Um artigo muito interessante na revista científica de acesso gratuíto Plos Biology, intitulado: "Advancing Science through Conversations: Bridging the Gap between Blogs and the Academy"
Vale a pena ler.
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terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 15, 2008
Blogue da Terra
sábado, maio 19, 2007
Blogue climático da revista NATURE
Não tenho hábito de anunciar a criação de outros blogues no espaço central deste blogue mas há excepções que confirmam a regra.
A criação de um blogue de debate científico por parte da revista NATURE, merece destaque. Em particular, é salutar o especial destaque dado pelo blogue da revista NATURE ao debate sobre temas climáticos.
Num tempo de crescente mediatização da ciência, blogues desta natureza podem cumprir um papel importante já que permitirão criar espaços de debate horizontal entre o cidadão comum e os que dedicam as suas vidas à ciência.
A criação de um blogue de debate científico por parte da revista NATURE, merece destaque. Em particular, é salutar o especial destaque dado pelo blogue da revista NATURE ao debate sobre temas climáticos.
Num tempo de crescente mediatização da ciência, blogues desta natureza podem cumprir um papel importante já que permitirão criar espaços de debate horizontal entre o cidadão comum e os que dedicam as suas vidas à ciência.
segunda-feira, maio 14, 2007
O espantalho ambientalista
Há ideias de início aparentemente secundárias, supostamente inconsequentes, enganadoramente inverosímeis, mas que vão ganhando um enorme ascendente sobre a opinião pública à medida que circulam pelos areópagos sem receberem qualquer contraditório. Uma afirmação absurda constantemente repetida pelas multidões pode ganhar foros de dogma pelo mero facto de se ter tornado familiar à custa de ser repisada. Muitos devaneios ideológicos fizeram carreira dessa forma. Um bom remédio para prevenir o contágio destas ideias absurdas é expô-las ao Sol e aos ares públicos, sobretudo quando ainda estão em germe.
Tudo isto vem a propósito de uma sequência extraordinária de argumentos que vêm sendo expendidos em blogues de debate político, dos quais serve de exemplo este notável "post":
http://aartedafuga.blogspot.com/2007/05/origens-do-ecofascismo.html
Por estas e outras peças escritas tentam desacreditar os movimentos ambientalistas insinuando que têm agendas políticas ocultas, ora fascizantes, ora neoluditas, ora misantropas - ora simplesmente lunáticas.
E têm razão, têm quase 1% de razão. Sim, há lunáticos que se autoproclamam ambientalistas; há neoluditas a jactarem-se de amigos do ambiente; há oportunistas económicos a arrogarem-se defensores da natureza, e houve nazis ambientalistas. Porém, por mais mediáticos que sejam esses personagens, não representam sequer 1% da totalidade dos movimentos ambientalistas - no plural, porque o ambientalismo nem sequer se trata de uma entidade monolítica.
Daqui resulta ser intelectualmente pouco sério pretender que, por haver muitos cretinos pintados de verde, todos os ambientalistas são perversos em potência. Mereceria a pena que quem assim cogite lesse esta págia
http://www.fallacyfiles.org/strawman.html
...e reconhecesse o facto de estar a criar espantalhos para denegrir o ambientalismo em geral, e indirectamente aquele que se pratica aquém-fronteiras.
De caminho poderiam também aproveitar o ensejo para desmascarar todos aqueles empresários da nossa praça que deprecam os ambientalistas ao mesmo tempo em que vendem serviços ambientais ao Estado Português. Quererão falar nisso? Nas "rent-seeking activities" associadas aos loteamentos de terrenos em áreas protegidas? Nas adjudicações de infra-estruturas, bens e serviços no tratamentos de resíduos? Nas concessões de apoios estatais às energias eólica e nuclear?
Quem defende simultaneamente o liberalismo e ataca o ambientalismo deveria denunciar todos aqueles que, partindo da mesma profissão de fé, se propõem a:
-vender ao Estado serviços ambientais cuja encomenda resultou de pressões ambientalistas;
-receber subvenções ambientais do Estado, directas ou indirectas;
-ocupar cargos políticos de pastas de onde resultem directa ou indirectamente encomendas às empresas que administram;
-legitimar com estudos de impacto ambiental mais-valias resultantes da mera reclassificação urbanística de terrenos em áreas protegidas.
Todas estas actuações ambíguas são comuns a muitos anti-ambientalistas. Porque não falar delas, a bem do liberalismo e da racionalidade em questões ambientais?
Tudo isto vem a propósito de uma sequência extraordinária de argumentos que vêm sendo expendidos em blogues de debate político, dos quais serve de exemplo este notável "post":
http://aartedafuga.blogspot.com/2007/05/origens-do-ecofascismo.html
Por estas e outras peças escritas tentam desacreditar os movimentos ambientalistas insinuando que têm agendas políticas ocultas, ora fascizantes, ora neoluditas, ora misantropas - ora simplesmente lunáticas.
E têm razão, têm quase 1% de razão. Sim, há lunáticos que se autoproclamam ambientalistas; há neoluditas a jactarem-se de amigos do ambiente; há oportunistas económicos a arrogarem-se defensores da natureza, e houve nazis ambientalistas. Porém, por mais mediáticos que sejam esses personagens, não representam sequer 1% da totalidade dos movimentos ambientalistas - no plural, porque o ambientalismo nem sequer se trata de uma entidade monolítica.
Daqui resulta ser intelectualmente pouco sério pretender que, por haver muitos cretinos pintados de verde, todos os ambientalistas são perversos em potência. Mereceria a pena que quem assim cogite lesse esta págia
http://www.fallacyfiles.org/strawman.html
...e reconhecesse o facto de estar a criar espantalhos para denegrir o ambientalismo em geral, e indirectamente aquele que se pratica aquém-fronteiras.
De caminho poderiam também aproveitar o ensejo para desmascarar todos aqueles empresários da nossa praça que deprecam os ambientalistas ao mesmo tempo em que vendem serviços ambientais ao Estado Português. Quererão falar nisso? Nas "rent-seeking activities" associadas aos loteamentos de terrenos em áreas protegidas? Nas adjudicações de infra-estruturas, bens e serviços no tratamentos de resíduos? Nas concessões de apoios estatais às energias eólica e nuclear?
Quem defende simultaneamente o liberalismo e ataca o ambientalismo deveria denunciar todos aqueles que, partindo da mesma profissão de fé, se propõem a:
-vender ao Estado serviços ambientais cuja encomenda resultou de pressões ambientalistas;
-receber subvenções ambientais do Estado, directas ou indirectas;
-ocupar cargos políticos de pastas de onde resultem directa ou indirectamente encomendas às empresas que administram;
-legitimar com estudos de impacto ambiental mais-valias resultantes da mera reclassificação urbanística de terrenos em áreas protegidas.
Todas estas actuações ambíguas são comuns a muitos anti-ambientalistas. Porque não falar delas, a bem do liberalismo e da racionalidade em questões ambientais?
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