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sábado, 7 de setembro de 2013
HÁ 50 ANOS!
Victor Gomes e os Gatos Negros foram os grandes vencedores do primeiro grande concerto de ritmos modernos que se realizou em Portugal, há 50 anos, no dia 07 de Setembro de 1963, no Teatro Monumental, em Lisboa.
Na final, participaram Victor Gomes e os Gatos Negros, Nelo do Twist e Fernando Conde e os Electrónicos.
A apresentação foi de Henrique Mendes.
Ver mais informação aqui.
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Victor Gomes
terça-feira, 23 de outubro de 2012
"MOCIDADE EM FÉRIAS"
Estreia de "Mocidade em Férias" ("Summer Holiday"), com Cliff Richard e os Shadows, no cinema Roma, em Lisboa, no dia 13 de Setembro de 1963.
Por especial deferência do empresário Vasco Morgado, actuação simultânea no palco dos Reis do Twist de 1963: Vítor Gomes e os seus Gatis Negros, Nelo do Twist e seu conjunto e Fernando Conde e os Electrónicos.
Rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
FERNANDO CONDE
ALVORADA - AEP 60769 - 1966
A Luz (Davis/João Videira Santos) - Esperarei (Poterat/Fernando Conde/João Videira Santos) - Stéphanie (Tony Crane/Johnny Gustafson/Fernando Conde/João Videira Santos) -Amar, Viver, Sonhar (Chuck Berry/Fernando Conde
Fernando José Simões Correia nasceu em Lisboa (Campo de Ourique) no dia 16 de Março de 1947.
Filho do empresário de espectáculos, Arlindo Conde, falecido a 14 de Setembro de 2011, com 88 anos, adoptou o apelido do Pai para compôr o seu nome artístico.
Por influência da profissão do Pai, foi crescendo no meio artístico, era fã de Elvis Presley e aprendeu a tocar guitarra com Zé Inácio, estreando-se ao vivo num Domingo de manhã em 1962 no Eden, em Lisboa, precisamente num dos programas do Pai, Passatempo PAC.
Lembro-me perfeitamente de que cantei "Blueberry Hill", de Fats Domino, acompanhado pelo Zé Inácio e pelo Ezequiel no órgão. O sucesso foi tanto que me convidaram logo para o Casino Estoril onde estive 15 dias. E aqui o sucesso voltou a ser tal que me chamaram para preencher todo o Verão..., recorda Fernando Conde, hoje em dia Pai de 9 filhos, quatro dos quais gémeos, e empresário de eventos com aluguer de iates via Internet.
Num dos Passatempos PAC, Fernando Conde conheceu os Electrónicos que passaram a ser a sua banda de acompanhamento.
No dia 07 de Setembro de 1963, Fernando Conde e os seus Electrónicos participaram no Teatro Monumental, em Lisboa, por iniciativa de Vasco Morgado, no Concurso do Rei do Twist, o primeiro grande concurso de ritmos modernos que se realizou em Portugal, cujos vencedores foram Victor Gomes e os Gatos Negros.
Uma semana depois, a 13 de Setembro, Fernando Conde e os Electrónicos voltam a juntar-se em palco, desta feita no cinema Roma, para a estreia do filme "Mocidade Em Férias", com Cliff Richard e os Shadows. O Conjunto Mistério (com Fernando Concha na voz) foi o vencedor deste Concurso Tipo Shadows.
Quatro meses mais tarde, nos dias 11 e 12 de Janeiro de 1964, foi a vez de um Festival de Ritmos Modernos, também no Monumental, com Zeca do Rock, Daniel Bacelar, Madalena Iglésias, Marina Neves, um espectáculo que correu para o torto, dada a disparidade da oferta em palco.
Pouco depois, Fernando Conde separou-se dos Electrónicos, já não acompanhando a digressão da banda na ilha da Madeira.
Na residência do Casino Estoril, Fernando Conde apaixona-se por uma bailarina das Bluebell Girls, Stéphanie, inglesa, a quem lhe dedica exactamente "Stéphanie" no disco que gravou em 1966 com os Satins (Alvorada, AEP 60769), uma banda inglesa que, na altura, passou uma temporada em Portugal.
