do lado de dentro das janelas,
por dentro dos meus limites,
era abrigado da chuva,
da poeira inofensiva da morte translúcida,
que me achava aos poucos,
desfeito em equívocos,
certo da decomposição das minhas dúvidas,...
do lado de fora das janelas,
a inutilidade de um beijo,
sobressaía por entre o desfazer
das tuas ausências,
certo como um filósofo da antiga Grécia,
que se deixava morrer aos poucos
nas Ágoras,
ali me tinha,
do lado de dentro das janelas