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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma história triste e lamentável

Condenado em 2003 a 3 anos de prisão por desacato, o dissidente cubano Orlando Zapata Tamayo viu a sua pena aumentada para 28 anos, morrendo entretanto por greve de fome de protesto contra as condições prisionais. Há 38 anos que não ocorria uma situação idêntica. Zapata, que era membro da organização de defesa dos direitos cívicos Directório Democrático, fora considerado um dos 65 «prisioneiros de consciência» de Cuba pela Aministia Internacional. O regime considera estes como simples «mercenários» ou «agentes» a soldo dos EUA.
Por muito que Cuba viva uma situação aviltante de embargo político-económico, nada justifica este atentado aos direitos humanos. É uma história lamentável que, ao invés do que defenderão os mais afoitos, fica mal a um país que, justamente, se diz vítima dum embargo injustificável e atentatório dos direitos humanos também ele. A uma mais larga escala, certo, mas princípios são princípios, direitos são direitos.
Por arrasto, também não ficou bem na fotografia o premiê brasileiro Lula da Silva, por omissão, embora tenha sido o único dirigente político a lamentar o caso, até recentemente.

sábado, 12 de setembro de 2009

Morre Juan Almeida, o número 3 da revolução cubana

revolução cubana O comandante histórico e vice-presidente de Cuba Juan Almeida Bosque, que chegou a ser considerado o número 3 da revolução cubana, morreu na noite de ontem aos 82 anos, após uma parada cardiorrespiratória. O governo de Cuba decretou 3 dias de luto oficial. Na foto: Che, Fidel Castro, Calixto García, Ramiro Valdés e Juan Almeida (último à direita), nos finais dos anos de 1950. Mais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cuba já tem seus “Neuróticos Anônimos”

neroticos cubanos Se padeces de ansiedade, nervosismo, depressão, solidão, etc. Junte-se ao grupo Aprendendo a amar. Neuróticos Anônimos.

É o que diz um cartaz colocado numa rua qualquer de Havana. Pronto. Este é um forte indício de que a dinástica Cuba de los hermanos Castro já está pronta pro capitalismo e pra uma perfeita sociedade de consumo.

Via La Vanaguardia.es

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Obama só quer ficar bem na foto (atualizado)

Obama deverá suspender algumas restrições (pero no mucho) à ilha da dinastia Castro. Entre elas, principalmente, as que dizem respeito a viagens e a transferências de dinheiro de cidadãos que vivem nos EUA para seu país de origem. O que é muito pouco, mesmo porque isso já fora feito por outros governos que antecederam ao de Bush. É claro que tais medidas são uma tentativa política de desanuviar o ambiente da próxima Cimeira das Américas (que não terá a presença do boliviano Evo Morales, ainda em greve de fome em sua La Paz), marcada para a próxima sexta-feira, em Trinidad e Tobago, onde com certeza o presidente dos EUA será cobrado implacavelmente pelos seus homólogos latinos (principalmente pelos de esquerda) pela intransigência norte-americana em não levantar o embargo criminoso imposto a Cuba. Creio que Obama só quer ficar bem na foto. Mas não vai dar. A cobrança virá de qualquer forma, pois tais medidas são apenas uma tentativa ardilosa de “diminuir a dependência dos cubanos do atual regime, na expectativa de que isso os leve a um processo de demanda por maiores liberdades políticas”.

Resposta de Fidel Castro - Logo depois do governo norte-americano anunciar a tais medidas, Fidel Castro publicou um artigo no Cuba Debate, in Reflexões do Companheiro Fidel , onde solta o verbo e afirma que seu país não pede esmolas. E defendeu mais uma vez o fim do embargo norte-americano.