Para o disco, fui obrigado a cantar em português. O Jaime Filipe não me deixou cantar em inglês que era o que eu queria. O português "não funcionava". O disco foi gravado numa noite no estúdio da Emissora Nacional.
Perdido de amores por Stéphanie, Fernando Condes, vestido com o seu smoking prateado, pegou no seu Renault Caravelle e foi atrás da bailarina para Madrid, onde se fixou algum tempo, actuando na televisão espanhola com os Mustang ou em palco com Johnny Hallyday ou os Animals.
Fui primeiro à televisão espanhola do que à portuguesa. Cheguei a ganhar 5 mil pesetas por dia, o que era uma fortuna.
Em Espanha, gravei e editei na Hispavox um segundo disco em vinil de côr, em que canto, por exemplo, "Solamente Una Vez" e "Maria No Mas".
Em Espanha, gravei e editei na Hispavox um segundo disco em vinil de côr, em que canto, por exemplo, "Solamente Una Vez" e "Maria No Mas".
Foi por esta altura que perdi a oportunidade de ver Elvis Presley ao vivo em Paris. Hoje em dia, ainda me arrepio só de pensar nisso.
Pouco depois, Fernando Conde abandonou a carreira artística - ainda hoje me arrependo disso - e abraçou, com sucesso, o mundo dos negócios.
Ganhei muito dinheiro com o que não gostava e perdi muito dinheiro com o que gostava, confessa Fernando Conde que disse ter tido o seu primeiro Ferrari com menos de 30 anos. Comprei-o ao Zé Lampreia, da Trevauto.
Tive aviões particulares, iates, ganhei muito dinheiro na publicidade, fui um dos pioneiros do time sharing. Hoje já não tenho ambições, sou normalíssimo.
Luís Pinheiro de Almeida
terça-feira, 27 de setembro de 2011
SATINS
ALVORADA - AEP 60 767 - edição portuguesa
Little Darling - Too Much Monkey Business - Jay Birds - I Can Tell
Existem muito poucas informações credíveis sobre esta banda inglesa que passou por Portugal nos anos 60.
Little Darling - Too Much Monkey Business - Jay Birds - I Can Tell
Existem muito poucas informações credíveis sobre esta banda inglesa que passou por Portugal nos anos 60.
Nos dias 02 e 03 de Novembro de 1965, tocaram com os Searchers no Teatro Monumental, em Lisboa (tal como os Dakotas, Ekos e Sheiks).
Acompanharam Fernando Conde na gravação do EP deste último (Alvorada AEP 60769), com "A Luz", "Esperarei", "Stephanie" e "Amar, Viver, Sonhar".
Acompanharam Fernando Conde na gravação do EP deste último (Alvorada AEP 60769), com "A Luz", "Esperarei", "Stephanie" e "Amar, Viver, Sonhar".
sábado, 17 de setembro de 2011
EM HOMENAGEM A ARLINDO CONDE
Em memória de Arlindo Conde, eis um dos meus alfinetes de lapela, que tenho coleccionado, e relativo à Rádio e TV.
Cortesia de Carlos Caria
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
FALECEU ARLINDO CONDE
Arlindo Conde, promotor de espectáculos, um dos pioneiros do yé-yé português, faleceu hoje à tarde em Cascais. Tinha 88 anos.
Com o seu "Passatempo PAC", no Eden, em Lisboa, deu a conhecer muitos artistas, dos primeiros do rock português, como Zeca do Rock e Daniel Bacelar.
Era pai de Fernando Conde, ele próprio também um pioneiro do yé-yé na qualidade de rocker.
Arlindo Conde organizava também os populares concursos do Rei da Rádio.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
OS ELECTRÓNICOS
(da esquerda para a direita: Faraó (Mário Covas) (baterista), António Montenegro (baixo), João Robalo (solo) e Carocha (Victor Queiroz) (ritmo))
Os Electrónicos foram uma das primeiras bandas ié-ié portuguesas, tipo Shadows, mas nunca chegaram ao gozo de gravar um disco. Tiveram no entanto outro tipo de gozos.
