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quinta-feira, 20 de maio de 2021

sábado, 26 de setembro de 2020

AMÁLIA RODRIGUES: "A Una Terra Che Amo"

Edição original em LP Columbia 3C 054-40280
(ITÁLIA, Abril 1973)

RATO RECORDS tem a honra de apresentar "A Una Terra Che Amo", um album de Amália Rodrigues, cantado em italiano e gravado em Roma, no Studi della Ortophonic, nas noites de 1, 2 e 3 de Março de 1973. O album integra vários temas do folclore italiano em dialectos siciliano, napolitano, romano e veneto. "A Una Terra Che Amo", nunca editado em Portugal, é considerado como sendo um dos maiores discos gravados em Itália e ainda hoje utilizado como material didáctico na cadeira de Literatura Italiana em diversas universidades. Como temas-bónus anexam-se mais nove faixas, todas elas cantadas também em italiano e editadas originalmente em singles: "Coimbra / Ay Che Negra (Barco Negro)" (Columbia SCMQ 7106, Itália 1968); "Canzone Per Te" (lado B do tema espanhol "La La La", Columbia 45 ML 243, Portugal 1968); "Il Cuore Rosso di Maria / La Casa in Via del Campo" (Columbia 3C 006-40062, Itália 1970); "Mio Amor, Mio Amor / Il Mare è Mio Amico" (Columbia 3C 006-40171, Itália 1971); duas versões de "La Tramontana" (inédito incluído na compilação "Amália in Italia", Columbia 3C 054-40333, Itália, 1974). A finalizar o CD inclui-se ainda a gravação do ensaio do tema "Il Mare è Mio Amico".

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

AMÁLIA RODRIGUES: "Amália Na Broadway"

Original released on LP Columbia 2402441
(PORTUGAL, December 1984) (1965 recordings)

Era de esperar que num ano (1984) em que Amália precisava de resolver alguns problemas de saúde se editasse um disco compilatório, para não haver "silêncios" na sua discografia. Ironicamente, enquanto ela lutava pela vida em Nova Iorque procurando consolo nos velhos filmes de Fred Astaire (todo um símbolo da Broadway), em Portugal era editado no final desse mesmo ano este disco com os principais standards da Broadway. Gravado em 1965, com arranjos e direcção de orquestra do inglês Norrie Paramor, este disco, apesar das muitas oportunidades que houve, só foi editado vinte anos depois. Nunca saberemos se Amália, que não estava contente com o resultado final das gravações, acabaria por tomar a decisão de o tornar público, depois desta sua nova presença na cidade de Nova Iorque. Clássicos de Jerome Kern, Richard Rodgers e Georges Gershwin corporizam-se de uma forma esplendorosa na vibrante voz de Amália de 1965, com pequenos erros quase imperceptíveis na pronúncia. Na capa colorida, um tanto óbvia para um disco como este, vemos uma glamorosa fotografia sobreposta, de uma famosa sessão de Augusto Cabrita (Ramiro Guiñazú in "Amália no Mundo")

domingo, 25 de agosto de 2019

A Voz de AMÁLIA


Edição original em LP Columbia (EMI) SPMX 5012
(PORTUGAL 1970, Março 25)

Com a voz de Amália Rodrigues é a própria alma de Portugal que nos surge. A verdade é que nenhum outro intérprete do fado conseguiu, como ela, ser o reflexo da sensibilidade de todo um povo, desse povo que nela se reconhece. O fado, esse canto melancólico e apaixonado, começou por se cantar nas tavernas do porto de Lisboa. Se, depois, foi adoptado por todos apesar da sua origem e se se tornou parte integrante da vida de Lisboa, é a Amália Rodrigues que o deve. Não admira, pois, que os melhores poetas do país tivessem proposto os seus textos a Amália. A sua interpretação profunda e subtil sabia dar aos poemas todo o seu significado e toda a sua beleza. A qualidade musical das canções é obra de um compositor muito dotado: Alain Oulman. Embora português de adopção, ele soube renovar o fado e criar um novo estilo, unindo elementos de música clássica às melodias de origem popular. O seu encontro com Amália foi um encontro feliz, já que, depois de Frederico Valério, raros compositores tinham compreendido a sua voz. Voz que Alain Oulman entendeu como nenhum outro, para ela escrevendo uma música de forma ampla mas definida, a que sabia ligar sempre uma melodia carregada de ambiente, permitindo que Amália se transfigurasse, se desdobrasse nas suas incessantes improvisações. E permitindo também, através da sua música, que Amália cantasse os poetas de que tanto gostava.


