nossa língua é bem mais complicada", explica.

O Vlad V Batalha por um lugar ao sol buscando trilhar os caminhos do profissionalismo que, segundo o próprio Jean Carlo, é o único meio de se chegar a algum lugar. "Fomos pioneiros em nossa região, pois a maioria das bandas não leva seu trabalho muito a sério. Por isso admiro o pessoal de São Paulo, pois eles correm atrás e acreditam de verdade no seu trabalho", finaliza ele."