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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Constatação da Noite

Eu: acho que vou emigrar para a Irlanda.
Pessoa: mas também já lá está o FMI
Eu: pois, mas eles têm melhor cerveja.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pela Virgem Santissima

Exausta. Preciso de férias e de sentir que é Natal.
Preciso de saber que vai tudo correr bem e não andei a matar-me a trabalhar em vão para um resultado miserável.

E que a tarde de sexta chegue rápido. E que a noite de sexta tenha bebidas divertidas para me fazer esquecer o corporativismo do Estado Novo, o Estado Providência no período marcelista, as Administrações Centrais e Periféricas, a crise de 1890, as forças profundas da política externa portuguesa, os conceitos de neutralidade durante a II Guerra Mundial, a guerra Anglo-boer (tãaaoo linda), as economias de escala e mercados concorrencias e monopolistas, PIB's pela optica da despesa e da produção, PIB's per capita em paridade de poder de compra, V de Cramers e Rós de Spearmen, testes de qui quadrado, metodologias e  outras coisas que tais. Mas só por um bocadinho, porque depois preciso disto para as melhorias em Janeiro.
Mas férias: preciso de férias. Agora.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Zezinho!

A-HA!
Eu começa a achar que as aulas que o José Rodrigues dos Santos supostamente dava na faculdade eram mito. Mas alegria ao mundo! Afinal não. O senhor existe mesmo e é mesmo docente na faculdade mais fofinha de sempre. E hoje vi-o. É verdade... tava eu a subir as escadas para a biblioteca quando ele passa por mim a descer, mesmo assim rés vés, quase ombro com ombro. Eu claro, sempre muito discreta, só me virei para trás e sussurei a quem ia comigo: "oh meu deus era ele não era? oh meu deus, zezinhoooo!". Foi mais ou menos isto, mas a hiperventilar.
Eu, confesso, desenvolvi uma serious crush ao longo dos tempos por ele, é uma tara que eu tenho, gosto de moços que me pisquem o olho, já me meti em muitas alhadas à conta disto, mas não há nada a fazer, há qualquer coisa no piscar de olho que me deixa estarrecida. E ele, então, elevou o piscar de olho a arte.
Mas eu continua a achar que ele está zangado comigo. E estou muito triste. Acho que ele ainda não se refez (mas a sério, fofo, esquece isso, a vida continua, eu continuo a ver e a gostar muito do teu telejornal, especialmente quando o abres  dizer: "o cenário é negro!" estamos todos na miséria, vamos todos morrer - a parte do morrer e da miséria estava implicita), ele passou muito rápido, não deu tempo para pegar em mim e dizer-lhe que ele é um querido, quando dei por isso já ele tinha desaparecido. Será que foi almoçar? Na cantina reles ou na burguesa? No outro dia vi a sair da burguesa o outro jornalista, o das reportagens da SIC, também gosto dele, mesmo que ele não me pisque o olho.
Lá está, ninguém o fará melhor que o meu Zezinho, não é verdade?

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A proposito mas que não tem nada a ver, nesta mesma tarde descobri que o Martines arranjou maneira de dar positiva (um 12! uh uh!) ao teste mais horrível de sempre, sem contar com Estatistica, aliás estão os dois muito equiparados no que diz respeito a horribilidade, aka o de Economia, sim, o mesmo que me fez chorar desalmadamente e perder o sentido da vida.
Estamos bem, portanto.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Duas economias entram num bar

Uma economia: e tu, como vais?
A outra economia: pois... isto está complicado.
Uma economia: então? Queres um empréstimo?
A outra economia: eh pah, isso era bom. Mas e os juros?
Uma economia: oh, não te preocupes com os juros agora. (oferece-lhe um copo de whisky velho com um sorriso -safado- na cara) Bebe, amigo, bebe...  