Assim, é todo um novo reportório que irá surgir na voz de Amália e que atingirá um dos seus pontos mais sublimes neste album, editado logo no início da década de setenta. As doze canções que ela nos apresenta neste album histórico (talvez um dos melhores registos de toda a discografia do Fado e, sem qualquer dúvida, o melhor album de sempre de Amália) são os frutos maduros de dez anos de relacionamento entre o compositor e a Diva: todas as músicas levam a assinatura de Oulman, distribuindo-se a autoria das letras pelos maiores poetas da língua portuguesa: David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Cecília Meirelles, António de Sousa, Pedro Homem de Mello..., Luís de Camões! Com gente desta, o resultado final só poderia ter sido o que foi: uma obra-prima absoluta da canção portuguesa. Acabado de gravar em Janeiro de 1969, o LP "Com Que Voz" só seria editado mais de 1 ano depois, no dia 25 de Março de 1970. Quatro faixas, porém, foram publicadas antes: "Formiga Bossa Nova", "Havemos de Ir a Viana" e "Cravos de Papel", no EP "Formiga Bossa Nova" (Columbia ELMS 3005), a 23 de Maio de 1969; e "Com Que Voz", no single (VC 5) distribuído na atribuição do Prémio Pozal Domingues, a 17 de Junho de 1969. No verso deste último single, intitulado "Prémio Pozal Domingues 1969", podia ler-se: «Num luxuoso álbum, a publicar brevemente, Amália Rodrigues canata alguns dos maiores nomes da poesia portuguesa, ilustrados pela música de Alain Oulman. É desse disco o fado "Com Que Voz", um soneto atribuído a Luís de Camões e que dá título ao album.» 



RETRATO DE AMÁLIA

És filha de Camões filha de Inês
assassinada voz de portuguesa
cantando a nossa imensa pequenez
com laranjas e gomos de tristeza.

É no claro Mondego dos teus olhos
que se debruça o mal da nossa mágoa.
Ao Tejo dos teus gestos que se acolhe
o nosso coração a pulsar água.

Falando desatada de saudade
choras um povo cantas a balada
mais bonita que soa na cidade
de Lisboa por ti apaixonada.

(José Carlos Ary dos Santos)

domingo, 12 de novembro de 2017

AMÁLIA Canta AMÁLIA

Edição original em LP Columbia (EMI) 11C 078 40533
(PORTUGAL, Outubro 1980)

"Gostava de Ser Quem Era" foi o primeiro álbum de material inédito, composto por dez fados originais com letras da própria Amália, escritas em sua casa durante a convalescença de uma doença. As músicas são dos dois guitarristas, Carlos Gonçalves e Fontes Rocha. A estes dois associam-se Joel Pina (viola-baixo) e Pedro Leal (viola). A pintura de capa é de Enric Ribô e a fotografia interior é de Augusto Cabrita. A edição original incluía uma capa de abrir (gatefold), com um livreto de oito páginas ilustradas, as letras das canções e ainda duas páginas em papel manteiga com uma poesia de Alexandre O’Neill dedicada à fadista.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

AMÁLIA AT THE PARIS OLYMPIA, 1956




Original Released as LP Columbia (EMI) 33CSX 11
(UK, 1957)


A1. Uma Casa Portuguesa (R. Ferreira/V.M. Sequeira/A. Fonseca) 3:01
A2. Nem às Paredes Confesso (Max/Ferrer Trindade/Artur Ribeiro) 3:40
A3. Ai Mouraria (Amadeu do Vale/Frederico Valério) 3:06
A4. Perseguição (Avelino de Sousa/Carlos da Maia) 2:54
A5. Tudo Isto é Fado (Aníbal Nazaré/Fernando Carvalho) 2:55
A6. Fado Corrido (Linhares Barbosa/Santos Moreira) 2:04
A7. Barco Negro (do filme “Os Amantes do Tejo”)
(Caco Velho/Piratini/David Mourão Ferreira) 4:11
B1. Coimbra (José Galhardo/Raúl Ferrão) 2:32
B2. Sabe-se Lá (Silva Tavares/Frederico Valério) 2:47
B3. Tendinha (José Galhardo/Raúl Ferrão) 2:10
B4. Lá Vai Lisboa (Norberto de Araújo/Raúl Ferrão) 2:13
B5. Que Deus Me Perdoe (Silva Tavares/Frederico Valério) 4:18
B6. Lisboa Antiga (José Galhardo/Amadeu do Vale/Raúl Portela) 2:47
B7. Amália (José Galhardo/Frederico Valério) 2:48

Musicians:
Portuguese Guitar: Domingos Camarinha
Acoustic Guitar: Santos Moreira
Recorded Live in April or May, 1956 at the Olympia, Paris
(see english notes for each song on the back cover of the album)

