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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Do Douro para o Tejo ♥

Ouvir isto foi O momento do festival.


Valeu-me para a vida.


"True love will find you in the end
You'll find out just who was your friend
Don't be sad, I know you will,
But dont give up until
True love will find you in the end
This is a promise with a catch
Only if you're looking can it find you
‘Cause true love is searching too
But how can it recognize you
Unless you step out into the light?
Don't be sad i know you will
But don’t give up until
True love finds you in the end."

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O tempo não me chega. Eu quero passear contigo, comer gelados abrigados à sombra, porque ao sol está um calor do caraças, não se aguenta; mas o tempo não nos chega. E isso chateia-me. Chateia-me porque o que eu mais quero é estar contigo assim, sem nada com que me preocupar além da ondulação do Tejo e do que vou vestir. O que eu mais quero é ter um tempo só dos dois, sem obrigações e ansiedades académicas que só nos fazem mal aos nervos e à sanidade mental. O que eu mais quero é partilhar as contas, a loiça na máquina em concordância, o sofá e os maus programas de televisão que eu adoro ver e gozar. O que eu mais quero é reclamar do estado a que o país chegou à hora do jantar, tudo por culpa do governo ou do seu antecessor ou claro, do Cavaco.
O que eu mais quero é reclamar o meu lugar na nossa cama com a perna fora do lençol, mania de Verão desde criança; quero voltar para a casa e encontrar-te lá. Partilhar os livros, a arrumação das estantes e formar uma primorosa biblioteca. 
O tempo agora não me chega, as despedidas são terríveis, e eu quero que o tempo onde elas não sejam necessárias chegue rápido. Quero, porra. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cara senhora que se sentou a duas cadeiras de mim no barco

Eu desviei a mala da cadeira, mas foi para a senhora se sentar, não para meter lá as suas coisas. Usurpurar um lugar em hora de ponta com sacos e mala ainda não tendo o barco zarpado parece-me um bocadinho de mau tom; não sei, se calhar sou só eu. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O momento sebastianista de Diana Catarina

Era uma manhã encoberta. 
Enfrentava os suaves cristais de chuva sustentados no ar à sua volta e envolta por essas gotículas húmidas fustigando-a, atravessava o descampado. A viagem de todos os dias pintada de cinzento, o céu num tom quase branco quase iluminado pelos raios de sol triunfantes na conquista à barreira de uma intenção cristalina.
"Raios, está frio!" pensava.
Sim, o frio. Esse príncipe de Inverno atravessava-lhe o casaco tal espada de samurai. 
O rio, contrariamente à habitual alegria com que salpica a margem da capital - brilhante, exuberante e vivido - e reflecte a luz do sol confuso (mas acolhedor) com a mania que é veraneante, é um grande manto encoberto pelo transparente elemento fugidio. Pessoas a bordo de uma casca de noz, quando em comparação à vastidão do plano maior do universo, vêem o invisível instrumentalizando a sua relembrança de dias passados, esperançados na âncora da rotina quotidiana que serena este medo do invisível. 
Diferentes cabeças, pensamentos diferentes; uma confusão desintegrada de balões de diálogo: "Será que estamos a navegar? O barco parece tão tranquilo", "Queres ver que é desta...", "Eu fechei a porta ao trinco, não fechei?"... Palavras soltas ao ar. À foz. Ao mar.
E quando toda a esperança parece inconsequente, eis que o cais se avista! Eis que da bruma surge o cenário perfilado na expectativa de todo o mundo! A segurança regressa, o sossego suburbano retorna ao ser e eis que tudo está como sempre esteve, apenas tudo foi ocultado por dez minutos pela privação das capacidades sensoriais, tendo o ser sido desequilibradamente privado do sentido de orientação tão necessário à sobrevivência e perpetuação da existência. 
Tudo assume o seu lugar habitual; a normalidade assenta a poeira do inesperado ataque ao equilíbrio e ordenação natural da vida. 
O universo pessoal realinha-se, o dia avança e a existência prossegue.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Voltaram!

