terça-feira, 27 de janeiro de 2026
An Eternal Masterpiece With 56 Years Old
terça-feira, 21 de outubro de 2025
domingo, 10 de agosto de 2025
LED ZEPPELIN TAKES OFF!
Gravado em 15 dias durante o mês de Outubro de 68, ainda antes do grupo ter adoptado o nome que os tornaria célebres (escolhido pelo guitarrista Jimmy Page que se lembrou de uma frase usada frequentemente na época por Keith Moon, o baterista dos Who: «Going down like a lead zeppelin»), este primeiro e explosivo album parece popularizar a exploração iniciada por Jimi Hendrix. Os sons muito saturados, os solos virtuosisticos inventados por Hendrix são aqui disciplinados pelo grupo, com ajuda de uma rítmica muito mais pesada, quadrada e simples: o martelar binário herdado do blues, o canto agudissimo de Robert Plant e as improvisações de Jimmy Page (ex-Yardbirds) compõem um conjunto que torna mais acessíveis ao grande público as inovações de Jimi Hendrix. Influenciados pelo empresário Peter Grant, os Led Zeppelin tomaram a decisão de não editarem singles no Reino-Unido, o que os levou a serem banidos da rádio e a aparecerem raras vezes na televisão. Apesar desse boicote, o album alcançou o 6º lugar na Grã-Bretanha e o 10º lugar nos EUA. Uma curiosidade: Glyn Johns, engenheiro de som dos Led Zep, tocou um acetato do LP para Mick Jagger, visando a inclusão do novo grupo no Rock and Roll Circus, show a cargo dos Rolling Stones. A resposta foi um rotundo não! O mesmo aconteceu com George Harrison, que não viu qualquer interesse naquela música. O mesmo aconteceu com outros músicos, promotores e críticos da época, o que hoje só prova o quanto adiantados os Led Zeppelin se encontravam naquela época. Como complemento disponibiliza-se também o CD do concerto no Olympia de Paris, levado à cena no dia 10 de Outubro de 1969 - uma pequena amostra do fantástico acontecimento que era nessa altura ver actuar os Led Zeppelin em cima de um palco.
BLIND FAITH
«I have finally found a place to live just like I never could before», segundo verso de “Presence of the Lord”, refere-se a Hurtwood, casa que Eric Clapton comprou após a dissolução dos Cream em Novembro de 1968 e onde passou a residir. Steve Winwood era uma visita assídua e foi para ele que Clapton mostrou pela primeira vez a canção que tinha acabado de compor. Uma noite em que Clapton e Winwood se encontravam juntos, a fumar charros e a dar uns toques nas guitarras, foram surpreendidos por Ginger Baker a bater-lhes à porta. Foi nessa noite que a ideia da formação de um novo grupo teve lugar, apesar da resistência inicial de Clapton, que tinha a intuição de que a coisa não iria dar certo. Mas acedeu à vontade dos outros dois e lembrando-se de Rick Grech para o baixo, o qual pertencia na altura ao grupo Family. Todos os primeiros ensaios da banda tiveram lugar em Hurtwood. Começavam a trabalhar ao fim da tarde e tocavam até de madrugada. A intenção inconsciente de Clapton era recriar uma espécie de The Band em Inglaterra, grupo que admirava. Mas por pensar que iria ser um autêntico tiro no escuro, resolveu baptizar de BLIND FAITH o que viria a ser considerado o primeiro “supergrupo” da história do rock.
