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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UMA FENDER DE CLAPTON EM LISBOA


Uma Fender Stratocaster que pertenceu a Eric Clapton está em exposição em Lisboa numa mostra organizada pela marca de relógios Gucci em conjunto com os Prémios Grammy, segundo anunciou o blogue Estação Chronographica, especializado em Tempo e indústria do luxo.

A exposição decorre de hoje até ao próximo dia 30 de Novembro no nº 44 da Rua Ivens (Chiado), no antigo local ocupado pela Jalco.

Trata-se agora de um espaço bem aproveitado pela Gucci que mostra a sua colecção de relógios comemorativa da associação com a Fundação que gere os Grammy, The Recording Academy.

Além da guitarra de Clapton, estão patentes posters das edições dos Grammy, havendo ainda ecrãs interactivos relacionados com os Prémios, com música ambiente.

A Fender Stratocaster pertence à colecção permanente do Museu Grammy.

Para assinalar a parceria exclusiva entre a Gucci Timepieces & Jewelry e The Recording Academy (Prémios Grammy), a Gucci apresenta também uma colecção especial de relógios e de peças de joalharia desenhada pela sua directora criativa, Frida Giannini, revertendo os lucros para um programa dedicado ao restauro e à preservação de gravações musicais marcantes, para que as futuras gerações possam delas desfrutar.

A música foi, e continua a ser, uma parte fundamental da herança Gucci. Ao longo dos tempos, Gucci tem sido uma marca preferida de músicos, como, por exemplo, Fergie (Black Eyed Peas), Mary J. Blige, Eric Clapton, Elton John, John Legend, Alicia Keys, Madonna, Rihanna, Ringo Starr, Rod Stewart, Barbra Streisand, Timbaland e Justin Timberlake, todos galardoados com Grammy.

sábado, 26 de dezembro de 2009

CARLOS MENEZES


Há 89 anos, a 29 de Setembro de 1920, nascia na ilha da Madeira Carlos Menezes, o primeiro músico de jazz português reconhecido internacionalmente e o pioneiro na introdução da guitarra eléctrica em Portugal. A estreia deste instrumento – então amplificado de forma improvisada – ocorreu na boite Nina, em Lisboa, por volta de 1944.

Ao longo de uma carreira de mais de 70 anos, a guitarra de Menezes fez-se ouvir em vários países e cruzou-se com músicos como Don Byas, Max, Tony Amaral, Jorge Costa Pinto (com cuja orquestra, a primeira big-band criada em Portugal, gravou em 1963 para a RTP), Mário Simões e Shegundo Galarza (com o qual actuou nos Estados Unidos), estando registada em centenas de discos gravados na Emissora Nacional pelo sistema de sobreposição.

A sua ligação ao concelho de Cascais data do final dos anos 40, época em que começou a actuar no Casino Estoril. Foi, aliás, neste casino que foi descoberto, nos anos 50, por Steve Race, crítico de música da prestigiada revista Melody Maker, que o colocou no dicionário dos grandes guitarristas mundiais, tornando-o o primeiro jazzman português a internacionalizar-se como tal.

Para além de uma longa carreira na Emissora Nacional, como músico da orquestra ligeira, e de inúmeras gravações para a RTP, a sua exímia técnica na guitarra e a ligação ao Hot Clube de Portugal e a Luís Villas-Boas, asseguraram a participação em múltiplas jam-sessions na cave da Praça da Alegria.

in Jazz No País Do Improviso!

PS - No passado dia 30 de Setembro, a Câmara Municipal de Cascais homenageou os 89 anos de vida e os 85 de guitarra de Carlos Menezes, atribuindo-lhe uma placa comemorativa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AS GUITARRAS SÃO COMO AS CEREJAS


Quase me apeteceria dizer que as guitarras são como as cerejas...

