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quarta-feira, novembro 12, 2025

O tempo vai passando, mas é impossível fechar os olhos a um primeiro-ministro manhoso e a duas ministras vingativas...


Provavelmente devem existir alguns ministros competentes no governo do "conde de monteverde". Não serão com toda a certeza as ministras da Saúde e do Trabalho, cujas primeiras acções políticas que tiveram foi criarem condições para as demissões de Fernando Araújo e Ana Jorge.

Normalmente a sabedoria popular não se engana, e o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita...

Isso explica o estado da nossa Saúde e a contestação que está a merecer a proposta da nova "lei do Trabalho".

Também não deixa de ser curiosa a reacção do "conde de monteverde", que continua a assobiar para o ar em relação à empresa que continua a ter dentro de casa, mas que não teve qualquer dúvida a apontar o dedo aos malvados comunistas, que ainda mandam na CGTP e querem "parar" o país, por causa de uma lei, que só quer facilitar as relações laborais.

E tem razão. Se se tornar mais fácil despedir trabalhadores, isso facilita, e de que maneira, as relações laborais. Então para os patrões...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, agosto 17, 2025

Não há palavras para descrever toda esta tragédia...


Não há palavras para descrever toda esta tragédia, que tem assolado, dias a fio, algumas das zonas mais bonitas do Norte e Centro do País.

Muito menos é tempo de falar dos culpados - para além do vento, das altas temperaturas e dos bandidos dos incendiários - de toda este inferno, até porque muitos deles vão ser novamente candidatos autárquicos à câmaras e juntas de freguesia. E provavelmente até vão continuar a governar, mesmo que a sua grande virtude seja "apontar dedos"...

É isso que me faz pensar, muitas vezes, que somos "um país sem conserto".

Mas não é bem sim. Há o outro lado, o lugar onde estão os melhores de nós, mesmo que não passem de gente simples e anónima.

Falo dos milhares de bombeiros que andaram (e continuam a andar...) dias e dias a correr de um lado para o lado, mesmo sabendo que é humanamente impossível chegar a todo o lado. Mesmo que a experiência do terreno lhes diga que as estratégias usadas no terreno, estão longe de ser as melhores (mas como "quem manda pode"...), continuam na sua luta diária, mal comidos, mal dormidos e completamente exaustos. E das populações. Da gente de todas as idades que se uniu para defender o bem comum. Muitas vezes, cercados pelas chamas e sem o "manto protector" dos Soldados da Paz por perto, lutaram com todas as suas forças para protegerem os seus bens e os dos vizinhos mais desesperados. 

Apesar destes tempos do "eu", provou-se, mais uma vez, que a solidariedade nunca foi, nem será, uma palavra vã.

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


domingo, agosto 10, 2025

Contradições e mentiras da gente que finge que governa...


Este governo deve ser o mais contraditório - e mentiroso - da história da democracia. 

Entre outras coisas, em vez de governar, gosta de inventar problemas. Problemas que depois "tapam" outros problemas, graças a um jornalismo mais imaginativo que informativo, que também ele foge da realidade como o diabo foge da cruz.

Isso explicará que num dos países com a mais baixa taxa de natalidade da Europa, uma ministra seja capaz de inventar a ficção de que as "mães amamentam os filhos até à idade da primária" (a taxa só não é mais baixa porque os imigrantes tão "maus" para a nação, continuam a fazer filhos, ao contrário dos portugueses, e disfarçam a coisa...). E depois se ande semanas e semanas a discutir um "não assunto".

Na habitação também se finge resolver o problema, através da criação de números. O Governo fala da construção de novas casas, que só existem nas suas "cidades de papel", ao mesmo tempo que tenta "calar" e "prender" os elementos das associações capazes de denunciar, com marcas de tinta (de Norte a Sul), a existência de milhares de casas devolutas. Casas essas, cuja maioria pertence ao Estado e que poderiam resolver os problemas de muitos jovens e de muitos imigrantes, a curto e médio prazo...

Claro que isso seria "inventar" um novo problema para a banca e para as construtoras, que continuam a somar milhões, com a habitação nova, pois veriam o valor das casas a baixar, assim como os pedidos milionários de empréstimos, ao alcance de apenas um número reduzido de jovens...

E não vale a pena apontar o dedo e falar dos problemas cíclicos dos incêndios, dos negócios de milhões que envolvem aviões, helicópteros, autarcas e governantes, por respeito aos Homens que andam dias a fio por montes e vales, a tentar defender as pessoas e os seus bens...

Felizmente, com todos estes dramas, deixaram de existir "urgências fechadas" e a ministra da Saúde poderá gozar férias descansada, em qualquer praia dos trópicos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, julho 08, 2025

Saúde: demagogia e desperdício a mais e competência a menos


A saúde e a justiça retratam de uma forma, cada vez mais nítida, a acção demagógica e incompetente dos partidos de poder e dos políticos, nestas duas áreas fundamentais da nossa sociedade, pelo menos nos últimos trinta anos.

Embora possa ser injusto atribuir todas as culpas à ministra em exercício, se o seu mandato fosse exercido com demagogia a menos e competência a mais, talvez as coisas não tivessem piorado tanto no último ano (embora o PSD insista no seu contrário...). A sua primeira preocupação foi "provocar" a demissão do director geral, Fernando Araújo, com quem tinha tido problemas anteriores enquanto administradora hospitalar, e não dialogar com ele e tentar aproveitar o que se estava a fazer de positivo no sector.

É por isso que, quando se diz que o seu papel enquanto ministra é "destruir o Serviço Nacional de Saúde e entregar de mão beijada os serviços mais lucrativos ao sector privado", poderá ser exagerado, mas... 

Mas a realidade é o que é, e os hospitais e clínicas dos dois principais grupos privados da saúde, continuam a crescer, de Norte a Sul. Ao mesmo tempo que os meios do SNS continuam a ser escassos, com muitas das nossas urgências a fecharem aos fins de semana, com o argumento da falta de médicos.

É muito estranho que este problema se tenha agravado nos últimos anos e que a própria profissão de médico, tenha passado, aparentemente, a ser um serviço público normal, como se fosse um simples trabalho "das nove às cinco"...

E se é verdade que nunca se gastou tanto dinheiro na saúde como na actualidade (sem que se nota qualquer melhoria nos serviços...), é óbvio que terá de existir muita incompetência e desperdício de meios, tanto no Ministério da Saúde como nas administrações hospitalares. Graças aos nossos dois maiores partidos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)