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sábado, maio 02, 2026

O 25 de Abril não tem donos, mas tem pais e guardiões orgulhosos...


Felizmente o 25 de Abril não nasceu de um parto difícil, muito menos teve "pais incógnitos".

A sua história continua a ser demasiado bonita e real, ao ponto de alguns a continuarem a achar mais próxima dos filmes e dos sonhos, que da realidade.

O único sangue derramado foi pela polícia política, que não gostou de ver o povo a encher as ruas, muito menos a dar vivas à liberdade.

Foi o seu último gesto, cobarde e assassino, que felizmente não conseguiu retirar a beleza ao vermelho dos cravos.

Embora a direita goste de encher a boca e dizer que o "25 de Abril não tem donos", por questões dúbias, têm razão.

Abril não tem donos. Tem sim "pais" e "guardiões". Gente de todas as idades que vai gritar sempre, com orgulho: «25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!»

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, abril 27, 2026

O trabalho ainda com Abril no horizonte...


Ainda com Abril no horizonte, é bom não ficar em silêncio com a tentativa de alterar as regras do mundo do trabalho.

Os argumentos dos governantes e dos partidos de direita, não enganam ninguém. Tanto uns como outros,  não fazem mais que defender os interesses do patronato, numas nova Lei Laboral, que apenas têm como objectivo facilitar a tarefa de quem manda e lucra com o trabalho dos outros.

A memória existe para alguma coisa. E ela é a primeira a dizer-nos que os donos de qualquer empresa, nunca tiveram qualquer problema em fugir das suas responsabilidades, quando estão em equação direitos dos trabalhadores ou até pagamentos ao Estado.

Daqui a meia-dúzia de anos, estamos cá para ver, as mudanças que esta lei fez no País... 

Era bom que a produção subisse como prometem, tal como os ordenados dos "colaboradores", mas, infelizmente, o capitalismo é o que é (e o português ainda consegue ser mais miserabílista, em tudo)...

(Fotografia de Luís Eme - Barreiro)


domingo, abril 26, 2026

Que assim seja...



Concordo.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, abril 25, 2026

25 de Abril Sempre!


Liberdade é tanta coisa (felizmente).

O importante é termos sempre coragem de a expressar, de todas as maneiras possíveis.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 24, 2026

quarta-feira, abril 22, 2026

O que é que é isso, afinal, de se ser livre?


Sei que há alguma dificuldade, em se perceber, o que é isso, afinal, de se ser livre.

Digo isto por pensar que só conseguimos ser verdadeiramente livres, quando conseguimos respeitar (e até fazer uma vénia) a liberdade, de ser, e de viver, dos outros, que teimam em ser diferentes.

Durante muitos anos achei que o meu pai era o "homem mais livre do mundo", por ter a sensação de que fazia sempre o que queria. Hoje penso de outra forma, porque havia algum egoísmo na sua forma de ser livre (aliás, ele só conseguiu viver como um pássaro sem gaiola, porque a minha mãe sempre o deixou voar para onde lhe apetecia...).

Hoje percebo que ser-se livre, é muito mais do que fazermos o que nos apetece.

A nossa liberdade não deixa de estar ligada a outra palavra, não menos importante, a dignidade. Só somos dignos da palavra liberdade quando conseguimos respeitar, da mesma forma, a nossa liberdade e a liberdade dos outros.

Parece fácil mas não é... É por isso que se confunde tantas vezes o verdadeiro significado da palavra liberdade...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, abril 21, 2026

Abril é tudo isto, e muito mais...


Abril. É uma Revolução. Abril. É um Poema. Abril. É um Cravo. Abril. É uma Canção. 
Abril. É Liberdade. Abril. É Sonho. Abril. É Igualdade. Abril. É Fraternidade.
Abril. É uma Flor. Abril. É um Abraço. Abril. É um Sorriso.  Abril. É um Amor.
Abril. É História. Abril. É Gente.  Abril. É Filme. Abril. É Memória.
Abril. É um Marinheiro. Abril. É um Capitão. Abril. É um Soldado.  Abril. É um Companheiro.
Abril. É a Lua. Abril. É a Alegria. Abril. É a Paz. Abril. É a Rua. 