Nos primeiros tempos do rock inglês (segunda metade dos anos 50), o acesso às guitarras americanas em Inglaterra era uma raridade. As importações dos EUA eram praticamente impossíveis porque a Inglaterra estava ainda a pagar-lhes os empréstimos de guerra.

Por isso, os músicos ingleses começaram com guitarras fabricadas no Continente, em alguns casos por encomenda (e com marca de) retalhistas britânicos: foi a época das Hofner, Hagstrom ou Egmond.

A primeira guitarra "famosa" do George Harrison foi uma Futurama, fabricada na Checoslováquia numa fábrica de móveis, por encomenda da Rosetti inglesa.

À parte as excepções, como as Fender, primeiro do Hank Marvin e depois de todos os Shadows, o primeiro grande acesso dos músicos ingleses (alguns) às guitarras americanas foi através de Hamburgo, e dos músicos americanos com quem aí se cruzaram.

Começam então a aparecer, já nos anos 60, algumas Gretsch, Gibson, Epiphone, Rickenbacker e Fender, mas só com os anos 60 adiantados, com o fim das restrições à importação, elas se tornaram verdadeiramente acessíveis.

Pode dizer-se que, em geral, os grandes guitarristas ingleses começaram todos com instrumentos mais que medíocres, em alguns casos até construídos por eles próprios.

A Eko esteve praticamente fora desta equação. Primeiro, porque apareceu tardiamente, em relação ao período de que falei acima. Segundo, porque nunca se implantou verdadeiramente no UK (na altura em que apareceram, fabricavam-se em Inglaterra guitarras baratas equivalentes, como as Vox).

A Eko apareceu tarde porque pretendeu capitalizar num fenómeno já em marcha. Era originalmente um fabricante italiano de acordeões, que tentou modernizar-se e penetrar num mercado nascente. O passado "acordeonista" é bem visível na decoração das guitarras, pelo menos nos primeiros anos, com motivos brilhantes a lembrar lantejoulas.

Quando o boom da música moderna atingiu Portugal já se estava nos anos 60. A alternativa mais popular às grandes guitarras americanas (que apareciam por cá, mas em pequenas doses, que o mercado não dava para mais) foram as Eko, que tinham uma variedade enorme de modelos e de preços.

Porquê as Eko? Provavelmente uma brilhante jogada de antecipação do António Gouveia Machado, que percebeu muitas coisas mais cedo que os seus conservadores concorrentes e conseguiu a importação exclusiva no momento certo.

Mas mesmo entre nós, desde muito cedo os músicos sérios começaram a fugir delas como o diabo da cruz.

Comentário de Queirosiano, imagem de Luís Pinto de Freitas

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

MORREU LES PAUL

Les Paul, guitarrista norte-americano de jazz e inventor da guitarra eléctrica, morreu hoje de paragem respiratória devido a uma pneumonia, no hospital White Plains, em Nova Iorque. Tinha 94 anos.

De acordo com a empresa Gibson Guitar, com quem estabeleceu a parceria que tornaria a sua guitarra famosa, a familia e amigos de Les Paul estavam a seu lado no momento da morte.

Lester William Polfuss, mais conhecido por Les Paul, apesar de não saber ler música, mudaria para sempre a história desta forma de arte. Insatisfeito com a guitarra acústica, foi pioneiro no desenvolvimento da guitarra eléctrica com corpo de madeira sólido, que criou em 1941 e baptizou com o seu nome. A Gibson Les Paul seria, depois, comercializada em parceria com a empresa Gibson Guitar Corporation, em 1952.

O uso da guitarra eléctrica ganhou popularidade nos anos 40 e explodiu com o advento do rock nos anos 50, facto tornado possível pela guitarra de Les Paul.

A Gibson Les Paul é hoje usada por muitos artistas internacionais, como Paul McCartney, Eric Clapton, Billie Joe Armstrong ou Dave Grohl.

Além da guitarra, Les Paul mudou, também, o curso da música com a introdução, por exemplo, da gravação em multitrack.

