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quarta-feira, 22 de julho de 2009

MUSICIAN'S CAFÉ


Nos anos 60, La Gioconda, em Denmark Street, Londres, era o café dos músicos. Era aqui, por exemplo, que Dick James tinha o seu escritório de publishing. Os compositores vinham aqui mostrar-lhe as suas criações que Dick James depois vendia.

Não, o processo dos Beatles foi diferente. Dick James ganhou o publishing da dupla Lennon/McCartney simplesmente por ter chegado a horas a uma reunião com Brian Epstein e por ter vendido "Please Please Me", num ápice, a Philip Jones, produtor televisivo de "Thank Your Lucky Stars", revelando assim eficácia.

O verdadeiro escritório de Dick James (e, depois, da Northern Songs) funcionava na esquina, no edifício Shaldon Mansions, 1º andar, no 132 Charing Cross Road, desde 1961 até 1964, mudando-se depois para 71-75 New Oxford Street.

Foi também aqui, no Gioconda - hoje um restaurante - que David Bowie, então David Jones, encontrou a sua primeira banda, Lower Third, e que os Small Faces decidiram tornar-se profissionais.

Nos anos 70, La Gioconda era frequentada pelos punks, nomeadamente Clash e Slits.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

MELODY MAKER


O jornal de música inglês "Melody Maker", que foi o mais antigo do Mundo, começou aqui, em 1926, no nº 19 da Denmark Street, em Londres. Fechou em 2000.

Foi fundado por Lawrence Wright, compositor e music publisher.

Não percebi muito o que está agora neste nº 19.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HANK'S


A grande chatice destas fotografias amadoras é que não conseguimos remover os carros estacionados.

A Hank's, onde o Filhote comprou a Martin, fica no número 24 da Denmark Street.

Não foi nesta loja que a Brandi Carlile também comprou uma guitarra?

Que eu saiba, esta loja não tem passado, a não ser ser o local onde Pedro de Freitas Branco comprou a sua primeira Martin.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

ROSE-MORRIS


Acho que tenho uma (boa) novidade para Queirosiano: a Rose-Morris ainda existe na 10 Denmark Street, esquina com Charing Cross Road, (Londres) e - mais! - expandiu as suas instalações.

Esta imagem é a moderna, mas de ambos os lados estão as instalações antigas, em saldo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

REGENT SOUNDS STUDIO


Uma das caminhadas mais emocionantes em Londres consiste em respirar o ambiente da minúscula Denmark Street, em Tottenham Court Road, à esquerda de quem desce. Não chega a ter 100 metros.

Deve o seu nome ao Príncipe Jorge, da Dinamarca, consorte da Rainha Ana.

A Denmark Street, que os Kinks cantaram em "Lola vs Powerman and The Moneygoround", é só música desde o séc. XIX quando os publishers para aqui se mudaram para ficar perto dos teatros.

Nos anos 60 foi o santuário da música pop e hoje em dia continua a respirar música.

Tenho muito para contar.

Por ora, fiquemos com os fascinantes Regent Studios, onde os Rolling Stones gravaram a maior parte do seu primeiro álbum em Janeiro de 1964. Que emoção!

Um imberbe Elton John também frequentou os estúdios para gravar os álbuns Top Of The Pops e até Cat Stevens, cujo pai tinha um restaurante perto, já desaparecido, aqui gravou a sua primeira demo em 1965.

Nos anos anos 90 (1995-2003), este local foi sede da mais fantástica livraria londrina de música rock, Helter Skelter, infelizmente também já desaparecida, como se documenta na imagem.

Sean Body, 42 anos, co-fundador da livraria e seu principal entusiasta, morreu no passado dia 15 de Abril de 2008, vítima de leucemia.

A Hekter Skelter ainda viveu online uns tempos, mas já soçobrou.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

ANÚNCIO DA SUPERBOCK


De há uns tempos para cá, os anúncios de TV têm caprichado nas suas bandas sonoras. Um deles é o da SuperBock que foi buscar esta desconhecida Brandi Carlile e a canção "The Story".

Fui ao YouTube e vi um interessante video de Carlile, que é norte-americana, numa visita turística a Londres, onde, qual anti-vedeta, fala dos Beatles como grandes heróis, canta até uma canção deles, vai a Abbey Road, vai a Denmark Street, vê guitarras, fala delas, compra uma.

Enfim, tudo o que um gajo gosta de ver num(a) artista e não consegue normalmente ver.

Por isso fui a correr comprar o álbum e não estou nada arrependido, bem pelo contrário. É das melhores coisas que tenho ouvido ultimamente.

domingo, 9 de março de 2008

BORDERLINE


Um interessante venue numa transversal de Charing Cross, já quase ao pé de Tottenham Court Road, em Manette Street/Orange Yard, não muito longe de Denmark Street.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

LOLA vs POWERMAN


PYE - NSPL 18359 - edição britânica (1970)

Side One

The Contenders - Strangers - Denmark Street - Get Back In Line - Lola - Top Of The Pops - The Moneygoround

Side Two

This Time Tomorrow - A Long Way From Home - Rats - Apeman - Powerman - Got To Be Free

Tenho para mim que "Lola Versus Powerman And The Moneygoround - Part One" é um dos 10/15 melhores álbuns de sempre de rock.

E não é tanto por "Lola" ou "Apeman". É muito mais por aquela batida final de bateria em "Strangers" que - sabe-se lá porquê - me apaixonou desde sempre.

É o meu LP nº 29, portanto, dos primeiros que comprei.

down the way from the Tottenham Court Road
just around the corner from old Soho
there's a place where the publishers go
if you don't know which way to go
just open your ears and follow your nose
'cos the street is shakin' from the tapping of tors
you can hear that music play everytime on any day
every rhythm, every way
you go to a publisher and play him your song
he says 'I hate your music and your hair is too long
but I'll sign you up because I'd hate to be wrong'.
you've got a tune it's in your head you want to get it placed
so you take it up to a music man just to see what he will say
he says 'I hate the tune, I hate the words but I'll tell you what I'll do
I'll sign you up and take it round the street and see if it makes the grade'.
and you might even hear it played on the rock 'n' roll parade
daytime, night time, every week you can hear thar heavy beat
now the walls are shakin' from the tapping of feet
daytime, night time, every day you can hear that music play
every rhythm, every way
Raymond Douglas Davies