É o primeiro disco ao vivo de Amália a ser editado e um dos de maior sucesso absoluto, com várias edições num grande número de países, a saber França, Reino Unido, Itália, Japão, Brasil, Estados Unidos da América, Holanda, África do Sul, Portugal, e outros ainda. Foi escolhido um conjunto todo cantado em português (e ainda bem, porque os estrangeirismos nunca foram o forte de Amália) , o que na época não acontecia nas actuações no estrangeiro, com os standards a partir de então sempre exigidos ("Uma Casa Portuguesa", "Coimbra", "Lisboa Antiga" e o indispensável "Barco Negro"), a que se juntam quatro Valérios, antes talvez de Amália ter concluído que Valério era um compositor de sucessos pouco internacionalizáveis. A única raridade, nunca depois gravado, é o tema "Nem às Paredes Confesso". E há também "Tudo Isto é Fado", que ficou no reportório. No conjunto, é um óptimo disco, uma voz portentosa, interpretações brilhantes, uma grande segurança nas apresentações, uma grande timidez nos agradecimentos, mas demasiado arrumado no sector aplausos-cantiga-aplausos, acusando talvez a demasiada passagem pelo estúdio, que não a falta de entusiasmo dos espectadores do Olympia, que se sabe ser grande, pois mesmo sendo a primeira actuação de Amália naquele que era o mais importante palco de music-hall europeu, não se pode esquecer que ficou duas temporadas, caso que até então nunca acontecera (Vítor Pavão dos Santos in “Amália Uma Biografia”)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O BUSTO DE AMÁLIA


Edição original em LP Columbia SX 1440 (mono)
(UK, August 1962)


A Valentim de Carvalho edita, em 1962, o álbum "Amália Rodrigues", que passou a ser conhecido por "Busto", em referência à escultura de Joaquim Valente reproduzida na capa, ou "Asas Fechadas", o nome do tema que abre o alinhamento. É o primeiro álbum de estúdio de Amália e o primeiro disco da cantora com músicas de Alain Oulman, quiçá o compositor mais importante da artista e a quem se deve o impulso decisivo para a renovação do fado. «Ele foi o primeiro a intuir, a um nível mais profundo, a fundamental coexistência, na personalidade de Amália, do popular e do culto, do espontâneo e do vigiado, do grácil e do austero – de tudo, em suma, o que a nimba de génio», disse David Mourão-Ferreira. Nesta primeira colaboração entre a fadista e o compositor francês, a escolha recaiu em quatro poemas de David Mourão-Ferreira ("Maria Lisboa", "Madrugada", "Abandono" e "Aves Agoirentas"), três de Luís de Macedo ("Asas Fechadas", "Cais de Outrora", e "Vagamundo"), um de Pedro Homem de Melo ("Povo Que Lavas no Rio") e um da própria Amália ("Estranha Forma de Vida"), sendo estes dois últimos os únicos que não têm música de Alain Oulman, respectivamente, de Joaquim Campos (Fado Vitória) e de Alfredo Duarte "Marceneiro" (Fado Bailado). O acompanhamento instrumental foi de José Nunes (guitarra portuguesa), Castro Mota (viola) e do próprio Alain Oulman (piano, em "Asas Fechadas" e "Cais de Outrora"). Tal como viria a acontecer em discos posteriores de Amália, a gravação foi efectuada por Hugo Ribeiro, o técnico de som que «grava aquela que eu acho que é a minha voz, aquela que eu oiço... Só o Ribeiro é que está habituado à minha maneira de cantar».


Amália já tinha interpretado avulsamente poetas eruditos, mas a vasta erudição literária de Alain Oulman permitiu-lhe abordar poemas mais densos e de leitura menos óbvia. «Houve sempre coisas que eu queria cantar, poemas de que gostava, e não encontrava música para eles dentro dos fados clássicos. Precisava de quem escrevesse música para mim, e depois do Valério pouca gente escreveu», disse mais tarde a cantora. «Na realidade, – escreve Rui Vieira Nery – Alain Oulman trazia a Amália a resposta a uma sua preocupação de sempre, a de construir, de certa forma, um fado para além do fado, ou seja, uma música capaz de encontrar na grande poesia portuguesa de todos os tempos formas de estar, de ver e de sentir essencialmente idênticas às do repertório fadístico tradicional mas de, ao mesmo tempo, as envolver numa construção formal e harmónica mais sofisticada, sem perda do sabor expressivo próprio dos velhos fados estróficos. Protestaram-se supostos sacrilégios, pela voz dos fundamentalistas da poesia erudita e do fado castiço, mas cedo a magia de Amália triunfava e embalava-nos nestas melodias tristes, de forte travo modal, que obrigavam os guitarristas a encontrar encadeamentos harmónicos de uma complexidade a que não estavam habituados ("Vamos às óperas", dizia o grande guitarrista José Nunes, num tom entre a ironia e a sedução, quando tinha que tocar Oulman)»O próprio regime, se bem que por outras razões, também não ficou indiferente ao disco. Estava em causa a letra do tema "Abandono": "Por teu livre pensamento / Foram-te longe encerrar / [...] Levaram-te a meio da noite". Versos que eram facilmente conotáveis com as acções persecutórias da PIDE. E havia também os versos "Ao menos ouves o vento / Ao menos ouves o mar". Como havia um calabouço cheio de presos políticos precisamente à beira-mar, no Forte de Peniche, não demorou que "Abandono" ganhasse novo título: "Fado Peniche". O disco acabou por ser interditado e só viria novamente à luz do dia em 1970, já em plena Primavera Marcelista. Quem acusa Amália Rodrigues de conivência com a ditadura devia ouvir este fado e já agora também a "Trova do Vento Que Passa", incluída noutro álbum fundamental, intitulado "Com Que Voz" (Columbia/VC, 1970).