Os ferrys todos giros e modernos voltaram e eu estou muito contente. Já me tinha interrogado sobre o paradeiro dos ditos, desde o Verão que andavam desaparecidos e aquilo era demasiado investimento para estarem parados nas docas da Lisnave. Era sim senhor. Ainda não apanhei os plasmas a dar de si (e aquilo tem uns oito plamas, porque é muito importante uma pessoa pôr-se a par das notícias matinais e vespertinas e nocturnas enquanto atravessa o Tejo ou pelo menos eu espero que aquilo se ligue na Sic Notícias) e o bar também ainda não abriu (e eu acho que havia ali muito bom negócio ou há lá coisa melhor que tomar o pequeno-almoço ao ritmo das ondas do rio? Nada. Niente. Rien.), mas está tudo bem, porque os ferrys voltaram e subir e descer as escadas faz-me bem às gorduras localizadas. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Manhãs

É qualquer coisa de especial o reflexo do primeiro sol nas águas do Tejo, o brilho etéreo do ar naquele rio e o perfil da cidade atravessado por ele.

Já me tinha esquecido do quanto eu gostava de passar por aquela atmosfera matinal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fiz hoje a viagem de comboio mais surreal de sempre. Não sei como raios cheguei inteira e de boa condição a este lado do rio.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ao nascer do sol é tudo mais claro, transparente. Os primeiros raios da manhã reflectidos nas águas do Tejo, a lua ainda imponente mas afastada gentilmente pelo sol para a foz do rio.
A claridade trespassa pelos átomos do ar e a suave ondulação brilha. É tudo mágico e irrepetível: o de ontem diferente deste, o de amanhã único.
É a conjugação do universo...











quinta-feira, 8 de setembro de 2011

blá blá blá SEGUNDO ano...

De inscrição feita estou oficialmente no segundo ano da licenciatura. Segundo ano... vamos repetir: S-E-G-U-N-D-O. Daqui a uns três meses estou a meio. 
Vai ser bom e bonito voltar a acordar às 6 e meia da manhã outra vez, atravessar o descampado ainda de noite e ver o nascer do sol no Tejo. Vai valer a pena, porque tenho cadeiras giras e interessantes e uma boa companhia. 
Por agora é aproveitar os últimos dias de férias (diz que vou à Luz ver o Benfica e tudo) e reorganizar o estado mental. Eu não sou boa pessoa para estar de férias, especialmente durante um longo e continuado período de tempo, como foram estes quatro meses.
A bem ver, sou moça que precisa da rotina e da produtividade dos dias para não dar em maluca. 

domingo, 14 de agosto de 2011

I'm an angry bird

Descobri o Angry Birds. Estou há duas horas a jogar e o tempo passou a voar, literalmente suponho. 
Aquilo é muito giro, porque tem barulhinhos: os pássaros dizem "weeee" quando os lanço da fisga e depois quando embatem numa superfície que naturalmente os magoa (como o vidro ou a madeira ou a pedra) fazem "auch" ou algo semelhante, os porquinhos riem-se da minha inabilidade de os transformar em ar ou então quando se aleijam também. Eu respondo a estímulos auditivos, gosto dos barulhos das feiras, a roleta a girar, os carrinhos de choque, a música daquela corrida de cavalos (sabem do que estou a falar?), dos senhores a tentarem atrair clientes com rimas e trocadilhos para a roda gigante e semelhantes, portanto é natural que esteja para aqui feita tonta a lançar pássaros a torto e a direito. 
E depois compreendo porque estão os pássaros zangados: os porcos são mesmo irritantes. Eles gozam connosco e receio estar a tornar isto demasiado pessoal. O que é uma pena, porque até gosto de porquinhos, mas eles apanharam-me numa fase complicada da minha vida em que preciso de libertar a minha frustração em algo que não seja a família imediata, porque há ainda todo um Tejo entre nós e isso não é nada agradável. 

não é adorável?
mas o Red Bird é mais... oh yeah


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Alive, tu matas-me

Da minha casa consigo ouvir ruídos do Alive. Entre nós apenas um rio e uma Almada e o som aparentemente consegue chegar até mim mesmo que não seja perceptível. Eu ia dizer que estou profundamente deprimida por não estar lá neste momento, mas depois encontrei chocolate no frigorífico o que colmata de forma relativamente eficaz a perda. Tudo bem que não é nenhum Dave Grohl, mas os processos e reacções químicas no cérebro são semelhantes. 

É esperar que o chocolate (ou gelado, também é aceitável) dure para toda a época festivaleira, dado que este ano não há sol, Meco ou Rock 'n Roll nem coisa que o valha. 
O Verão vai ser duplamente deprimente. 
Bah. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Com isto tudo...

