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sábado, 2 de janeiro de 2010

Dois séculos - duas imagens (comédia)

Na minha memória do final do século XX e início do século XXI há imagens estranhamente ligadas:
















Imagem do século XXI.




Imagem do século XX.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Descubra as semelhanças




"I did not have sexual relations with that woman"






“I can no more disown him than I can disown my white grandmother,” [referindo-se ao reverendo Jeremiah A. Wright]




Obviamente que não acho que Bill Clinton devesse ter assumido o sua relação com Monica Lewinski, não devia ter sequer respondido à pergunta. A frase que Bill Clinton deixou para a história é apenas um de muitos exemplos do político que diz aquilo que acha que a 'opinião pública' quer ouvir, apenas e só por essa razão, porque pensa que é aquilo que a 'opinião pública' quer ouvir. Não por ser aquilo que pensa, não por ser aquilo em que acredita, não por ser aquilo que é preciso dizer naquele momento, mas apenas porque acha que é o que a 'opinião pública' quer ouvir.
Foi exactamente o que Barak Obama não fez, depois de estalar a polémica dos discursos incendiários do reverendo Wright (pastor da igreja que Obama frequenta há 20 anos). Barck Obama mostrou que tem de facto uma maneira diferente de fazer política. Podia ter procurado a saída mais fácil, e arranjado uma desculpa esfarrapada. Mas não, não negou o inegável, nem iludiu a questão. Tampouco deixou de dizer o óbvio, não é responsável pelo que diz o rev. Wright, nem tem que estar de acordo com tudo o que ele diz. Mas muito mais importante, recentrou o debate naquilo que é realmente importante, a questão racial nos EUA. Fez um diagnóstico lúcido, e contextualizou os discursos de Wright sem desculpabilizar. Fez provavelmente o melhor discurso de toda a campanha eleitoral. Nas questões morais, de cosutmes, de valores, como é o caso do racismo, as políticas tecnocráticas não chegam, as palavras, os simbolismos tornam-se absolutamente essenciais. Barack Obama fez um discurso brilhante, o que era fundamental quando a questão racial tomou (finalmente?!...) o centro da campanha. Se tinha dúvidas dissiparam-se, Obama é definitivamente o meu candidato preferido.

Quem tiver 40 minutos disponíveis que os gaste a ver isto (via Arrastão), vale a pena.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Descubra as semelhanças


Pista: Aparentemente Vodka constava do menu da refeição antes de ambas as conferências de imprensa.