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07/01/22

The Owl Service "Rise Up Rise Up"

 


O Atalho tinha planeado falar-vos deste EP em meados de Setembro passado, algum tempo após o autor me ter informado que a edição física em CD vinha a caminho. Sucede porém que  a actual gerência desse estabelecimento, um verdadeiro albergue espanhol, ainda denominado CTT decidiu que a encomenda deveria atravessar o Canal da Mancha pelo menos mais duas vezes. Adiante …

Sob o “nom de plume” de Owl Service ou não, Steven Collins persiste em frequentar as margens do folk-rock tradicional, ocasionalmente adicionando alguns toques  herdados ao psicadelismo britânico. No caso vertente “Rise Up Rise Up” é composto por seis temas, todos versões e/ou adaptações de velhas canções tradicionais.  

Para quem como o Atalho reverencia os Caravan, nada melhor do que escutar uma versão “século XXI” de “Asforteri 25”, publicada no fenomenal segundo álbum da banda de Canterbury. O tratamento do eterno “She Moves Through The Fair” não obterá certamente consenso, uma vez que surpreendentemente ou talvez não, deixa o folk a milhas e percorre terrenos próximos do funk-heavy-rock.




“Dives & Lazarus” aqui vocalizado por Diana Collier de forma brilhante constitui a adaptação contemporânea do tema incluído no primeiro álbum dos Young Tradition. “Interlude 13”, inspirado no tema “Sandman” de Anne Briggs é a recuperação adaptada da canção já trabalhada por Collins no EP de estreia “Wake the Vaulted Echo” em 2006.

“Crazy Man Michael” surge diferente e austero na interpretação de Laura Hulse. Um passo eivado pela ousadia porque escutá-lo sem a voz de Sandy Denny deixa a pairar a sensação de que a alma da canção partiu. Por fim, “To the Anti-Gallican” é também ele adaptado de uma velha sea-song já interpretada por Louis Killen numa compilação da Topic Records em 1968.  

Sintetizando, “Rise Up Rise Up” não será a mais harmoniosa das criações de Steven Collins, mas atendendo às vicissitudes por que este CD passou, é um prazer enorme escutá-lo.

Grato ao seu autor por isso e por tudo o resto.

05/08/21

Artefactos ( 114 )

 

Nascido em Novembro de 1971 como "Folk & Country", o magazine pensado e dirigido por Fred Woods rapidamente perdeu o “Country” passando, a partir do quarto número, a ser designado por “Folk Review”.

Publicado até meados de 1979, deu espaço e voz a muitos dos artistas que percorriam os circuitos do folk revival, com maior ou menor grau de sucesso.

Hoje, constitui leitura obrigatória para todos os que se interessam e/ou investigam a música e a época em apreço.


( Dezembro 1972 )


( Fevereiro 1973 )


( Outubro 1973 )


( Junho 1974 )