A propósito do álbum "Busto" assim escreveu Luís Maio: «Este disco é um óbvio marco histórico na história do fado e da música portuguesa em geral deste século. É como o "In The Wee Small Hours" de Sinatra, ou o "Revolver" dos Beatles. Porque é também uma mudança de nível, o salto qualitativo na carreira de uma artista já consagrada em termos de sucesso, que nesse movimento de risco inesperado atinge o auge da sua arte e determina a evolução de todo um género musical. Hoje é um disco de clássicos do fado, mas quando foi lançado representou uma ruptura com o classicismo então instituído, uma mudança de paradigma em termos de som e de imaginário. Antes, o fado tinha evoluído de modalidade de entretenimento marginal para uma forma musical sancionada e reivindicada pelas classes populares do país urbano. Sem perder esse cunho popular, este disco elevou-o a uma nova dignidade cultural. O requintado discurso dos poetas, as complexas composições de Oulman, mas também a nova liberdade vocal de Amália conjugada com uma sábia austeridade promoveram o fado a um plano superior de apuro artístico e cultural. Mais de cincuenta anos depois, "Busto" emana um encanto intemporal que faz com que seja muito do fado feito depois que soe datado. Não que o fado ou a obra de Amália tenham morrido em 1962, mas este disco representa o género de associação entre espontaneidade e visionarismo característicos das obras em que assentam edifícios musicais. Por isso mesmo, a sua riqueza é tal que se presta sempre a novas formas de ouvir. Com Madredeus, em particular de "O Espírito da Paz", aprendemos a reescutar a música portuguesa de raiz popular como paisagem sonora. Ora, "Busto", com a toda a sua elaboração e austeridade, surge como que talhado pela mesma espiritualidade pictórica, extrapolação das formas de sentir portuguesas para um plano de inebriante metafísica. Uma estranha coincidência ou nem tanto?»


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

AMÁLIA I


First Volume of Amália's best works:
1. Fadinho Serrano (1968) (Hernâni Correia / Arlindo de Carvalho)
2. Meia-Noite e Uma Guitarra (1968) (Álvaro Duarte Simões)
3. Eu Queria Cantar-te Um Fado (1963)
(António de Sousa Freitas / Franklin Godinho)
4. Maria Lisboa (1970) (David Mourão-Ferreira / Alain Oulman)
5. Gaivota (1970) (Alexandre O’Neill / Alain Oulman)
6. Naufrágio (1970) (Cecília Meireles / Alain Oulman)
7. Nem às Paredes Confesso (1957)
(Artur Ribeiro / Maximiano de Sousa / Ferrer Trindade)
8. Barco Negro (1957) (David Mourão-Ferreira / Caco Velho / Piratini)
9. Verde, Verde (1965) (Pedro Homem de Melo / Alain Oulman)
10. Paresito Faraón (1965) (Montes / Ulecla)
11. Ai Mouraria (1965) (Amadeu do Vale / Frederico Valério)
12. Sombra (1965) (David Mourão-Ferreira / Alain Oulman)
13. Medo (1967) (Reinaldo Ferreira / Alain Oulman)
14. Lá Porque Tens Cinco Pedras (Fado Corrido) (1957)
(Linhares Barbosa / Filipe Pinto)
15. É ou Não é? (1970) (Alberto Janes)
16. Primavera (1967) (David Mourão-Ferreira / Fado Pedro Rodrigues)
17. Madrugada (1962) (David Mourão-Ferreira / Alain Oulman)
18. Havemos de ir a Viana (1969)

(Pedro Homem de Melo / Alain Oulman)
19. Povo Que Lavas no Rio (1962)
(Pedro Homem de Melo / Joaquim Barros)
20. Abandono (Fado Peniche) (1962)
(David Mourão-Ferreira / Alain Oulman)


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