Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Momentos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de julho de 2010

As coisas que eu já vi hoje... e ainda só são duas da tarde

Haverá coisa mais bonita e ternurenta que um casamento? Pois também me quer parecer que não. Ainda mais se for assim no Registo Civil... de Almada. Ali naquele terraço lindo, com uma vista deslumbrante sobre a praça da Liberdade, a fonte, o metro, os prédios. Abençoada seja a República e os ideais daqueles que a implantaram, e o romantismo imenso que deram à sagração do matrimónio pelo civil. 
Também quero uma coisa assim quando chegar o meu dia: se me estás a ler, meu futuro cônjuge, pobre alma completamente tonta e temporariamente insana certamente, já sabes... Registo civil de Almada.
É que eu não consigo imaginar sítio mais estupidamente romântico e bonito para uma pessoa dar o nó, prometer o resto da vida em juras de amor eterno. Qual Sé de Lisboa, qual altar secundário da Sé de Castelo Branco, qual Igreja de S. João Latrão em Roma! Ali mesmo. Lindo, lindo que só ele.

Fiquei tocada com o enlace, confesso. O nervosismo do noivo, o vestido rosa da noiva que lhe ficava pelos tornozelos, as crianças assim todas aprumadinhas a correrem de um lado para o outro. Nem me apeteceu pensar cá para mim que daqui a dois anos estavam ali naquele mesmo lugar para tirar a senha para o divórcio. Tudo muito lindo, muito romântico...
Até deu para esquecer que uma pessoa estava ali a definhar à quase duas horas para ir levantar o raio do cartão do cidadão daquele pingo de gente que se diz meu irmão.

Mas eles lá foram para o copo de água, e uma pessoa ali ficou, até que finalmente a fila começou a andar outra vez e uma pessoa lá se despachou, para ir à escola que outrora foi sua lá para o seu 5º e 6º ano. Mas quando lá chegou: nada...
E apercebi-me que não tenho memórias significativas daquele lugar. Nada. Nem uma ponta de saudade se levantou, nem um pingo de emoção. Nada. A escola continua parva: os cortinados são os mesmos, as mesas, os bancos, os campos para a Educação Física, só que agora parece tudo muito mais pequeno. Mas sem cor. Sem lembranças... O que é triste. Mas pronto, ficamos assim.

Agora a ver se vou ver o jogo do Brasil-Holanda e tentar não adormecer estupidamente à frente da televisão.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

E depois é isto.

Esta dualidade de sentimentos. Este bem querer de não querer. Este não saber: nada. Se ainda estás aqui, se continuas em mim. Se te desvaneceste, se o tempo te levou.
Porque ainda sinto a tua ausência.  
Porque ainda sinto o coração a correr a maratona, sobrepondo-se a tudo o que me rodeia, por um vislumbre teu.
Mas irremediavelmente desapontada, irremediavelmente perdida. Sem saber o que fazer contigo.
E doi. Terrivelmente. A cada pulsar de coração. A cada suspiro sofrido.
Porque agora já não tenho com que me ocupar, já não tenho sítios onde tenho de estar, pessoas com quem preciso de falar, mas tenho lugares vazios outrora ocupados, músicas sentidas que agora não fazem sentido, palavras ditas e ouvidas, perdidas. E o recordar. Momentos, palavras, gestos.
E continuo sem saber o que sentir. Sem saber o que é suposto sentir. Sem saber o que é isto que na verdade sinto. A definição foge-me pelos dedos.

Sei que é um fim, mas às vezes ainda preciso de ti.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Memórias de Aniversariante

Aos quatro anos tive um bolo da Pocahontas. Aos cinco, um do Tweety. Aos seis, passei os meus anos com varicela. Aos dezoito, matei saudades do Ill Cafè di Roma.

Agora, meu deus, estou legalmente habilitada a aprender a conduzir, já posso escolher quem eu quero que me governe, já posso fugir de casa sem que ninguém me possa obrigar a voltar. E eu gosto disto tudo.

