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9.7.26

Alessandro Parronchi (Uma nova cruzinha)




UN’ ALTRA PICCOLA CROCE



La morte ha invaso la vita
-di Staglieno, del Père Lachaise, di Arlington
e del paesino della più remota campagna –
non c’è più posto nemmeno per la più piccola croce.
Lo stesso nel mio cuore. Quante volte la nenia
judicare saeculum per ignem
ho udito per l’uno o l’altro parente od amico.
Dapprima mi turbava, ora non più.
Ora, in italiano, ha un suono crudo,
non sveglia echi, risonanze profonde.
Sono stanco della morte.
Ma se vuoi, madre, che scriva qualcosa
per la bimba che è morta,
non dirò di no.
Come l’astronomo scopre un’altra piccola stella
tra le miriadi di cui non sa che farsi il cielo,
farò brillare a notte un altro lume
per lei tra le meteore.

Alessandro Parronchi

 

A morte invadiu a vida
- de Staglieno, do Père Lachaise, de Arlington
e do natural do campo mais remoto -
não há lugar sequer para a mais pequena cruz.
Assim no meu coração. Quantas vezes
ouvi por um ou outro parente ou amigo
a lengalenga judicare saeculum per ignem.
Primeiro perturbava-me, agora já não,
agora, em italiano, tem um som seco,
que não acorda ecos, ressonâncias profundas.
Eu estou cansado da morte,
mas se quiseres, mãe, que escreva
qualquer coisa para a menina morta,
eu não te direi que não.
Como um astrónomo descobre uma nova pequena estrela
entre as miríades que se contam no céu,
eu farei brilhar à noite para ela
uma nova luz entre os meteoros.


(Trad. A.M.)

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14.2.25

Alessandro Parronchi (A meu pai, em sonhos)




A MIO PADRE, IN SOGNO


Sorridi un poco e te ne vai pensoso.
E ad un tratto con lacrime mi chiedo
quanto tempo è che al petto non ti stringo
non afferro da amico quelle braccia.
La memoria ha insensibili naufragi.
Scolora come il cielo di settembre
sotto il vento si popola di nubi.
Te ne vai. Quante cose all’improvviso
mi ritrovo da dirti… E resto muto.
Ma perché nell’istante che mi volto
non sei più là? Ci sono tante cose
da dirsi… Ed io ti chiamo ancora, e credo
che non può certo, questo, essere un sogno.


Alessandro Parronchi

 


Sorris um pouco e afastas-te pensativo.
E de repente eu pergunto-me em lágrimas
há quanto tempo não te abraço contra o peito,
não agarro esses braços com afecto.
A memória tem naufrágios imperceptíveis,
perde cor tal como o céu de Setembro
se povoa de nuvens com o vento.
Vais-te. Quantas coisas me ocorrem
para te dizer, subitamente… E fico calado.
Mas porque é que no instante em que me volto
já tu desapareceste? Há tanta coisa
para dizer… E eu chamo-te ainda, crendo
que não pode certamente, isto, ser só um sonho.


(Trad. A.M.)

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26.1.25

Alessandro Parronchi (Em que pensas?)



A CHE PENSI?


— A che pensi? — La tua voce mi coglie
mentre guardo il paesaggio rispecchiato
sul buio della stanza. Per un poco
l’eco delle parole si sospende
al silenzio che le fa più gravi, poi:
— A che pensi? — E il tuo viso si fa triste
per sapere, indagare…
Penso ai giorni
d’aprile che non io ma un altro certo
ha vissuto come in sogno, ora richiusi
sigillati dietro un vetro trasparente
in un verde irraggiungibile deserto.
Penso a tutto ciò che sfugge dal presente.
Penso a quando sulla terra sarà come
noi non fossimo mai stati, a quel vibrare
delle tremule nell’aria, a quegli odori…

Alessandro Parronchi

 

- Em que pensas? – A tua voz apanha-me
a observar a paisagem reflectida
no escuro da sala. Por um pouco
o eco das palavras fica em suspenso
no silêncio que lhes dá mais peso, depois:
- Em que pensas? – E o teu rosto entristece,
a querer saber, a indagar…
Penso nos dias de Abril,
que não eu mas um outro por certo
viveu como que em sonhos, agora fechados
e lacrados por trás de um vidro transparente
num verde deserto inatingível.
Penso em tudo o que escapa ao presente,
penso em quando será neste mundo
como se nós não tivéssemos existido,
no vibrar da tremulina do ar, naqueles cheiros…


(Trad. A.M.)


>>   Italian poetry (5p) /  Wikipedia

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