Showing posts with label Nápoles. Show all posts
Showing posts with label Nápoles. Show all posts

15 August 2026

"Pica Pica" (do álbum Furèsta, na íntegra aqui)
 
(sequência daqui) Em Furésta (2º e último álbum de La NIÑA, 2025), o "L'Unità" deu relevo à "mistura de melodias mediterrânicas, sons urbanos, versos hipnóticos e pop experimental" e sublinhou "a alternância entre melodias corais enraizadas nas tradições medievais italianas, ritmos das pistas de dança e experiências com a pandeireta, enquanto a voz parece transitar entre séculos". Inspirado nas tammurriate das zonas rurais da Campânia; o "Glamcult" assegura que "Ouvir LA NIÑA é como entrar numa tempestade mágica: selvagem, melódica e absolutamente viva, evocando pássaros, gatos e espíritos nas suas tapeçarias vívidas, misturando ritmos pagãos, tremores vulcânicos e instrumentos barrocos - tammorra, espineta e a chitarra battente - que é simultaneamente tradicional e singularmente contemporâneoo"; e o "Gay.it" fala de "um exército de mulheres que, com os seus coros, sustentam a raiva, e as influências sul-americanas e mexicanas do bolero". Enquanto a jangada de pedra napolitana não atraca ao porto de Sines, podemos autorizar que Lydia Palumbo, Francesca del Duca (voz e percussões) Denise di Maria (voz, guitarra, percussões), Alfredo Maddaluno (voz, bandolim, teclados, electrónica), e LA NiÑA (voz, percussões, guitarra) nos enfeiticem via-YouTube, através do registo na KEXP da mui memorável apresentação nas Trans Musicales de Rennes do ano passado.

10 August 2026

La Niña live al Concerto del Primo Maggio a Roma 2026
 
(sequência daqui) Foi em 2014 que Carola conheceu o produtor e músico Alfredo Maddaluno que viria a tornar-se o seu produtor executivo e comparsa na dupla Yombe. Após um curto período em Londres, regressariam a Itália para assentar raízes em Nápoles e inventar La NIÑA, reanimar tarantelas e guapparie, integrar elementos estilísticos e tradições da cultura tradicional do Mediterrâneo. "A minha música é uma conversa entre opostos. Algo antigo e moderno, delicado e brutal, sagrado e comum", explica La NIÑA. "Sinto-me sempre atraída por vozes ou sons que não deveriam combinar, mas que, de alguma forma, combinam. Nápoles, e a zona rural à sua volta, é o pulso subjacente a tudo isto. Não é um lugar que se aprenda a compreender, é um lugar que se aprende a sentir. Componho canções de outro tempo e espaço, habitadas por fantasmas, pelos mortos do passado da minha história", confessa à "Songlines". E, à "Fräulein Magazin", acrescentou: "Lembro-me das vozes das mulheres a cantar das varandas, o caos musical dos mercados de rua, o mar a bater nas rochas como um tambor. Esses sons ensinaram-me o ritmo muito antes de qualquer instrumento o ter feito. E as mãos da minha avó, sempre ocupadas com alguma coisa, sempre a abençoar ou a lutar contra algo, ensinaram-me o que é a devoção e a ternura. Nunca toquei em mãos mais suaves do que as dela. Essas memórias são a espinha dorsal do meu trabalho". (segue para aqui)

07 August 2026

A VOZ ENTRE SÉCULOS
Carola Moccia, nome d'arte LA NiÑA, nasceu em Nápoles em 1991 e cresceu em San Giorgio a Cremano, cidade e comuna de Nápoles, na Campânia, frente ao temível Vesúvio. Começou a estudar guitarra e a compor canções ainda miúda. Licenciou-se em Filosofia e História e concluiu um mestrado em Comunicação Musical. Na cena musical italiana destaca-se pela visceralidade e pela poderosa presença em palco. "Mais do que uma ideia, LA NIÑA nasceu de uma necessidade. Percebi que precisava dela quando a linguagem deixou de me obedecer" revelou ela à "Glamcult". "O nome não tem nada a ver com a idade, mas com a origem. Ela é a primeira centelha, o instinto que sobrevive a todas as transformações. LA NIÑA é também o nome de um fenómeno natural, uma força climática poderosa e imprevisível, e foi, na verdade, a primeira coisa que me atraiu para ele. Queria um nome que parecesse ter sido gerado pela própria terra; algo selvagem, cíclico e vivo. A língua napolitana tem um poder evocativo irreprimível". (daqui; segue para aqui)

29 April 2026

La Niña - "Figlia d'a Tempesta"/"Guapparia"

(do álbum Furesta, na íntegra aqui)

12 September 2017


Hic Habitat Felicitas (Aqui reside a felicidade), Museu Arqueológico Nacional de Nápoles - "As palavras, como a imagem que comentam, estão bem conservadas. Gravadas em travertino pintado de vermelho, cuidadosamente suspensas na parede de uma padaria em Pompeia, aí permaneceram durante séculos, envoltas na cinza da erupção do monte Vesúvio que sepultou a cidade em 79 d.c.. São uma lembrança viva de que, embora a felicidade superior possa ser difícil de alcançar, muitas pessoas em muitas épocas a procuraram mais perto de casa" (Uma História da Felicidade - Darrin McMahon)

14 February 2013

"Na Pastelaria Suíça, uma empregada de balcão narrava as aventuras da colega que se escapuliu em excursão a Roma, Nápoles, Florença, Veneza, sabe deus que mais. E de repente, como nos maus romances, o meu coração encheu-se de alegria por essa outra empregada de balcão desconhecida, inacessível às sentenças dos basbaques do regime, que cagou do alto em exortações sovinas e virtudes fraldiqueiras e se atreveu a conhecer o mundo como uma Lou Andreas Salomé das classes procriadoras, e a pousar em Roma e a descobrir Florença e, em Rialto, a emudecer" (Fondamenta degli Incurabili)