Formaram-se em Algés, em finais de 1961, princípios de 1962, das cinzas dos Celtas, banda escolar da Francisco Arruda, com Carocha (Victor Queiroz) (viola-ritmo) e João Robalo (viola-solo), a que se viriam a juntar António Montenegro (viola-baixo) e Faraó (Mário Covas) na bateria.
Não tiveram outra formação.
Os Celtas viriam a designar-se Electrónicos logo a seguir ao "Passatempo Para Jovens", no cinema Restelo, em Lisboa, programa que lançou também os Conchas, Alex, os Dois Rapazes, entre outros.
"Tinha então uns 14, 15 anos", lembra agora Victor Queiroz, 62 anos, reformado, designer de interiores.
"Tocávamos as músicas dos Shadows, como o "FBI", o "Apache", etc".
"Foi por essa altura que o Fernando Conde nos descobriu, já não me lembro como, e como o Pai dele, Arlindo Conde, era do métier, lançou-nos no "Passatempo PAC", no Eden, aos domingos de manhã, onde também passou, por exemplo, o Zeca do Rock.
"Nessa altura gravámos com Moreno Pinto um anúncio para a "Rajá" que nos perseguiu durante muito tempo".
Fernando Conde e os seus Electrónicos - como passaram a designar-se - participaram depois, em finais de 1963, no primeiro festival de ritmos modernos jamais realizados em Portugal: o Concurso Rei do Twist, organizado por Vasco Morgado no Teatro Monumental, em Lisboa.
A final realizou-se no dia 07 de Setembro de 1963, tendo saído vencedor Victor Gomes e os Gatos Negros.
Uma semana depois, a 13 de Setembro, Fernando Conde e os seus Electrónicos voltam a juntar-se em palco, desta feita no cinema Roma, para a estreia do filme "Mocidade Em Férias", com Cliff Richard e os Shadows.
E aqui começa a fase mais fulgurante da carreira dos Electrónicos.
"Fernando Correia Ribeiro, pai da Helena Isabel que foi casada com o Paulo de Carvalho, e o primo Elísio tinham uma distribuidora cinematográfica, Rivus, e tiveram então a ideia de organizar um concurso de bandas tipo Shadows para promover o filme.
"Fomos ao concurso, mas fomos injustamente eliminados. Levámos "Nivram", dos Shadows, que era extremamente difícil de tocar e que ninguém ousava fazê-lo. Fomos os primeiros a fazê-lo.
"Nesta altura, já eramos só Fernando Conde e os Electrónicos. Já não éramos Fernando Conde e os seus Electrónicos, dávamos o primeiro sinal de autonomia, sem o sentido de posse que os "seus" deixava antever.
O Concurso viria a ser ganho na final do dia 04 de Outubro de 1963, pelo Conjunto Mistério que, a propósito, voltou a reunir-se e encontra-se actualmente a gravar.
Após o Concurso, os Electrónicos viriam a separar-se definitivamente de Fernando Conde e, a convite da Rivus, percorreram o País de lés-a-lés, acompanhando as exibições da película de Cliff e dos Shadows.
"Foi extenuante. Uma digressão de dois anos... Tínhamos uma van branca onde íamos escrevendo a vermelho o nome das terras por onde passávamos. Ficou coberta a carrinha.
"Durante a digressão da "Mocidade Em Férias", fomos em Maio de 1964 à Madeira no paquete "Funchal". Ficámos instalados no Golden Gate, que já não existe, e logo no primeiro dia tivémos de dar 3 espectáculos! Tocávamos na boîte do hotel, com o Trio Odemira, e também no Cine-Municipal.
"Mas antes de embarcarmos para o Funchal gravámos à pressa na Rádio Renascença, com o Moreno Pinto, um instrumental sensaborão composto por mim e pelo Robalo a que, com falta de imaginação, demos o título de "Canção Sem Nome". E foi já na Madeira que soubémos que a canção tinha chegado ao primeiro lugar da "23ª Hora".