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, abril 20, 2026

Abril existe para todos (mesmo que algumas pessoas não achem muita piada)...


Sei que nem toda a gente gosta de Abril.

Também sei que isso tem pouco a ver com o que a sabedoria popular nos diz, das águas mil, até porque existem guarda-chuvas e a temperaturas é primaveril.

Tem sobretudo a ver com a "vidinha" e com a famosa "saudade", que não é apenas do fado. Continua a existir gente à nossa volta não consegue esquecer os privilégios que tiveram numa "outra vida", tanto na Metrópole como no Ultramar (mesmo que o tempo tenha ficcionado ligeiramente a realidade...).

Mas isso sempre foi o menos importante.

Importante é sentir que Abril existe para todos...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, abril 19, 2026

Abril também pode ser um sorriso (daqueles que ficam cravados na memória)...


No meu último livro falo sobre o Abril que descobri aos dezoito anos na Capital, na festa que foi desfilar pela primeira vez na Avenida da Liberdade (não sei quantas cidades do mundo se podem gabar de ter uma Avenida que tem o nome de Liberdade e é tão larga e comprida, ao ponto de dar a sensação que cabem lá todos os amantes de Abril...

Muito ao de leve falo de uma miúda amorosa, que conheci nesse dia 25 de 1981. Digo apenas: «E depois desci a Avenida da Liberdade de mão dada com uma miúda gira, a Esmeralda, que ainda gostava mais de liberdade que eu.»

Se hoje continuo tímido, com dezoito anos, era muito mais...

Lembro-me apenas de termos trocado um sorriso e de nos termos aproximado, de estarmos ao lado um do outro e de nos tocarmos, quase empurrados pela multidão.

E depois desfilámos os dois de mão dada. Sei que dissemos muitas vezes, "Abril Sempre! Fascismo nunca mais!"...

Parece ficção, mas aconteceu mesmo. Aos dezoito anos quase tudo nos é permitido.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, abril 18, 2026

Abril com Arte e Liberdade nas paredes de Almada


Tinha lido que iriam ser colados cartazes feitos por alunos num dos muros exteriores da Casa da Cerca, em Abril, mas só quando me dirigia para a inauguração da exposição de pintura, "Os Amigos" (na sede da SCALA) é que reparei numa quase multidão que enchia a rua, na tarde de hoje.


Depois de ver a exposição passei por lá e percebi que se estava a montar a tal outra exposição de Abril, cheia de cartazes com palavras, rostos, memórias, história, arte e liberdade, a céu aberto.

E sim Abril é tudo aquilo... 

E que nunca tenhamos medo de festejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, em Almada, nas Caldas da Rainha ou em Albufeira...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, abril 01, 2026

Um dia que quase perdeu a graça


A mentira está de tal forma institucionalizada, que as habituais brincadeiras do primeiro dia de Abril quase que deixaram de fazer sentido.

Quem diria que este dia iria perder a graça...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, dezembro 17, 2025

Será que depois da saúde e do trabalho, agora o alvo é a educação?


O ministro da Educação pode vir com as desculpas que quiser e dizer que foi mal interpretado. Mas as suas palavras não dão grande espaço para dúvidas.

Ele gostava que as residências de estudantes fossem para todos os estudantes e não apenas para os que o seu agregado familiar tem fracos rendimentos económicos.

Claro que graças, às "virtudes" da língua portuguesa, ele agora pode dizer que quando falou do estado em que ficam as residências universitárias dos "pobrezinhos", queria culpar o Estado, que nunca faz qualquer tipo de obra de manutenção ou beneficiação, e não os alunos...