Mas o seu lado criativo não se fez sentir apenas nas invenções. Também na música o artista deu cartas, conseguindo 36 discos de ouro com a sua mulher Mary Ford, nos anos 50, com quem protagonizou um programa de rádio e tv que durou sete anos.

Para além da incursão no Hall of Fame dos Inventores, em 2005, Les Paul foi também incluído no Grammy Hall of Fame em 1978 e no Rock 'n' Roll Hall of Fame, em 1988.

Fonte: JN

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ENTÃO, QUE GUITARRA É ESTA?


Litó, dos Fanatics, jura que esta é a viola baixo Fender Stratocaster que comprou em 1962 na Custódio Cardoso Pereira, em Lisboa.

E diz mais:

Diz que até serviu de remo numa das piscinas do "Santa Maria" numa viagem à Grécia!

GIBSON FLYING V


Já que se fala tanto de guitarras, esta Gibson Flying V, de Jimi Hendrix, pertence ao espólio do Hard Rock Cafe, de Londres.

Diz o flyer que este modelo foi popularizado pelo bluesman Albert King e depois por Dave Mustaine, dos Megadeth, e outros metaleiros e que Jimi Hendrix foi mais conhecido pela sua Fender Strat.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

AS GUITARRAS DE ARTUR E CARLOS PAREDES


Foi a poucos metros do Teatro Gil Vicente, em Coimbra, que vi pela primeira vez tocar Carlos Paredes. Foi por alturas de 1965, numa tarde de convívio na Associação Académica de Coimbra, num espaço coberto que dava para o jardim interior.

O espectáculo tinha aberto com os Álamos. Tocámos os Chatos Selvagens, os Beatles e o mais que era repertório de um conjunto yé-yé dos anos 60, casacos de couro por cima das golas altas pretas, guitarras eléctricas em riste, gingando em uníssono à boa maneira dos Shadows, enquanto o Chico Faria cantava "The Young Ones" e as colegas punham os olhos em alvo ao som do "I Can't Stop Loving You.

Foi o sucesso do costume. Os Álamos eram mesmo um caso de popularidade.

A seguir veio o Paredes! Sem casacos negros, sem passes, sem câmaras de eco. Tocou como só ele... não há palavras! Na minha qualidade de estrela de rock and roll, senti-me pequenino, ridículo, desimportante.

A sensação de orfandade artística foi tão grande que ainda hoje me dói o recordá-la. As guitarras eléctricas tinham sido abafadas pela guitarra do Paredes!

Carlos Paredes tinha uma forma de tocar muito própria, inimitável, que infelizmente deixa pouca escola. Nem é guitarra de Coimbra nem de Lisboa. É guitarra do Paredes.

Mas a guitarra com que o Carlos Paredes tocava era uma guitarra de Coimbra feita para seu pai Artur e rejeitada por este. Diz o seu construtor que a guitarra foi rejeitada por ter tido originalmente um pequeno defeito de construção, logo reparado, que em nada lhe afectava a sonoridade ou a resistência. Mas Artur enjeitou-a... e Carlos aproveitou para fazer dela a companheira de uma vida! E que companheira...

Pessoalmente, gosto mais da música do Carlos. Os seus acordes "com assinatura", as suas dissonâncias, a sua melancolia não piegas, a sua docilidade selvagem têm o condão de me acalmar e excitar ao mesmo tempo.

Mas a guitarra de Coimbra deve muito mais ao Artur, já que foi ele o grande responsável pela configuração que o instrumento tem hoje. Foi ele que na década de 20 reinventou a guitarra de Coimbra e a emancipou da de Lisboa.

