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sábado, 15 de junho de 2013

Uma ode à noite de ontem




"I said I bet that you look good on the dancefloor
Dancing to electro-pop like a robot from 1984
From 1984!"

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Coisas boas


Estes 2.22 minutos e escrever ensaios à uma e sete da manhã.

Mas escrever ensaios sobre tudo menos daquilo que estou a escrever.

sexta-feira, 1 de março de 2013

É mesmo verdade

Eu pensava que era mito, mas afinal é perfeitamente possível que um bloco considerável de tempo seja completamente apagado da memória aquando uma noite de bruta bebedeira. 
Toda a premissa do The Hangover soa-me agora perfeitamente plausível. Nunca pensei, juro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Confesso

Bom dia, boa noite, estou um bocado confusa.

Dá-me a crer que o galão não me está a tirar o sono, porra nenhuma.
E eu dormi quatro horas esta noite, mas inexplicavelmente o trabalho até está a sair a um ritmo decente para os meus padrões de produtividade. 

Já disse que o trabalho é para entregar amanhã e ainda me faltam fazer uns bons dois capítulos, excluindo conclusão e acertos na bibliografia? Ah pronto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

E não é que está uma bela noite para fazer uma directa de trabalho? 
Parece-me que sim. Vou só fazer um galão, para aquecer a viagem.

domingo, 27 de janeiro de 2013

E recomeça assim...

... a há muito perdida prática de maratonas de elaboração de grandes e excelsos trabalhos madrugada fora. Eu tentei ser uma pessoa responsável, a sério que sim, mas não funciona para mim. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 

Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 

(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 

Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 

Alexandre O'Neill

sexta-feira, 2 de março de 2012

Run, Diana Catarina, Run!

Eu preciso mesmo de começar a fazer jogging; preciso de treinar o meu pobre músculo do miocárdio para esforços físicos e assim prevenir uma síncope. 
O meu ritmo cardio não se coaduna com a actividade física de alto nível que é a de andar de transportes públicos. Correr para apanhar o metro é um sprint de 30 metros; correr para casa porque se esqueceu do passe no bolso do casaco do dia anterior e depois correr novamente para o metro é uma maratona. Correr da estação de metro para o sítio onde é suposto já estar é corta-mato. 
Eram 10:30 e eu já tinha corrido mais durante a manhã do que durante todo o tempo em que estou na faculdade... junto. 
Talvez seja boa ideia aproveitar as manhãs e ir correr (como fiz hoje ainda que involuntariamente) - mesmo que eu seja a operacionalização do conceito de preguiça e adore a minha cama pela manhã... e pela tarde e à noite. Mas se calhar era capaz de ser giro e evitava morrer ao fim de trinta segundos de actividade física um nadinha mais intensa (não me dava mesmo nada jeito quinar-me agora).

domingo, 18 de setembro de 2011

"Em todos os momentos estás nos meus sonhos como o mar."


"Meto as mãos no bolso e trago-as carregadas de noites de amor: penso que isso basta para encontrar o mundo."


- "Marimba, 2.2.72" in D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto, António Lobo Antunes

domingo, 5 de junho de 2011

Qualquer que seja o resultado de hoje à noite

Não há motivos para orgulho. Tanto pelas circunstâncias que conduziram a este acto eleitoral, tanto pelo teor da campanha, pela qualidade do discurso e qualidade dos candidatos. A taxa de abstenção há pouco revelada assim o atesta, assim como a forma como os eleitores se desligam cada vez mais e mais, mesmo depois das várias mensagens do Presidente contra a inércia dos eleitores.
Mas não houve nada de novo, nada de refrescante. A mesma mensagem foi dita, desdita, mastigada e ruminada.  Foi escolher entre o mau, o muito mau e o péssimo.
De um lado, alguém que está completamente alienado da realidade, primeiro-ministro de um país quimérico e que existe apenas na sua cabeça, completamente desfasado da realidade do Portugal de todos os dias; de outro, temos um candidato a primeiro-ministro ou um futuro-ex-presidente do PSD periclitante que se diz e contradiz várias vezes durante a mesma semana. 
Não é assim que a tão precisa renovação do espectro partidário irá acontecer. O que é preocupante. É preciso sangue novo, alguém com uma mensagem clara. Alguém que apela à mobilização em torno de um objectivo comum tanto nas camadas mais jovens como as mais velhas, que inspire confiança e competência. Por agora, nada disso parece acontecer. 
O que quer que aconteça daqui a 7 minutos, não há motivos para celebração. Enquanto uns se congratulam, o país definha... 

