Aspetos menos ostentosos da Spadina House (com cinquenta e cinco divisões) mas que revelam um alto
estatuto social e financeiro.
Entra-se neste palacete/museu pela antiga “entrada
de serviço”. Entra-se e sai-se atravessando a loja de lembrancas, claro!
Fardas das duas “criadas”, cujos alojamentos
ficavam no terceiro andar. Também havia uma cozinheira, um “chauffeur” (viu-se
a casa onde morava no post anterior), um jardineiro e uma
lavadeira/engomadeira/costureira.
Os salários das empregadas domésticas eram
superiores à média da época, assim nos disse a guia, embora tivessem que
trabalhar 60 e poucas horas por semana enquanto a maioria trabalhava “apenas”
46h/semana. A família era exigente mas generosa.
Fogão a carvão
Fogão moderno
Frigorífico
A família tinha gelo o ano inteiro,
mesmo no verão. Um luxo na altura!
Nos anos 20 do século passado já o palacete estava equipado com um sistema de aspiração central.
Um cubículo só para o telefone, com mesa e cadeira. Tinham uma linha
direta para comunicar com o chauffeur.
A Spadina House fica ao lado da Casa Loma,
também com uma grande história.
Ambas ficam localizadas no cimo de uma colina
de 140 metros de altitude, em Toronto, uma das poucas colinas da cidade. Toronto é considerada uma cidade praticamente plana.
O acesso pode ser feito atravessando este
pequeno parque
Estou a meio do caminho. Acabei de descer estas
escadas e vou descer as que se seguem...
Terei que regressar ao Spadina Museum na
primavera/verão. Dizem-me que os vastos jardins, pomares e relvados que circundam o palacete devem ser vistos e apreciados.
A Spadina House é considerada a Downton Abbey de
Toronto.