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domingo, 27 de novembro de 2011

Já foi dança de terreiro, vadia, de salão, canção de vencidos, música reaccionária, música de emigrante: agora é património imaterial da humanidade

Parece que resta lamentarmo-nos, que em tempos de desesperança imposta fica apenas a saudade de tempos airosos que já não voltam.

Não, não pode ser só isso, ou sobretudo isso. Tem que ser melhor.

Há uma encruzilhada de saber vivencial, de introspecção e interpelação colectivas, de pausa meditativa, de lirismo panteísta, de lugares vivos e vividos, de vozes singulares, que se construiu e persistiu.

A isso acresce, agora, a responsabilidade de passar das intenções aos actos, concretizando o Plano de salvaguarda integrada do património do fado, que esteve na base desta consagração da UNESCO.

Por tudo isso, estamos todos de parabéns, começando pelos seus feitores e apreciadores e concluindo nos organizadores da candidatura!

Ah, fadista!

sábado, 21 de novembro de 2009

Com que voz (2.ª oportunidade)

Malaposta, 6.ª feira, 21h30
(exibição inserida num ciclo de extensão do Doclisboa)

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma lotaria americana

cartoon de GoRRo (c) 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

A epopeia da pesca do bacalhau

Trabalho, epopeia, bacalhau: um fado português. Sobre esta relação, é imperdível o documentário The white ship. The Portuguese 1966 cod fishing fleet Grand Banks (1967), de Hector J. Lemieux e chancela da National Film Board of Canada. O barco que o cineasta acompanha é o Santa Maria Manuela, na campanha de 1966, pelo mares de Grand Banks (Este de Newfoundland, Terra Nova, Canadá) e Davis Straits (a Oeste da Gronelândia). Este filme foi premiado no International Festival of Films on People and Countries (La Spezia, Itália), em 1969.

Nb: cortesia de Miguel Soares; para uma versão em formato menor vd. aqui.

domingo, 27 de julho de 2008

Fados ao entardecer

A maior fadista da actualidade dá hoje o último dos seus 3 concertos na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, às 18h.
Aqui está uma boa oportunidade para quem quiser escutar o novo disco de Aldina Duarte, «Mulheres ao espelho».
Os outros concertos do ciclo «Fados ao entardecer» decorreram a 13 e 20 deste mês, na Sala Prado Coelho.
Ainda nesta semana faleceu uma decana do fado, Fernanda Baptista, aos 89 anos de idade (nota biográfica e comentários no blogue de Vítor Duarte Marceneiro).
Nb: imagem da capa do disco «Mulheres ao espelho».

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A maior fadista viva lança hoje um novo álbum

Só agora soube, por isso já não vou poder ir, ainda assim aqui fica a informação:

«Chegou então a hora de Aldina se contar mulher, mulheres. Terá sido a imagem no espelho a exigi-lo, e ela que nunca se viu desacompanhada? Ou foi Aldina quem quis contar as mulheres que nessa imagem, a seu lado, reconhecia? Segredou-lhe o espelho o título do terceiro disco? Assim - Deverá chamar-se "MULHERES AO ESPELHO" e haverá nele a voz de uma segunda mulher, de uma grande poeta nossa. Calar-se-ão a guitarra, a viola e a tua voz, para que seja o poema "MÃE", de Maria do Rosário Pedreira, a selar, com a gravidade sublime da poesia, este novo disco de ti, minha querida fadista de corpo inteiro!» (Maria João Seixas, Jan. 2008)
Mulheres ao Espelho será lançado no próximo dia 2 de Junho, pelas 21h30, na Casa Fernando Pessoa. Haverá uma mulher a cantar, os músicos que a acompanham, os que com ela colaboraram (no passado, no presente), e uma plateia que fará de espelho das emoções vertidas para o "estrado". A entrada é livre, como sempre, e como sempre limitada à capacidade da sala. Não se atrase.»
Organização:
Casa Fernando Pessoa
Câmara Municipal de Lisboa
R. Coelho da Rocha, n.º 16
Nb: imagem retirada daqui; biografia aqui.

domingo, 27 de maio de 2007

Lá vai a miúda

A miúda do Parque Mayer faz 100 anos. É verdade: é neste ano o centenário do nascimento da grande fadista Hermínia Silva.
Hermínia surgiu como profissional do mundo do espectáculo no Parque Mayer, enquanto fadista em peças de teatro de revista aí exibidas. Nunca teve o sucesso internacional de Amália, embora esta a achasse a maior das fadistas. Foi das artistas mais queridas do público lisboeta. Levou o fado ao teatro e ao cinema, e foi precursora de Carlos do Carmo em ressaltar no fado o seu lado festivo e vivaz.
A propósito do foguetório de ontem em Lisboa, a anunciar um festival rockeiro de 2008 (portanto, daqui a 13 meses), nós aqui preferimos evocar vozes de boas cantoras portuguesas, com 5 meses de antecedência (é a 23/X). Em 2004 foi-lhe dedicada uma biografia: Recordar Hermínia Silva, de Vítor Duarte Marceneiro, neto do também fadista Alfredo Marceneiro. Mais informações aqui e aqui.