"O governo norte-americano anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos. (...) Quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. (...) Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma única palavra. (...) É uma medida genocida que custa vidas humanas e ocasiona sofrimentos dolorosos aos nossos cidadãos, pois impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes norte-americanos entrem no país”.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fidel pede fim do isolamento de Cuba

“Os quase 50 anos de embargo econômico contra Cuba colocam os Estados Unidos em contradição com a opinião do resto da América Latina, da União Européia e das Nações Unidas e solapam nossa mais ampla segurança e interesses políticos no Hemisfério Ocidental” (...) “ Se o presidente Barack Obama percorre o mundo afirmando, como o fez em seu próprio país, que resulta preciso investir as verbas que forem necessárias para sair da crise financeira, garantir as moradias em que vivem inumeráveis famílias, garantir o emprego aos trabalhadores norte-americanos que o estão perdendo aos milhões, colocar os serviços de saúde e uma educação de qualidade para todos os cidadãos; como isso pode ser conciliado com medidas de bloqueio para impor sua vontade a um país como Cuba? In “Reflexões de Fidel”, publicado em o Granma. Leia a íntegra aqui.

domingo, 5 de abril de 2009

Obama e seu telhado de vidro

Para quem tem telhado de vidro é bom ter muita cutela antes de jogar pedras no telhado alheio. E este é ocaso de Obama. Creio que o presidente norte-americano tenha se precipitado ao declarar que a adesão de Ancara seria “um sinal importante” dado pela UE ao mundo muçulmano e “uma garantia de que Turquia continua firmemente ancorada na Europa”. Como também o levantamento do bloqueio contra Havana seria um importante sinal dado ao mundo e uma garantia de que a política externa norte-america deixou de ser anacrônica e hipócrita. Sou plenamente favorável à inclusão da Turquia na UE, como também defendo o fim do embargo irracional imposto à ilha da dinastia Castro pelos EUA. Aliás, o embargo dos Estados Unidos contra Cuba já é condenado pela maioria dos países membros da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Entretanto, continua a ser imposto, apesar das reiteradas Resoluções contrárias, pela vontade isolada e inflexível do governo norte-americano. Que moral tem Obama pra falar de inclusão ou exclusão?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A revolução cubana fez hoje 50 anos


Foi há meio século que o povo cubano, liderado por Fidel Castro e Che Guevara, derrubou a ditadura de Fulgêncio Baptista, tornando-se independente e soberano. Muito foi feito entretanto, muito há ainda a fazer, a começar pela plena afirmação das liberdades fundamentais (eleições livres e justas, em multipartidarismo, etc.) e pelo fim do embargo mais longo e constestado de sempre, o dos EUA.
Sobre Cuba, recordo 4 bons filmes: os belíssimos Memorias del subdesarrollo (1968) e Fresa y chocolate (1994), ambos de Tomás Gutierrez Alea; o Buena Vista Social Club (de Win Wenders, 1999); e o doloroso biopic sobre o escritor homossexual Reinaldo Arenas (Before night falls, de Julian Schnabel, 2000).
Para evocação histórico-documental, deixo-vos aqui ao lado o documentário Los ultimos dias de Batista y el triunfo de la revolucion. Também para evocar a efeméride, mas com uma tónica na situação actual, a RTP transmitiu hoje o documentário Cuba revolution.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Em novo artigo no Granma, Fidel Castro responde a críticas de Obama


O senador Barack Obama (aqui o quadro geral das primárias democratas), no seu discurso na Fundação Cubano-Americana (Miami) sobre América Latina, falou do Brasil, da Venezuela e da Colômbia, mas o seu foco principal foi uma dura crítica ao governo cubano, que foi prontamente rechaçada por Fidel Castro. Em um novo artigo publicado no Granma, intitulado “A política cínica do império”, o ex-presidente de Cuba responde a Obama, dizendo que não sente "rancor" em relação ao pré-candidato democrata à presidência norte-americana, mas que não teme "criticá-lo". Disse também que "não seria honesto" de sua parte "guardar silêncio depois do discurso de Obama". Leia aqui a integra do artigo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Fidel Castro renuncia à presidência de Cuba