... mas já estou bem fartinha das férias. E deste calor!
Só me apetecem malhas e casacos quentinhos e chocolate quente e... chuva! Pronto, já disse!
(que a sessão de auto-flagelo comece).
"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido." - Vergílio Ferreira
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 29 de abril de 2012
Ontem foi um daqueles dias em que não apetece levantar da cama.
Na cama estou quentinha e lá fora há responsabilidades: há cálculos mentais de fins-de-semana restantes até ao final do semestre que se possam traduzir em estudo a sério, há a culpa do dever incumprido (devia ir estudar), há chuva.
Lembro-me deste dia há exactamente um ano atrás. Saí de casa, apanhei o comboio para ir para a faculdade e estava sol, um dia caloroso pelo que me recordo. O sol estava alto, mas num momento recaiu sobre mim uma nuvem negra, uma negritude de pensamentos: percebi que algo estava mal. E todo o dia estive com um pressentimento terrível.
Quando cheguei a casa, percebi e recebi a notícia. Não chorei, nem chorei no dia seguinte; só chorei por momentos na missa e desde aí nunca mais. É estranho, é tudo tão estranho. A vida, o que fica depois da morte. Tudo tão estranho.
Mas há um mundo lá fora. E deveres que têm de ser cumpridos dê por onde der, porque eu gosto muito da vida universitária, mas não queria prolonga-la ad eternum.
Levantei-me, o mundo não pára, nem espera por nós, e fui à minha vida. Alguém tem de a viver.
Quando cheguei a casa, percebi e recebi a notícia. Não chorei, nem chorei no dia seguinte; só chorei por momentos na missa e desde aí nunca mais. É estranho, é tudo tão estranho. A vida, o que fica depois da morte. Tudo tão estranho.
Mas há um mundo lá fora. E deveres que têm de ser cumpridos dê por onde der, porque eu gosto muito da vida universitária, mas não queria prolonga-la ad eternum.
Levantei-me, o mundo não pára, nem espera por nós, e fui à minha vida. Alguém tem de a viver.
sábado, 22 de outubro de 2011
As diferentes tonalidades do castanho e laranja misturadas com o que resta do verde no chão não significam afinal a vinda anunciada do frio, mas um quente aconchegado a ti.
Tudo se perspectiva acolhedor e o restolhar das folhas debaixo dos nossos pés a prova sonora do universo de como estamos aqui, numa cumplicidade terna.
De repente, o Outono não é apenas a antecipação da chuva e o desalinhamento do vento...
Eu e tu: era inevitável, não era?
Tudo se perspectiva acolhedor e o restolhar das folhas debaixo dos nossos pés a prova sonora do universo de como estamos aqui, numa cumplicidade terna.
De repente, o Outono não é apenas a antecipação da chuva e o desalinhamento do vento...
Eu e tu: era inevitável, não era?
sábado, 5 de fevereiro de 2011
3Fev'2010
E o calor numa noite fria, o escuro comprometedor iluminado por um perfil de mãos que juntas celebram algo mais que a certeza da existência terrestre e corpórea, algo que não se explica, mas de uma forma ou de outra se sente. E ouve-se o repicar dos sinos, relógios de uma consciência colectiva, o pesado bater do pêndulo no movimento sucessivo dos segundos: talvez aqui encontraremos a paz e recuperaremos a esperança. Mesmo que lá fora a chuva caia e o vento torne tudo mais despido e rude à sua passagem, dentro desta casa é diferente - é o calor numa noite fria, o quente das promessas e dos pedidos que vagueia num ambiente etéreo entre nós e o céu.