terça-feira, 29 de julho de 2025
ALEXANDER SPENCE ~ "OAR" (+ BONUS)
terça-feira, 1 de julho de 2025
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
MARIANNE's "My Songs of the Sixties"
sábado, 16 de novembro de 2024
Never Comes the Day (For My Love and Me)
THE MOODY BLUES
“ON THE THRESHOLD OF A DREAM”
Original released as LP Deram SML 1035,
UK April 25
A1. In the Beginning (2:07)
A2. Lovely to See You (2:34)
A3. Dear Diary (3:56)
A4. Send Me No Wine (2:21)
A5. To Share Our Love (2:53)
A6. So Deep Within You (3:07)
Side two
B1. Never Comes the Day (4:43)
B2. Lazy Day (2:43)
B3. Are You Sitting Comfortably
(3:30)
B4. The Dream (0:57)
B5. Have You Heard – Part 1 (1:52)
B6. The Voyage (4:10)
B7. Have You Heard – Part 2 (2:36)
THE BAND:
Justin Hayward (vocals, guitar, writer)
John Lodge (vocals, bass, cello, writer)
Ray Thomas (vocals, harmonica, flute, tambourine, writer)
Graeme Edge (drums, percussion, vocals, writer)
Mike
Pinder (vocals,
Mellotron, Hammond organ, piano, cello, writer)
Produced by Tony Clark
Engineered
by Derek Varnals and Adrian Martins
Cover
Art: Phil Travers
Photography:
Terence Abbott and David Wedgbury
"On the Threshold of a Dream" foi o primeiro álbum que os Moody Blues tiveram a oportunidade de preparar e gravar numa situação de relativa calma, sem distrações com agendas de digressões. Na verdade, foi um trabalho feito em circunstâncias quase ideais. Os Moodies, na sua nova formação, vinham de dois álbuns excelentes, "Days of Future Passed" e "In Search of the Lost Chord", ambos com sucesso de vendas, quer nos Estados Unidos quer em Inglaterra. Tal êxito cimentou-lhes a consideração da editora, a Decca Records, que lhes deu carta branca para trabalharem em estúdio durante todo o mês de Janeiro e a maior parte de Fevereiro de 1969; além disso, com dois LPs no currículo, os Moody Blues estavam agora imbuídos de ideias muito mais concisas sobre o tipo de música que podiam compôr. Igualmente importante, tinham acabado de sair de uma extensa digressão pelos EUA (juntamente com os Cream) no decorrer da qual tinham conseguido desenvolver um som muito mais uniforme, quer instrumental quer vocal, estando prontos para uma nova etapa. "On the Threshold of a Dream" é claramente uma aposta ganha e um dos trabalhos mais bonitos e importantes dos Moody Blues. Pode também ser considerado, e surpreendemente, um álbum hard-rocking, considerando a quantidade de overdubbing que levou ao aperfeiçoamento das canções, incluindo violoncelos, instrumentos de sopro, e muitas camadas vocais.
O lado B foi o mais abertamente ambicioso das duas metades: depois de um par de canções dominadas pela guitarra acústica e mellotron, "Never Comes the Day" e "Lazy Day" (este último um comentário social mostrando que Ray Thomas, pelo menos, ainda se lembrava das suas raízes em Birmingham), o resto do disco cede lugar à composição musical mais desafiante da história do grupo. "Are You Sitting Comfortably?", deliberadamente arcaica, de Justin Hayward, uma peça que soa quase 400 anos fora do seu próprio tempo, evoca imagens da história medieval e renascentista entrelaçadas com magia e misticismo, tudo ao lado da guitarra acústica de Hayward e da flauta de Thomas, levando à contribuição poética de Graeme Edge, "The Dream", acompanhada pelos mellotrons de Mike Pinder na sua aparição mais exposta até à data num disco. Esta síntese da psycodelismo e música clássica, incluindo uma secção com Mike Pinder ao piano de cauda, pode soar exagerada e pretensiosa hoje em dia, mas em 1969 era uma música envolvente e destruidora de géneros, escalando fronteiras e avançando por territórios até então desconhecidos. "On the Threshold of a Dream" foi o album que me introduziu ao universo muito particular dos Moody Blues e, comercialmente, ultrapassou o êxito precedente, chegando ao topo das tabelas em Inglaterra, onde permaneceu durante 70 semanas, um feito ainda mais notável pelo facto do single dele extraído, "Never Comes the Day” / "So Deep Within You", nunca se ter destacado.
sábado, 24 de abril de 2021
IT'S HIP! IT'S ZACHARIAS!
But today Zacharias has achieved the ultimate degree of – you can guess – hipness. He has developed »Talking Violins«. And you should hear what they say! Things like "Come on Baby, light my fire" and "I can’t get no satisfaction, I can get no girly action". That’s just how hip Helmut got. He takes his fantastic musical genius and plunges it deep into the worlds of Rock, Soul and Swinging Hip. He creates dinner music for the hip-over-thirties with Bill Medley’s "Brown Eyed Woman", Otis Redding’s "Respect", The Stone’s "Satisfaction", Donovan’s "Hurdy Gurdy Man", Aretha Franklin’s "The House That Jack Built", Dionne Warwick’s "I Say A Little Prayer" and another half truckload of the most contemporary, most hip music you can hear on the radio today. Helmut’s been hip ever since he was born on Beethoven’s birthday almost fifty years ago… but it’s just now on this album that we’re finding out exactly how hip!