Artur Paredes queria uma guitarra capaz de produzir sonoridades que só ele antevia naquela época. Para tanto, levou o mestre João Pedro Grácio a alterar-lhe substancialmente a anatomia, ao nível do braço e da caixa de ressonância. Alterou-lhe a afinação, tornando-a mais grave. Por isso a guitarra de Coimbra afina mais baixo que a de Lisboa. Mas fez mais. Revolucionou a forma de a tocar, a técnica. E o resultado foi tal que, de instrumento essencialmente vocacionado para linhas melódicas, trinados e rodriguilhos, a guitarra de Coimbra se transformou num instrumento nobre, capaz de desenvolver acordes completos e dissonâncias muito próprias.

Diz Afonso de Sousa, guitarrista contemporâneo de Artur Paredes, que a guitarra deixou de ser tocada longitudinalmente (percorrendo-se individualmente cada corda ao longo do braço), para ser tocada transversalmente (combinando várias cordas de uma só vez, em acorde ou arpejo). E veja-se, como exemplo do seu génio, a Balada de Coimbra, uma canção que não é do Artur mas que ele transpôs para a guitarra de forma tão magistral que ninguém depois dele ousou tocá-la de forma diferente.

Mas o curioso desta história é que, à semelhança do seu filho Carlos, Artur Paredes era futrica, ainda que a Academia o considerasse como um membro seu e ele actuasse regularmente nas digressões da Tuna e do Orfeon, mesmo depois de ter ido viver para Lisboa.

No fado como no futebol, um bom futrica nunca está a mais numa equipa de estudantes.

Colaboração de José Luís Veloso, viola-baixo dos Álamos (texto de 2001)

domingo, 4 de janeiro de 2009

CATÁLOGOS GOUVEIA MACHADO

Soube há pouco tempo, julgo que com grande atraso, do falecimento de António Gouveia Machado.

Foi uma das figuras marcantes do meio musical em Lisboa nos anos 60. Pelo menos do meio musical que contava para mim.

Lembro-me de uma vez, ao questioná-lo sobre os méritos relativos de diferentes modelos de guitarras que ele representava, ele responder peremptoriamente: "Não há que enganar. O que é melhor é o que vem da América".

Aproveitei uma passagem recente por Lisboa para vasculhar nos arquivos sem fundo de um amigo, grande manancial de informação sobre a música e os grupos dos anos 60 em Portugal.

Lá encontrei alguns dos catálogos Gouveia Machado, de que lhe envio um excerto com o preçário das cordas para guitarra em 1966.

O mínimo que se poderá dizer é que os músicos da altura não eram confrontados com o embaraço da escolha.

O que também pode ser ilustrado pela resposta do Paul McCartney quando lhe perguntaram que tipo de cordas usava: "São umas compridas e prateadas..."

Colaboração de Queirosiano

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

JIMMY PAGE E A GUITARRA PORTUGUESA


(fotocópia de uma fotografia de 1987 com Rui Ferreira (EMI), já falecido, Jimmy Page e a sua companheira na casa de fados de Rodrigo, em Cascais. Jimmy Page quis ouvir ao vivo a guitarra portuguesa - cortesia de Teresa Lage)

No Verão de 1987, Jimmy Page apareceu de surpresa em Lisboa para comprar uma guitarra portuguesa.

Chegou às 16H10 do dia 22 de Julho e foi-se embora dois dias depois com ela debaixo do braço.

O guitarrista dos Led Zeppelin tinha ouvido a guitarra portuguesa numas férias que passara na Madeira e resolvera inclui-la no álbum a solo que então estava a gravar, "Outrider" (1988).

Rui Ferreira, da EMI, ficou atónito, mas, como sempre, não se desmanchou.

Com a arte que lhe era característica, convenceu o "senhor Grácio" a ceder a Jimmy Page a "guitarra número 126" que estava destinada a outra pessoa (nunca consegui saber quem). É que o mestre Grácio só fazia guitarras por encomenda.

"Jimmy Page parecia uma criança quando viu a guitarra", contou então Rui Ferreira.

A guitarra custou 150 contos (750 euros).