E depois? Então depois é a ressaca...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"o teu nome escrito é azul"

Dei por mim hoje a escrever o teu nome na margem do caderno. Não foi de propósito, juro. Estava a tentar fazer qualquer coisa artística. Mas ele lá ficou, a caneta na margem rosa da parte de Economia, estavamos a falar dos tipos de desemprego quando dei por mim a desenhar as tuas iniciais.
O meu insconsciente é fodido.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que eu não deixo de ter é fé nas pessoas

O teste de Economia correu mal. Muito mal. O descalabro total. Eu, está visto, fui-me abaixo. No caminho todo para a casa comecei a traçar novos caminhos para a minha vida, do tipo ir varrer ruas, ser caixa de supermercado, pedinte, tudo o que não envolva a necessidade de uma licenciatura, porque a vida académica não é para mim. E ser cidadã informada e consciente também não: se não consigo falar dos princípios básicos da economia, nem perceber o Rui Branco, como vou eu tomar decisões eleitorais e perceber o que é melhor para o país? Ora aí está... A ideia de me tornar mais uma, que anda por onde toda a gente vai e não toma decisões por ela própria passou-me pela cabeça. Tudo isto regado por uma dose aceitável de lágrimas. Sim, a volta para casa foi deveras divertida.

Mas no meio de tanta coisa má, percebi como ainda há pessoas que se preocupam até com perfeitos desconhecidos e tentam ajudar.
Na paragem do Pragal, do outro lado do vidro, eu à espera do metro a tentar sem grandes resultados conter as lágrimas e um senhor, rapaz não percebi muito bem, brasileiro por sinal, à espera do comboio. Levantei os olhos e vi-o. Ele estava a olhar para mim, desconsolado. Por gestos lá disse para eu não chorar. Limpar as lágrimas. Era demasiado bonita para estar assim, li-lhe nos lábios (aqui ele estava claramente apenas a tentar ser simpático). Perguntou-me se eu precisava de ajuda. Abismada, sorri apenas e disse que não. Não era preciso. Ele insistiu. Escreveu uma mensagem no telemovém e mostrou-ma. "Deus te ama e vai tudo correr bem. E agora não estás sozinha pelo menos até ao comboio chegar." Qualquer coisa assim, e até fez um smiley no fim. Eu não sei como reagir a tamanha amabilidade. E de facto senti a preocupação genuína de um perfeito desconhecido que não me queria ver chorar desesperadamente. Limpei as lágrimas e já não chorei mais. Era só um teste, importante, claro que sim, mas era só um teste. Acho que ele ficou a pensar que me tinha morrido alguém, que tinha descoberto que estava a morrer, ou que um namorado acabou comigo ou que fui posta na rua num qualquer lay-off de uma qualquer empresa. Mas não, senhor, foi só um teste. Um teste que conta 50% para a nota, mas um teste. Um primeiro teste. Tem razão: eu não estou sozinha e tenho quem goste de mim.
Não, não fiquei devota, não se preocupem. Mas o senhor restaurou-me a fé nas pessoas. E na divindidade delas. Daquelas que se preocupam e querem ajudar. Tem razão: Deus ama-me. Os meus pequenos deuses, as minhas ternurinhas ternurentas. O senhor que foi naquela altura o meu deus. E por isso lhe agradeço.
Já não chorei mais. A tristeza desvaneceu-se um bocadinho. O metro chegou. Acenou-me e eu acenei de volta. Cada um continuou com as suas vidas. Mas eu não fiquei igual.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hoje

Morri três vezes em HTEP e uma em MTI. Vários momentos se seguiram ao longo da tarde. É segunda-feira e já estou terrivelmente cansada. Pela frente espera-me uma recensão e a frequência de Economia. E no fim-de-semana a ver se me refugio no meio da serra para me embrenhar nas intrincadas teias dos textos e dos meus apontamentos de HTEP, que a certa altura se tornam rabiscos imperceptiveis.  
Ai vida ingrata...