Talvez não falte muito, para que se volte ao ensino de 24 de Abril de 1974, que estava reservado apenas para alguns (no secundário há cada vez mais divisões e balizas entre o ensino público e privado)...

Depois do que a AD tem feito com a saúde e com o mundo do trabalho, talvez agora esteja apostado em tornar a ensino superior, só para alguns, como aconteceu durante as ditaduras salazarista e marcelista. Nesse tempo o país era governado pelas "castas", ou seja, pela "meia-dúzia de famílias do costume", que tinham todas as portas abertas, inclusive as das universidades. Sim, até mesmo os seus filhos burros conseguiam chegar a doutores e engenheiros...

Talvez esta aliança cada vez menos democrática, queira acabar de vez com "a escadaria social" (no nosso país não se pode falar sequer em "elevador", continua a ser preciso ter "boas pernas", para não se desistir a meio das escadas...), que nos foi proporcionada pela Revolução de Abril (e não pelo tão aclamado 25 de Novembro, agarrado com as duas mãos pelos saudosistas do fascismo...).

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, novembro 25, 2025

«O problema não é a festa, é quererem fazer do 25 de Novembro, o que ele nunca foi.»


Sei que "ainda não chegámos à américa", basta falarmos claro e conhecer a história recente, para desmontar as duas ou três mentiras, que tentam passar por cima dos factos.
 
Mais uma vez, socorro-me de uma frase do meu amigo Carlos, que diz tudo sobre o dia de hoje: «O problema não é a festa, é quererem fazer do 25 de Novembro o que ele nunca foi.»

O único partido que poderia acenar a "bandeira da vitória" nos vários episódios que antecederam o 25 de Novembro de 1975, é o PS liderado por Mário Soares. Nem mesmo o PSD, teve voz activa, em todo este processo, provavelmente por o seu líder ter passado quase todo o Verão Quente", em Londres, onde foi operado e fez a sua recuperação.

Mas os socialistas têm consciência que se trata de uma data importante, mas fracturante, especialmente no seio do MFA, onde camaradas tiveram de prender outros camaradas, apenas por pensarem de forma diferente. Foi por isso que os socialistas, tal como o "grupo dos nove", nunca quiseram que o 25 de Novembro fosse o que nunca foi.
 
De uma forma simplista, pode-se dizer que o 25 de Novembro foi uma tentativa, bem sucedida, de voltar a colocar o país no rumo certo, com o regresso daquela democracia, onde se procura que exista espaço para todos.

É por isso que não há um único "militar de Abril", ou de "Novembro", com vontade de participar nesta festa, com ar de farsa, onde a direita mais reacionária, quer sobretudo diminuir o simbolísmo e a verdade histórica do dia 25 de Abril de 1974.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

segunda-feira, novembro 24, 2025

Recuar até 24 de Novembro de 1975...


O 24 de Novembro de 1975 foi um dia crucial. Foi o dia onde quase tudo ficou decidido, graças à inteligência do "grupo dos nove" (felizmente eram mais que nove...), que com a ajuda de Costa Gomes, um Presidente da República, com um sentido de Estado raro, conseguiu reduzir de uma forma notória o número de "forças inimigas", ao fazer com que Otelo Saraiva de Carvalho (Copcon), Álvaro Cunhal (PCP) e Rosa Coutinho (Fuzileiros), dessem ordens às forças que dominavam, para que não participassem de uma forma activa na tentativa de golpe militar do dia seguinte.

Penso que só neste dia, quando se "contaram as armas", é que a possibilidade de uma "Guerra Civil" deixou de ser uma ameaça séria. É preciso recordar que tinham sido distribuídas milhares de armas aos partidos políticos, tanto do lado mais esquerdo como do lado mais direito do MFA e que o país estava "partido" ao meio (o Tejo era a fronteira)...