Jimmy Page foi-se embora, rejeitando uma espécie de "manual de instruções" da guitarra. Afinal de contas sempre era Jimmy Page.

Alguns dias depois, telefonou a Rui Ferreira solicitando o tal "manual", já que, afinal, nem afinar a guitarra conseguia...

Em 1994, em Paris, perguntei a Jimmy Page (que me ajudou a mexer no então novíssimo Sony MZ-1, que eu desconhecia) pela ausência da guitarra portuguesa em "Outrider".

"Oh meu amigo, não consegui tocá-la!" - eis como um dos mais brilhantes guitarristas da história da música confessou humildemente a sua incapacidade para tocar a guitarra portuguesa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CASA GOUVEIA MACHADO


Tenho as mais gratas recordações do Gouveia Machado, da irmã e dos seus colaboradores, alguns dos quais mais tarde fundaram a Diapasão.

Sem o seu Filantropismo, Entusiasmo e Vontade de ajudar os músicos a afirmarem-se, nunca teriam existido tantos grupos musicais nos anos 60 em Portugal.

Representava as melhores marcas de instrumentos que existiam na altura e o ambiente que conseguia criar era sempre entusiamante e encorajador.

Aqui lhe presto a minha homenagem.

Luís Pinto de Freitas (Claves, Rockefellas)

PS - A imagem reproduz uma parte da reportagem da revista "L'Eco Della Musica", do fabricante das guitarras EKO, sobre a exposição da EKO (Casa Gouveia Machado) na FIL, em 1963. Luís Pinto de Freitas e o Thilo's Combo foram alguns dos músicos que fizeram a demonstração da guitarra.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DANIEL GOUVEIA LEMBRA O "SR. GOUVEIA MACHADO"


Gouveia Machado era um apelido conhecido na minha família. O pai do agora lamentavelmente falecido era afinador de pianos e, nessa qualidade, o preferido da minha avó paterna, professora desse instrumento.

Não o conheci. Conheci o filho, claro, ou não fosse ele o impulsionador de quase todos os grupos musicais lisboetas (e não só) que alimentaram os tão frutíferos anos 60 portugueses.

Não é justo deixar na sombra o seu contributo, ainda que nos bastidores, para a dignificação da música ligeira, sobretudo a praticada por jovens com poucos recursos financeiros.

Facilitava as aquisições, deixava experimentar, fraccionava os pagamentos. Para muitos, foi a única oportunidade de terem algum dia nas mãos uma viola eléctrica Fender (nesse tempo ainda não se dizia guitarra, pois tinha-se uma noção mais enraizada de ser português) ou de percutir uma bateria Premier, ou soprar num saxofone Selmer.

Foi, nessa acepção, um incentivador, e a casa que dirigiu uma verdadeira escola. Tratava com a mesma deferência um violinista da Gulbenkian ou um «rocker» da Avenida de Roma.

Do pai herdou o ouvido e vi-o afinar, rigorosamente, uma viola sem diapasão, corda a corda, sem voltar atrás uma vez que fosse.

O Quinteto Académico, como tantos outros grupos, deve-lhe muito. Sabia da nossa pretensão de termos sempre as últimas novidades.

O Sr. Gouveia Machado (assim o tratámos sempre, com a veneração inerente aos nossos 19 ou 20 anos) aceitava o material anterior (nunca muito usado) e facilitava os pagamentos do novo, lisonjeando-nos o ego dizendo: «Levem, que convosco não tenho problemas: em dois bailes pagam-me isto».

Que descanse onde os bons, os generosos, os dinamizadores merecem. E os que tanto lhe devem, que o recordem.

Daniel Gouveia (Quinteto Académico)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A PROPÓSITO DE GUITARRAS...


Paulo Bastos tem esta, uma Rickenbacker 330. Agora, diz, só lhe falta saber tocá-la... depois sai a "Marcianita".

UMA IDEIA ORIGINAL


Será que resulta?

