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quinta-feira, 28 de março de 2013

As voltas que o dia dá

Vinha preparada para falar da reformas das camisolas interiores e dos casacões girissímos que ostento por essas ruas invernosas fora, mas a meio da tarde voltamos à chuva, vento e frio polar, pelo que graças a deus levei um gorro, é preciso proteger o intelecto. 
Quero que chegue a Primavera, quero ir passear à beira rio e assim não dá.
 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mariquinhas

Agora ando assim e emociono-me por tudo e por nada.
Já dei por mim a chorar no Biggest Loser. ISTO NÃO É NORMAL!
Preciso de ajuda!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Só esta noite



watch my back so i'll make sure
you're right behind me as before
yesterday the night before tomorrow

dry my eyes so you won't know
dry my eyes so i won't show
i know you're right behind me

and don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

you walk the surface of this town
the high heels above the ground
and high horses that we know
keep us safe until the night

you know them all, i know it all
stay put and play along
'cause i'm looking for my friend
now i got you, got you

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

i dry my eye, dry my eye
falling deeper by the hour
dry my eye, dry my eye
dry my eye. .
dry my eye, dry my eye
dry my eye, dry my eye
don't let me fall deeper now
dry my eye, dry my eye

yeah,
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight
don't you let me go, let me go tonight

(...)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que eu não deixo de ter é fé nas pessoas

O teste de Economia correu mal. Muito mal. O descalabro total. Eu, está visto, fui-me abaixo. No caminho todo para a casa comecei a traçar novos caminhos para a minha vida, do tipo ir varrer ruas, ser caixa de supermercado, pedinte, tudo o que não envolva a necessidade de uma licenciatura, porque a vida académica não é para mim. E ser cidadã informada e consciente também não: se não consigo falar dos princípios básicos da economia, nem perceber o Rui Branco, como vou eu tomar decisões eleitorais e perceber o que é melhor para o país? Ora aí está... A ideia de me tornar mais uma, que anda por onde toda a gente vai e não toma decisões por ela própria passou-me pela cabeça. Tudo isto regado por uma dose aceitável de lágrimas. Sim, a volta para casa foi deveras divertida.

Mas no meio de tanta coisa má, percebi como ainda há pessoas que se preocupam até com perfeitos desconhecidos e tentam ajudar.
Na paragem do Pragal, do outro lado do vidro, eu à espera do metro a tentar sem grandes resultados conter as lágrimas e um senhor, rapaz não percebi muito bem, brasileiro por sinal, à espera do comboio. Levantei os olhos e vi-o. Ele estava a olhar para mim, desconsolado. Por gestos lá disse para eu não chorar. Limpar as lágrimas. Era demasiado bonita para estar assim, li-lhe nos lábios (aqui ele estava claramente apenas a tentar ser simpático). Perguntou-me se eu precisava de ajuda. Abismada, sorri apenas e disse que não. Não era preciso. Ele insistiu. Escreveu uma mensagem no telemovém e mostrou-ma. "Deus te ama e vai tudo correr bem. E agora não estás sozinha pelo menos até ao comboio chegar." Qualquer coisa assim, e até fez um smiley no fim. Eu não sei como reagir a tamanha amabilidade. E de facto senti a preocupação genuína de um perfeito desconhecido que não me queria ver chorar desesperadamente. Limpei as lágrimas e já não chorei mais. Era só um teste, importante, claro que sim, mas era só um teste. Acho que ele ficou a pensar que me tinha morrido alguém, que tinha descoberto que estava a morrer, ou que um namorado acabou comigo ou que fui posta na rua num qualquer lay-off de uma qualquer empresa. Mas não, senhor, foi só um teste. Um teste que conta 50% para a nota, mas um teste. Um primeiro teste. Tem razão: eu não estou sozinha e tenho quem goste de mim.
Não, não fiquei devota, não se preocupem. Mas o senhor restaurou-me a fé nas pessoas. E na divindidade delas. Daquelas que se preocupam e querem ajudar. Tem razão: Deus ama-me. Os meus pequenos deuses, as minhas ternurinhas ternurentas. O senhor que foi naquela altura o meu deus. E por isso lhe agradeço.
Já não chorei mais. A tristeza desvaneceu-se um bocadinho. O metro chegou. Acenou-me e eu acenei de volta. Cada um continuou com as suas vidas. Mas eu não fiquei igual.