Ao olhar para estes últimos dezoito anos de existência, sou feliz. Cresci muito ao longo deste último ano e crescer nunca é fácil, mas despeço-me dos dezassete de mente consciente e limpa, porque no final do dia sou feliz.
Há quem nos desiluda, e foram bastantes ao longo dos tempos, mas há também aqueles que nos mostram que gostam de nós e que significamos, de facto, algo de especial para eles. E que a vida deles é diferente, é melhor, porque fazemos parte dela. E eu agora sei disso. Mesmo que por vezes não o demonstre, eu sinto-me eternamente grata a todos vós que fazem com que a minha vida seja o que é. Porque é boa. Muito boa. Feliz. E hoje especialmente, um dia que significa tanto para mim, mesmo que à partida devesse saber o quão posso sair magoada, vocês estiveram lá. De uma ou de outra forma. Todos vós que fizeram a contagem decrescente comigo, que beberam o shot à meia-noite, que me mandaram os parabéns pelas primeiras horas da madrugada, que num dia quente de Verão me levaram a Lisboa, que cantaram os parabéns espontaneamente em cada paragem, que me ofereceram o Jeff (meu amor *.*), que resistiram ao desastre do bowling, que me fizeram matar saudades do meu Ill Cafè di Roma, que subiram as escadas da paragem do Chiado, que desceram o Chiado e passearam comigo à beira Tejo, que me cantaram os parabéns à beira Tejo ao pé dos turistas, que subiram três lances de escada para virem comer o bolo, que me encheram os balões e escreveram coisas bonitas nos balões, que me ataram os balões porque mesmo aos dezoito anos não consigo, que me acenderam as dezoito velas do bolo, que me cantaram os parabéns agora à séria com o bolo, que comeram comigo o bolo dos meus dezoito anos, que ficaram para a primeira parte do Argentina-México, que viram o segundo golo da Argentina e o outro piqueno a dar uma cabeçada à câmara, e que depois foram para casa mas continuam comigo, e em mim.

Vocês sim, são uma ternurinha ternurenta do tamanho do mundo, do sistema solar, do Universo. E eu só tenho que vos agradecer por fazerem de mim o que agora, aos meus dezoito anos, sou: alguém que consegue sorrir ao olhar as memórias e ser feliz ao perceber que o que vivi com todos vós foi muito bom. Sempre e todas as vezes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The End's Not Near. It's Here...

Há seis anos, eu entrei por aqueles portões com uma e só ideia na cabeça: não me apegar. Que disparate seria agora criar afectos, para que tudo, de um momento para o outro, possa desaparecer. Eu que já tinha feito um belíssimo trabalho nesse sentido em tempos passados.
Mas desta vez eu - tonta e desprovida de qualquer esperteza - fiz tudo ao contrário: afeiçoei-me. Afeiçoei-me às cadeiras, às mesas, às paredes, ao chão, aos quadros, à minha janela - a terceira a contar da frente -, às flores, às árvores, aos bancos, aos toldos mesmo esburacados, aos muros, ao portão. E às pessoas. Principalmente às pessoas e à mesma rotina.

Dentro daquelas salas, sentada naquelas cadeiras, com os livros dispostos naquelas mesas, a olhar por aquela janela toquei, senti, ri, estupidifiquei, chorei, zanguei-me, percebi, ultrajei-me, distraí-me, sonhei, aprendi, cresci. Fui feliz. Tornei-me quem sou hoje. Porque todo um conjunto de acasos felizes me fez sentar na mesma sala com todos aqueles que hoje fazem parte do meu universo e que me fazem feliz. Dentro daqueles muros, conheci as pessoas mais importantes da minha vida. As suas memórias trago já intrínsecamente comigo, como as folhas dentro de mim do poema do Neruda. A diferença é que já sei há muito tempo que as trago comigo, grata por todos os momentos que passamos juntos nestes últimos anos. Bons e maus. Parvos e estupidamene inteligentes. Hoje sou quem sou, feliz e consciente, porque todos vós me ajudaram a crescer. E por isso, agradeço-vos. 

Amanhã é a última vez que vou descer aquela rua, na mesma rotina de há seis anos. Amanhã deixo para trás uma parte de mim e preparo-me para enfrentar outra. Deixo-a com saudades, mas sem olhar para trás: tenho o resto da minha vida à minha espera.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OASIS ARE LIFE

Não quero escrever palavras bonitas, histórias engraçadas sobre como e quando conheci os OASIS, nem quero alongar-me em floreados e doçuras sobre o quanto os OASIS significam para mim e tudo aquilo que vivi com eles. Não quero nem vou. Pura e simplesmente, porque eles não acabaram, é tudo um mau momento. Chamem-lhe estado de negação, chamem-lhe o que quiserem, mas os OASIS não podem acabar, tão simples quanto isso...
Portanto vou deixar tudo isso para quanto eles deixarem de me inspirar, para quanto eles se deixarem de inspirar a eles próprios. Não agora, não assim...

Se eles acabarem, acaba também uma parte de mim, despedaça-se e perde-se para sempre, portanto deixem-me estar assim inteirinha, que é como eu gosto de estar...
Está tudo bem... é só um mau momento.

Eles são música, eles são génio, eles são VIDA...

So, THANK YOU FOR THE GOOD TIMES! E obrigado por aqueles que, certamente, virão. Foram 18 anos de OASIS que passaram e mais 18 que seguirão...

E obrigado por um dos momentos mais felizes da minha existência



OASIS FOR LIFE
OASIS ARE LIFE


You & I Are Gonna Live Forever

Lord, Don't Slow me Down...