"boy, we made such a mess together"

Digamos que o Sufjan Stevens é um pedacinho de céu e que me deu uma das melhores noite da minha vida.
A  noite de terça foi qualquer coisa de transcendente. A experiência de uma vida.
Os balões! Estar a uns cinco metros dele o tempo todo. O sussurar da Futile Devices, os dance moves oh tão lindos do Sufjan (eu tenho de aprender a dançar com ele pah), o aperceber-me que a sua música é igualmente yummi, o levitar da Seven Swans, a brutalidade da Impossible Soul, o estar mesmo em frente do moço quando ele me sobe para a coluna, o dançar muito descoordenadamente na festa que foi a Impossible Soul, a surpresa da Casimir Pulaski Day, o tocar-lhe com a ponta dos dedos da mão direita quando ele veio cá abaixo devolver os balões para a plateia. Os dois balões que vieram comigo para casa. A epicidade da Chicago.

BALÕES! Ele ouviu os meus pedidos e resolveu dar-me um miminho para os meus anos, não foi?

DM Stith na primeira parte. O moço faz parte da banda do Sufjan e fez-me lembrar TANTO os yearly years do Dylan, especialmente aqui. "Tell me when it's over, tell me when it's over, tell me when it's over"



Eu quero voar contigo... "seven swans, seven swans, sevens swans"

A dança... oh meu deus a dança!
O Coliseu tem qualquer coisa contra as minhas máquinas fotográficas. Aquando os The Walkmen a dita espatifou-se toda e foi à vida, desta feita ficou sem bateria logo no início. Bah.


A beleza da Casimir Pulaski Day.


E a noite acabou assim, com o gritar a Chicago a plenos pulmões.

"I fell in love again. All things go... all things go."

ÉPICO!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Constatação da Noite

Eu: acho que vou emigrar para a Irlanda.
Pessoa: mas também já lá está o FMI
Eu: pois, mas eles têm melhor cerveja.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

3Fev'2010

E o calor numa noite fria, o escuro comprometedor iluminado por um perfil de mãos que juntas celebram algo mais que a certeza da existência terrestre e corpórea, algo que não se explica, mas de uma forma ou de outra se sente. E ouve-se o repicar dos sinos, relógios de uma consciência colectiva, o pesado bater do pêndulo no movimento sucessivo dos segundos: talvez aqui encontraremos a paz e recuperaremos a esperança. Mesmo que lá fora a chuva caia e o vento torne tudo mais despido e rude à sua passagem, dentro desta casa é diferente - é o calor numa noite fria, o quente das promessas e dos pedidos que vagueia num ambiente etéreo entre nós e o céu.
E se aqui e agora fecharmos os olhos sentiremos o aroma de uma tradição, de uma crença, de uma fé e a luz crescerá de dentro, espalhar-se-á a cada passo, acompanhada pelo cheiro das orações, de uma súplica a algo que não muito bem compreendemos, mas que apazigua os nossos medos e acalma os nossos corações. Aqui, aqui estaremos seguros...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"To youth and natural cheerfulness like Emma's, though under temporary gloom at night, the return of day will hardly fail to bring return of spirits. The youth and cheerfulness of morning are in happy analogy, and of powerfull operation; and if the distress be not poignant enough to keep the eyes unclosed, they will be sure to open to sensations of softened pain and brighter hope."
in Emma, Jane Austen