E se aqui e agora fecharmos os olhos sentiremos o aroma de uma tradição, de uma crença, de uma fé e a luz crescerá de dentro, espalhar-se-á a cada passo, acompanhada pelo cheiro das orações, de uma súplica a algo que não muito bem compreendemos, mas que apazigua os nossos medos e acalma os nossos corações. Aqui, aqui estaremos seguros...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Relatório do 4º dia de férias*
Acordei eram nove da manhã, o que para mim estando de férias é como acordar às 6 da manhã num dia de aulas. Estava frio e a cama estava quente, armada com a bela da botija de água quente e tudo, pelo que o levantar demorou uma boa meia-hora: "ai que me levanto, ai que está frio, espera aí mais um bocadinho, mas há compras de Natal para fazer, ai que a árvore de Natal ainda nem feita está, tem de se comprar que eu não quero contribuir para a desflorestação das matas, ai que até já tenho fome, mas ainda não consigo comer, ai que o raio da tonta de quatro patas saltou para o monte de cobertores (tive a conta-los e são 5) que me fazem tanto peso em cima dos meus singelos 47 quilos e 163 centimetros que não me consigo mexer, e agora está ela a tentar entrar lá para o meio (sim, porque ela escava o monte de cobertores para lá se enfiar de baixo, a tonta), pronto tenho mesmo de me levantar." O meu dialogo interior foi mais ou menos assim, demorou meia-hora devido à minha baixa capacidade de raciocinio matinal.
O carro demorou a pegar: "ah que isto é do frio, demora o motor a aquecer". E quando lá começa a trabalhar, encaminha-se para a vila para beber o café e um pastel de nata. O café era mau, é Sical, já devia saber, mas aparentemente são os maus que mais me despertam (é tramado) e agora os pasteis de nata, assim como todos os bolos com creme, têm a mania de não terem um creme tal qual como eu gosto, como o dos palmiers recheados do café em frente à escola. E eu sou muito esquisita com artigos de pastelaria.
Alimentada e desperta dentro dum carro que agora sim não quer dar mesmo de si, vá de chamar os bombeiros, queridos, que empurram o carro pela estrada, vão com ele para uma ribanceira e só ao fim de demasiado tempo e lá para o fim da ribanceira começa a trabalhar. "ah se eu fosse a ti já não ia com ele para lado nenhum, dava ai umas voltas com ele e estacionava-o num passeio inclinado"
Oh que caraças!
Portanto, balanço à produtividade do dia: acordei cedo para nada, bebi café (mau) para nada, sem árvore feita, sem prendas de Natal, ainda fui à vila outra vez a pé (que cansa, muito) encomendar filhoses, e vi a vida a passar-me pelos olhos por umas duas vezes, com o carro a fazer barulhos estranhos.
Eu não sei do povo, mas conheço alguem que quer comprar um carro novo.
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*ou de como ia quase morrendo duas vezes e ainda nem era hora de almoço
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Este blog fez um ano
Clap, clap, clap.
O tempo passa rápido: ainda há pouco era ele uma coisinha pequenina e já tem um ano. Pois é. Dia 18 de Agosto de 2009 marca o primeiro post de Um Caso de Acasos, esse absolutamente extraordinário blog, desta absolutamente extraordinárnia blogger, que vos alegra todos os dias com as suas tonteiras e que numa noite quente de Agosto, com a tonta de quatro patas ao colo, teve a ideia brilhante de começar a escrever. Custa a crer que já passou um ano de tanta parvoíce, mas estão com a sorte, porque a tendência não é para melhorar.
Portanto... mais um aninho?
Olha que bom...
sábado, 10 de julho de 2010
Alive'10 - the Aftermath
A modos que a minha voz lá se ficou pelo Passeio Marítimo de Algés, numa espécie de doação minha àquele pedaço de terra lindo que me fez tão feliz ontem.
Debaixo de um calor abrasador a tentar descobrir como é que se passava para o outro lado, ouve-se a primeira grande banda da noite: os CP! Aqueles riffs, aquelas malhas...
Lá dentro, palco secundário que os Local Natives estão à minha espera. Wide Eyes e Sun Hands perfeitas, assim como a Who Knows, Who Cares, a Camera Talk e a Warning Sign, ou melhor, toda a setlist perfeita. E o encanto do vocalista com o bigode. Lindo.
