(ver aqui, "Deportee")
04 September 2026
(sequência daqui) No coração do álbum está a faixa que lhe dá o título, uma composição inspirada na medieval Hildegard von Bingen à qual Holter regressou em várias versões ao longo da sua carreira: "Materia 2" reconstitui a canção como um exuberante sonho febril e alucinatório. Guiada por uma linha de baixo, clarinetes vibrantes e caixas de ritmos ocultas, Holter entrelaça a voz com a de Jessika Kenney, gerando espirais vocais algures entre o canto medieval e a art-pop de hoje. Enquanto isso, "Materia 3" brinca com a percepção temporal, re-explorando as gravações vocais do álbum de 2024 para revelar microtexturas harmónicas que parecem ao mesmo tempo assombrosamente familiares e totalmente novas..
Holter sempre se interessou pela tensão entre o imediato e o abstrato, e Materia transporta essa tensão para um território especialmente sensível particularmente em "Fantasy", uma faixa cuja aparente espontaneidade esconde um processo criativo particularmente trabalhoso. Holter descreveu a canção como "o empreendimento mais exaustivo de todo o disco — demorou mais de um ano e foi sofrendo várias transformações", explicou ela à "Pitchfork". "É dançável, parece uma espécie de evocação. E, pelo meio do ímpeto de devaneio, há o verso 'Blink at the light, and hope to survive', porque os devaneios, num estado fascista, também podem ser assustadores. Eu estava a tentar encontrar o ritmo certo, optimista". (segue)
01 September 2026
MUNDOS INFINITOS
Quando, há dois anos, por altura da publicação de Something in the Room She Moves, conversava com Julia Holter a propósito dos diversos modos de encarar a criação musical, ela respondeu-me: "Podemos sempre reflectir sobre os vários géneros, formas e estruturas musicais e como isso influencia o caracter da música. Há quem prefira trabalhar no interior de uma estrutura musical pré-estabelecida e quem procure uma total liberdade de movimentos. Mas, em qualquer dos casos, decisiva é a importância de permanecermos criativos, de nos divertirmos enquanto nos debruçamos sobre a música". Para uma artista que constrói arquitecturas sonoras a partir do ar (ou cria videos sobre a transcrição fonética de textos em russo - idioma que ela não domina), Julia Holter sempre tratou as suas composições como organismos vivos. Materia, concebido como complemento a Something In the Room She Moves, em vez de funcionar enquanto coleção tradicional de faixas bónus ou maquetas não utilizadas, vira-se para dentro, dissecando, transformando e remontando-se, a partir da voz, da eletrónica, dos instrumentos acústicos e dos sons ambientais. (daqui; segue para aqui)
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31 August 2026
30 August 2026
The Gao brothers (pictured) rose to prominence in China's art scene during the 1990s and 2000s, earning a global reputation for works that skewered the politics of their homeland (ver aqui)
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He’s anti-democracy and pro-Trump: the obscure ‘dark enlightenment’ blogger influencing the next US administration
What We Must Understand About the Dark Enlightenment Movement
The movement to ditch democracy in favour of start-up cities run by CEOs
Anti-democratic ‘Dark Enlightenment’ ideas have spread from Silicon Valley to Washington
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