"Com a experiência do Concurso no Roma, tivémos a ideia de fazer no Funchal, juntamente com o empresário João Firmino Caldeira, um concurso semelhante com os conjuntos locais.
"Foi aí que descobrimos e demos a conhecer em Abril de 1964 o Conjunto Académico João Paulo e também os Demónios Negros, de Luís Jardim".
De regresso ao Continente, em finais de 1964, Vasco Morgado organizou no Teatro Monumental uma "Festa de Consagração aos Electrónicos", que teve a participação de Daniel Bacelar, Victor Gomes e do Conjunto Académico João Paulo.
"No princípio de 1965, saí dos Electrónicos. Saí para descansar. Estava exausto depois de dois anos de digressão, só indo a casa de seis em seis meses. Fiquei pelos cabelos", lembra Victor Queiroz que voltou a encontrar-se agora com Fernando Conde "para umas gravações".
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
Os Electrónicos foram uma das primeiras bandas ié-ié portuguesas, tipo Shadows, mas nunca chegaram ao gozo de gravar um disco. Tiveram no entanto outro tipo de gozos.
Formaram-se em Algés, em finais de 1961, princípios de 1962, das cinzas dos Celtas, banda escolar da Francisco Arruda, com Carocha (Victor Queiroz) (viola-ritmo) e João Robalo (viola-solo), a que se viriam a juntar António Montenegro (viola-baixo) e Faraó (Mário Covas) na bateria.
Não tiveram outra formação.
Os Celtas viriam a designar-se Electrónicos logo a seguir ao "Passatempo Para Jovens", no cinema Restelo, em Lisboa, programa que lançou também os Conchas, Alex, os Dois Rapazes, entre outros.
"Tinha então uns 14, 15 anos", lembra agora Victor Queiroz, 62 anos, reformado, designer de interiores.
"Tocávamos as músicas dos Shadows, como o "FBI", o "Apache", etc".
"Foi por essa altura que o Fernando Conde nos descobriu, já não me lembro como, e como o Pai dele, Arlindo Conde, era do métier, lançou-nos no "Passatempo PAC", no Eden, aos domingos de manhã, onde também passou, por exemplo, o Zeca do Rock.
"Nessa altura gravámos com Moreno Pinto um anúncio para a "Rajá" que nos perseguiu durante muito tempo".
Fernando Conde e os seus Electrónicos - como passaram a designar-se - participaram depois, em finais de 1963, no primeiro festival de ritmos modernos jamais realizados em Portugal: o Concurso Rei do Twist, organizado por Vasco Morgado no Teatro Monumental, em Lisboa.
A final realizou-se no dia 07 de Setembro de 1963, tendo saído vencedor Victor Gomes e os Gatos Negros.
Uma semana depois, a 13 de Setembro, Fernando Conde e os seus Electrónicos voltam a juntar-se em palco, desta feita no cinema Roma, para a estreia do filme "Mocidade Em Férias", com Cliff Richard e os Shadows.
E aqui começa a fase mais fulgurante da carreira dos Electrónicos.
"Fernando Correia Ribeiro, pai da Helena Isabel que foi casada com o Paulo de Carvalho, e o primo Elísio tinham uma distribuidora cinematográfica, Rivus, e tiveram então a ideia de organizar um concurso de bandas tipo Shadows para promover o filme.
"Fomos ao concurso, mas fomos injustamente eliminados. Levámos "Nivram", dos Shadows, que era extremamente difícil de tocar e que ninguém ousava fazê-lo. Fomos os primeiros a fazê-lo.
"Nesta altura, já eramos só Fernando Conde e os Electrónicos. Já não éramos Fernando Conde e os seus Electrónicos, dávamos o primeiro sinal de autonomia, sem o sentido de posse que os "seus" deixava antever.
O Concurso viria a ser ganho na final do dia 04 de Outubro de 1963, pelo Conjunto Mistério que, a propósito, voltou a reunir-se e encontra-se actualmente a gravar.