Em Drums começa a loucura que vai culminar em Florence + the Machine. Foi dançar dançar dançar dançar e cantar. Muito. Em Forever and Ever Amen. Em Me and the Moon. Em I Need Fun in my Life - tão verdade. Em Book of Stories. Em Let's go Surfing - Oooh mamma, I wanna go surfing. Oooohhh mamma I don't care about nothing!. Brutal. Eles foram-se e com eles levaram boa parte da minha voz e hidratação. Mas que feliz me fizeram.
Seguiu-se Devendra Banhart, que só lhe faltou a Rats para o concerto perfeito. Pois que também dancei muito, o que há-de ter sido um grande espectáculo só por si devido à minha extraordinária coordenação motora.
Mas é com a menina Florence Welch que a tenda e eu, que nela estava, atinge o auge. Entra a pequena com o seu vestido de renda rosa pálido - também quero um - e descalça atinge o céu. E leva-nos com ela. Aqui, foi a loucura. Melhor concerto da noite. Uma pessoa já estava a funcionar na base da adrenalina pura. Eu já desconfiava, mas agora tive a certeza que o nível de desitratação e, possivelmente, nutrição não interessa muito quando se está num concerto destes. Todo ele foi perfeito do príncipio ao fim: "If you could only see the beast you made of me. I had it in but bow it's seems you've set it running free." e acabar com os rise it up de toda a gente de mão no ar a seu pedido. E sim, Florence Welch is my hero. Assim como os dois rapazes e a moça dos XX. Depois de um concerto como o da Florence, ouvir the XX ao vivo foi perfeito.
Apenas com um album, eles encheram aquela hora num sussuro de canções de amor, desamor e desgosto. O instrumental da Fantasy ao vivo é descomunal. A Crystalized, a Shelter e a Infinity idem. A VCR e a Basic Space são os meus novos amores. Mas é em Heart Skipped a Beat que está o meu coração - "Heart skipped a beat. When I caught it you were out of reach. But I'm sure, I'm sure you've hurt before." Perfeito.
Acabado XX é tempo de voar para o Palco Principal, não sem antes dar lugar ao primeiro episódio bizarro da noite, e que ainda foram uns quantos - desde moços a quererem tirar fotos a portuenses que trocava uma t-shirt por um isqueiro, e pelo meio um moço do outro lado da fronteira - perdido com tanta sagres e super bock - a perguntar a nossa cidade de origem. Nós ainda tentamos negociar com o moço do isqueiro: ela dava-nos a t-shirt em troca de um teste de alcoolemia que uma senhora nos deu, com certeza convencida que eu e a Alice já não andavamos direitas. O que é verdade. Mas eu mesmo sóbria não ando direita. Mas o rapazinho não quis, estava mesmo interessado no isqueiro. Começou foi a dar-nos conselhos sobre beber e conduzir. "Vocês não se metam nisso. Que eu fui parado numa operação Stop e fiquei cinco meses sem carta."
Mas tudo isto corrabora a minha mais recente teoria: loucos atraem loucos. É uma coisa que se sente. Detecta-se no ar e depois dá origem a encontros assim.
Mas voando para Kasabian na ínfima esperança de ainda poder ouvir a Fast Fuse. Nada feito. Foi logo a primeira que eles tocaram e eu só consegui apanhar a última meia-hora de concerto. Foi pena não o ter conseguido ver todo: eles tocaram algumas que eu adoro na meia-hora que perdi, mas compensei com a última meia-hora de canções que amo. Como a Stuntman, a Vlad the Impaler - GET LOOSE GET LOOSE -, a Club Foot - I SAY THAT I WANT YOU, I'LL TELL YOU I NEED YOU. Estavam à minha espera para tocar a Fire - "Take me into the night and I'm an easy lover. " e terminar com a loucura que é a L.S.F. - "Oh come on! We've got our backs to the wall . Get on and watch out before you kill us all!"