Miguel Filipe, voz da banda lisboeta Novembro, concebeu uma guitarra clássica portuguesa eléctrica de corpo maciço.

De acordo com o semanário gratuito "Sexta", de onde se retirou a imagem, da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro/ASF, Miguel Filipe, que também é designer, "pegou num pedaço de papel, idealizou e desenhou um protótipo".

O protótipo chama-se Novembro P1 e foi construído no Algarve por João Pessoa.

Ao tocarmos a nossa música com uma bateria a sério, a guitarra portuguesa apenas electrificada acaba por revelar incompatibilidades e isso levou-me a procurar uma solução para a tornar mais compatível com um set de rock,
explica.

Vou à procura do disco, "À Deriva"!

domingo, 7 de setembro de 2008

06SET: A FENDER DO ZÉ


Outro grande herói da noite de 06SET foi José Pino e a sua Fender. Que mestria! Já viram a colecção de pedais que tem a seus pés? Nem sei para que servem... (julgava que eram carregadores de telemóveis).

A noite foi excelente. Juntaram-se umas 70 pessoas, dos 4 aos 70 anos. Depois das pataniscas de bacalhau, do caldo verde, do lombo de porco e do arroz doce, entrou-se no prato forte, a música.

De branco vestido, José Almada, cada vez mais seguro de si próprio, re-encantou os que já o conheciam e conquistou novos fãs. Começa a afirmar-se como figura de culto. Foi ternurento vê-lo apagar o bolo de velas com todos os seus amigos a cantar os parabéns.

O nosso Daniel Bacelar é um senhor em palco, apesar de se ter esquivado a cantar a "Marcianita". Insistentemente desafiado pela multidão de fãs, nem os apelos desesperados da Fernandinha o conseguiram demover.

Dono de uma voz invejável, passeou o seu talento pelas versões de Ricky Nelson e foi uma delícia ouvi-lo cantar "Fui Louco Por Ti" e "Nunca".

Força bruta da Natureza, Vicky suou em palco e fez suar os que se levantaram das mesas e foram abanar o capacete. Beatles, Stones, Animals, Procol Harum, anos 50, não há segredos para Vicky e os seus Blue Jeans.

Excepção para Deep Purple (ah! ah! ah!).

Entusiasmado, José Almada regressou ao palco já a noite ia adiantada. Ficou a sensação de que, por ele, ficaria por ali com a sua guitarra e a bela poesia que gosta de musicar.

E quando o pessoal se preparava para recolher - estas noitadas já tinham caído no esquecimento - eis que o valente Vicky y sus muchachos volta a trepar para o palco para mais uma dose de boîte animada.

Às 4 da manhã ainda havia gente na Gago Coutinho entusiasmada com o renascimento de José Almada.

Muito obrigado a todos!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

HANK'S


A grande chatice destas fotografias amadoras é que não conseguimos remover os carros estacionados.

A Hank's, onde o Filhote comprou a Martin, fica no número 24 da Denmark Street.

Não foi nesta loja que a Brandi Carlile também comprou uma guitarra?

Que eu saiba, esta loja não tem passado, a não ser ser o local onde Pedro de Freitas Branco comprou a sua primeira Martin.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

ROSE-MORRIS


Acho que tenho uma (boa) novidade para Queirosiano: a Rose-Morris ainda existe na 10 Denmark Street, esquina com Charing Cross Road, (Londres) e - mais! - expandiu as suas instalações.

Esta imagem é a moderna, mas de ambos os lados estão as instalações antigas, em saldo.

sábado, 28 de junho de 2008

A GUITARRA DE JOSÉ GOUVEIA


José Gouveia tem hoje 67 anos e fez parte do duo Os Jotas do Rock. Esta guitarra está na sua posse há 47 anos.

Trata-se de uma Yamaha, feita no Luxemburgo, e tem o registo 3.716.

Colaboração de Daniel Bacelar

quarta-feira, 12 de março de 2008