Após o Concurso, os Electrónicos viriam a separar-se definitivamente de Fernando Conde e, a convite da Rivus, percorreram o País de lés-a-lés, acompanhando as exibições da película de Cliff e dos Shadows.
"Foi extenuante. Uma digressão de dois anos... Tínhamos uma van branca onde íamos escrevendo a vermelho o nome das terras por onde passávamos. Ficou coberta a carrinha.
"Durante a digressão da "Mocidade Em Férias", fomos em Maio de 1964 à Madeira no paquete "Funchal". Ficámos instalados no Golden Gate, que já não existe, e logo no primeiro dia tivémos de dar 3 espectáculos! Tocávamos na boîte do hotel, com o Trio Odemira, e também no Cine-Municipal.
"Mas antes de embarcarmos para o Funchal gravámos à pressa na Rádio Renascença, com o Moreno Pinto, um instrumental sensaborão composto por mim e pelo Robalo a que, com falta de imaginação, demos o título de "Canção Sem Nome". E foi já na Madeira que soubémos que a canção tinha chegado ao primeiro lugar da "23ª Hora".
"Com a experiência do Concurso no Roma, tivémos a ideia de fazer no Funchal, juntamente com o empresário João Firmino Caldeira, um concurso semelhante com os conjuntos locais.
"Foi aí que descobrimos e demos a conhecer em Abril de 1964 o Conjunto Académico João Paulo e também os Demónios Negros, de Luís Jardim".
De regresso ao Continente, em finais de 1964, Vasco Morgado organizou no Teatro Monumental uma "Festa de Consagração aos Electrónicos", que teve a participação de Daniel Bacelar, Victor Gomes e do Conjunto Académico João Paulo.
"No princípio de 1965, saí dos Electrónicos. Saí para descansar. Estava exausto depois de dois anos de digressão, só indo a casa de seis em seis meses. Fiquei pelos cabelos", lembra Victor Queiroz que voltou a encontrar-se agora com Fernando Conde "para umas gravações".
Colaboração de Luís Pinheiro de Almeida
terça-feira, 3 de novembro de 2009
REI DA RÁDIO
António Calvário renovou em 1966 o título de Rei da Rádio numa votação organizada pela PAC (Produções Arlindo Conde) com o apoio da revista "Plateia".
António Calvário obteve 39.362 votos contra 14.360 de Tony de Matos e 5.286 de António Mourão que completam o podium.
Apesar da presença exuberante do nacional-cançonetismo, alguns yé-yés e/ou pseudo-yé-yés (poucos) obtiveram alguns votos (ainda menos):
04 - Sérgio Borges - 4.852
09 - Valério Silva - 1.987
20 - Fernando Conde - 389
António Calvário obteve 39.362 votos contra 14.360 de Tony de Matos e 5.286 de António Mourão que completam o podium.
Apesar da presença exuberante do nacional-cançonetismo, alguns yé-yés e/ou pseudo-yé-yés (poucos) obtiveram alguns votos (ainda menos):
04 - Sérgio Borges - 4.852
09 - Valério Silva - 1.987
20 - Fernando Conde - 389
23 - Gino Garrido - 294
28 - Alex - 236
28 - Alex - 236
63 - Armindo Rock - 80
64 - Victor Gomes - 80
88 - Zeca do Rock - 54
89 - Augusto Rock - 54
111 - Dom Rock - 43
125 - Daniel Bacelar - 35
128 - Fernando Concha - 33
134 - José Manuel Concha - 31
212 - Paulo de Carvalho - 6
Esta foi a V Eleição.
Esta foi a V Eleição.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
HOMENAGEM A ARLINDO CONDE
Fernando Conde, J. Dores (pai de Zeca, escritor), Arlindo Conde (pai de Fernando) e Zeca do Rock
Ninguém mais se lembra do Arlindo Conde, nem mesmo para dizer que era o pai do Fernando Conde, por isso, quero prestar-lhe uma devida homenagem.
Arlindo Conde fez muito pela música portuguesa no início dos anos 60. O seu passatempo PAC (Produções Arlindo Conde), que acontecia no Eden Teatro aos domingos de manhã, foi o mais importante acontecimento musical lisboeta (quiçá nacional) durante muito tempo.