(P.S.: Tom, I Love You. I'm the queen and your my king, bitch. Podias ter esperado por mim para cantares a Shoot the Runner, mas deste-me a Fire e pronto, eu fiquei muito feliz.)
E pois que agora é esperar por Faith no More. E do concerto só há isto a dizer: o Mike Patton é um senhor! Abusou. Roubam-lhe o sapato e ele não há-de ficar chateado? Pois claro que fica. Bestias! E maiii nada! Lindo!
Um fim perfeito para o dia e noite perfeitas. Quero mais. Repetir tudo outra vez, mesmo estando sem voz e sem forças para me levantar quando mais saltar e dançar. Mas isso são pormenores, porque quando estamos envolvidos num ambiente assim, tão bom e tão caloroso, o amor à música arranja maneira de prevalecer e fazer-nos durar a noite inteira. E a próxima se for preciso.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Programa das Festividades
Então isto é assim: depois destes dias amorosos que só eles num recanto perdido por esse lindo Alentejo nosso (quente, muito quente), Alive(igualmente quente). E Alive é: Local Natives, The Drums, Devendra Banhart, Florence + the Machine, The XX, Kasabian, Faith no More, ou seja, é aterrar no palco secundário e só de lá sair aquando Kasabian.
Mas primeiro é esperar por um telefonema com os malogrados resultados dos exames. Saem amanhã e ainda não estou preparada para o pior. Se morrer é da maneira que morro feliz, mas só lá para as duas da manhã. Nous verrons.
Durante os próximos dias conto estar um tanto ou quanto partida e rouca - é da maneira que a minha voz se torna mais aprazível aos ouvidos de terceiros -, além de que é tempo de tratar das candidaturas para a faculdade e obcecar um bocadinho, convencidíssima que não vou entrar.
E depois logo se vê.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Posteriormente, é rezar a todos os santinhos que alguma alma caridosa se compadeça de mim e me leve aos The National.
Mas entretanto: Alive, que é bonito e eu gosto muito e pois que vamos ser muito felizes os dois, eu e ele, ele e eu. E os The XX, e a Florence, e os Local Natives, e os The Drums. E os Kasabian, com isto. E pronto, sou feliz.
Oh baby I was boooorn
With a faaast fuseee...
sábado, 3 de julho de 2010
Já experimentaram...
... vir da estação do metro para casa a ouvir isto? É muita giro. Especialmente quando se passa por um campo deserto e não está ninguém às janelas.
Btw, eu não gosto de música electrónica. Foi só um momento de insanidade derivado ao calor. Mais nada.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Outubro quente traz o diabo no ventre."*
E não podia ser mais verdade. Outubro foi um mês parvo. Começou assim de mansinho como quem não quer a coisa e veio a descalabrar por aí fora. Uma tonteria de mês: ia-me morrendo para aí, várias vezes atropelada à vinda para casa e quase que me ia matando nas sacanas das escadas; tudo aquilo que tinha como verdade e certo em Setembro, caiu por terra em Outubro; trabalho, muito trabalho e vontade ou motivação nenhuma para o fazer - perdeu-se completamente e ainda não foi encontrada...
Resumindo, Outubro foi um fastio de mês. E Novembro também não começa muito bem...
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"mal cessou de existir cessei de existir, falecemos com a morte dos outros, sobra o nosso espantalho que nem os pássaros assusta derrubando coisas de que desconhece o manejo."
-A. Lobo Antunes
in Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?
É muito provável que num momento de delicada sanidade mental, ler A. Lobo Antunes não é a forma mais fácil de ultrapassar uma deprimência. Por isso e hoje mesmo, começo o Amor de Perdição do C. Castelo Branco; para ver se me alegro um bocadinho, com eles a morrerem todos por amor no final... É bonito.
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*provérbio popular, que isto é um blog muito culto
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