Carlos Guilherme foi dos meus melhores amigos nos últimos vinte anos. Era "Capitão de Abril" e fez parte das operações do 25 de Novembro de 1975. Tivemos muitas conversas sobre algumas datas importantes, como foram o 16 de Março de 1974 (eu tinha um interesse particular por ser de Caldas da Rainha...), o 11 de Março de 1975, e claro, o 25 de Novembro.

Tão boas como as nossas conversas foram os almoços para os quais ele me convidou, na Associação 25 de Abril, onde depois do repasto havia sempre uma palestra com um dos vários intervenientes deste período decisivo para Portugal. Eram sempre contados vários episódios importantes, bastante esclarecedores sobre alguns erros históricos e uma ou outra "mitologia", distante da realidade. Recordo as intervenções de Torcato da Luz e de Almada Contreiras sobre estes acontecimentos (na época estavam no lado esquerdo do MFA...), tal como os contributos de outras camaradas presentes, como realce para Otelo ou Vasco Lourenço.

Todas as movimentações que se deram nestes dias de Novembro, foram sobretudo militares. Mesmo o PS, teve uma importância relativa. A "contagem de espingardas" deu-se entre os militares moderados e os revolucionários, com a vitória dos primeiros, que estavam em maioria e defendiam um regime democrático, com eleições livres, assim como a aprovação de uma nova Constituição, pela Assembleia Constituinte, eleita a 25 de Abril de 1975.

O curioso, é que quem quer fazer, hoje, deste dia uma festa, em 1975 caminhava em sentido contrário. É preciso dizer que as famílias políticas mais conservadoras, que agora agarram o 25 de Novembro com as duas mãos  (como é o caso do CDS e da IL) tinham fugido para Espanha e para o Brasil. Ou então andavam entretidas a incendiar sedes comunistas no Norte do País e a realizar atentados bombistas, que fizeram várias vítimas mortais (o Padre Max é a mais conhecida...). 

Estavam longe de lutar pela democracia, queriam sim, o regresso da ditadura e do sistema social desigual, que lhes tinham roubado e de que tanto gostavam, pois fazia-os sentirem-se "reis" e "rainhas" num país, que ainda era "para menos pessoas" que na actualidade...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, outubro 03, 2025

O silêncio dos culpados...


Não sei se sou só eu que reparo, que cinquenta anos depois de Abril, há quem queira "encolher" o nosso país, que apesar de ter o tal "mar plantado", no seu lado ocidental, sempre esteve longe de ser o "paraíso" dos poemas e da prosa poética.

Descubro um país com menos escolhas e também com menos espaço para as diferenças.

Um país com mais "verdades absolutas", mesmo que a maior parte das vezes, não passem de deturpações da realidade. 

Tal como aconteceu noutros tempos, em que a realidade era pintada diariamente com cinzentos, este país parece querer voltar atrás no tempo. Parece querer avivar os medos, como por exemplo, o medo das palavras. 

E atrás deste medo, vêm outros medos, que tornam cada vez mais difícil perceber onde começa a ficção e acaba a realidade no país e nas nossas vidas.

Se um juiz pode ser escutado e perseguido durante três anos, apenas porque há alguém no ministério público que lhe quer colocar um autocolante de "corrupto" na testa, pode-se fazer quase tudo às nossas vidas.

Curiosamente (ou não), os políticos dos partidos e os governantes dos muitos poderes existentes, ficaram em silêncio. 

Já nem sequer dizem a frase batida, que só cumprem quando lhes dá jeito: "à política o que é da política, à justiça o que é da justiça."

Infelizmente, é cada vez mais audível, o silêncio dos culpados...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 25, 2025

O bonito olhar estrangeiro de Abril


Não sei dizer o que gostei mais da exposição "Venham Mais Cinco", que vi hoje, no Parque da Antiga Lisnave (ao lado da Escola Profissional da Lisnave, em Almada). 