Fala-se muito dos concursos de rock do Teatro Monumental e outras iniciativas semelhantes promovidas por outros empresários. Só o que ninguém diz é que esses outros empresários não pagavam aos artistas, ficavam-lhes a dever eternamente os escassos cachets que se praticavam na época.
Por isso, era-lhes muito prático promover esses "concursos", que não lhes custavam um centavo de qualquer maneira, porque a rapaziada queria era dar-se a conhecer ao público.
Assim, sempre com lotações esgotadas, enchiam os bolsos à custa dos inocentes candidatos a roqueiros que lhes caíam nas garras. Devo dizer que nunca participei de nenhum desses "concursos" e que, nas poucas vezes que apareci em espectáculos promovidos por esses empresários, exigia o pagamento antes de entrar no palco - ou não entrava. Isto após ter sido atingido por diversos calotes, é claro.
Arlindo Conde era a excepção. Correctíssimo nas suas contas, não atrasava um dia os pagamentos aos artistas. É preciso que a verdade seja conhecida. Pela minha parte, nunca hesitei em dizê-la, tanto na época como agora, por isso a minha fama de "enfant terrible".
Numa terra de vigaristas, Arlindo Conde destoava pela honestidade.
Parabéns Arlindo!
Colaboração de Zeca do Rock
Ninguém mais se lembra do Arlindo Conde, nem mesmo para dizer que era o pai do Fernando Conde, por isso, quero prestar-lhe uma devida homenagem.
Arlindo Conde fez muito pela música portuguesa no início dos anos 60. O seu passatempo PAC (Produções Arlindo Conde), que acontecia no Eden Teatro aos domingos de manhã, foi o mais importante acontecimento musical lisboeta (quiçá nacional) durante muito tempo.
Fala-se muito dos concursos de rock do Teatro Monumental e outras iniciativas semelhantes promovidas por outros empresários. Só o que ninguém diz é que esses outros empresários não pagavam aos artistas, ficavam-lhes a dever eternamente os escassos cachets que se praticavam na época.
Por isso, era-lhes muito prático promover esses "concursos", que não lhes custavam um centavo de qualquer maneira, porque a rapaziada queria era dar-se a conhecer ao público.
Assim, sempre com lotações esgotadas, enchiam os bolsos à custa dos inocentes candidatos a roqueiros que lhes caíam nas garras. Devo dizer que nunca participei de nenhum desses "concursos" e que, nas poucas vezes que apareci em espectáculos promovidos por esses empresários, exigia o pagamento antes de entrar no palco - ou não entrava. Isto após ter sido atingido por diversos calotes, é claro.
Arlindo Conde era a excepção. Correctíssimo nas suas contas, não atrasava um dia os pagamentos aos artistas. É preciso que a verdade seja conhecida. Pela minha parte, nunca hesitei em dizê-la, tanto na época como agora, por isso a minha fama de "enfant terrible".
Numa terra de vigaristas, Arlindo Conde destoava pela honestidade.
Parabéns Arlindo!
Colaboração de Zeca do Rock
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Zeca do Rock
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
MOCIDADE EM FÉRIAS
"Mocidade em Férias", de Peter Yates, com Cliff e os Shadows, Lauri Peters e outros, estreou-se no cinema Roma, em Lisboa, no dia 13 de Setembro de 1963, dando origem ao Concurso tipo Shadows, de que já aqui falei.
Na noite de estreia actuaram no palco do Roma Victor Gomes e os Gatos Negros, Nelo do Twist e o seu conjunto e Fernando Conde e os Electrónicos.
Interessante era o aviso nos cartazes e nos anúncios: "rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite". Ah, ah, ah!
Na noite de estreia actuaram no palco do Roma Victor Gomes e os Gatos Negros, Nelo do Twist e o seu conjunto e Fernando Conde e os Electrónicos.
Interessante era o aviso nos cartazes e nos anúncios: "rigorosamente suspensas as entradas de favor nas sessões da noite". Ah, ah, ah!
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