... ainda não tive tempo de:
  • mudar o wallpaper do pc, que há semanas que o ando a querer mudar;
  • dormir decentemente;
  • actualizar o blog;
  • fazer a ronda a todos os habituais sítios da net;
  • tratar de toooooooooooodos os documentos para a bolsa;
  • apreciar mesmo à seria a viagem de comboio pela ponte com o nascer do sol no Tejo;
  • comprar um caderno, tipo mesmo caderno decente.
E estamos só no 3ºdia...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Memórias de Aniversariante

Aos quatro anos tive um bolo da Pocahontas. Aos cinco, um do Tweety. Aos seis, passei os meus anos com varicela. Aos dezoito, matei saudades do Ill Cafè di Roma.

Agora, meu deus, estou legalmente habilitada a aprender a conduzir, já posso escolher quem eu quero que me governe, já posso fugir de casa sem que ninguém me possa obrigar a voltar. E eu gosto disto tudo.

Ao olhar para estes últimos dezoito anos de existência, sou feliz. Cresci muito ao longo deste último ano e crescer nunca é fácil, mas despeço-me dos dezassete de mente consciente e limpa, porque no final do dia sou feliz.
Há quem nos desiluda, e foram bastantes ao longo dos tempos, mas há também aqueles que nos mostram que gostam de nós e que significamos, de facto, algo de especial para eles. E que a vida deles é diferente, é melhor, porque fazemos parte dela. E eu agora sei disso. Mesmo que por vezes não o demonstre, eu sinto-me eternamente grata a todos vós que fazem com que a minha vida seja o que é. Porque é boa. Muito boa. Feliz. E hoje especialmente, um dia que significa tanto para mim, mesmo que à partida devesse saber o quão posso sair magoada, vocês estiveram lá. De uma ou de outra forma. Todos vós que fizeram a contagem decrescente comigo, que beberam o shot à meia-noite, que me mandaram os parabéns pelas primeiras horas da madrugada, que num dia quente de Verão me levaram a Lisboa, que cantaram os parabéns espontaneamente em cada paragem, que me ofereceram o Jeff (meu amor *.*), que resistiram ao desastre do bowling, que me fizeram matar saudades do meu Ill Cafè di Roma, que subiram as escadas da paragem do Chiado, que desceram o Chiado e passearam comigo à beira Tejo, que me cantaram os parabéns à beira Tejo ao pé dos turistas, que subiram três lances de escada para virem comer o bolo, que me encheram os balões e escreveram coisas bonitas nos balões, que me ataram os balões porque mesmo aos dezoito anos não consigo, que me acenderam as dezoito velas do bolo, que me cantaram os parabéns agora à séria com o bolo, que comeram comigo o bolo dos meus dezoito anos, que ficaram para a primeira parte do Argentina-México, que viram o segundo golo da Argentina e o outro piqueno a dar uma cabeçada à câmara, e que depois foram para casa mas continuam comigo, e em mim.

Vocês sim, são uma ternurinha ternurenta do tamanho do mundo, do sistema solar, do Universo. E eu só tenho que vos agradecer por fazerem de mim o que agora, aos meus dezoito anos, sou: alguém que consegue sorrir ao olhar as memórias e ser feliz ao perceber que o que vivi com todos vós foi muito bom. Sempre e todas as vezes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mas reparem...

NEVE

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5 dias sem fazer absolutamente nada perdida para o meio da serra: calhou bem. Almada podia ter, finalmente, sucumbido à força da Natureza, tal qual Atlântida, que eu não ia saber de nada... Era capaz de tal acontecimento ser alvo de inumeras reportagens a dar conta da tragédiaaa, do horrooooor, da desgraçaaaa...
Mas é Almada, portanto talvez não.
5 dias em que o único estímulo intelectual foi ler o Felizmente, Há Luar! (oi?! mal por mal ainda prefiro O Render dos Heróis, ao menos o Cardoso Pires era um querido) e derreter-me com as cartas da guerra do Lobo Antunes (é oficial: estou irremediavelmente em estado de adoração/veneração/obsessão, não há nada a fazer).
Descobri igualmente que o Clive Owen é uma ternurinha ternurenta: eu já desconfiava, mas agora tive mesmo a certeza. É igualmente oficial: eu adoro de morte o Clive Owen, mesmo em filmes tontos, em que ele basicamente mata gente... mas caramba! que bem que ele sabe matar... e comer cenouras: fiquei impressionadissíma com a aptidão do Clive Owen para plantar e comer cenouras, e... fazer das cenouras armas de arremeso e matar os malfeitores. Pumba, mesmo na órbita! Dizem que as cenouras fazem bem aos olhos, excepto quando levamos com elas mesmo na cavidade ocular, arremesadas pelo Clive Owen.
É bonito...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Por estes dias...


... cada vez que acordo de manhã não sei de que maneira se me vai acabar o dia.
E eu gosto disso...