Mas talvez tenha sido a diversidade, o que mais me espantou, das duzentas bonitas imagens que retratam muitas das aventuras que ilustram os anos luminosos de 1974 e 1975. Sim, são trinta olhares diferentes, atentos à nossa  memorável Revolução, que foi muito mais que um só dia.

Recomendo vivamente a visita à exposição a todos aqueles que gostam de fotografia e de Abril. 

Vale a pena!

(Fotografias de Luís Eme - Margueira)


terça-feira, abril 29, 2025

Pois foi, a Luz veio e o "Mundo não acabou"...


Não é difícil explicar o que aconteceu ontem.

O "apagão" de 12 horas (em Almada, foi assim, das 11.30 às 23.30 horas...), que nos deixou quase sem Mundo, esteve longe de ser o aspecto mais elucidativo sobre a qualidade humana.

Mais uma vez, em nome do egoísmo e do individualismo,  num  verdadeiro "salve-se quem puder", a gente precavida do costume, voltou a abastecer-se de água, papel higiénico e latas de conserva, deixando para os mais distraídos, o pequeno prazer de fecharem as portas e pouparem algum dinheiro.

Mesmo que se finjam, aqui e ali, "solidários", já percebi, há algum tempo, que é com esta gente que a direita cresce...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, abril 26, 2025

"25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!"


Felizmente o Dia da Liberdade continua a ser uma festa.

É num clima de alegria, serenidade e cumplicidade que se desce a Avenida da Liberdade, com gente de todas as idades.

Curiosamente ou não, cada vez assistimos mais à presença de jovens, com cravos vermelhos, sorrisos bonitos e vivas ao "25 de Abril, sempre / Fascismo nunca mais!"


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, abril 25, 2025

Lembrei-me do meu Pai, por um pequeno pormenor...


Como de costume acordei cedo.

Pensei em várias coisas, não muito alegres, que não são para escrever hoje.

Lembrei-me do meu querido Pai. Por um pequeno pormenor.

Nunca me falou da prisão do pai, no começo da Guerra Civil de Espanha. Eu também nunca lhe fiz qualquer pergunta sobre esse tempos difíceis, que se agudizaram com a Segunda Guerra Mundial. 

Ele tinha dois, três anos, quando o meu avô foi preso. Tinha cinco, quando começou a Guerra provocada por Hitler.

Do que me falou bastantes vezes, foi da fome que passou, na infância passada na Beira Baixa...

Parece que não é uma história de Abril, mas acaba por ser, porque Abril é também memória. 

E é essa memória que nos faz lutar contra um passado, que parece longínquo, onde reinava a repressão e a exploração, onde se tentava roubar a dignidade às pessoas...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


quinta-feira, abril 24, 2025

Abril é Abril, mesmo que lhe queiram chamar outra coisa...


Cinquenta e um anos deviam ser tempo mais que suficiente para todos percebermos que, Abril é Abril, mesmo que lhe queiram chamar outra coisa...

Abril é Abril, mas continua a não ser igual para todos. Nem todos gostam da cor, dos cheiros, e até da alegria de se andar de mão dada com a liberdade pelas ruas (se pudessem iam passar uns dias à Polinésia...). 

Abril é Abril, mas nem todos querem, e gostam, de igualdade. Gostam sim de misturar as coisas e de fingir que não percebem que podemos ser iguais, continuando diferentes. 

Sim, não precisamos de nos vestir da mesma maneira nem de comprarmos ou comermos as mesmas coisas, para vivermos Abril mesmo em Novembro. 

Normalmente quem não gosta de ouvir falar em igualdade, tem aquele "sonho antigo", de um dia qualquer, conseguir ser "mais que os outros". Isso sim, é importante.

É gente que nunca se contenta com  "igualdades", querem sim, um mundo só para eles...

Felizmente hoje já são mais previsíveis. 

O primeiro sinal que dão, é não gostar de cravos, a flor de Abril que é Abril...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)