domingo, 12 de dezembro de 2010

São quatro da manhã e acabei agora a recensão. Esta foi mesmo tirada a ferros. Estou a ouvir B- Fachada e a pensar que se calhar morria por ele.
Na televisão já estão a passar as televendas. Estão a publicitar a pulseira do equilibrio, acho que já repetiram o mesmo anúncio umas três ou quatro vezes seguidas. Aparentemente há quem precise de duas ou três ao mesmo tempo para se sentir mesmo bem equilibrada. Num canto está um mocinho a escalar uma montanha (a sério) e noutro canto está um casal, calculo que num momento de paixão intensa por causa da pulseira, só mesmo por causa da pulseira porque antes o marido não lhe ligava nenhuma e agora está a beijá-la ardentemente. São quatro e seis da manhã agora e o anúncio ainda está a dar. Agora mostram imegens da selecção. Sim, porque se o Cristiano Ronaldo as usa é porque são mesmo cool.
O casal continua em grande clima de paixão, estão a passear de mãos dadas. Romântico. A culpa é da pulseira. Quem diz que o romantismo morreu é porque não tem uma pulseira destas.
São quatro da manhã e eu devia estar a dormir. Acabei agora a recensão que já devia estar feita desde ontem. Enquanto uns estão a viver grandes momentos de paixão - e falo claramente dos moços do anuncio da pulseira do equilibrio - eu estou aqui, a ver televendas, com o História de Portugal em cima da mesa, os textos de HRIP espalhados, canetas e marcadores fora do estojo, o caderno aberto nos apontamentos que tirei das aulas sobre a neutralidade portuguesa na II Guerra Mundial. (Agora estão a dançar. Juro que este anuncio já passou mais de seis ou sete vezes seguidas). Sinto-me muito intelectual perante este cenário.
São quatro e quinze. Está agora o Godinho a cantar. Vou aproveitar o embalo e ir dormir.
Até amanhã.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A noite perfeita

Permanece a euforia e a felicidade. Agora que começo a desconstruir o que foi The Walkmen ao vivo a tocar o album para esta cidade feito, começo a aperceber-me do quão a noite de ontem foi brutal. The Walkmen ao vivo é qualquer coisa, depois numa cidade que tão bem sabe acolher e numa das salas mais bonitas de Lisboa então, foi qualquer coisa de transcendente. Foi lindo! Épico! Mais que épico, foi algo que só consigo expressar por sons e um sorriso na cara cheio de contentamento e felicidade. Lindo! Além de que já posso riscar mais uma coisinha da lista de afazeres lá em baixo. Lindo! Lindo! Lindo! Brutal!
Pena ter sido tão curto e o facto de eu ter espatifado a máquina fotográfica logo no início. Fotos só tirei d'Os Golpes, que fizeram uma primeira parte intocável, e do momento nerd e altamente embaraçoso de tirar uma foto ao lado do cartaz. Mas pronto, foi da maneira que me concentrei apenas em viver cada momento da noite.  Foi mesmo muito bom.
E graças à feliz lembrança de ter voltado para trás e comprado o pin d'Os Golpes -"Há um rio Tejo entre o sexo e o nexo e o amor"- tenho agora o meu bilhete autografado por eles. O que é assim algo de completamente surreal.
Foi uma noite perfeita, até porque a Lisbon em Lisboa foi assim...

"we made this song for you"
e eu agradeço.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Só esta noite



watch my back so i'll make sure
you're right behind me as before
yesterday the night before tomorrow

dry my eyes so you won't know
dry my eyes so i won't show
i know you're right behind me

and don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

you walk the surface of this town
the high heels above the ground
and high horses that we know
keep us safe until the night

you know them all, i know it all
stay put and play along
'cause i'm looking for my friend
now i got you, got you

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

i dry my eye, dry my eye
falling deeper by the hour
dry my eye, dry my eye
dry my eye. .
dry my eye, dry my eye
dry my eye, dry my eye
don't let me fall deeper now
dry my eye, dry my eye

yeah,
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

(...)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E haverá algo mais romântico que uma flor para nós roubada?

O Ramo Roubado

Entraremos na noite
para roubar
um ramo florido.

Passaremos o muro,
nas trevas do jardim alheio,
duas sombras na sombra.

O inverno ainda não se foi
e a macieira aparece
de súbito convertida
em cascata de estrelas perfumadas.

Entraremos na noite
até ao seu trémulo firmamento,
e as tuas mãos pequenas e as minhas
roubarão as estrelas.

E, secretamente,
em nossa casa,
na noite e na sombra,
com teus passos entrarão
os silenciosos passos do perfume
e com pés estrelados
o corpo claro da primavera.

- Pablo Neruda, "Amor" in Versos do Capitão

domingo, 26 de setembro de 2010

Olha e diz que amanhã começa a segunda semana de aulas

Isto é tudo muito bonito, tudo muito giro, mas acordar às 6 da manhã não é todo para mim. Especialmente agora que a cada dia que passa começa a amanhacer mais tarde e eu saio de casa, literalmente, ainda de noite. E atravesso um descampado que não está iluminado. E daqui a nada começa a chover e o que eu vou atravessar é lama. 

Mas tudo bem...